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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Antes da Meia-Noite

Ultimamente tenho feito valer a pena a minha assinatura do Netflix e assisto quase toda noite aos episódios do seriado Medium (A Paranormal, no Brasil). É um seriado muito bom, misturando estilos que gosto (policial+sobrenatural). Só que ele tem uns enredos meio pesados às vezes, uns temas que se te pegam num dia errado acabam te perturbando mais do que distraindo.
Resolvi ver algo diferente hoje. Já queria assistir há meses o Antes da Meia-Noite, continuação do lindo Antes do Amanhecer e do mediano Antes do Pôr-do-Sol; aproveitei que tem ele no acervo do Netflix e dei o play macaco.

Before Midnight
clique na imagem para ver de onde eu peguei.

O que eu tenho a dizer é: que filme lindo!
Começa meio devagar, o Jesse se despedindo do filho Hank no aeroporto depois de passarem férias em família na Grécia. Aí emenda numa cena um pouco longa da Celine, Jesse e as gêmeas Ella e Nina* no carro, voltando para a casa dos anfitriões gregos onde estão passando o verão.
Pensei "pelo jeito vai ser arrastado igual ao segundo filme". Mas eu queria muito ver, então segui em frente.
Quando percebi, eu já estava envolvida na mesa do almoço, rindo e pensando sobre as histórias de amor contadas pelos casais à mesa.
Não vou dar mais detalhes porque não tem como contar sem reproduzir os diálogos, que são exatamente o foco da trilogia, mas o que me prendeu foi parecido com o primeiro filme: a expectativa pelo destino do casal.
A história agora acontece 20 anos depois que eles se encontraram pela primeira vez e, aqui não há spoiler se você pensar no que acontece com quase todos os casais juntos há mais de 20 anos e com filhos: rotina, trabalho, insegurança, vida sexual morna, ausência de privacidade e quase nenhum romantismo.
Aconteceu com Jesse e Celine. Aconteceu com os seus pais. Acontece com os seus vizinhos. Vai acontecer com você. E comigo e qualquer pessoa que se entregue a um relacionamento de tanto tempo. É isso o que me encanta nesses filmes, essa identificação com a vida real, como se durante 1h30 você estivesse vendo uma gravação de um dia comum na vida de um casal comum, que poderia ser qualquer casal que conheço ou eu mesma e meu marido. Discutindo sobre o rumo de suas vidas, sobre os problemas que estão por surgir, sobre mudanças, sobre o passado, sobre mágoas não superadas, sobre quem o outro era e o que ele se tornou. Tudo tão normal, tão simples, que chega a ser bobo, mas ganha brilho pela química entre os atores, os diálogos inteligentes e a personalidade tão bem definida dos dois. Jesse continua charmosamente imaturo e sonhador e Celine continua encantadoramente arrogante e ranzinza, como uma boa francesa deve ser (pelo menos no imaginário popular).
Nesse terceiro filme tudo fica ainda mais lindo graças ao ambiente: Grécia no verão. Tudo tão iluminado e romântico e ao mesmo tempo tão natural e devastado, com ruínas por todos os lados... Exatamente como o relacionamento deles.
Uma cena que me chamou a atenção foi quando eles estão sentados observando o Pôr-do-Sol. Penso que seja uma referência ao filme anterior. A cena é linda, até poética, eu diria.
Enfim, não quero alongar muito no post, mas quero dizer que recomendo muito Antes da Meia-Noite. Mas aconselho que seja assistido por último, na ordem certa e, se possível, com um intervalo de alguns dias, para que você sinta a emoção de reencontrar o casal tempos depois, como um casal de amigos que você torce para que fiquem juntos, mas perde o contato e não sabe o destino deles até encontrá-los um dia, por acaso, numa viagem a trabalho em Paris ou de férias na Grécia.

Clique na imagem para ver de onde eu peguei.

*Os nomes das meninas provavelmente façam referência à Ella Fitzgerald e Nina Simone. Se você assistir ao segundo filme até o final, entenderá o motivo da homenagem à Nina Simone.


***
Agora, espero sinceramente que não haja um quarto filme. Acho que há espaço para mais histórias, mas ficou tudo tão lindo, amarrando as pontas que os outros dois filmes deixaram, que dá medo de um quarto filme chegar e deixar novas pontas que podem se embaraçar e estragar tudo.


***
Vou ver se consigo manter uma média de 1 filme por semana em 2014. Comecei com este. Os próximos, se valerem a pena, venho recomendar no blog depois.


***
Trilha Sonora: Kath Bloom - Come Here. Tema do primeiro filme, Antes do Amanhecer, em uma das melhores combinações entre trilha e cena romântica.

domingo, 15 de maio de 2011

Lista nova: filmes

Um assunto que eu sempre me interessei é a possibilidade (ou não) de viajar no tempo e a existência (ou não) de universos paralelos. Coloco como "um assunto" porque pra mim uma coisa complementa a outra. Não sou especialista nisso e o que sei é por ter lido uma coisa aqui e outra ali, sempre pela curiosidade e não cheguei a fazer nenhum estudo profundo sobre isso (porque aí envolveria coisas como física e eu não gosto de física porque física envolve números e eu não gosto de números).
Mas isso aqui é um blog de amenidades e não de assuntos super sérios e, como eu gosto mesmo é de fazer listas...
Os Filmes Mais Legais Com Viagens no Tempo e Universos Paralelos (ou mais ou menos isso)


1 - A Casa do Lago
O cara vai morar em uma casa (no lago, vejam só) e começa a receber cartas da ex-moradora. Os dois começam a se comunicar através da caixinha de correspondência que é tipo um portal ligando passado e futuro. Ou seria passado e presente? Ou seria futuro e presente? Enfim... Se apaixonam, claro. E o filme é uma coisa linda até eles entenderem o motivo daquela coisa toda e descobrirem um jeito de se encontrar. Comprei o DVD essa semana ( R$12,90 na Americanas. Vou abrir falência logo, logo com tanto filme em promoção lá) e vou rever o filme talvez ainda hoje.


2 - Efeito Borboleta 
Esse filme me dá uma agonia louca sempre que assisto. O fulano tem um dom, se é que podemos chamar assim, que o faz viajar no tempo. Tem o lance de um diário que ele escreve porque cada vez que ele apaga e volta no tempo, ao retornar ele esquece de coisas que aconteceram no período da "viagem", por isso um médico o aconselha que ele escreva o diário para evitar que suas lembranças se percam. Só que ele percebe que pode forçar as viagens lendo o que escreveu e reativando a memória para poder mudar coisinhas no passado. E é aí que dá-se a merda toda. Cada alteração que ele faz no passado, muda o presente/futuro dele e ele fica o filme todo tentando consertar as coisas que ele estraga quando tentava consertar uma outra coisa. Ai! Que desespero! Mas o filme é bom.

3 - Um Homem de Família
Esse filme é fofinho e tem o Nicolas Cage, que eu adoro. Ele é um homem de sucesso, cheio de dinheiro e solitário. Uma noite ele vai dormir na sua cama enorme do seu apartamento enorme e, quando acorda, está em uma casa simples, ao lado de uma mulher que ele descobre ser sua esposa e mãe dos seus filhos. A tal mulher é a namorada dele da época da faculdade, que ele acabou deixando pra trás quando aceitou o emprego que o tornou um homem bem sucedido. Aí o filme vai se desenrolando com ele tentando voltar à vida original dele e, ao mesmo tempo, tentando se adequar à vida que ele poderia ter vivido se tivesse optado por ficar com a namorada anos atrás. Lindo! E eu choro! (E pretendo comprar logo, logo porque também está baratinho na Americanas.)

4 - De Repente 30
Com esse filme a minha identificação é meio que ao contrário. Quando eu tinha 12... 13 anos, eu não desejava tanto ser mais velha quanto eu desejo hoje poder ter de novo os meus 12 anos. O que acontece é que a menina sofre muito bullying (é moda, né, gente?) por ser desajeitada e não conseguir ser amiga das peruinhas da escola. Por isso ela deseja ter 30 anos, porque ela acredita que aos 30 ela será uma mulher de sucesso e tão popular quanto as meninas lindas da escola. Ela consegue avançar dos 13 aos 30 por causa de um pó mágico que cai nela enquanto ela deseja isso. Só que ela vira uma mulher de 30 com a cabeça de uma menina de 13. É divertidinho, bem Sessão da Tarde.

5 - Duas Vidas
Esse se parece bastante com Um Homem de Família. Só que ao invés de voltar no tempo/entrar no universo paralelo, o cara rico e solitário encontra o menino gordinho (uma gracinha!) e medroso que ele foi aos 9 anos e o moleque começa a questionar o que ele fez da vida dele depois de adulto, traindo as coisas que ele sonhava em ser e ter um dia. Preciso achar esse na promoção logo para comprar e poder rever sempre que bater aquela crise de "que merda eu tô fazendo da minha vida?".


6 - De Caso Com o Acaso
Só consegui ver uma vez e não me lembro de muitos detalhes. Na verdade, nem me lembrava do nome dele. Fui pesquisar agora pro post. Se me lembro bem, a menina um dia encontra com ela mesma, mas numa outra realidade e as duas trocam de lugar e experimentam a vida com as opções que elas não escolheram quando tiveram oportunidade. É alguma coisa assim. Só sei que se o filme ficou tanto tempo na minha memória, sem eu lembrar nem o nome dele, algum motivo teve e esse motivo só pode ser o fato dele ser muito bom. E este é oficialmente o parágrafo com o maior número de ocorrências do verbo Lembrar na história desse blog.

7 - Peggy Sue, Seu Passado a Espera
Esse eu vi duas vezes, mas naquelas sessões da madrugada da Globo (Corujão e Intercine) e realmente não sei contar a história dele. É alguma coisa com um baile de escola, a mulher volta ao passado dela, no colégio... Nicolas Cage tá nesse também. E, de novo, se eu não esqueci do filme, é porque gostei dele.

8 - Alta Frequência
Lembro de ter visto esse filme por acaso, com a minha irmã, uma noite à toa na casa da minha mãe. É a história de um cara que começa a se comunicar com alguém através de um rádio amador e, entre conversas com o estranho, eles descobrem que são pai e filho, se comunicando do passado para o futuro (o mesmo dilema: ou seria do presente pro futuro? Ou do presente pro passado?). O detalhe é que o pai está falando com o filho tipo uns 30 anos pra frente e, no tempo presente do filho, o pai já está morto. Se não me engano, chorei vendo esse filme também, o que não é nenhuma novidade, vindo de uma pessoa que já chorou vendo o comercial de um carro e outro de uma margarina (e não é força de expressão. Eu chorei mesmo).


9 - Kate e Leopold
Eu gosto desse, mas não posso dizer que é o meu preferido. É mais engraçado do que bonito ou interessante. O tal Leopold sai do seu tempo (um tempo há muito tempo atrás) e vem parar no mundo de hoje, com tudo moderno e coisa e tal. Se apaixona pela Kate e o filme todo é uma coisa de "como ele vai voltar pro tempo dele? Ele não pode ficar aqui". É, não me lembro de muitos detalhes também e assumo que estou com problemas de memória.


10 - Click

De todos dessa lista foi o último que assisti. E como já escrevi muito até aqui, estou com preguiça. Resumindo: o cara ganha um controle que permite que ele controle o tempo e aí ele pode viajar pra frente, pra trás, pausar e abaixar o volume da vida à volta dele. Só que a coisa toda fica fora de controle (não foi trocadilho barato, não. Ele começa a perder a noção das coisas que faz mesmo) e quando ele percebe, avançou tempo demais na vida dele e não aproveitou nada do que poderia ter aproveitado. Um tapa na cara de muita gente que acha que pode viver tudo ao mesmo tempo.


Como a maioria das minhas listas, essa vai parar nos 10 filmes hoje, mas conforme eu for recebendo sugestões ou me lembrando de outros filmes, ela vai aumentando em novos posts.
E, antes que perguntem: não, eu não assisti De Volta Para o Futuro. Na verdade, até assisti, mas faz muitos anos e eu realmente não me lembro direito da história. Sei que tem um carro com aquele tiozão e tal, mas não lembro de nada além de uma cena em que o filho vai para o passado e dá conselhos ao pai dele, pedindo que um dia, se o filho dele quebrar um vaso (ou sujar um carpete, não lembro), que ele não seja tão severo na punição. Espertinho! Eu faria o mesmo se pudesse encontrar meus pais no passado. heh

***
Trilha Sonora: 50 Receitas - Leoni. Música linda, lnda, linda e igualmente triste. Mas podia ser Em Algum Lugar no Tempo - Biquini Cavadão, que combina muito com o tema da lista.

domingo, 20 de março de 2011

Um fato

"O amor é campo minado. Basta um passo e nos despedaçamos. Juntamos os cacos e, sem pensar, damos outro passo. (...) A solidão dói tanto, que preferimos explodir a ficar sozinhos."
Kate, em Amor Aos Pedaços (Love & Sex), filme lindo que eu vejo, revejo e choro todas as vezes porque fala de coisas verdadeiras que eu, você, sua tia e sua vizinha já vivemos: os amores que tinham tudo para dar certo, mas falharam.

***
Trilha Sonora: Futuros Amantes tá tocando na minha cabeça e uma música nunca combinou tanto com um post quanto essa agora. Chico (lindo) Buarque sabe o que diz.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Você é cinéfilo e tem tempo sobrando?

Eu estou longe de ser uma expert em filmes, mas tenho a estranha habilidade de adivinhar nomes de filmes que eu nunca assisti me baseando em poucas dicas ou em uma imagem de uma cena. Quando minha família resolve brincar de mímica de filmes (jogo divertidíssimo que faz nossa alegria em noites ociosas) o time adversário sempre se queixa porque eu acerto muito rápido e dou filmes muito difíceis para o outro grupo adivinhar.
Enfim, como ainda não achei um meio de ganhar dinheiro com isso, uso meu "talento" para passar o tempo nesse site aqui.
http://whatthemovie.com/
Você entra, se cadastra e depois vai brincar no Quiz. Vai aparecer uma imagem e você deve dizer de qual filme é aquela cena. Por exemplo, você sabe dizer de que filme é isso?


É. As cenas são mais ou menos nesse nível. Uma captura de uma cena rápida, daquelas que duram pouco mais de alguns segundos. Essa que usei de exemplo é uma das que ninguém descobriu ainda de que filme é. Se você sabe e quer ser o primeiro a acertar, clique aqui http://whatthemovie.com/shot/126452 e marque seu ponto.
O detalhe é que você deve informar o titulo original dos filmes. Então, se você só conhece o título lançado no Brasil, faça como eu e recorra ao Google quando precisar.
Se quiserem bibilhotar minha pontuação por lá, meu perfil é esse http://whatthemovie.com/user/joaninnha

***
Esse post tá meio mal configurado porque troquei de navegador e, pelo que estou notando, o Blogger não gosta de novidades.

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Trilha Sonora: Waiting on a Friend - Rolling Stones 
http://www.youtube.com/watch?v=r8MhpofxMgk

terça-feira, 22 de junho de 2010

500 dias com ela

Sabe quando, depois de um tempo de relacionamento, tudo termina de uma hora pra outra e você fica tentando entender o que deu errado? Aí vem aquela chuva de lembranças dos momentos bons, dos momentos mais ou menos, dos maus momentos... E você começa a fazer aquelas promessas de "não quero mais saber daquele infeliz!" ou "quero que ele morra!"? Acho que isso já aconteceu com todo mundo que, pelo menos uma vez na vida, levou um pé na bunda.
Eu já passei por isso pelo menos duas vezes e por isso me identifiquei com as coisas que li sobre o filme 500 Dias Com Ela mesmo antes de assistir. Me identifiquei mais ainda quando assisti.
A história é simples. Tão simples que pode ser resumida sem estragar a graça do filme: o cara conhece a menina, se apaixona, começam a namorar e quando ele menos espera, leva um pé na bunda. E o filme é todo feito com pequenos momentos do casal durante os 500 dias de relacionamento deles. É interessante porque inevitavelmente você acaba se identificando com um dos lados: a metade romântica do casal, que faz de tudo para que as coisas fiquem bem ou a metade racional do casal, que aproveita enquanto está tudo bem, mas não se esforça muito para melhorar quando as coisas não estão legais.
Você vê as coisas chatinhas que vão acabando com o relacionamento, as coisas fofas que alegram o namoro, os erros que todos cometem sem perceber... Enfim, você assiste e, em algum momento, acaba se vendo nos personagens e lembrando de uma relação que fracassou, mesmo que você tenha feito o possível para que desse certo.
Adorei! Me lembrou muito um outro filme que eu gosto muito, Amor aos Pedaços. Primeiro porque os dois são contados de trás pra frente, depois do fim do relacionamento (com a diferença que o 500 Dias Com Ela é contado cena a cena, sem ordem cronológica) e mostram como nasce, cresce e morre um relacionamento que, a princípio, tinha tudo para dar certo.
Mas o que mais gosto nesses dois filmes é a "lição final" de que você sofre e acha que o mundo nunca mais vai ser legal com você. Até que, um dia, você conhece alguém novo e...
Gosto muito de filmes assim, "reais", com histórias possíveis que todos já viveram ou vão viver e 500 Dias Com Ela eu recomendo muito por este motivo.
Depois volte e me diga: parece aquele seu ex-relacionamento, né?

***
Trilha Sonora: Father and Son - Cat Stevens cantando na minha cabeça. Essa música é linda.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Finalmente, sobre a Alice

Ao contrário do que eu queria, demorei para ver o filme, mas semana passada consegui assistir.
Li tanta coisa a respeito, que pensei que o filme estava horrível e coisa e tal. Mas talvez as críticas tenham sido mais baseadas nos outros filmes do Tim Burton do que na essência da Alice, em si.
De Tim Burton eu não entendo muita coisa, vi poucos filmes dele. De Alice, modéstia à parte, eu entendo, sim.
O que eu achei do filme? Adorei. Achei fantasioso como os livros originais são, engraçado na medida certa, como os livros originais e me fez pensar como somente os bons filmes e livros fazem.
Assisti ao filme com os olhos críticos de quem procura pelas semelhanças entre filme e livro e já espera pelas falhas de roteiro. Falha mesmo, eu não encontrei. Só senti falta de referências à Dinah, a gatinha da Alice ou aos gatinhos do começo de Através do Espelho. Não houve nenhuma referência mesmo ou eu não percebi? Eu esperava alguma citação, qualquer coisa, já que nos dois livros a Dinah tem uma certa importância, é o que liga Alice ao "mundo real" e é a razão de algumas situações embaraçosas que ela se mete.
Uma coisa que me chamou a atenção logo no começo do filme foi o nome que deram ao pai da Alice: Charles. Era o nome verdadeiro do Lewis Carroll, Charles Lutwidge Dodgson, que não deixa de ser o pai dessa Alice, a Alice literária.
A personalidade que deram à Alice do filme também combinou com a personalidade em formação da Alice dos livros. Uma menina meio medrosa, cheia de questionamentos internos e ao mesmo tempo firme nas suas opiniões, mesmo quando a opinião é a de não saber das coisas (vejam só, quase eu).
Enfim, não vou chatear ninguém com análises do filme X livros, só quero dizer mesmo é que o filme é, sim, muito bom e os livros são melhores ainda.
Não é uma refilmagem dos filmes antigos, não é uma adaptação dos livros e não tem nada a ver com o desenho da Disney. É um filme sobre uma mocinha que pode não saber exatamente quem é, mas sabe exatamente o que não quer da vida.
Se você leu os livros, vai entender muito melhor algumas situações do filme. Se você não leu os livros e não conhece a história da Alice, é uma boa oportunidade de começar a entrar no País das Maravilhas. Ou no Mundo Subterrâneo, como preferiu chamar Tim Burton.
Única coisa que não gostei foi ter assistido ao filme sozinha. E engana-se quem pensa que eu queria ter visto com o Sr. Namorado. Queria mesmo era ter visto com o meu irmão, que desde pequeno já adora e entende a essência da Alice.


***
Trilha Sonora: Tudo Diferente - Maria Gadu. Podem comparar à Cássia Eller (concordo que a voz é muito parecida mesmo), mas uma é uma e a outra é a outra. Gosto das duas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Filmes de 2010 (parte 2)

Outro filme que eu ando me coçando de vontade de ver é o Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton.
Quem conhece o blog ou me conhece há algum tempo já deve ter notado que sou fascinada pelos livros do Lewis Carroll, pela história da Alice, pela vida da Alice real, enfim, tudo que se refere ao dois (ou seriam 3? Criador, criatura e objeto de inspiração) me prende a atenção e me faz pensar por horas.
Tenho o País das Maravilhas e meu objetivo é encontrar o Através do Espelho para comprar. De preferência encontrar a edição dupla, traduzida pelo Monteiro Lobato, perdida em algum sebo. É a coisa mais linda!
Também estou perseguindo o objetivo de ter só pra mim o livro Alice - Edição Comentada.
E como fã que é fã compra de tudo, esses dias eu comprei também uma camiseta linda com o rosto da Alice beeeem grande estampado, num estilo "roupa velha" que eu achei um charme.
Como se não bastasse o meu vício em Alice, viciei também o meu irmão mais novo, de 10 anos.
Comecei a ler o livro pra ele quando ele ainda estava sendo alfabetizado, depois comecei a dar o livro nas mãos dele para que ele fosse lendo e pensando sozinho sobre a história. E não é que deu certo? O menino entendeu coisas que muitos adultos não entenderiam logo de cara, coisas que muitas crianças não veriam sozinhas e, o mais importante (graças a Deus!), percebeu que a versão da Disney é só uma versão e bom mesmo é o livro.
Por conta disso, quando o filme estrear já tenho companhia garantida: meu mini-adulto de estimação irmãozinho.

***
Ah! Minha futura filha se chamará Alice, claro.

***
Trilha Sonora: Dance Agora - Cachorro Grande.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Os Filmes de 2010 (parte 1)

Não sou muito de ir ao cinema. Quando quero ver um filme, vejo em casa mesmo e na maioria das vezes até espero ele chegar aos canais abertos para poder assistir.
Cinema, pra mim, só se eu quiser MUITO ver o filme e não puder esperar meses até ele passar na TV.
E 2010 nem começou e já não vejo a hora de estrearem alguns filmes que estou louca de vontade de assistir.
Um deles é o meu sonho cinematográfico se tornando realidade depois de muito anos:

Amelia
"Hilary Swank vive a aviadora americana Amelia Earhart, primeira mulher a sobrevoar o oceano Atlântico e Pacífico e planejava cruzar o planeta seguindo a linha do Equador quando seu avião desapareceu, no final da década de 30. Seu paradeiro nunca foi informado."

Desde a primeira vez que ouvi falar o nome da Amelia Earthart, me interessei e quis saber quem era ela. Talvez vocês até já tenham ouvido uma referência a ela e não saibam que se trada dela. Conhecem aquela música (linda! linda! linda!) do New Radicals (banda que fez um certo sucesso no final dos anos 90 e depois acabou), Someday We'll Know? Se não conhece, tá aí o link do vídeo.
Pois então, tem aquele verso que diz "Whatever happened to Amelia Earhart?" e aí entra a Amelia, personagem principal do filme.
Cheguei a comprar um livro baseado na vida dela, mas não gostei muito dele. Romancearam a história real sugerindo uma resposta para essa pergunta que todos fazem desde que ela sumiu, "que fim levou?", mas a forma como o livro foi escrito... Zzzz... Nem terminei de ler.
Agora, com o filme que está para estrear, espero que não aconteça como aconteceu com o livro e eu acabe dormindo na metade.
De qualquer forma, assim que estrear o filme, vou comprar meu ingresso e escolher o melhor lugar no cinema, porque esse eu me recuso a esperar chegar na TV.

***
Daqui uns dias tem mais Filmes de 2010.

***
Trilha Sonora: Someday We'll Know - New Radicals. Sabe aquelas músicas que significam muito para você, depois perdem o significado, mas continuam fazendo parte da sua trilha sonora? É essa.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Um filme que diz muito sem dizer quase nada

Sabe aquele tipo de filme que você resolve assistir mais por curiosidade, porque a sinopse não diz muita coisa sobre a história?
Então, o último desses que eu vi foi Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights), com a Norah Jones estreando como atriz. Nesse caso, foi dupla curiosidade: queria saber do que afinal se tratava aquele filme e queria ver se ela seria tão boa atuando como é cantando.
Aproveitei uma madrugada à toa, peguei o filme e fui (pro sofá com o meu travesseiro e meu cobertor).
A história é do tipo "quase nada acontece". São poucos cenários e tudo gira em torno do que a personagem dela, Lizzie, vive.
Tudo começa quando ela descobre, através do dono de um bar (Jude Law, charmosão como sempre), que seu namorado está colocando uns galhos nela. A partir daí, ela começa a frequentar o bar, sempre depois que ele fecha e o dono do bar (tô repetindo "dono do bar" porque não lembro o nome do personagem dele) e ela ficam amigos. Só que uma noite, depois que o bar fecha, ela não vem. Aí ele começa a receber postais dela contando que ela resolveu ir embora, está trabalhando de garçonete, juntando dinheiro para comprar um carro, etc e tal. E é aí que o filme fica bom, apesar de continuar não acontecendo quase nada.
Por que eu gostei do filme se quase nada acontece?
Porque, acreditem, consegui ver que por ser tão simples a história fica quase real e, sendo assim, o que a Lizzie consegue não é nada impossível: transformar um momento de "Que merda! Quero morrer!" em um momento de "Tá, já me fodi bastante. Agora eu vou começar a me fazer feliz". E eu gosto de quem consegue esse tipo de mudança. Mesmo que seja em filmes.
Por isso eu recomendo fortemente e acho que todo mundo deveria ver Um Beijo Roubado. Não. Não vou emprestar o DVD. *egoísta*
Ah! Gostei da Norah Jones atuando. E a trilha do filme é perfeita.

***
Mais informações e outras opiniões sobre o filme:
Cinefilando - Blueberry Pie

Talking About Movies - My Blueberry Nights

Omelete - Um Beijo Roubado

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O personagem do Jude Law é o Jeremy. Bendito seja o Google.

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Trilha Sonora: Temporada das Flores - Leoni. Linda, linda!

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Why so serious pé no saco?

Olha aqui, eu não queria ter que falar, não, mas já deu!
Não agüento mais ler sobre a porra do filme novo do Batman em tudo que é canto nessa porcaria de internet.
É link para aquele Why so seriuos? pra lá, é bonequinho do Batman pra cá, é elogio à atuação do Heath Ledger em outro canto...
Tudo bem que o filme tenha sido bem produzido. Tudo bem que a atuação do elenco tenha sido brilhante. Tudo bem que tenha um monte de fãs do homem morcego espalhados pelo mundo.
Mas, PORRA! JÁ DEU, CARALHO! [/Dercy Gonçalves]
O problema nem é elogiar. Se é bem feito, todo mundo tem mais é que elogiar mesmo. Mas eu só tenho lido os mesmos elogios em todos os lugares.
E se todo mundo tem exatamente a mesma coisa pra dizer, simples! Não repitam o que já disseram.
Façam um elogio novo ou não falem nada.
E era só isso que tinha a dizer sobre este assunto.
Obrigada pela atenção.

P.S.: Prefiro o Super Homem.

***
Trilha Sonora: Quanto tempo demora um mês - Biquíni Cavadão tocando sem parar na minha cabeça...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Globalidades, como sempre

Acabei de ver Redentor na Globo, na Sessão Brasil.
Não entendo (ainda) o porque de eles exibirem filmes nacionais (e legais) de madrugada.
Acho que não era inédito, mas creio que a primeira vez que foi exibido tenha sido na Tela Quente, plena segunda-feira, quando todo mundo tem que levantar cedo no dia seguinte.
Tudo bem. Melhor que exibir na segunda-feira de madrugada, como agora.
Mas eu fico pensando, por que não tiram coisas como Zorra Total do ar e substituem por mais filmes?
Ou ainda, por que não melhoram a Sessão da Tarde e, ao invés de filmes com animais falantes, não colocam filmes nacionais? Internacionais, que sejam, mas filmes bons.
Coisas que ninguém explica, mas não são difíceis de entender: Zorra Total e programas similares dão audiência porque mostram bundas e piadas(?) fáceis de entender. Bons filmes nem sempre alcançam os pontos desejados/exigidos pelo IBOPE.
Aí, acabou o Redentor, começou o Clube dos Suicidas, no Corujão. Nunca tinha ouvido falar, mas um filme que começa com uma música do Smashing Pumpkins na cena inicial merece minha atenção.
Pena que eu tenha que dar essa atenção às 03:54 am.
Sorte que minhas aulas acabaram hoje.

***
[Update] A trilha do filme é realmente digna de atenção! Em uns 10 ou 15 minutos de filme, já rolou muita música boa, além dos Pumpkins. Agora, se o filme é bom ou não... Só depois que eu assistir inteiro para poder saber.

***
Trilha Sonora: Clube dos Suicidas (on the edge) no Corujão, como eu disse.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Oompa Loompa

Aí, povo!
Para quem estiver à toa em casa na sexta-feira, dia 21, às 14:15hs o SBT vai exibir (pela milésima vez, mas e daí?) A Fantástica Fábrica de Chocolates.

E vamos cantar:
"Oompa Loompa Doompa Di Doo"

Não me canso de ver esse filme!


***
Trilha sonora: Programação da madrugada no rádio da cozinha. Kid Abelha, Rita Lee, New Radicals, Roxette...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain


Vai passar na Band, amanhã, dia 29/11, quinta-feira, às 22h30.
Não sei bem como descrever o enredo desse filme, mas vamos lá:
Depois de encontrar uma caixinha com tesouros de infância escondida há 40 anos atrás em seu apartamento, Amélie resolve procurar o antigo morador para devolver-lhe a caixinha. Ao fazer isso, Amélie acaba mudando sua vida e a dele.
É mais ou menos isso, mas para entender do que se trata, tem que assistir.
O filme é lindo e, para quem é sensível, pode dar um novo sentido à palavra 'prazer'.

Ficha Técnica:
  • França, 2001, colorido, dublado, 121 minutos, comédia, 16 anos.
  • Direção: Jean-Pierre Jeunet
  • Elenco: Autrey Tautou, Serge Merlin, Yolanda Moreau, Isabelle Nanty, Mathieu Kassovitz, Rufus e Dominique Pinon

  • ***
    Trilha sonora: não há. tô fraca de músicas ultimamente.

    quinta-feira, 8 de novembro de 2007

    Para os insones

    Dia 10/11, sábado, o SBT vai exibir o filme Antes do Pôr do Sol (Before Sunset) - continuação do ótimo Antes do Amanhecer (Before Sunrise) - às 4:50AM (é. Quatro horas e cinquenta minutos da madrugada. Tarde pra caramba!).


    Pra quem não assistiu ao primeiro filme, é mais ou menos o seguinte:
    Anos atrás, os dois aqui em cima (Ethan Hawke e Julie Delpy, no filme Jesse e Celine) se conheceram em uma viagem de trem. Ele (usando um argumento muito bom, embora bem canalha) a convence a descer junto com ele antes da estação dela para passarem algumas horas juntos, se conhecendo melhor.
    Aí, blábláblá (a parte do blábláblá é muito boa. É que não vou ficar contando tudo aqui), a noite acaba e eles precisam se despedir. Mas combinam um reencontro dali a algum tempo, no mesmo local.


    Quando eu assisti ao primeiro filme, a continuação ainda não tinha sido feita e fiquei louca imaginando o que teria acontecido, se eles se reencontrariam ou não. Eu queria respostas!
    E o segundo filme dá essas respostas.
    Recomendo! De preferência os dois, um seguida do outro.
    E atenção na trilha sonora. Muito boa!


    Elenco:Ethan Hawke, Julie Delpy, Vernon Dobtchef, Louise Lemoine Torres, entre outros Diretor: Richard Linklater

    Origem: EUA - 2004


    ***

    Trilha sonoroa: besouros e cigarras voando à minha volta. Moro praticamente numa floresta. Insetos demis pro meu gosto.