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quarta-feira, 17 de julho de 2024

Maglore - Minha (atual) banda nacional preferida

Alguns anos atrás, assistindo Shippados, uma série da Globo Play com a Tatá Werneck e o Eduardo Sterblitch (criação de Fernanda Young e Alexandre Machado), ouvi uma música que me tocou lá no fundo do peito: Motor. Fui procurar a música completa, achei a banda Maglore, mas parei por ali.
Segui encantada com a letra. Tanto que, um tempo depois, ouvi a Pitty cantando uma música lindíssima e pensei "já ouvi isso antes". Bingo! Ela regravou Motor e deixou tão linda quanto a original, mas com um toque diferente, mais a cara dela.
Pouco depois, mais uma versão: Gal Costa. Outra vez, parecendo uma música nova, com jeito de Gal, me apaixonei pela 3ª vez pela mesma música como se ela fosse inédita.
Não lembro em qual ponto aconteceu, entre Pitty e Gal, que resolvi ouvir o resto da Maglore e meu Deus do céu! Que banda boa! Já são anos ouvindo muito, ouvindo tudo e desejando um show deles que eu possa ir.
Em novembro eu quaaaaase consegui ir a um show que eles fizeram em SP, enquanto eu estava por lá. Cheguei a reprogramar minhas rotas e passeios daquele dia, mas a Buser deu o maior vacilo, um rolo de passagem cancelada e tive que voltar pra casa na manhã do dia 15/11. O show foi na noite do mesmo dia. Uma pena, mas um dia vai dar certo.
Agora, especificamente sobre as músicas, recomendo muito que comecem pelo disco V e daí sigam para os outros, conforme o coração mandar. Quando já estiverem apaixonados, ouçam o Ao Vivo deles e terminem com o Maglore Acústico, lançamento mais recente até aqui.
Algumas músicas são gostosinhas de cantar sozinha no chuveiro, como Dança Diferente. Outras são boas para cantarolar mesmo sem prestar atenção na letra (mesmo elas sendo todas ótimas), como Se Você Fosse Minha, que outro dia a Alice estava com ela grudada na cabeça por causa do refrão meio chiclete. Ou ainda, a gostosinha Café Com Pão, que tem um lá lará lará muito bom de cantarolar o dia todo.
Tem as poesias maravilhosas também, como é o caso de Motor, Não Existe Saudade no Cosmos (Erasmo Carlos gravou, tá? Não é qualquer coisa essa banda!), Amor Antigo e mais umas dezenas que eu posso listar e recomendar que sirvam de trilha sonora para lindos e grandes amores ou grandes amores perdidos.
Uma, em especial, me deixa sempre impressionada quando ouço: Maio, 1968. Essa poderia facilmente ter sido escrita e gravada pelo Secos e Molhados. Tem a cara de Ney Matogrosso com um toque de Beatles. Uma melodia maravilhosa, uma letra daquelas que você ouve e visualiza as cenas... Além de ser uma aula de história sobre os fatos de maio de 1968 em forma de música. Hipnotizante.
Inclusive, falando em Secos e Molhados, eles gravaram Fala e ficou boa demais!
Algumas eu escolhi como minhas trilhas pessoais: 
  • Dança Diferente, que eu já citei e dá vontade de dançar como no clipe.
  • Mantra, que sempre me faz pensar e repensar muita coisa.
  • Aquela Força, que sempre me dá uma força extra quando tô precisando recuperar o fôlego.
  • Espírito Selvagem, que sempre me deixa feliz quando ouço, de um jeito que eu sorrio sozinha enquanto canto.
  • Calma que, bem, me acalma mesmo.
Ah... Muito difícil ficar listando aqui, porque eu gosto muito de todas, algumas por mais de uma razão, inclusive. Poesia + ritmo + identificação + reflexões... É o caso de Transicional, que tem uma melodia e letra lindas e, mesmo não falando diretamente comigo, me deixa muito encantada com a beleza dela.
Sério:

"Ela vai se apaixonar outra vez
De novo e de novo
E até sem querer
E perceber que não são os outros
É perceber tudo que se é
Por tanto tempo teve que viver
Na sombra dos que os outros vão entender
E não há certo
E não há errado
É sobre ser
Tudo que se é"

Que coisa linda! De um jeito super simples, mas lindo!
Se vocês forem clicando nos links que eu postei aí, vão entender porque a Maglore é a banda nacional que eu mais ouço nos últimos tempos.

***
E para quem quiser conhecer melhor a banda, ver agenda de shows, curtir umas fotos etc. e tal, tá aqui:
Instagram deles
Canal do Youtube
Wikipedia deles, um pouco desatualizada
Bônus: playlist das músicas que tocam na série Shippados. Tem muita coisa boa além da Maglore. Vale a pena ouvir!

***
Trilha Sonora: Maglore, claro.

sábado, 16 de setembro de 2017

Chegou a Idosa

Lá na escola onde trabalho o pessoal do grêmio tem colocado uma caixa de som na hora do intervalo e fica aquela guerra Direção X Grêmio sobre qual música podem ou não tocar. Rap das Armas, por exemplo, tá na lista dos proibidos.
Daí ontem colocaram Cerol na Mão, do Bonde do Tigrão. A aluna semi-empolgada na quase coreografia comentou com a outra:

- Essa é bem velha, mas é legal...

Ooooopaaa!!! Tive que intervir.

- Não fala que é velha, não, ow! Tocou na minha festa de 15 anos, menina! Tá me chamando de velha?
- Não... Erh... Não é tão velha assim, é que já faz um tempo...
- Shiiiu! Não conserta, não. Deixa quieto. Não conserta que vai piorar.

Essa juventude de hoje não respeita mais ninguém mesmo. Não respeitam nem os clássicos. Ainda que os clássicos já sejam ♫ Vou passar cerol na mão Vou sim Vou sim... ♫ 
Quer dizer, agora quando eu quiser falar que sou velha sem citar minha idade, já posso dizer que sou do tempo que Bonde do Tigrão não era música de velho.


***
Trilha Sonora: Raul Seixas no filme sobre a vida dele: O Início, O Fim E O Meio. Eu não sou fã dele, mas admito que esse filme é bem bom.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Como Uma Música Salva Uma Pessoa

Em março desse ano, acho, eu fiquei doente. Não foi gripe ou catapora (aliás, nunca tive catapora) e nem precisei fazer cirurgia. Fiquei doente da cabeça mesmo. Ou da alma, como dizem.
Os 3 médicos que me atenderam naquela semana disseram, um sem saber do diagnóstico do outro, que eu estava passando por uma crise nervosa. Até que, numa noite qualquer, eu surtei. Eu travei. Eu fui para o hospital numa ambulância e passei uma semana descansando em casa, sem trabalhar e evitando me estressar. Foi bem sério, mas não é sobre o colapso em si e as causas dele que eu quero falar.
Quero falar que, naquele momento, apesar de um restinho de racionalidade me fazer sentir medo de acordar minha filha e ela me ver daquele jeito; o que me manteve lúcida mesmo foi uma música. Não foi o amor pela minha filha, não foi o desejo de vê-la crescer, não foi a vontade de viver (e tudo isso existe e existia mesmo naquele momento). Foi uma música.
Enquanto eu estava semi consciente, no chão, sem conseguir me mexer, sem conseguir falar, sem conseguir enxergar absolutamente nada, alguma coisa me dizia que, se eu fosse capaz de continuar repetindo mentalmente os versos de Need You By My Side, do The Sun Parade, eu conseguiria me manter sã. Foi como se eu estivesse me equilibrando em uma linha muito fina entre a loucura e a sanidade. E essa linha era essa música. Eu repeti mentalmente muitas e muitas vezes os versos "I fell it collapsing inside me My life while I struggle inside Could you please be my constant? Cause I have fifty thoughts at a time" e de alguma forma que nunca saberei explicar, sei que eles mantiveram parte do meu cérebro funcionando como deveria funcionar.



Poderia ter sido qualquer música de uma lista enorme de músicas que eu gosto e ouço a vida toda, há muitos anos ou há algum tempo... mas foi essa. Postei aqui quando conheci e me apaixonei por essa banda e citei essa música, inclusive. Continuo ouvindo muito, mas naqueles dias, não sei o motivo de ter "escolhido" ela pra me salvar do que eu nem sei. Mas foi ela.
Desde então, tenho prestado atenção aos sinais de qualquer cansaço aparentemente fora do normal, mas quando sinto que estou prestes a surtar de novo, eu ouço essa música, eu canto, eu me lembro dela e eu me mantenho em pé, seguindo meu caminho.
Nunca pensei que uma música se tornaria tão importante pra mim, mesmo sempre tendo sido apaixonada por música, mas essa, naquela ocasião, tenho certeza que me salvou de um destino muito diferente do que eu quero pra mim.

***
Trilha Sonora: Comecei com Need You By My Side e passei por várias outras enquanto escrevia, mas tive que ouvir de novo quando abri o vídeo pra pegar o link. 

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ouvindo Toda Hora: The Sun Parade

Não sei quando foi a última vez que uma banda surgiu na minha vida de forma totalmente aleatória, sem indicação de ninguém ou sem que eu tivesse ouvido uma música como trilha de qualquer coisa.
Até que, há algumas semanas, recebi no meu email uma newsletter de algum site de música que já não me lembro mais qual era e, entre várias recomendações, havia uma que me chamou a atenção: The Sun Parade. Fui procurar no Spotify e desde então estou ouvindo, ouvindo, ouvindo, ouvindo e amando.


O som me lembrou um pouco The Kooks (Naive, especificamente), mas não é exatamente parecido. É que tenho uma coisa de ouvir certas bandas e lembrar de outras que não se parecem de verdade, mas meu cérebro acha que sim.
Dentro da minha rotina é o tipo de música que gosto de ouvir enquanto leio e escrevo. Me ajuda a relaxar e focar no que estou fazendo, servindo de música de fundo, sabe? Aí eu paro um pouquinho, canto um verso ou outro, distraio uns segundos e volto a me focar.
Das que ouvi (acho que todas) estou mais apaixonada por todas por duas três quatro: Need You By My Side, Taste, Heart's Out e Waiting for Life to Drastically Change. Mas tem I'm Still Here, que é uma delícia de ouvir e vai pra minha trilha de músicas para ouvir e cantar no banho. E se eu for ficar listando todas que gostei, vou ter que listar tudo, porque eu realmente gostei de tudo. Nenhuma delas teve aquela coisa de "ai, chatinha! próxima!" e isso acontece muito até com bandas que adoro há tempos.
Fui ver os clipes no Youtube e estou igualmente apaixonada! Bem feitos, divertidos, com um clima meio "chama o pessoal pra fazer figuração, vai ser divertido" e aquela coisa moderninha, cheia de filtros e edições legais. O clipe de Need You By My Side (status: amando cada verso dessa música), por exemplo, parece que foi filmado dentro de um sonho, umas cenas esquisitas, meio nada a ver... exatamente como quando a gente sonha e vai contando os pedaços para alguém e explicando que não faz mesmo sentido nenhum aquilo tudo. Olha só:


Sobre a banda, ela é composta pelo vocalista e guitarrista Chris Marlon Jennings (achei gatinho), pelo Jeff Lewis que também faz vocal e guitarras, Jared Gardner no baixo e Karl Helander na bateria. Eles são de Northampton, Massachusetts (EUA).


Na página deles no fb tem bastante foto (inclusive essas do post, peguei de lá e do site oficial deles) e informações atualizadas sobre shows e lançamentos.
E pra encerrar, mais um vídeo deles, que eu achei bem divertido. Heart's Out:



***
Trilha Sonora: The Sun Parade, lógico. Tô ouvindo muito, há dias e logo, logo vai ultrapassar as bandas e faixas mais ouvidas do meu perfil na Last.fm.

domingo, 15 de março de 2015

Minhas Músicas Preferidas da Alanis Morissette

Conheci as músicas da Alanis por influência das minhas amigas, lá em 1998, na 7ª série ainda (que agora se chama 8º ano). Um dia uma delas apareceu com o Jagged Little Pill e começamos a ouvir e ouvir e ouvir e ouvir até que comprei um pra mim e continuei ouvindo e ouvindo e ouvindo...
Hoje em dia já não ouço tanto e nem conheço muito bem o trabalho recente dela, mas continuo amando as músicas mais antigas.
Muitas letras falam diretamente comigo ou por mim, com lições que aprendi sozinha ou refletindo sobre as composições dela. Tipo a letra de Hand in My Pocket, que funciona como um cutucão quando começo a ver só o lado ruim das coisas.

Tá ruim, mas tá bom.

Como faz tempo que não crio listas aqui, vamos lá:


(não em ordem de preferência porque aí seria crueldade demais com o meu coração musical)
  1. Head Over Feet
  2. Ironic
  3. Hand in My Pocket
  4. You Learn
  5. You Oughta Know
  6. Wake up
  7. Everything
  8. Crazy
  9. Hands Clean
  10. Precious Illusions
  11. 21 Things
  12. So Unsexy
  13. UR
  14. Unsent
  15. So Pure
  16. Thank You
  17. No Pressure Over Cappucino
  18. Princes Familiar
  19. King of Pain
  20. That I Would Be Good
(se o player não funcionar, tem link direto pra ele antes da lista O player não funcionou, mas tem link antes da lista, direto pro Grooveshark)

Bonus: O cover de My Humps, do Black Eyed Peas, só pelo senso de humor do clipe e da escolha da música, que não tinha nada a ver com o estilo original da Alanis, mas ela conseguiu transformar numa típica música (melodia) "dela". E, como o legal é ver uma Alanis diferente e rebolativa, não a incluí na playlist para que, quem não viu ainda, veja o clipe mesmo.

Whatcha gonna do with all that ass?

***
Trilha Sonora: Alanis, claro.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Agosto - Simoninha



Só pra combinar com o mês que começa hoje. =)



"As coisas que eu penso e que ninguém quer entender
As coisas que eu faço e que ninguém deseja ver
É por essas e por outras que eu preciso de você
Só você sabe como e porque"

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quando Uma Música Vira Mais Que Uma Música

Pensei mil vezes antes de participar desta blogagem coletiva do #Rotaroots, falando sobre a primeira vez que ouvi minha banda preferida. Adorei o tema, mas não estava conseguindo escolher uma banda só. Não tenho uma preferida, porque ouço muita coisa e a maioria das coisas que ouço, eu nem lembro mesmo como conheci.
Basicamente minhas histórias de amor começaram vendo algum vídeo na MTV ou ouvindo alguma música nas rádios que eu ouvia no fim dos anos 90/começo dos anos 2000.
Naquela época, sem internet, era mais complicado saber mais a respeito das bandas e a solução era ler muitas revistas sobre música e ficar com uma fita sempre no ponto pra apertar o Rec no vídeo e gravar qualquer coisa que surgisse de repente na TV. Era uma corrida maluca que eu disputava sozinha na modalidade levantar-correndo-do-sofá-me-jogar-na-frente-do-vídeo-apertar-rec, tudo em questão de 2 segundos, no máximo.
Foi assim que eu consegui gravar o clipe de Cochise, do Audioslave, em uma das primeiras vezes que ele passou na MTV.
Um dos clipes mais lindos! Esse efeito dos fogos, o abraço entre eles... tudo muito lindo!
(gif retirado daqui)
Audioslave é uma das bandas que eu mais gosto e Like a Stone, que foi lançada depois de Cochise, foi a música deles que eu mais ouvi. Não lembro exatamente como eu fiquei sabendo da união entre o Chris Cornell e o pessoal do RATM, só sei que me empolguei demais e virei fã no mesmo minuto, esperando ansiosa pelo lançamento do CD e dos clipes.
Apenas um amigo meu dividiu comigo e na mesma intensidade a paixão por eles. E foi com esse amigo que Like a Stone ganhou um significado novo pra mim e, a partir dela, consegui forças para encarar sorrindo um período complicado da minha vida, no fim da adolescência, quando mudei de cidade e me vi completamente sozinha de amigos, com mil coisas na cabeça e bilhões de sentimentos confusos no coração.
Um dia, acho que já falei a respeito aqui, esse meu amigo colocou Like a Stone pra ouvirmos ("só porque você gosta", ele disse) e pediu que eu não fosse embora para tão longe, me ofereceu abrigo e ajuda para achar emprego, na esperança que isso fizesse eu me rebelar e fugir da mudança que minha família estava prestes a fazer. Óbvio que não pude aceitar, óbvio que sofri por meses com a lembrança dessa cena e ouvi Like a Stone milhares de vezes enquanto pensava naquilo tudo.
Superei essa fase, superei esse amor (ou vai me dizer que não tinha dado pra entender que rolava um amor unilateral nessa amizade?), mas essa música ainda significa demais pra mim e pensando em histórias para contar sobre a primeira vez que ouvi tal banda ou tal música, não me veio nada mais marcante na cabeça, a não ser essa história. Não foi a primeira vez que ouvi, mas foi quando ela começou a significar algo mais forte pra mim.
Hoje já não ouço mais com tanta frequência, mas sempre que ela entra por acaso numa sequência de músicas aleatórias, não posso negar, o frio na barriga e a lembrança de tudo o que vivi naquela época voltam por alguns segundos e sorrio por dentro.

***
O tema deste post foi proposto lá no Rotaroots, o grupo de blogueiros que está promovendo muitos agitos nas tardes desta galerinha alto astral da blogsfera. Interessou? Quer brincar também? Curta a página, peça acesso ao grupo e conheça os outros blogs participantes. Garanto que é super legal!


***
Trilha Sonora: Cochise fica tocando mentalmente na minha cabeça sempre que falo dela. Ainda bem que a voz do Chris Cornell é deliciosa.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Melhor Que a Original - Parte 3

Ressuscitando uma série esquecida aqui do blog, mas sem o formato de lista.
Estou bem. Calma, gente! Não vou fazer em forma de lista simplesmente porque quero mostrar uma música só. Aliás, duas: a original e a versão.
Já falei aqui no blog ou postei um vídeo, não me lembro, da banda Columbia. PUTA BANDA BOA DO CARALHO! Entenderam a intensidade da minha recomendação? É uma banda com letras boas, uma vocalista linda com uma voz deliciosa, músicas gostosas de ouvir o dia todo, em quase qualquer situação. A maioria delas é meio melancólica, mas de uma beleza que raramente vemos hoje em dia.
Enfim, ouçam e confiem em mim, vocês vão gostar.
O caso é que eu baixei todas as músicas deles e no meio delas veio uma chamada "Eu Queria Ser John Lennon". Ouvi, gostei, aprendi a cantar, grudou na minha cabeça algumas vezes e passou. Fiquei um tempo sem ouvir e, outro dia, organizando as pastas de músicas aqui, fui ler os detalhes do arquivo e vi que a música faz parte de um álbum com regravações de músicas do Odair José.
Olha, pra quem não conhece, vou dizer uma coisa e é tudo o que sei dele (e me corrijam se eu estiver muito equivocada): é um cantor brega dos anos... sei lá... 60.
Fiquei cismada com aquilo. Será? Vai ver era só uma música escrita por eles em homenagem ao Odair José. Vai ver ele queria ser um John Lennon brasileiro, daí a homenagem.
Esqueci o assunto. Até que ouvi a música hoje e, com tempo livre, fui ao Google ver qualé quié, afinal.
Achei o seguinte vídeo:

Pois é. Eis um caso de letra linda sofrendo preconceito e sendo ignorada (por mim, pelo menos) só por causa da fama brega do compositor. Confesso que eu jamais teria a curiosidade de ouvir uma música dele só porque sim. Se não fosse essa regravação da Columbia, eu nunca teria conhecido essa música.
Aqui a versão "pop" para quem ficou curioso.

http://www.youtube.com/watch?v=rpO4Et4fd38
(tentei incorporar o vídeo do Youtube e o player do Grooveshark, mas o blog tá de sacanagem e não deixou. Vai só o link mesmo e vocês que cliquem e sejam felizes).

E, embora a letra seja linda de qualquer jeito, a regravação supera a original, na minha humilde opinião.
O que vocês acham?

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Músicas Que Ficam

Tocou no rádio essa semana uma música que me fez voltar no tempo por uns instantes.
Era aquela música, Velha Infância, que diz "Meu riso é tão feliz contigo O meu melhor amigo é o meu amor".
Na época em que ela ainda era muito tocada, eu namorava uma pessoa com a qual hoje eu não tenho o menor contato. No máximo uma notícia ou outra, vindas de amigos em comum, quando o nome dele surge em uma conversa e eu pergunto como ele está. Pergunto por curiosidade e porque, sim, ele foi importante na minha vida de inúmeras formas. Éramos amigos, antes de qualquer coisa e continuamos amigos, depois de tudo, apesar de tudo, por algum tempo.
Ouvi a música e fiquei pensando como as coisas mudam com o passar do tempo e letras que pareciam ter sido escritas pra você e uma determinada pessoa, de repente, já não fazem o menor sentido.
Ele não é mais o meu melhor amigo há muitos anos, não é mais o meu amor, meu riso tem outras razões para ser feliz e ele não é mais nenhuma dessas razões, ele não é mais um sonho pra mim, não penso nele desde o amanhecer e, muitas vezes, passo meses sem nem lembrar que ele existe.
Outra música que considerávamos "nossa música" era A Sua. Continuo gostando dela, mas também não faz mais sentido associar a ele. A não ser por um verso que posso dizer com sinceridade que é e sempre será verdade quando falo de qualquer um que tenha passado pela minha vida: "Eu te quero sempre em paz".
Em qualquer relacionamento, independente de como termine, não pode deixar de existir o desejo de que coisas boas aconteçam ao outro. Comigo por perto ou não, que a vida deles siga em paz, como desejo que a minha siga.
Não consigo entender pra onde vai todo o amor que se jura um dia, quando, de repente tudo acaba e vai cada um pra um lado. As músicas viram apenas uma coisa que toca ao acaso e nos faz pensar em alguém que já passou. Mas o sentimento de querer bem... Não é possível que acabe por completo se ele chegou a ser verdadeiro.
As músicas que não podemos proibir de tocar ao acaso, numa terça-feira qualquer, se ainda nos fazem pensar "Onde foi que erramos? Porque não deu certo? Onde andará fulano?", são a prova de que pelo menos um carinho fica de todo amor que passa.

***
Trilha Sonora: Velha Infância ficou na minha cabeça a semana toda.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Green Jones / Norah Day

Acabei de ouvir Outro dia ouvi uma música que preciso eu precisava compartilhar aqui (no facebook eu já compartilhei na mesma hora).
Primeiro a música, depois as minhas opiniões de crítica musical de show de churrascaria:




Sim. É o Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, aquela banda de punk rock (?*) e a Norah Jones, aquela cantora da voz doce, que canta lindamente as músicas que você pode usar para quase tudo na vida: de dormir a dirigir, passando por namorar e andar de elevador.
Não sei ainda como e quando começou, preciso dar uma procurada, mas eles estão cantando juntos e parece que a coisa foi até que bem divulgada já. Eu, desatualizada como estou, nem estava sabendo de nada e fui pega de surpresa quando alguma página de música que curto no Facebook publicou o vídeo acima. Fui ver correndo por dois motivos: adoro os dois em suas carreiras e achei isso muito inusitado. Nunca pensei que um cara que canta músicas como as do Green Day fosse capaz de mudar de estilo assim cantando com aquela fofura-meiguinha-bonequinha da Norah Jones.
Mesmo nas músicas mais tranquilas deles, o estilo é bem diferente, mais rock mesmo, não fugindo nunca do jeitão moleque do Green Day.
Já no caso da Norah Jones, não há muita surpresa, porque nessa dupla com o Billie Joe, eles estão fazendo um som bem folk, aquela coisa que combina com violão e lembra férias no campo, outono, coisa marrom (só eu penso nessas coisas quando ouço folk? Desculpa, então. Sou louca.). Não muito diferente do estilo original dela que, embora não seja folk, também é uma coisa bem tranquila de ouvir, traz aquela sensação de que nada mais é urgente, que o mundo deu uma desacelerada e que só importa o quê ou quem está ali com você naquele minuto.
A surpresa maior foi a parceria dos dois por causa do Billie Joe mesmo. Pra mim, humildemente palpitando, foi uma coisa estranhamente boa de ver e ouvir.
Achei que ficou muito bom, a voz deles combinou, ele se mostrou um cara corajoso e de voz versátil arriscando um estilo tão novo pra ele e uma parceira tão diferente dele, como a Norah Jones.
Enfim, pra quem não é profissional no assunto, falei demais já. Só queria indicar a dupla pra vocês e, se gostarem de Long Time Gone, tem mais músicas aqui, clicando na imagem:

https://itunes.apple.com/br/album/foreverly/id728775523?wmgref=http%3A%2F%2Fwmuk-apache.co.uk%2FLS%2Fbplayer%2Findex.html&affId=2082724&ign-mpt=uo%3D4


Sobre as músicas: todas elas são regravações do disco lançado em 1958, Songs Our Daddy Taught Us,  dos Everly Brothers, uma dupla que fez sucesso nos anos 50/60.
Espero que gostem!

(*Adoro Green Day, mas nunca tive muita certeza se devo ou não dizer que eles são uma banda de punk rock. Rock é, mas punk... Não sei, é um "rótulo" que não gosto de usar pra eles. Até porque, rótulo nenhum é legal de se usar em coisas que não sejam produtos industrializados que necessitem de informações nutricionais, procedência e data de validade, né?)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Felicidade, Minha Filha

Alice, outro dia a mamãe estava vendo na TV um programa especial sobre o Marcelo Jeneci e, não sei se até você ter idade para ler tudo isso ele ainda estará na mídia, mas tenho certeza que eu vou continuar ouvindo as músicas dele e você vai acabar aprendendo pelo menos um versinho ou outro das músicas lindas que ele faz.
Acontece que você, como quase sempre, estava no meu colo e enquanto eu via e cantava, você dançava do seu jeitinho engraçado de dançar de um lado pro outro, como se fosse uma arvorezinha leve de poucos galhos e folhas que se sacode fácil com qualquer ventinho, pra lá e pra cá, como se fosse sair voando em sua própria leveza, mas continua firme no chão, em seu infinito tamanho interior que um dia desabrochará (nem sei se posso dizer que árvore desabrocha, mas enfim...) e te tornará grande como as árvores e as pessoas adultas que carregam em si esse tipo de peso invisível que as mantém firmes no chão.
Pois, então, estava tocando aquela música dele, Felicidade, e fiquei pensando no quanto pretendo cantá-la pra você durante sua vida.
É que ela ensina tanto sobre ser grande, sobre perder e não sofrer, sobre ganhar e não se achar demais por isso, sobre ter e não se perder de si, sobre ser feliz nas pequenas coisas...
Ensina sobre sorrir, sobre buscar a felicidade acima de tudo, em tudo, apesar de tudo.
É o que eu quero que você faça: busque sempre a sua felicidade, filha. De vez em quando, apesar do meu desejo de te ver sempre feliz, vai ser quase impossível sorrir, mas acredite que toda dor passa ou, pelo menos, passa a doer menos e aí você volta a sorrir.
De repente, se você for ouvir, vai entender coisas diferentes das que entendo ele cantar quando ouço. Mas é assim mesmo, meu amor. Com música (livros, quadros, filmes... acho que com as artes de forma geral), todo mundo ouve a mesma coisa, mas cada um entende uma outra coisa que é só sua. O importante é entender algo.
Não quero nunca te forçar a entender o mesmo que eu entendo, mas quero que você acredite quando eu te disser que "Felicidade é só questão de ser" e seja. Seja sempre. Sempre que possível.
E enquanto você for essa arvorezinha pequena que sacode pra lá e pra cá sem sair voando, mamãe vai trazer o vento pra te fazer dançar. Depois, quando se tornar a tal árvore enorme que eu sei que tem dentro de você, mamãe vai só sentar e observar enquanto você estiver sendo.
Feliz.


***
Trilha Sonora: Felicidade - Jeneci. "Melhor viver, meu bem, pois há um lugar Onde o sol brilha pra você"

quinta-feira, 11 de julho de 2013

 Trocando em Miúdos
(Chico Buarque e Francis Hime) 

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu
Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças
Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter
Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado
Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.

sábado, 23 de março de 2013

Músicas Para Não Tocar No Seu Casamento

Tava vendo TV com o meu pai aqui e passou um comercial de um Box de oitocentos CDs (ainda tem CD pra vender em Box? Acho que eram DVDs, então) DVDs com músicas da Jovem Guarda. Entre elas, tem aquela da Vanderléia, Pare o Casamento (adoro a versão com o Kid Abelha), e pensei que seria uma ótima música para tocar na entrada da noiva. Só que não, porque né.
Daí, bem, toma aí (mais) uma lista:

Lá Vai a Noiva (fugindo da Igreja, pega ela!)


  • Pare o Casamento - para tocar no seu próprio casamento porque seria divertido para os convidados e triste para o noivo (ou a noiva, vai saber?) ouvir o versinho "Senhor Juiz esse casamento será pra mim todo o meu tormento". Daquelas que se casam já prevendo que vai dar bosta.
  • Não sei o nome e nem tô com vontade de ir procurar agora, mas o refrão é famoso: "Estou casando, mas o grande amor da minha vida é voceeê". Convite de Casamento - porque seria bastante constrangedor para o noivo e risível para os convidados saber que a pessoa tá casando com esse porque era esse o que tinha pra hoje. Mas na verdade queria era o outro.
  • Better Man - pensa que decepcionante, você casando com o cara e dizendo que não conseguiu achar um cara melhor. Na real, a interpretação pode ser a de que não existe um homem melhor. Mas eu sempre vi essa música com um ar bastante triste, meio que no estilo da anterior, "tô com você porque não achei nada melhor, mas eu sei que tem coisa MUITO melhor". Chato, cara! Mas os convidados também se divertiriam.
  • Quando Amanhecer - bem sincero da sua parte se casar já avisando que um dia a pessoa pode acordar e não mais te ver, mas que tudo bem, é assim que tem que ser. Dica: se for se casar com alguém que gosta muito dessa música, não gaste demais na festa de casamento e nem dê presentes muito caros. Nunca se sabe quando o seu grande amor pode dar no pé e te deixar sozinho com o prejuízo todo.
  • Esse Cara Sou Eu (precisa link?) - começar o casamento usando essa música já dá o direito automático para que a outra parte use a música anterior. Você se assume o cara-chato-pra-porra-que-se-acha-super-romântico-e-cara-perfeito. 


***
Bom, essa lista saiu meio de improviso, então vai ficar pequena mesmo. A menos que eu me lembre de outras ou vocês me sugiram mais algumas.

***
Recado n° 1: me rendi ao Twitter. Quem quiser bater um papo, me segue lá. @eudesouzalves
Recado n° 2: meu outro blog tá sendo (quase) atualizado com mais frequência. Quem se interessar por literatura e não se importar de ler os finais antes dos começos dos livros, talvez possa gostar dele. paraaestante.blogspot.com


***
Trilha Sonora: Começou com Pare o Casamento, mas acabou com a novela das nove ao fundo.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Do Que São Feitas as Memórias

Acordei hoje com a noticia da morte do Chorão. Dei um pulo na cama e vim para a sala ver se era mesmo o que eu tinha entendido. Meu irmão confirmou e então um filminho com lembranças de 15 anos atrás começou a passar na minha cabeça.
Eu gostava da banda, mas não era a maior fã dele, como uma amiga minha é, e ela foi a primeira pessoa que me veio na cabeça, ainda nos créditos desse filminho.
Passou um tempo, fiz outras coisas, cuidei da minha filha e agora há pouco, no banho, é que fui fazer a edição mental do tal filminho.
Começa em 1998, quando meu pai apareceu em casa com uma edição da Revista Jovem Pan. Era uma revista enooooorme, do tamanho de um jornal e trazia junto um CD com as mais tocadas da Pan. Entre a seleção de umas 10...15 músicas, tinha O Coro Vai Comê na faixa 2, de uma até então desconhecida banda chamada Charlie Brown Jr.
Esse CD rodou a mão de algumas amigas minhas, não por causa da tal faixa 2, mas de algumas outras músicas que agora não lembro mais, mas eram sucesso na época.
Passou mais um tempo e ouvimos mais da banda e viramos fãs porque, daquele jeito maloqueiro-skatista-calça-mostrando-a-bunda, as músicas eram divertidas e algumas até falavam de amor.
Acho que a identificação aconteceu justamente porque era esse o nosso perfil e, principalmente, era o perfil dos namorados e candidatos a namorados das minhas amigas e meus. Nunca subi em cima de um skate mas, por alguns anos, era um pré-requisito para um cara ser interessante: andar de skate. Namorei um. Minhas amigas namoraram outros. Cada uma de nós tem pelo menos uma história pra contar com esse tipo tão atemporal de homem.
Mas era do filminho que eu falava.
Fiquei pensando, o que faz de um momento banal, um momento digno de filminho?

Lembro perfeitamente, como se tivesse sido há poucos dias, de uma amiga minha descendo a rua da minha casa para ficar com um primo (skatista) de um namorado meu (skatista) e minhas outras amigas e eu ficando no portão de casa, olhando os dois se afastando enquanto vinha de dentro de casa o som alto, muito alto, de Proibida Pra Mim.

Não me esqueço também de um dia em que sem motivo nenhum, como ele sempre fazia, esse namorado da época me deu uma folha de sulfite com alguns desenhos aleatórios e uns versos de músicas que gostávamos. A cena é toda muito nítida pra mim: estávamos na calçada da minha casa, chegando da escola e, conforme um tipo de tradição que ele seguia, esperava até a despedida pra me dar os presentinhos quase diários. Combinamos de ficar à toa na rua mais tarde e, antes de dizer tchau, ele me deu a tal folha com os desenhos e os versos "Se não eu, quem vai fazer você feliz?" e um trecho de Presente de Um Beija-Flor que já não me lembro mais qual era.

Depois vem a cena daquela minha amiga apaixonada pela banda e, principalmente, pelo Chorão, me chamando para acompanhá-la numa aventura: teríamos que ir de Osasco até a Avenida Paulista de ônibus, numa época em que mal saíamos sozinhas, para vermos a banda em uma tarde de autógrafos que aconteceu na Rádio Mix, no famoso prédio de n° 900, o prédio da Gazeta. Ela se informou antes e acertamos o caminho, linhas de ônibus, pontos a descer e fomos. Deu tudo certo e, nesse "tudo certo" inclua uma fila de mais de 3 horas, rodando um quarteirão para conseguirmos entrar, trocar duas palavras com eles conseguir autógrafos enquanto eu ficava encarregada de tirar tantas fotos quantas fossem possíveis em coisa de 2 minutos. Voltamos pra casa com autógrafos, fotos, histórias pra contar e um sorriso de cansaço e satisfação no rosto.

No filminho entra também a cena da minha irmã e eu lendo o encarte do CD do Charlie Brown que meu pai deu de presente a ela, na sala da nossa casa, cantando as músicas e ouvindo no modo Repeat dezenas de vezes a música Te Levar. Sempre preferi as românticas.

E de tantas tardes vendo Malhação, uma em especial me marcou. Não me lembro o motivo, mas nos juntamos para ver um capítulo qualquer na minha casa: minha irmã, meu namorado, uma amiga nossa, minha mãe, o tio da nossa amiga e eu. A música de abertura era Te Levar e, como era sucesso na época, todos cantaram um pedacinho, bateram o pé ou batucaram ao som da abertura.

Tive muito mais momentos ao som de alguma música deles, mas esses, exatamente como descrevi, resolveram que ficariam eternos pra mim e eu sei que as outras pessoas envolvidas talvez nem se lembrem mais de nada disso. Mas eu me lembro e hoje, especificamente por causa da morte do Chorão, tudo isso  voltou e eu me pergunto, o que faz um momento ser eterno? O que facilita a memorização de uma coisa e de outra não, sendo tudo igualmente corriqueiro? Não falo de momentos "obrigatoriamente" importantes, como o primeiro beijo, nascimento do seu filho, morte de alguém querido, primeiro dia de aula... Falo dessas coisas bobas, facilmente esquecidas em alguns meses, mas que de vez em quando teimam em ficar gravadas sem motivo aparente.
No fim das contas, acho que a vida é feita disso apenas. Lembranças.
Como saber que este exato instante em que termino de escrever esse post ou você termina de ler, não ficarão eternizados naquele departamento de memórias que só interessam a nós mesmos? A diferença é o que significa para cada pessoa envolvida.

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Sem links porque estou com preguiça de procurar. Depois eu volto e incluo tudo direito. Ou não.

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Trilha Sonora: Meu irmão, enlutado, ouvindo Charlie Brown Jr. que surgiu na minha vida 1 anos antes do nascimento dele.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Feliz dia do amigo!

Tem uma data que ninguém chega a um acordo e, ano a ano, a vejo ser comemorada pelo menos umas três vezes, em meses diferentes: dia do amigo.
É aquela típica data comercial que ainda não vingou e por isso ficam trocando conforme dá vontade de vender mais e coisa e tal.
Mais que o dia do amigo, uma comemoração que muda de data ano a ano é o aniversário da cidade onde eu trabalho. Diz o povo de lá que ela muda conforme a gestão da Prefeitura, porque parece que cada um considera o aniversário baseando-se num argumento diferente do outro (emancipação, fundação e essas paradas históricas aí que eu não sei quais são) e esse aniversário pode cair em meses diferentes, dependendo de quem estiver mandando na cidade no ano em questão. Mas isso é outra história.
Vim aqui tirar a poeira do blog porque outro dia eu estava ouvindo musiquinhas aleatórias e percebi que há uma quantidade considerável de músicas feitas para homenagear amigos e então, veja só, resolvi fazer uma listinha!


Hey Amigo - Cachorro Grande
Essa é boa pra tentar se reconciliar com aquele amiguinho que você, por um ou outro motivo, cortou relações e se arrependeu. Pode ser usada em tom de ameaça também, do tipo "volte a ser meu amigo, porque eu sei coisas sobre você".


Singela - Nevilton
Boa pra agradecer um amigo depois daquele apoio que só os grandes amigos sabem dar em momentos que não podemos contar com muita gente.
Só tem uma coisa triste nela: nos lembra que as amizades, mesmo as mais fortes, podem acabar sendo esquecidas algum dia. A gente não quer que aconteça, mas às vezes...


Canção Pra Quando Você Voltar - Leoni
Falei dela em outro post/lista já. Foi feita pelo Leoni para o Herbert Vianna quando ele estava no hospital, depois do acidente que ele sofreu.
Acho que não tem coisa mais linda entre dois amigos do que esse desejo de querer cuidar do outro, sem interesse, sem pedir nada em troca, só pelo amor puro e a vontade de ver o outro bem.


Waiting on a Friend - Rolling Stones
Gosto dessa porque me lembra das vezes em que saí com amigos simplesmente pra beber e me divertir com eles, sem esperar romances de uma noite só, sem esperar conhecer gente nova simplesmente porque eu estava na companhia das pessoas que me interessavam naquele momento: meus amigos.


With a Little Help From My Friends - Joe Cocker 
(É dos Beatles, mas prefiro a versão do Joe Cocker)
Também conhecida como a música do seriado Anos Incríveis, essa música devia ser obrigatória em toda formatura de colégio/faculdade quando a turma é daquelas super unidas, que viram quase uma família durante o curso. Aqueles amigos que se ajudam, estão juntos na hora do vexame e da glória, dão apoio naqueles momentos de corações quebrados, saudade de casa...


Leila - Legião
Essa música é para aquelas amizades antigas que começaram na adolescência e se estendem até a vida adulta. Eu tenho essa sorte com 3 amigos. Nos conhecemos na escola e a amizade existe até hoje, com o mesmo carinho e a mesma intimidade de amigos que se encontram todos os dias, mesmo que a gente não se veja por anos. Sabemos que uma amizade é verdadeira quando temos essa ligação, como a da música, que nos faz imaginar a rotina do outro, mesmo que estejamos distantes há tempos. Deduzimos com acerto as reações da pessoa diante de cada situação, mesmo sem presenciar nada disso. Essa música me mostra muito essa ligação que tenho com esses amigos: não convivemos mais, mas sei que eles me conhecem como poucas pessoas conhecem e sinto que a saudade é sempre reciproca, crescendo junto com a admiração que tenho por eles e a alegria que sinto a cada nova conquista deles.


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O título do post foi só gracinha. Que eu saiba, hoje não é dia do amigo. Pelo menos por enquanto.
E a lista pode aumentar, desde que eu me lembre de mais músicas para amigos ou alguém me recomende algumas.

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Trilha Sonora: Leila - Legião Urbana. Adoro, mas como é de um disco muito "corta-pulso", evito ouvir pra não dar vontade de ouvir todo o resto e começar a chorar por tudo o que não deu certo na minha vida, pela injustiça no mundo, pela fome na África, pela crise econômica na Europa, pelo Tsunami do Japão...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Histórias por trás das músicas


Tava ouvindo uma música do U2 esses dias e pensei na mudança de sentido que ela teve depois que eu soube o motivo da existência dela.
Então me lembrei de outras músicas que, numa primeira vez que ouvimos, parecem apenas mais uma composição legal (ou não) e a gente fica não ligando muito pra ela até saber que houve uma razão para ela ter sido escrita. Aí a coisa muda e você tem a sensação de que está ouvindo a música pela primeira vez, com ouvidos limpos e atentos.
Então... Vamos à lista que eu não sei bem como chamar, então será:

Músicas e as histórias por trás delas
(post cheio de links)

Essa foi a música que originou o post. Foi escrita depois do suicídio do vocalista do INXS, Michael Hutchence, que era amigo do Bono e, depois do que houve, deixou um sentimento de culpa, como se ele pudesse ter feito algo pelo cara, uma conversa que fosse, para evitar a atitude dele.
A letra nunca tinha me chamado muita atenção até eu ficar sabendo disso.

Essa sempre me pareceu linda, com um tom de tristeza no fundo. Eu ouvia e pensava que falava de alguém que tinha morrido, mas aí ficava meio na dúvida porque, se a pessoa morreu, o que ele queria dizer com isso de "quando você voltar"? Fantasmas? Reencarnação?
Até que eu soube que ela foi escrita para o Herbert Viana, do Paralamas, na época em que ele sofreu aquele acidente de ultra-leve e ficou um tempo em coma. No dia em que eu soube disso, fui ouvir a música e chegou a arrepiar de tão mais linda que ela se tornou pra mim. E, melhor ainda, a versão que eu tenho e é a única que eu conheço, tem a participação do próprio homenageado e, no finzinho, os dois recitam um mantra que, pra mim, é a coisa mais linda que já vi em relação a preces.

Segundo a própria Alanis, foi escrita durante a estadia dela na Índia, logo após o sucesso mundial do álbum Jagged Little Pills que a expôs ao mundo. Durante esse "retiro", ela aprendeu muita coisa e teve ajuda de tudo e de todos para que esses aprendizados fossem possíveis. 
É uma música sobre gratidão e isso fica claro desde o título.

Outra deles e, mais uma vez, ela em uma lista minha. Já parecia uma música fofa, apaixonada e talz, mas depois que eu soube que foi escrita como pedido de perdão para a esposa do Bono, após uma mancada com uma data importante que ele perdeu ou esqueceu, se tornou ainda mais apaixonada. E o clipe dela, coisa mais linda!

Essa música me atormenta desde que eu era criança. Fui registrada como Camila na mesma época em que ela estava tocando em todo canto e, como consequência, cada vez que eu me apresentava para alguém, era obrigada a ouvir "igual à música? Camila ah, oh! Camilaaaa!". Me irritava. Sempre a mesma coisa e eu nunca consegui ver nada de bonito na letra dela. Passou a me irritar ainda mais depois que eu soube que ela foi escrita para uma amiga da banda, que sofreu abusos do namorado. E aí você vê a letra e pensa... Faz todo o sentido!
Nesse caso, diferente das outras, a história por trás da música fez com que eu gostasse ainda menos dela (mas continuo adorando Nenhum de Nós).
[Pausa] Pesquisando links pra inserir no post, descobri três coisas: a homenageada da música não se chama Camila, a identidade dela é um mistério para o público como forma de preservar sua privacidade (justo!). O meu Santo nominho foi escolhido quando olharam, por acaso, para o nome de um filme no jornal (não sabia que existia um filme com o meu nome. Essa foi a segunda descoberta). E além disso, descobri que existe uma cerveja batizada com o meu nome, mas em homenagem à essa música e à banda.[/Fim da Pausa]

Soube há pouco tempo que ela foi escrita depois que o vocalista da banda soube das dificuldades que a empregada dele enfrentava diariamente e que, mesmo assim, nada a fazia desistir de continuar trabalhando e lutando por uma vida melhor. Me pareceu mais bonita justamente por saber que foi baseada numa pessoa real, que realmente acorda todo dia às 4:30 e na hora de ir pra cama pensa que o dia não passou e nada aconteceu. E se for pensar, todos nós acordamos meio Janaína de vez em quando...

Ouvi dizer que Foi composta pelo Jhon como forma de homenagear o sogro e consolar a esposa dele, Fernanda Takai, quando o pai dela estava bem doente. Não sei se ele sobreviveu muito tempo depois da música, mas com certeza ele ficou eternizado na homenagem.

A Song For Sleeping - Stone Temple Pilots (não é o vídeo oficial, até porque, acho que nem existe um clipe pra essa música, mas escolhi esse por ter gostado da produção de quem o montou)
Essa foi um pouco óbvia desde a primeira vez que ouvi. A letra é bem clara, um pai cantando pra um filho dormir, falando para ele sobre a alegria (e o medo) de ver uma vida tão nova e dependente de você e das coisas que você tem a ensinar. Outro dia incluí essa na playlist que estou fazendo pro meu bebê. Quando estiver terminada, posto aqui pra vocês palpitarem um pouco.

1º de Julho - Legião Urbana
As músicas da Legião sempre me fizeram imaginar o que levou o Renato Russo a escrevê-las. Essa foi uma das poucas que eu soube: ele escreveu para a Cássia EllerNo Acústico dela tem uma alteraçãozinha no fim da letra quando ela devia cantar "meu amor, meu amor" e diz "meu amor, meu Chicão", fazendo referência ao seu filho Francisco.
Depois de saber disso eu passei a gostar mais dela nessa versão acústica da Cássia.

Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana
Outra da Legião. Essa eu soube há alguns anos, em uma matéria que a (já falecida) Revista MTV fez em homenagem ao Renato Russo quando fez 10 anos da morte dele, na sua edição de nº 9 (me surpreendo com a minha memória às vezes. Juro que eu não pesquisei na internet antes de dizer em qual edição estava a matéria).
Me parecia uma música confusa, meio que enigmática, como outras da Legião (mas nenhuma ganha de Depois do Começo). Aí eu vi que ela falava de várias coisas ao mesmo tempo, mas era basicamente sobre descontentamento e decepções políticas (época do Collor e a loucura econômica que virou o Brasil com dinheiro sendo confiscado nos bancos e preços subindo nas nuvens). É cheia de metáforas, mas se você sabe do que ele estava falando, acaba "traduzindo" tudo.


Vou parar por aqui, já que 10 é um número redondinho e eu também não estou lembrando de mais nenhuma música, apesar de saber que essa lista pode continuar com outras que só vou me lembrar quando eu clicar em Publicar.
Agora, sejam legais como vocês sempre são e me contem outras histórias por trás de músicas.

***
Sobre a fonte para todas essas histórias: algumas eu li em revistas, outras eu vi a banda contar na TV, umas eu li na internet. Fiz questão de procurar na internet links pra provar que nenhuma delas foi inventada pela minha cabecinha (Sr. Namorado neste momento deve estar dizendo "Cabecinha? Desde quando você tem cabecinha? É um cabeção!"). Se a internet estiver mentindo, sinto muito, porque aí eu fui enganada também.

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Trilha Sonora: Aproveitem o post e ouçam todas essas músicas prestando atenção nas letras, agora que sabem das histórias.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Uma lista para a Gabi

A sugestão veio quando comentei que Beautiful Girls, do INXS, me deixava triste, apesar de ser linda e por isso ela estava na minha lista de músicas lindas que me dão vontade de chorar. E ela me disse que eu devia fazer então uma lista das músicas que fazem feliz.
Bem, isso não tem sido a coisa mais frequente dos últimos dias, mas não custa tentar, né?
Então, Gabi, aqui está a lista, não em ordem de tamanho do sorriso que me causam, mas em ordem de chegada à minha memória mesmo.

1 - No Rain - Blind Melon 
Quando penso em músicas felizes, que me fazem sorrir e pensar que a vida pode melhorar, essa é a primeira que me vem à cabeça.

2 - Sweetest Thing - U2
Acho que mais pelo clipe dela do que por qualquer outra coisa. O Bono lá, se esforçando pra fazer a mulher dele sorrir, pra que ela o perdoe por ter faltado em uma data especial pra eles (aniversário de casamento deles, acho). Mano, quem é que se esforça tanto a ponto de usar elefantes de circo para alegrar a mulher? Tem como não sorrir vendo aquilo?

3 - Dois Sorrisos - Móveis Coloniais de Acaju
Uma música que tem "sorrisos" no título não pode causar outro efeito a não ser fazer sorrir. O clipe é tão lindo e divertido que faz sorrir aquele sorriso bobo de gente apaixonada. Me faz sorrir quando escuto e me faz sorrir mais ainda quando vejo o vídeo. Principalmente o último casal, que fecha o clipe da maneira mais linda possível.

4 - Today - Smashing Pumpkins
Porque ouço e me lembro do clipe, com carrinho de sorvete, tintas, liberdade para colorir tudo e dar uns pegas em alguém no meio do deserto. E a letra é do tipo que alegra mesmo.

5 - Malibu - Hole
Pra mim é música de comemoração por uma fase superada. Sempre canto infinitas vezes quando estou disposta a sair do buraco.


6 - Dê Um Rolé - Unidade Imaginária (que eu acabei de descobrir que é uma regravação dos Novos Baianos e tem mais trocentas versões de outras pessoas, entre Gal e Zizi Possi)
Animadinha, parece música de festinha com amigos. Festinha com amigos sempre me fez sorrir.
"E antes de você ser Eu sou Eu sou amor Da cabeça aos pés".

7 - Dessa vez - Nando Reis
Tem letra mais animadora que essa? "Eu não vou chorar Você não vai chorar (...) Sorria e saiba o que eu sei Eu te amo". E o ritmo dela é alegre.

8 - Mantra - Nando Reis
Outra dele. Essa é uma coisa tão linda, tão cheia de ensinamentos sobre ser uma pessoa melhor, fazer e desejar o melhor pra todos. Sorrio por dentro e por fora quando ouço.

9 - Trapézio - Pitty
Me dá uma sensação de manhã de ressaca pós balada, daquelas bem boas, que levam tua memória e só deixam a certeza de que você se divertiu mais do que esperava. E apesar da dor de cabeça, é bom, sim, acordar de ressaca depois de uma noite boa.

10 - Felicidade - Marcelo Jeneci
Porque é uma música sobre felicidade e ponto final.
"Você vai rir Sem perceber Felicidade é só questão de ser"

11 - Stop - Spice Girls
Sim. Spice Girls. Explico. Quando elas estavam fazendo aquele sucesso doido, tocando em todo canto e ganhando fortunas, eu tinha uns 12 anos e ganhei o CD que tem essa música de presente de aniversário das minhas amigas, na festa surpresa que elas fizeram pra mim. Aí soma essa lembrança da época em que felicidade era a coisa mais simples do mundo e a gente nem imaginava isso, com a letra bobinha, a coreografia fácil e o clipe bonitinho e foi assim que Spice Girls veio parar na minha lista.

***
Vou parar no nº11 porque gosto de números repetidos (11, 22, 33, 44...), mas se eu me lembrar de outras músicas, a lista segue com uma parte 2. Aceito sugestões também. Se elas me fizerem sorrir, entram para a lista também.


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Trilha Sonora: Beautiful Girl - INXS, que eu adoro e foi o último link que busquei pra inserir no post. E agora, como minha memória sempre associa músicas às pessoas, essa vai virar a música da Gabi por causa da história desse post. E porque ela é feia. rs
(Mentira, heim, gente! Gabi é linda!)

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Indiretas que o mundo dá


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Trilha Sonora: Flores do Mal - Barão Vermelho, que insiste em não sair da minha cabeça desde ontem, quando ela tocou por acaso e a letra fez todo o sentido do mundo pra mim. "A mesma mão que acaricia Fere e sai furtiva Faz do amor uma história triste"

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Na Hora do Adeus

Um dia eu fiz uma lista de músicas de pé na bunda aqui no blog, para quando você leva aquele chute certeiro e fica sofrendo e chorandinho.
Mas agora, Senhoras e Senhores, apresento-lhes a lista de músicas que servem perfeitamente para quando é você quem precisa dar o chute, mas não sabe como fazê-lo ou quer fazer de forma fina, romântica e musical.
Afinal, se muitos relacionamentos começam com uma música especial, por que não terminar do mesmo jeito?

Não Te Quero Mais - A Lista

É uma música lindinha, tentando explicar de forma bem educada, que veja bem, não dá mais, mas não é culpa sua, sou eu e minha personalidade indecisa, mudo muito de idéia, sabe? Acordei não querendo mais, acho que o amor chegou ao fim, ou não, só não quero mais essa rotina, entende? Adeus.

Eu Nunca Te Amei Idiota - Ana Carolina (acho que ela curte gravar músicas para dar pé na bunda)
A letra é do Alvin L. e é um pouco mais grosseira se você quiser mandar um recado para aquela pessoa que você namora, mas que na verdade é só um passatempo mas que na verdade verdadeira que você vai acabar sentindo falta e sabe que só o chama de idiota agora por pura raivinha de fim de namoro.

Você Não Serve Pra Mim - Penélope ou na fase solo da Érika Martins (ou de várias outras pessoas porque essa música já foi gravada por muita gente, incluindo Roberto Carlos)
Sabe quando você percebe que é muita areia pro caminhãozinho alheio e não está nem disposta a deixá-lo fazer várias viagens? Então, o melhor é procurar um caminhão que acomode toda a sua areia. Daí você usa essa música e dá um basta na coisa toda.
Um trecho: "Você comigo não combina, não adianta nem tentar"

Montes Claros - Unidade Imaginária
A música de fim de namoro mais linda e pacífica do mundo! Sabe quando você bem que gostaria de continuar, mas sabe que não tem mais futuro, que um atrapalha mais do que ajuda na vida do outro? Aí você sai de cena desejando coisas boas para o futuro dele(a) sem você, sem brigas, sem raiva, sem crime passional... O fim apenas, com amor ainda.
Um trecho Três trechos: "É que seguir sem mudar ou crescer É o mesmo que não ter aonde ir" ou "Mas não tem como dizer que eu não queria Que a gente tivesse um final mais feliz" e só mais um (a letra toda é linda) "Se te disserem que nada é pra sempre Saiba sempre que o amor é pra sempre".

Amanhã - Colúmbia
Para aqueles namoros que acabam por excesso de promessas, por falta de confiança, por diálogos que deixam de existir. Quando não tem mais jeito, a letra dessa música fala por você. E o clipe dela é lindo (lindo de lindo e lindo de bem produzido)!
Um trecho: "Solte as suas mãos das minhas e procure viver mais do que palavras"

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E você, que músicas usaria pra dar aquela bicuda bem dada no rabo do filho da puta que não te valorizou encerrar um relacionamento?

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Trilha Sonora: Amanhã - Columbia. Porque enquanto eu produzo um post sobre músicas, eu as ouço pra entrar no clima.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Trilha Sonora

Ver você roubar meus sonhos
É melhor que esquecê-los
Eu não posso voltar
Eu não preciso voltar atrás
Se alguém me dissesse antes
Tudo o que já ouvi nessa tarde
Eu nem iria te olhar
Eu nem iria te encarar
Porque eu nunca me canso de fazer planos
Nunca me canso dos meus cadernos, nunca
Se alguém me dissesse antes
Tudo o que já ouvi nessa tarde
Eu nem iria te olhar
Eu nem iria te encarar
Porque eu nunca me canso de fazer planos
Nunca me canso dos meus cadernos, nunca
Eu nunca me canso de fazer planos
nunca me canso dos cadernos, nunca
Por onde for vou me lembrar
De escrever, de recordar
As noites de abrigo, e os móveis antigos 
Porque eu nunca me canso
Eu nunca me canso, nunca

Ouça aqui, vale a pena.