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sábado, 1 de agosto de 2015

Como Eu Viveria Na Minha Cidade Fictícia Favorita

Seguindo um dos temas propostos pelo Rotaroots no mês de Julho, resolvi colocar a cabeça para trabalhar e imaginar como seria minha vida no meu lugar fictício favorito. E o meu lugar fictício favorito é Stars Hollow, do seriado Gilmore Girls, onde Lorelay Gilmore criou sozinha sua filha, Rory Gilmore.

Na abertura do seriado já dava para sentir o clima de eterno outono-inverno.
Stars Hollow é uma cidade bem pequena, com cara de interior, cheia de gente amiga e disposta a ajudar e cuidar da vida alheia (isso não é bem uma qualidade, mas ok). E tem esse coreto, coisa mais linda do mundo, no meio da praça principal (e única?) da cidade.

Cidade de interior que se preze, tem que ter um coreto na praça principal.

Pois bem, se eu vivesse lá, colocaria minha filha na escola de dança da Miss Patty e ela seria matriculada na escola local.

Além de ensinar dança, Miss Patty é uma das responsáveis por fazer circular todo tipo de assunto, fofoca e novidade na cidade.
Para ganhar a vida, eu abriria uma loja de discos (concorrendo com a loja local, Sophie's Music) e venderia todas as novidades do universo musical. Para me dar uma força na loja, empregaria a Lane, que ama música tanto quanto eu e contrataria o trovador da cidade para uns shows ocasionais. Aliás, o trovador é cantor de verdade e se chama Grant-Lee Phillips.

Uma coisa meio Rivers Cuomo com um toque de lá lalá lá lalá. 
Eu também faria questão de aprender a tricotar para poder participar da maratona de tricô, organizada pelo prefeito Taylor, com o objetivo de arrecadar fundos para ajudar alguma coisa que já não me lembro mais, mas que ele julga super importante, como todos os eventos que ele organiza e o Luke é contra. 
Festival dos bonecos de neve: outro evento super importante organizado pelo Taylor.
Aliás, o Luke. Ai, ai, o Luke! Só a lanchonete dele já seria um ótimo motivo para eu querer viver em Stars Hollow, por motivos de: Luke. Tudo o que ele fez pelas Gilmore durante as 7 temporadas já seria motivo para considerar esse bruto de camisa xadrez o homem mais fofo de todos os tempos em todos os seriados. Mas o que ele faz pela Rory no último episódio... Coisa mais linda do mundo ele costurando toda aquela lona, sozinho, sem dormir. Tô emocionada só de lembrar enquanto escrevo, juro!

Que homem, meu Deus! Que homem!
Voltando aos eventos da cidade, no festival de quadros vivos, eu adoraria participar encenando um quadro de Klimt (O Beijo, por exemplo,coisa linda aquele quadro!). O festival foi a coisa mais linda, cheio de quadros assim, encenados pelo pessoal da cidade.

Rory, como Antea (de Parmigianino) e Lorelai representando Dança em Bougival (Renoir).
Para mobiliar minha casa, eu compraria alguns móveis no antiquário da Sra. Kim, apesar do péssimo humor dela e do atendimento rude e nada hospitaleiro. Aliás, ela trata os clientes da mesma forma grosseira e dura que ela trata a filha, Lane.


Quando recebesse visitas demais para acomodar na minha casa, mandaria uma parte dos hóspedes para o Dragon Fly, o hotel da Lorelai e da Sookie.

E os hóspedes podem desfrutar de toda a antipatia e arrogância do Michel, o recepcionista francês de sotaque carregadíssimo.
Aliás, a Lorelai e a Sookie: eu queria ser amiga delas. Lorelai poderia me ensinar uns truques para ser uma mulher tão independente, incrível e próxima da filha adolescente.

Ser amiga da Emily, mãe da Lorelai, já seria uma tarefa mais complicada.

E a Sookie poderia me dar os ótimos conselhos dela ou os deliciosos pratos que ela cria e quer que todos provem e provem e provem enquanto ela SEMPRE acaba se acidentando na cozinha.

É assim que ela acaba se acidentando na cozinha.
E, por fim, para entrar mais ainda no ritmo calmo de vida no interior, mudaria meus hábitos alimentares e passaria a comprar coisas mais saudáveis no mercadinho do Taylor (além de ser o prefeito, Taylor Doose é também o dono do mercadinho e de alguns outros estabelecimentos comerciais da cidade) e legumes e verduras fresquinhas do Jackson, marido da Sookie.

Um casal quase tão bom quanto a Lorelai e o Luke.
Eu poderia fazer um parágrafo para cada evento memorável de Stars Hollow, poderia deixar esse post muito maior e cheio de gifs e imagens dos personagens e diálogos maravilhosos do seriado, mas né? Já demorei 1 mês exatamente pra terminar esse post, que deveria ter saído nos primeiros dias de julho, dentro do cronograma do Rotaroots, mas tempo é uma coisa que me falta cada vez mais e, bem, hoje já é dia 1º de agosto. Portanto o post fica por aqui, não vai entrar na lista de divulgação do mês de Julho do grupo e neste momento nada me define melhor do que essa frase da Sookie:

Sookie me representa.
Sobre as imagens e gifs, cacei de trocentos sites e posts sobre a série. Alguns eu encontrei pelo We Heart It e outros pelo Pinterest. 

Um ponto em comum com a Lorelai: eu também falo muito "Jesus, Maria, José e o camelo!".

***
Trilha Sonora: Como todo post que demora dias para ficar pronto, esse também teve muita trilha sonora. O que está tocando agorinha, enquanto termino e publico, não é música. Estou ""vendo"" Daniel Tigre com a Alice. Como sempre, no esquema meia tela pra mim e meia tela pra você.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Meme: Casa em Chamas

Esse mês o Rotaroots veio cheio de temas legais e, eu que queria fazer todos, acabei me enrolando e só vou conseguir participar de alguns (ou só esse).
Escolhi, pra começar, o seguinte:
Este foi um dos temas do mês passado no Rotaroots, mas me enrolei tanto com tantas coisas, que acabei escrevendo o post todo e não publiquei porque não tive tempo de fazer as fotos, que eram parte da proposta. Como já passou a data, vai sem fotos mesmo.
"Selecione o que você salvaria na sua casa caso ela estivesse pegando fogo, fotografe e conte o porque você os salvaria."
Já passei por um incêndio e, graças a Deus, não foi na minha casa e nem chegou a machucar ninguém (foi na escola onde eu trabalhava, em horário de aula, mais de 400 alunos, uns 30 funcionários e professores em pleno horário de aula e expediente administrativo). Eu, como responsável por prontuários e vida funcional do povo todo, saí catando tudo o que meu braço aguentou carregar junto com uma professora que se recusava a sair do prédio e deixar pra trás anos e anos de documentos dela e dos colegas. Confesso, se não fosse o apelo dela, eu teria saído junto com todo mundo, logo atrás dos alunos. Mas, né? Consciência não me deixou sair, então dei meia volta e fui lá abrir armários enquanto a fumaça invadia minha sala.
Cara! É um negócio desesperador.
Espero que ninguém passe por isso e, principalmente, espero que minha casa nunca pegue fogo, mas entrando na brincadeira, vamos ver qual seria minha estratégia:
Obvio que a primeira coisa a fazer seria tirar minha filha do meio do perigo, sem nem pensar em documentos, bens materiais ou telefone dos bombeiros. No máximo pegaria minha bolsa, se ela estivesse por perto, rezando para ter algo útil nela.
Mesmo levando a Alice para bem longe do fogo, eu provavelmente não seria corajosa de entrar na casa em chamas novamente e aí perderia tudo que tenho em casa, mas vamos mudar o cenário então.
Suponhamos que a Alice já tivesse sido tirada por outra pessoa ou que não estivesse em casa no momento do incêndio. Eu pensaria de forma prática e, como não tenho mais que 2 braços, usaria o carrinho de bebê da Alice para amontoar o máximo de coisas possível e correr. Para a minha sorte, é um carrinho enorme e eu poderia facilmente colocar nele:

1 - Meu notebook
Não terminei de pagar ainda e demorei muito tempo para comprar. E com ele a salvo, eu posso me distrair jogando The Sims e ouvindo música e esquecer que minha casa pegou fogo.

2 - Minha bolsa
Dentro dela sempre tem meu RG e a certidão de nascimento da Alice. Documentos são fundamentais para se cadastrar em programas sociais e conseguir abrigo depois de ficar sem casa para morar. Também tem meus cartões de crédito que não ajudam muito porque tô sempre sem limite, mas né, faz de conta que nesse cenário hipotético eu não sou a louca das compras.

3 - Roupas da Alice
As roupas dela são separadas por estação pra facilitar no dia a dia, mas na hora do desespero, eu tiraria as gavetas e viraria tudo no carrinho. As minhas roupas eu não me importaria de perder tudo, porque tô precisando renovar meu guarda-roupa faz um tempão e nem tenho tanta roupa mesmo, então "tatu do bem" deixar queimar meus trapinhos.

4 - Carteira de vacinação da Alice
Já parou pra pensar o trabalhão que dá provar que você tem todas as suas vacinas em dia? Melhor não arriscar. E junto com as vacinas, tem anotado o desenvolvimento dela desde que ela nasceu, datas das consultas médicas, peso e altura.

5 - Fotos
Tenho muita foto de máquina analógica, relíquias de família mesmo e é o tipo de coisa que se você perde, chora pra sempre. Pra ajudar (ou atrapalhar, nesse caso de perder tudo), comprei uma máquina tipo Polaroid e tenho mais um monte de mini-foto que tirei com ela recentemente. Como cada foto sai a um custo de mais ou menos R$ 2,00 acho melhor eu colocar também no carrinho de compras bebê.

6 - Instax Mini
A maquininha das fotos caras. Ainda estou in love com ela e não quero deixar que ela fique preta ou vire cinzas. Vai pro carrinho, então!

7 - Caderno de Recordações
Estou fazendo para a Alice um caderno de recortes, colagens e fotos com cartas que escrevo para ela ler no futuro. Não tem muita coisa ainda, mas o pouco que já tem, foi feito com tanto carinho, que não gostaria de perder no fogo. Também jogaria no carrinho o Diário do Bebê dela, cheio de anotações das coisas que aconteceram nos primeiros meses de vida dela, com datas e detalhes que não me lembro se não olhar nele.

Fora esses itens, acho que o resto poderia arder no fogo e eu só lamentaria até poder comprar tudo de novo (basicamente móveis, livros e DVDs).

E você, fogoso leitor (pegou? pegou? ahn? fogoso > incêndio. heh), o que tentaria salvar se sua casa estivesse pegando fogo?

***
Trilha Sonora: Eletrical Storm - U2. Melhor que a música, só o clipe dela. Lindo!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quando Uma Música Vira Mais Que Uma Música

Pensei mil vezes antes de participar desta blogagem coletiva do #Rotaroots, falando sobre a primeira vez que ouvi minha banda preferida. Adorei o tema, mas não estava conseguindo escolher uma banda só. Não tenho uma preferida, porque ouço muita coisa e a maioria das coisas que ouço, eu nem lembro mesmo como conheci.
Basicamente minhas histórias de amor começaram vendo algum vídeo na MTV ou ouvindo alguma música nas rádios que eu ouvia no fim dos anos 90/começo dos anos 2000.
Naquela época, sem internet, era mais complicado saber mais a respeito das bandas e a solução era ler muitas revistas sobre música e ficar com uma fita sempre no ponto pra apertar o Rec no vídeo e gravar qualquer coisa que surgisse de repente na TV. Era uma corrida maluca que eu disputava sozinha na modalidade levantar-correndo-do-sofá-me-jogar-na-frente-do-vídeo-apertar-rec, tudo em questão de 2 segundos, no máximo.
Foi assim que eu consegui gravar o clipe de Cochise, do Audioslave, em uma das primeiras vezes que ele passou na MTV.
Um dos clipes mais lindos! Esse efeito dos fogos, o abraço entre eles... tudo muito lindo!
(gif retirado daqui)
Audioslave é uma das bandas que eu mais gosto e Like a Stone, que foi lançada depois de Cochise, foi a música deles que eu mais ouvi. Não lembro exatamente como eu fiquei sabendo da união entre o Chris Cornell e o pessoal do RATM, só sei que me empolguei demais e virei fã no mesmo minuto, esperando ansiosa pelo lançamento do CD e dos clipes.
Apenas um amigo meu dividiu comigo e na mesma intensidade a paixão por eles. E foi com esse amigo que Like a Stone ganhou um significado novo pra mim e, a partir dela, consegui forças para encarar sorrindo um período complicado da minha vida, no fim da adolescência, quando mudei de cidade e me vi completamente sozinha de amigos, com mil coisas na cabeça e bilhões de sentimentos confusos no coração.
Um dia, acho que já falei a respeito aqui, esse meu amigo colocou Like a Stone pra ouvirmos ("só porque você gosta", ele disse) e pediu que eu não fosse embora para tão longe, me ofereceu abrigo e ajuda para achar emprego, na esperança que isso fizesse eu me rebelar e fugir da mudança que minha família estava prestes a fazer. Óbvio que não pude aceitar, óbvio que sofri por meses com a lembrança dessa cena e ouvi Like a Stone milhares de vezes enquanto pensava naquilo tudo.
Superei essa fase, superei esse amor (ou vai me dizer que não tinha dado pra entender que rolava um amor unilateral nessa amizade?), mas essa música ainda significa demais pra mim e pensando em histórias para contar sobre a primeira vez que ouvi tal banda ou tal música, não me veio nada mais marcante na cabeça, a não ser essa história. Não foi a primeira vez que ouvi, mas foi quando ela começou a significar algo mais forte pra mim.
Hoje já não ouço mais com tanta frequência, mas sempre que ela entra por acaso numa sequência de músicas aleatórias, não posso negar, o frio na barriga e a lembrança de tudo o que vivi naquela época voltam por alguns segundos e sorrio por dentro.

***
O tema deste post foi proposto lá no Rotaroots, o grupo de blogueiros que está promovendo muitos agitos nas tardes desta galerinha alto astral da blogsfera. Interessou? Quer brincar também? Curta a página, peça acesso ao grupo e conheça os outros blogs participantes. Garanto que é super legal!


***
Trilha Sonora: Cochise fica tocando mentalmente na minha cabeça sempre que falo dela. Ainda bem que a voz do Chris Cornell é deliciosa.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

5 Coisas Para Fazer No Inverno

Inverno é coisa linda de Deus pra quem tem pele oleosa e não curte muito tomar sol e se divertir na praia, o que é exatamente o meu caso.
No frio você pode fazer tudo o que pode fazer no calor, só que sem a sensação de estar derretendo e, mais importante, sem ficar fedendo e suando com meia hora de esforço físico.
Mas de tudo o que faço no inverno, o que mais gosto é:

* Dormir com dois cobertores
Se você me chamar pra dormir na sua casa, favor providenciar um cobertor, porque não consigo dormir direito se estiver descoberta ou se estiver coberta com um lençolzinho fino. Gosto de sentir o peso das cobertas em cima de mim pra ter uma noite tranquila de sono.
* Me vestir como gente
Não sou exatamente a pessoa mais vaidosa do mundo, mas no inverno acho muito mais fácil me vestir bem e até usar maquiagem. A roupa é quase sempre mais elegante, o blush não some, a sombra não escorre, o lápis de olho não borra e o cabelo colabora mais. Fico até parecendo uma moça. A menos que eu esteja em casa, porque aí eu adoto o mendigo style e meus dias viram a Mulambo Fashion Week, com meias por cima da calça, moletons velhos e calças furadas, o que também é bastante agradável e confortável, apesar de não ser bonito.
* Sopa
Mano. Eu amo sopa. Sério. Amo sopa. Por mim eu viveria de sopa. Até tomo no calor se minha mãe inventa de fazer, mas no inverno ela tem o poder de literalmente aquecer por dentro. Sopa, caldo, creme, Vono, tanto faz. Pratos fundos e canecas gigantes viram meus melhores companheiros. Eu realmente amo sopa. Muito.
* Banho quente
Não ligo de tomar banho frio se precisar, mas sempre que possível escolho o banho quente. Só que no calor é meio ruim, porque já fico derretendo o dia todo e entrar no chuveiro é o único jeito de refrescar. No inverno é exatamente o contrário: já estou quentinha de agasalhos, então tomo banhos bem quentes, daqueles de fumaçar o banheiro todo, me visto lá dentro mesmo e continuo aquecida. Sem contar que banho quente relaxa os músculos que ficam bem mais tensos no frio e tem coisa mais gostosa que sentir as costas relaxando enquanto a água cai?
* Fumacinha com a boca
Por quê? Porque acho divertido, oras.

***
Esse mês o Rotaroots colocou 3 temas bem legais para os memes e até pensei que faria todos, mas acho que não vai rolar por motivos de: um deles é sobre a banda favorita e, sinto muito, mas não posso escolher uma só.
Fiquemos com esse por enquanto e, se eu achar um jeito de responder tudo, posto até o fim do mês.

***
Trilha Sonora: No Excuses - Alice in Chains. "And if we change, well I love you anyway"

terça-feira, 8 de julho de 2014

8 on 8 #1

Dias atrás, através de um tópico aberto no Rotaroots, entrei pra um projeto de fotografias. É um 8 on 8.
- É um o quê, fia?
8 on 8. Poderia ser 6 on 6, 7 on 7, 9 on 9, etc...
Funciona assim: 8 pessoas postam 8 fotos no dia 8 sobre um mesmo assunto (mesmo que seja tema livre, será tema livre pra todos).
Decidimos usar a estação que nos inspira como tema para fotografar.
Antes das fotos, um aviso: não sou fotógrafa profissional e nem amadora, já que 90% das fotos que costumo tirar são da minha filha e 95% delas não fica legal o bastante para um porta-retrato. Só sei apertar o botão de disparar e essa é toda a minha técnica nessas fotos. Algumas fotos (vou avisar nas legendas delas) não ficaram com a luz legal, então coloquei filtro nelas pra dar uma ajeitadinha.
Então, todos avisados, vamos aos cliques:

Season Favorites
A estação que me inspira é o inverno. Bom pra sair de casa, pra dormir, pra ficar sozinha, pra namorar, pra engordar, pra emagrecer (quando tá muito frio, me recuso a sair da cama pra beliscar no meio da noite)... Por mim, no Brasil teria até neve.

 Resumo das minhas noites: cobertor e internet.

 Adoro o céu meio cinza do inverno. Não é cinza pra chuva, mas não é azul pra sol. Foto tirada do quintal da casa da minha madrinha, em Pirapora-SP.

 Tá aí uma coisa que sempre quis e nunca tive, até ganhar de presente esses dias: luvas. (foto com filtro)

 Andar de meia pela casa. Muito cara de infância, né? Alice faz isso sempre, já que se recusa a usar chinelo. 

Não gosto de sol, mas no inverno, quando fica aquele geladinho dentro de casa, adoro achar um pedacinho de sol pra me esquentar uns minutos. 

Ficar agarrada em quem a gente ama é quase impossível no verão, todo mundo grudando e suando e brilhando a testa oleosa e ECA! Nojinho! Mas no inverno dá pra ficar de mãos dadas pra esquentar, dá pra dormir abraçado, dá pra sentar pertinho e dá até pra respirar sem medo porque o perfume até dura mais. 

 
 Dormir de meia é gostoso, mas dormir de pantufa ou com esses sapatinhos que a Alice usa, é coisa linda de Deus! Você dorme e acorda com o pé quentinho e ele não cai no meio da noite, como acontece com as meias quase sempre. E isso só é possível no inverno (a menos que você não se incomode de acordar com o pé suando no verão).

E por último, uma das partes que mais gosto do inverno: me agasalhar! Adoro usar casaquinho e só consigo usar quando esfria. Daí aproveito e até me arrumo mais bonitinha. E sobre a minha cara de tédio, é porque eu estava trabalhando, fim de expediente, nada pra fazer e, principalmente, não sei e nem gosto de selfies. (dá pra ver que tem filtro aí, né? É, pesei a mão pra esconder o máximo possível da minha cara de "não estou me divertindo".)

Agora, as outras meninas que estão participando do projeto:

Marô
Raquel
Ana Luiza
Marta
Katharine
Aline
Sabrina

***
E então, como me saí nessa nova empreitada? Muito ruim? Mês que vem dá pra participar de novo ou é melhor cair fora antes de passar mais vergonha? Critiquem à vontade. Estou querendo aprender a fotografar e vai ser bom ouvir umas dicas. Aproveitem que não vou me ofender.  ;)


***
Trilha Sonora: I'm Like a Bird - Nelly Furtado. Acho que é a música dela que mais gosto. Tão diferente das outras coisas que ela gravou depois, que nem parece a mesma cantora.

terça-feira, 10 de junho de 2014

O Meu Brasil Pra Gringo Ver

Nunca saí do país (posso dizer que nem do estado de SP eu saí, porque a única vez que pisei fora do limite de estado foi por algumas horas, só pra ir até o Paraná, que é aqui do ladinho, na formatura da minha irmã).
Só que ninguém precisa ter o passaporte cheio de carimbos pra saber qual é a imagem que os gringos têm de nós. Basicamente: carnaval, samba, mulata, e futebol. Isso com a floresta amazônica ao fundo e um copo de caipirinha na mão.
Mas quem é brasileiro sabe, o Brasil é muito mais que isso. E o Brasil é muito mais que muita coisa para cada um que vive aqui.
Se eu fosse guia turística, mostraria para os turistas o seguinte:
* Culinária basicona do Brasil. Nada das comidas baianas que todo turista conhece, nada do brigadeiro que já virou produto gourmet lá fora, nada da feijoada que toda escola de samba faz nas quadras pra engordar visitas. Eu mostraria o nosso arroz, feijão, bife e batata frita com saladinha de alface e o temperinho made in Brasil mesmo. E empadinhas de boteco. Coxinha não, que já virou estrelinha também. E escondidinho de carne seca com mandioca. E carne seca com cebola. E, a comidinha clássica da minha infância, ensinada pelo meu avô: arroz, feijão e farinha pra fazer bolinho e comer com a mão.
* Música brasileira além da Bossa Nova e Samba. Quando penso em música com cara de Brasil, Cordel do Fogo Encantado me vem na cabeça no mesmo instante. Acho que existe pouca coisa tão verdadeiramente brasileira do que Cordel. Já começa no nome da banda, fazendo referência à Literatura de Cordel, que apesar de ter vindo de Portugal, ganhou a cara do Brasil quando se popularizou no nosso Nordeste. Outra banda bem Brasil é Nação Zumbi.
São estilos que se parecem um pouco com ritmos africanos por causa da percussão bem marcada. Mas, como o Brasil adota um pouco de cada cultura e molda com a nossa cara, não tem nada mais brasileiro do que a música feita por essas bandas estilo Cordel e Nação Zumbi.
* Botecos. Acho que não tem em outro lugar boteco estilo os brasileiros. Tem pub, tem cafeteria, tem restaurante, tem lanchonete, mas botecão, aquele "pé sujo", com estufa de salgados e mesinhas dobráveis com logo das cervejas, isso só tem aqui. Ou não? Mesmo que tenha em outros lugares, o estilo botequeiro (eu disse boTEqueiro. Favor não ler errado) é uma coisa muito nossa.
* Pastel de feira com caldo de cana. Preciso explicar? Fica até numa categoria fora da culinária, porque não é SÓ comer o pastel e tomar caldo de cana. Tem toda a coisa de ir andar na feira, ouvir a gritaria, esbarrar nos carrinhos, escorregar num tomate caído no chão, sentir o cheiro dos temperinhos moídos na hora... É uma experiência sem comparação.

Então, turistas que queiram conhecer o Brasil fora do tradicional "carnaval+feijoada+mulata+floresta+futebol", procurem minha agência de viagens e agendem seus passeios.
Mentira.
Mas se quiserem impressionar uma galera gringa, experimentem minhas dicas. Acho difícil isso falhar e não fazer um estrangeiro se apaixonar pelo menos mais um pouquinho pelo Brasil.

***
#VaiTerCopaSim - Outro tema proposto pelo Rotaroots.

***
Trilha Sonora: Sem música hoje.

domingo, 8 de junho de 2014

Um Meme e Um Grupo

Internet Old School
A proposta desse meme é falar sobre o que eu fazia quando comecei a usar internet.

Em 1998...1999 meu pai chegou em casa com um trambolho chamado computador. Não sei quais eram as configurações, mas sei que ele rodava um Windows 95 e era de segunda mão, logo, não devia ser nada muito extraordinário em termos técnicos, mas era extraordinário porque, mano! era um computador de verdade! Igual aos que a gente só via em agências bancárias e filmes americanos.
O primeiro computador que vi e "mexi" na minha vida foi na casa de uma amiga da minha mãe, mas ele estava com algum problema ou tinha senha e por isso não chegava a sair da tela inicial do DOS, onde ficava escrito Energy Star com o desenho da estrelinha. Ele era usado pra brincar de escritório, mas na verdade não fazia coisa nenhuma, já que, além de não funcionar, a gente nem sabia o que podia ser feito com ele.
Então, voltando ao meu primeiro computador, quando meu pai chegou em casa com ele e vimos que um computador tinha mais coisas além da tela preta com o desenho da estrelinha, ficamos maravilhadas! Eu e minha irmã fuçamos em tudo o que pudemos: paciência, copas, free cell, campo minado, protetor de tela, papel de parede editável... eram tantas as possibilidades! Mentira. Era bem pouca coisa, mas era muito legal.
Pra ter uma noção, a gente nem tinha mesa pra colocar o computador e ele passou anos em cima da mesa de jantar mesmo, ocupando um lugar que nunca podia ser usado por alguém que quisesse comer na mesa.
Algum tempo depois meu pai apareceu com um CD de joguinhos. Nos divertíamos mais ainda! Super tecnologia!
Até que, um dia, ele chegou com um disquete em casa com um adesivo de um ursinho e o nome Bimba. 
Pausa dramática: pelo amor de Deus, se alguém souber o que era esse tal Bimba, me explica, porque até hoje não sabemos e meu pai não se lembra direito pra poder nos explicar. Só sei que funcionava como uma internet ou funcionava com internet, não sei bem. A gente colocava o disquete, uma tela preta abria, nessa tela tinha diversas opções de jogos, chat, piadas e...e...e... acho que era só isso. Mas pra época e pra nossa idade, era um universo de coisas.
Usamos aquilo por um tempo e depois não me lembro se cansamos ou se meu pai vendeu o computador e o tal disquete foi junto. Só sei que passamos um bom tempo sem ter nada parecido em casa e o máximo que tínhamos de tecnologia em casa era um Nintendo 64.
Fomos ganhar outro computador de novo em 2001. Só que nessa época, não sei bem o motivo, eu não usava e nem me interessava por ele. O máximo que eu fazia era jogar The Sims.
Internet mesmo, aquele medo de acordar a casa toda com o barulho da conexão discando depois da meia noite, aquela raiva da conexão cair no melhor da conversa no MSN, aquela alegria de ver que tinha scrap novo no Orkut e a emoção de receber um depoimento (testimonial) lindo... Tudo isso veio só em 2005, quando eu finalmente me interessei e  comecei a usar internet. E isso era basicamente o que eu fazia: MSN, Orkut, blogs... E o primeiro que eu li e comecei a acompanhar foi o Flocgel e, a partir dele, o Suburbia Tales e tantos outros que eu ia achando linkados em posts ou no blogroll deles. Assim foi o começo do meu relacionamento com a internet.
Fiz muitos amigos quando resolvi começar um blog e alguns eu trago até hoje como pessoas queridas.
Os caminhos e lugares mudaram um pouco desde que caí nessa rede mundial de computadores, mas os objetivos finais ainda são os mesmos: conhecer pessoas, conhecer coisas, conhecer histórias.
A internet era diferente antes? Era. Era melhor do que é hoje? Não, nem melhor e nem pior. Só era outra. Da mesma forma que eu era outra pessoa, nem melhor e nem pior.
Mas que dá saudade dá.

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Esse meme foi proposto pelo Rotaroots, um grupo super legal no facebook, que tá tentando resgatar o espírito blogueiro do passado, quando a internet tinha mais conteúdo inédito e os blogs eram mais atualizados do que hoje. Vale a pena conhecer, se você sente saudade da blogosfera de raiz.
Tem o grupo e tem a página, mas nenhuma delas tem o objetivo de divulgar blogs ou fazer trocas de link e parcerias. 


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Trilha Sonora: Na vibe coisas velhas, tô ouvindo Capital Inicial - Eu Nunca Disse Adeus.