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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dafiti: Não recomendo

Faço compras na internet há quase 10 anos. Já paguei por boleto, depósito, cartão de crédito, débito direto e, o mais importante, embora nem sempre eu tenha recebido os produtos, eu nunca perdi dinheiro. Todas as vezes que algo de errado aconteceu no meio da transação (produto em falta, falha no pagamento, cancelamento do pedido...), meu dinheiro foi devolvido prontamente ou, quando não era o caso de devolução, nenhuma cobrança chegava a ser feita.
Então, se me perguntarem o que eu penso de compras on line, eu digo com certeza: recomendo! É cômodo, é prático e é seguro. Desde que - sempre há um porém - você saiba de quem está comprando.
Estou acostumada a comprar em lojas grandes, conhecidas ou, quando não as conheço, que tenham a indicação de alguém que eu conheça ou que estejam dentro de sites maiores, como Tanlup.
Um detalhe é que, em todos esses anos, eu nunca arrisquei comprar roupas ou sapatos pela internet. É que já tenho problemas para achar roupas e sapatos que me sirvam em lojas físicas, onde posso entrar e provar, daí, pra evitar a fadiga e o risco de perder dinheiro, sempre preferi não comprar on line.
Até que, dia 14/07, me apaixonei por uma sapatilha (em promoção! Melhor ainda!) no site da Dafiti.
Minha irmã, também acostumada a comprar on line, já tinha comprado na Dafiti algumas vezes e elogiou o bom atendimento e o serviço de troca de produto deles.
Se ela recomendou, deve ser bom, né? Aham.
Comprei. Paguei por boleto no mesmo dia e esqueci. De verdade. Esqueci que tinha comprado.
Acontece que minha irmã comprou um sapato no mesmo dia que eu e, meu amigo! não prometa nada para a minha irmã! Principalmente um sapato! Ela não esqueceu. Só ficou calada riscando os dias no calendário dela.
Então, dia 31/07, ela me chamou no chat do fb e perguntou "E o sapato? Chegou?". Por uns minutos achei que fosse alguma surpresa e ela ia me dar sapatos. Oba! Mas aí me lembrei.  
- Chegou nada. Pra quando era?
- O prazo era até segunda.
- Ah, hoje é quinta, então pode chegar amanhã ou na segunda ainda.
- Não, cabeça. Era até segunda passada. Estourou o prazo já.
Ah, mano! Não me dê prazos que você não pode cumprir! Não me faça promessas que não pode sustentar.
Fui vasculhar o site em busca de informações.
Depois de rodar por uns minutos, sem notícia alguma do status do meu pedido, achei uma notinha, no alto da tela, numa linha preta discreta (pra mim, sinceramente, pareceu uma linha de aviso de 0800 ou "Faça aqui o seu login", estilo o da Saraiva) falando que estavam aprimorando os serviços e que informações sobre o status das compras podiam ser encontradas ali. É. Não estavam na área "Meus Pedidos" ou "Minha conta", como TODO SITE faz. Estavam em um cantinho bem discreto, no topo do site.
Já comecei a me irritar aí. Se o cara tem o campo "meus pedidos" por que caralhos não coloca ali todas as informações a respeito dos meus pedidos? 
Ok. Vai ver eu que sou meio cega e não achei antes. Vamos ver, qual o status do meu pedido...
"Pagamento Aprovado"
Sério? Lógico que foi aprovado, cacete! Paguei por boleto, no mesmo dia da compra. Se o dinheiro saiu da minha conta e não voltou, é porque entrou na conta da loja. Agora me diz uma novidade.
Demorei mais uns bons minutos procurando uma informação mais concreta, algum lugar para rastrear a compra, saber onde o Correio havia enfiado o meu sapato (não responda!), qualquer coisa. Nada.
Por fim, fui cuidar da minha vida e resolvi aguardar um contato da loja ou o tio da transportadora bater no portão com os sapatos.
Quando foi dia 02/08, já estouradíssimo o prazo de entrega, me mandaram um e-mail avisando que, Opa! Malz aê, não vai ter sapato pra você, viu, querida? Mas toma aí um vale-compras no valor que você mesma já tinha nos dado pelo sapato que nós não vamos te entregar. Um vale-compras, amiga! Olha que bondade! Você pagou esse exato valor, não recebeu merda nenhuma, mas vamos te dar um vale-compras porque somos muito legais e super bonzinhos. Aceita essas mangas também como prova de amizade
No final, o aviso que se eu quisesse alterar a forma de restituição, era só responder ao e-mail deles.
LÓGICO QUE RESPONDI! Não quero vale nenhum! Eu comprei sapatilhas! Dei um valor em dinheiro para ter em troca um par de sapatilhas. É assim que funciona o comércio no sistema capitalista.
Pedi meu dinheiro de volta assim que vi a mensagem deles, no dia 03/08. Aguardei.
Aguardei mais.
Aguardei mais um pouco.
No dia 10/08 me mandaram outro e-mail pedindo meus dados bancários para prosseguirem com a devolução do meu dinheiro. Passei tudo no mesmo dia e até o momento o status é aguardando.
Quer dizer que no fim das contas, além da canseira pra receber o produto que eu comprei e NÃO vou receber, ainda estou tomando outra canseira pra ter de volta meu dinheiro.
Não é nem R$ 30,00 então, veja bem, não estou reclamando de valores. Estou reclamando porque é MEU. Estou reclamando porque, como disse no começo do post, compro há anos pela internet e nunca tive problemas com loja nenhuma. Desde lojas grandes até lojas de "fundo de quintal", pequenas, que só trabalham com produção sob encomenda. Quando acontece de não ter um produto, a loja é ágil para avisar e propôr uma troca por outro produto ou devolução do valor pago.
Gente, isso aqui é internet, é o mundo da máquina! As coisas funcionam num piscar de olhos. Eu mando a mensagem aqui e em poucos segundos ela está aí. Só depende da boa vontade de quem vai responder para que o retorno seja na mesma velocidade.
E, nesse caso, não houve boa vontade, não houve agilidade, não houve competência.
Se a loja não tem o produto (ok, produtos esgotam, acontece), tem que ser muito rápida para dar esse retorno ao cliente e ele poder ter a escolha que for mais adequada ao caso dele. Não era o meu caso, mas e se eu fosse dar essa sapatilha de presente? E se eu fosse usar numa festa? A gente compra e paga esperando receber o produto. Se ele não vai chegar, a loja tem obrigação de dar uma alternativa rápida para a falha deles.
Enfim, não costumo fazer post desse tipo aqui, mas eu também não costumo ter problemas com as compras que faço.
A lição que fica pra mim é: nunca mais comprar na Dafiti.
E, se alguém me perguntar ou cair aqui por acaso, tá aí a novela (aguardando o final feliz que será quando meu dinheiro voltar pro meu bolso). Compre por sua conta e risco.


***
Trilha Sonora: I Got You Babe - Cher & Sonny. Minha preferida pra cantar sem parar quando quero irritar alguém.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Vamos Nos Mudar

Minha família já mudou de casa inúmeras vezes desde que eu nasci. Mudamos de rua dentro do mesmo bairro, mudamos de bairro dentro da mesma cidade e mudamos de cidade dentro do mesmo estado. Só nunca saímos de SP, embora estejamos atualmente tão perto do PR que muita coisa compensa mais ir fazer lá do que em algumas cidades de SP (estudar e trabalhar, por exemplo, indo e voltando todos os dias).
Então, como eu dizia, com tantas mudanças de casa, eu acabei perdendo amigos e um namorado pelo caminho e, inevitavelmente, eu mudei muito por dentro. Acontece que, no momento das mudanças, entre caixas e móveis desmontados, o meu medo era somente pensar por poucos minutos se fulano de tal continuaria meu amigo mesmo eu morando em outro lugar. Mas nada que me impedisse de ir (até porque, antes de trabalhar e pagar minhas contas eu não tinha muita escolha) e mudar por dentro.
Sou uma pessoa desapegada. Quando eu me mudava, pensava sempre "estarei longe, mas podemos trocar cartas, nos visitar" ao invés de "minha vida vai acabar, vai dar tudo errado, nunca mais vamos nos falar, não vou fazer amigos novos, vou me isolar e viver sozinha pra seeeeeempre". E isso tudo porque eu sou desapegada. Ou fiquei assim com o tempo.
Assim eu passei por (pausa pra contar... pegando a calculadora...) 17 mudanças ao longo dos meus 27 anos e em todas elas eu acabei me saindo bem e me adaptando em poucos meses. Fiz amigos, arrumei emprego, namorei, estudei, me diverti, senti saudade e sobrevivi.
O que eu quero dizer com isso tudo?
Quero dizer que, em qualquer momento da vida, é normal bater a vontade ou a necessidade de mudar de vida, trocar de emprego, fazer novos amigos, mudar de casa ou só mudar o sofá de lugar. E tudo isso, se for realmente necessário, vai fazer bem e vai dar certo de alguma forma porque quando você sente que precisa mudar, é que algo não está indo bem e se já está ruim, só pode melhorar (quanto otimismo! Nem sei se acredito nisso que eu disse).


Imagem do We Heart It

Minha intenção no começo do post era falar sobre outras coisas que andei mudando em mim, coisas que fiz e são bem bobas, mas me orgulham muito porque têm me feito bem. Mas dai descambei pra um post encorajador sobre mudanças (mais um solto na internet) e já que estamos aqui, vou me meter na vida do caro leitor (ainda estão aí, leitores amigos?): se você acha que algo não está bom, mude. Ninguém merece viver infeliz com a própria existência e ninguém precisa fazer de sua vida uma prova de resistência. Emprego a gente acha outros, casa a gente aluga ou compra nova, relacionamento a gente termina e procura outro. Ou nada disso. Vire franciscano e viva esmolando e ajudando os pobres, monte uma barraca no quintal e vá morar nela, aceite o celibato como opção e deixe de depender do outro pra ser feliz.
Sabe, são tantas possibilidades no mundo, tanta gente, tanta coisa, tantos lugares a ir que não é possível que você não se encontre em nada. Você que não deve estar procurando direito ou está procurando nos mesmos lugares errados de sempre.
Se nada sair como o planejado, já valeu a tentativa, já houve uma mudança. Aí, nesse caso, volte recolhendo os cacos e recomece de onde partiu ou só volte e fique onde estava. E aí você já terá mudado duas vezes. Voltar atrás é melhor do que não mudar. Voltar atrás significa que você mudou e desmudou. Duas mudanças são melhores do que nenhuma e isso é mais do que muita gente consegue fazer numa vida toda.
Sério.
Mude de vida. E siga mudando até achar que ficou bom.
Se você conseguir se desapegar das coisas e pessoas, garanto, será melhor ainda.
O que é verdadeiro não costuma cair dos caminhões de mudanças. Nem com 17 caminhões.
;)

***
Trilha Sonora: Não tem, mas prometo pensar em uma pra tema do post e colocar aqui depois.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Antes da Meia-Noite

Ultimamente tenho feito valer a pena a minha assinatura do Netflix e assisto quase toda noite aos episódios do seriado Medium (A Paranormal, no Brasil). É um seriado muito bom, misturando estilos que gosto (policial+sobrenatural). Só que ele tem uns enredos meio pesados às vezes, uns temas que se te pegam num dia errado acabam te perturbando mais do que distraindo.
Resolvi ver algo diferente hoje. Já queria assistir há meses o Antes da Meia-Noite, continuação do lindo Antes do Amanhecer e do mediano Antes do Pôr-do-Sol; aproveitei que tem ele no acervo do Netflix e dei o play macaco.

Before Midnight
clique na imagem para ver de onde eu peguei.

O que eu tenho a dizer é: que filme lindo!
Começa meio devagar, o Jesse se despedindo do filho Hank no aeroporto depois de passarem férias em família na Grécia. Aí emenda numa cena um pouco longa da Celine, Jesse e as gêmeas Ella e Nina* no carro, voltando para a casa dos anfitriões gregos onde estão passando o verão.
Pensei "pelo jeito vai ser arrastado igual ao segundo filme". Mas eu queria muito ver, então segui em frente.
Quando percebi, eu já estava envolvida na mesa do almoço, rindo e pensando sobre as histórias de amor contadas pelos casais à mesa.
Não vou dar mais detalhes porque não tem como contar sem reproduzir os diálogos, que são exatamente o foco da trilogia, mas o que me prendeu foi parecido com o primeiro filme: a expectativa pelo destino do casal.
A história agora acontece 20 anos depois que eles se encontraram pela primeira vez e, aqui não há spoiler se você pensar no que acontece com quase todos os casais juntos há mais de 20 anos e com filhos: rotina, trabalho, insegurança, vida sexual morna, ausência de privacidade e quase nenhum romantismo.
Aconteceu com Jesse e Celine. Aconteceu com os seus pais. Acontece com os seus vizinhos. Vai acontecer com você. E comigo e qualquer pessoa que se entregue a um relacionamento de tanto tempo. É isso o que me encanta nesses filmes, essa identificação com a vida real, como se durante 1h30 você estivesse vendo uma gravação de um dia comum na vida de um casal comum, que poderia ser qualquer casal que conheço ou eu mesma e meu marido. Discutindo sobre o rumo de suas vidas, sobre os problemas que estão por surgir, sobre mudanças, sobre o passado, sobre mágoas não superadas, sobre quem o outro era e o que ele se tornou. Tudo tão normal, tão simples, que chega a ser bobo, mas ganha brilho pela química entre os atores, os diálogos inteligentes e a personalidade tão bem definida dos dois. Jesse continua charmosamente imaturo e sonhador e Celine continua encantadoramente arrogante e ranzinza, como uma boa francesa deve ser (pelo menos no imaginário popular).
Nesse terceiro filme tudo fica ainda mais lindo graças ao ambiente: Grécia no verão. Tudo tão iluminado e romântico e ao mesmo tempo tão natural e devastado, com ruínas por todos os lados... Exatamente como o relacionamento deles.
Uma cena que me chamou a atenção foi quando eles estão sentados observando o Pôr-do-Sol. Penso que seja uma referência ao filme anterior. A cena é linda, até poética, eu diria.
Enfim, não quero alongar muito no post, mas quero dizer que recomendo muito Antes da Meia-Noite. Mas aconselho que seja assistido por último, na ordem certa e, se possível, com um intervalo de alguns dias, para que você sinta a emoção de reencontrar o casal tempos depois, como um casal de amigos que você torce para que fiquem juntos, mas perde o contato e não sabe o destino deles até encontrá-los um dia, por acaso, numa viagem a trabalho em Paris ou de férias na Grécia.

Clique na imagem para ver de onde eu peguei.

*Os nomes das meninas provavelmente façam referência à Ella Fitzgerald e Nina Simone. Se você assistir ao segundo filme até o final, entenderá o motivo da homenagem à Nina Simone.


***
Agora, espero sinceramente que não haja um quarto filme. Acho que há espaço para mais histórias, mas ficou tudo tão lindo, amarrando as pontas que os outros dois filmes deixaram, que dá medo de um quarto filme chegar e deixar novas pontas que podem se embaraçar e estragar tudo.


***
Vou ver se consigo manter uma média de 1 filme por semana em 2014. Comecei com este. Os próximos, se valerem a pena, venho recomendar no blog depois.


***
Trilha Sonora: Kath Bloom - Come Here. Tema do primeiro filme, Antes do Amanhecer, em uma das melhores combinações entre trilha e cena romântica.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Green Jones / Norah Day

Acabei de ouvir Outro dia ouvi uma música que preciso eu precisava compartilhar aqui (no facebook eu já compartilhei na mesma hora).
Primeiro a música, depois as minhas opiniões de crítica musical de show de churrascaria:




Sim. É o Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, aquela banda de punk rock (?*) e a Norah Jones, aquela cantora da voz doce, que canta lindamente as músicas que você pode usar para quase tudo na vida: de dormir a dirigir, passando por namorar e andar de elevador.
Não sei ainda como e quando começou, preciso dar uma procurada, mas eles estão cantando juntos e parece que a coisa foi até que bem divulgada já. Eu, desatualizada como estou, nem estava sabendo de nada e fui pega de surpresa quando alguma página de música que curto no Facebook publicou o vídeo acima. Fui ver correndo por dois motivos: adoro os dois em suas carreiras e achei isso muito inusitado. Nunca pensei que um cara que canta músicas como as do Green Day fosse capaz de mudar de estilo assim cantando com aquela fofura-meiguinha-bonequinha da Norah Jones.
Mesmo nas músicas mais tranquilas deles, o estilo é bem diferente, mais rock mesmo, não fugindo nunca do jeitão moleque do Green Day.
Já no caso da Norah Jones, não há muita surpresa, porque nessa dupla com o Billie Joe, eles estão fazendo um som bem folk, aquela coisa que combina com violão e lembra férias no campo, outono, coisa marrom (só eu penso nessas coisas quando ouço folk? Desculpa, então. Sou louca.). Não muito diferente do estilo original dela que, embora não seja folk, também é uma coisa bem tranquila de ouvir, traz aquela sensação de que nada mais é urgente, que o mundo deu uma desacelerada e que só importa o quê ou quem está ali com você naquele minuto.
A surpresa maior foi a parceria dos dois por causa do Billie Joe mesmo. Pra mim, humildemente palpitando, foi uma coisa estranhamente boa de ver e ouvir.
Achei que ficou muito bom, a voz deles combinou, ele se mostrou um cara corajoso e de voz versátil arriscando um estilo tão novo pra ele e uma parceira tão diferente dele, como a Norah Jones.
Enfim, pra quem não é profissional no assunto, falei demais já. Só queria indicar a dupla pra vocês e, se gostarem de Long Time Gone, tem mais músicas aqui, clicando na imagem:

https://itunes.apple.com/br/album/foreverly/id728775523?wmgref=http%3A%2F%2Fwmuk-apache.co.uk%2FLS%2Fbplayer%2Findex.html&affId=2082724&ign-mpt=uo%3D4


Sobre as músicas: todas elas são regravações do disco lançado em 1958, Songs Our Daddy Taught Us,  dos Everly Brothers, uma dupla que fez sucesso nos anos 50/60.
Espero que gostem!

(*Adoro Green Day, mas nunca tive muita certeza se devo ou não dizer que eles são uma banda de punk rock. Rock é, mas punk... Não sei, é um "rótulo" que não gosto de usar pra eles. Até porque, rótulo nenhum é legal de se usar em coisas que não sejam produtos industrializados que necessitem de informações nutricionais, procedência e data de validade, né?)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Instafotos Desnecessárias

O episódio do prego me fez pensar de forma mais clara em um fato que tenho observado há tempos, desde o surgimento e popularização das câmeras digitais e a possibilidade de expor infinitas fotos na internet.
Acho curioso quando as pessoas viciam tanto em fotografar (com a câmera do celular antiguinho, que seja), que saem tirando fotos de coisas que ninguém quer ver e que elas mesmas não teriam motivo para querer registrar (e mostrar) se não fosse toda essa facilidade e "banalização" da fotografia.
Pensem: há uns 15 anos, mais ou menos, você tirava fotos e montava álbuns com os melhores momentos de uma viagem, tinha fotos com amigos, namorado, família, bicho de estimação... Mas não tinha nenhuma foto da comida deliciosa que você comeu em um restaurante de beira de estrada que ninguém conhece mas todo mundo deveria conhecer a caminho de Salvador onde fui passar minha lua de mel e onde também tirei outras centenas de fotos da lua e do vendedor de correntinhas artesanais e do quarto onde me hospedei e do mendigo que resolvemos levar para jantar e da mulher que estava cochilando e babando no ônibus e do... Entendem o que quero dizer?
Hoje em dia, com a facilidade de fotografar, armazenar e postar as fotos sem a necessidade de comprar filme, colocar na câmera (e nem todo mundo sabia colocar direito um filme na câmera), bater as fotos e pagar para mandar revelar e depois ainda ter que mostrar pra pessoa por pessoa o tal álbum das fotos da lua de mel/batizado/aniversário/viagem de formatura, as pessoas simplesmente desperdiçam pixels tirando foto de um prato de comida que foda-se se estava uma delícia, quem comeu foi você, não eu! Perdem tempo tirando auto-retrato (os famosos egoshots) com biquinho na frente do espelho só para mostrar que comprou um novo par de cílios postiços que ficou bapho, gata!
Já tirei auto-retrato, sim. Já tirei foto de prato de comida também. Já tirei foto do meu pé só porque sim.
Só não sou de ficar expondo tudo isso sem mais, nem menos. Até posto uma foto inútil ou outra, mas sempre penso "alguém quer ver? É necessário?".
E, de uns tempos pra cá, refletindo mais profundamente sobre o assunto, cheguei à conclusão que uma boa pergunta a ser feita antes de tirar uma foto é pensar "eu gastaria uma das 42 poses de um filme tirando uma foto dessas se não fosse uma câmera digital? Eu colocaria essa foto no álbum que mostraria para as visitas?". Quase sempre a resposta é "não, não gastaria".
Longe de mim ditar as regras de como as pessoas devem ou não gastar seu tempo e os pixels e pilhas de suas câmeras, cada um registra o que quer e compartilha o que tem vontade de exibir, mas pensem nisso e vejam quantas fotos você tem no seu computador, mas nunca teria em um álbum de fotos reveladas em 1 hora nas Fotóticas da vida.

***
O episódio do prego me fez pensar nesse assunto das fotos porque, hoje em dia, a maioria das pessoas teria o instinto de tirar uma foto com o celular e postar no Facebook reclamando da qualidade da comida e ameaçando Deus e o mundo de processo. Eu só tive o instinto de continuar comendo mesmo, porque eu estava com fome e a comida estava ótima.

***
Trilha Sonora: De uns tempos pra cá passei a ouvir diariamente, antes de vir trabalhar, um programa de rádio com a minha mãe onde só toca música gospel e agora SEMPRE tem uma musiquinha de Deus na minha cabeça. Hoje tem uma aqui que eu só lembro de um verso que diz "vai ter uma festa no céu".

terça-feira, 16 de julho de 2013

Não! Não Mesmo!

Semanas atrás alguém postou no Facebook uma imagenzinha dizendo que quem ama fica, perdoa, cuida, compreende, morre de ciúmes, morre de saudade, esquece o orgulho. Eu li, parei, pensei e falei pra mim mesma: NÃO! NÃO MESMO!
Com tudo o que vivi recentemente, antigamente (quem vê pensa que vivo relacionamentos amorosos desde 1943) e o que já presenciei de relacionamentos de terceiros (porque, sim, eu creio que a gente também aprende uma coisa ou outra observando o relacionamento dos outros e ouvindo casos de amigos), eu só posso discordar disso.
Eu sei, é só uma frase idiota de Facebook, criada por alguém em busca de likes e compartilhamentos e vai ver quem criou e postou a tal frase nem pensa mesmo isso... mas me irritou! Me irritou muito porque não consigo pensar que por aí tem gente julgando o que eu sinto e o que eu fiz com esse tipo de argumento "terminou o relacionamento de tanto tempo porque não ama de verdade. Se amasse, perdoava, esquecia o orgulho, blá blá blá".
Ninguém tem nada a ver com a minha vida, com as minhas decisões, mas não nego que me incomoda saber o que certas pessoas podem pensar e falar a meu respeito. O julgamento alheio me atinge, sim. Não muda o rumo das minhas escolhas, continuo fazendo o que eu pretendia fazer e quebrando a cara quando pego o caminho errado, mas me incomoda e muito saber que as pessoas pensam isso ou aquilo de mim quando o "isso e aquilo" não é verdade.
Quem ama de verdade pensa antes de agir e quando age sem pensar corre pra se explicar e pedir desculpas, quem ama de verdade não suporta a saudade e dá um jeito de acabar com ela antes que ela acabe com você, quem ama de verdade cuida primeiro de si para poder estar bem e conseguir cuidar do outro, quem ama de verdade fica ao lado do outro enquanto o outro dá espaço pra isso e quando não há mais espaço recolhe suas coisas e se afasta para ficar cuidando de longe, sem interferir. Quem ama de verdade esquece o orgulho na hora de pedir perdão por um erro, mas não deve esquecer o amor próprio na hora de não se deixar influenciar pelo amor que quer ser merecedor. Quem ama de verdade perdoa um erro, desculpa um desaforo, mas não tem que ser idiota de ficar a vida toda perdoando coisas que o magoam e que ficam se repetindo de tempos em tempos.
Quem ama de verdade, tem que saber se amar antes de amar o outro. Quem ama de verdade tem que saber se respeitar para respeitar e exigir respeito em troca.
É fácil exigir coisas absurdas como prova de amor e na prática não fazer nada do que exige.
Mais fácil ainda é postar e curtir coisas no Facebook, pra se dizer romântico, mas na "vida offline" sair magoando pessoas sem pensar nos estragos.

***
E qualquer um pode discordar de tudo isso, porque essa é a MINHA forma de ver o amor.

***
Trilha Sonora: Epílogos e Finais - Agridoce. "Não é questão de sorte É jogo vencido"

sábado, 4 de maio de 2013

Sobre Nomes

Tenho uma dúvida e espero que vocês, leitores lindos e inteligentes que são, saibam me responder. É o seguinte:
Já repararam que alguns nomes sempre andam juntos? Nomes como Rita de Cássia, por exemplo, até entendo, porque é o nome de uma santa (acho que é, não é?), daí quem vai homenagear a santa, coloca o nome todo. André Luis também é uma combinação comum e justificável, tendo a origem no espiritismo (acho que é, não é?).
Mas outros nomes, eu realmente não sei o motivo da insistência nas combinações.
Uma listinha rápida dos que me lembro agora (continuem nos comentários, se souberem de mais algum que se repete SEMPRE e você não sabe o porquê):
-Sandra Regina
-Bruna Caroline
-Telma Regina
-Amanda Cristine

Têm uma razão ou alguém simplesmente inventou de combinar, outras pessoas gostaram e passaram a repetir? Expliquem-me, por obséquio. Aguardo as respostas na minha mesa, ok?

***
Trilha Sonora: Concurso de Elvis no Jornal Nacional.

domingo, 10 de março de 2013

Sobre o Medo da Morte

Eu nunca tive medo de morrer. Nunca mesmo.
Atravessava a rua na frente dos carros, obrigando-os a parar porque, conforme eu costumava argumentar quando minha mãe me chamava a atenção por isso "nenhum deles quer realmente me atropelar, então eles que parem o carro se não quiserem ir presos". Minha mãe ficava louca, dizia que um dia eu podia encontrar um que não ia conseguir parar. E eu seguia atravessando a rua sem olhar e sem esperar muito pelo sinal fechado.
Nunca gostei de médicos e hospitais, porque eu sempre fui da opinião que quem procura, acha. Então se eu não estou sentindo nada de estranho e nem estou com um pedaço do corpo pendurado, quase caindo, não há motivo para pânico e muito menos para marcar uma consulta médica e ouvir um estranho me dizer que estou me alimentando mal, que estou acima do peso e deveria me exercitar mais.
Remédios? Só em casos extremos, como a época em que eu tinha uma crise de gastrite por noite e só conseguia dormir sob efeito de diclofenaco (depois de vomitar com uma cápsula de omeprazol, tomar duas xícaras de chá de camomila e andar em círculos pelo quarto até me concentrar no cansaço das pernas e esquecer a dor no estômago).
Pensava em pular de pára-quedas um dia, andar balão e sair pelo mundo fazendo mochilão "clássico" (com carona e sem lugar certo pra dormir).
Não tinha medo de ficar doente, não tinha medo de assalto, não tinha medo de acidente, não tinha medo de nada.
Até que eu me tornei mãe. O medo da morte passou a ser uma coisa tão apavorante que agora eu não perco uma consulta médica, sigo ordens em benefício da minha saúde, como coisas que não gosto (mamão, eca!) para que meu corpo funcione melhor, olho para os dois lados antes de atravessar a rua e espero o sinal fechar e todos os carros estarem parados. Uso até faixa de pedestres agora, vejam que exemplo lindo!
O que acontece é que continuo não sentindo medo do que haverá do outro lado e se haverá um outro lado. Li uma vez que preocupar-se com a morte é inútil, porque se tiver algo para ver do outro lado, um dia veremos e se não tiver nada, nunca saberemos. Não me lembro quem disse isso, mas tomei como verdade e desde então eu não me importava com essas coisas.
Só que agora, saber que uma vida depende de mim, dos meus cuidados e do meu amor; que tenho uma criança que espero ver crescer e aprender o que é o mundo, que quero ensinar coisas a ela, que quero estar perto dela para sempre... Tudo isso mudou a forma como vejo a minha vida, mudou os meus medos, meus planos, meus desejos. O que houver do outro lado, haverá ou não. O que me preocupa mesmo é poder adiar essa descoberta o máximo que eu puder, ficar por aqui enquanto houver necessidade de uma mãe cuidando de uma filha, porque eu devo ser essa mãe. Não quero que essa responsabilidade seja passada a mais ninguém.
Se me perguntarem hoje se eu tenho medo da morte, vou responder o mesmo que respondi ao meu irmão ontem, quando ele me viu esperar a hora mais segura para atravessar a rua: depois que você tem um filho, você passa a cuidar melhor da sua vida.

***
Trilha Sonora: Uma música na minha cabeça, mas não sei o nome dela e muito menos sei quem canta. Se eu descobrir, eu conto.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Você se diz amigo de alguém, muito amigo, diz adorar esse alguém e quer notícias dessa pessoa com frequência porque, segundo você, você quer fazer parte de um momento importante que a pessoa está vivendo e é isso o que fazem os amigos, mesmo de longe.
Mas, a parte engraçada (que não me faz rir) é que quando você viveu momentos importantes da sua vida, não fez a menor questão de incluir essa pessoa e tem tanta consciência disso, que até já admitiu o erro e pediu desculpas pela "falha".
Agora, me diz onde está a cláusula no contrato de amizade que diz que sou obrigada a lembrar de incluir gente assim em todos os momentos da minha vida?
Não estou esquecendo de incluir. Só não faço questão mesmo.
Me obrigue a fazer diferente.

***
De vez em quando a vida me surpreende ao colocar no meu caminho pessoas que, com pouco tempo de contato, se mostram muito mais leais e preocupadas comigo do que pessoas que me conhecem há mais de uma década.

***
E esse foi o post amargo e sem título de hoje.

***
Trilha Sonora: Nah. Tô de mau humor hoje e não quero ouvir música.

terça-feira, 20 de março de 2012

Metas Mágicas

De vez em quando, normalmente quando as coisas estão meio erradas, eu penso que se eu puder mudar algumas atitudes minhas, algumas soluções podem surgir magicamente para os meus problemas.
Estou com muitos problemas e só uma grande alegria no momento (assunto para outro post, em momento mais adequado).
Então, para os muitos problemas, as metas mágicas que pretendo seguir nos próximos meses:
1° - Cuidar da minha alimentação porque eu já deveria estar fazendo isso há mais de 1 ano por recomendação médica (pedra na vesícula, gordura no fígado, pangastrite, corpo pequeno demais pra tanto peso, uma anemia que sempre pode voltar, etc) e agora preciso realmente fazer isso com mais seriedade. E quem come direito, vive melhor.
2° - Falar menos. Muito menos. Sobre a minha vida, sobre os meus problemas, sobre as minhas expectativas, sobre os meus medos, sobre os meus sonhos, sobre tudo. Sempre fui de ouvir mais do que falo, mas quando me sinto segura com alguém, abro minha vida como se fosse uma mala velha e sem fecho. E, depois, as pessoas quase sempre provam que não mereciam toda essa exposição quando fazem coisas exatamente opostas das coisas que sabiam que eu esperava. Então, se eu puder pensar que elas agiram errado simplesmente porque não sabiam que estavam errando, vou me magoar bem menos com elas, porque afinal, como culpar quem é inocente?
3° - Mudar de emprego. Porque desde que mudei de ambiente, mas não de emprego, um espírito infantil tomou conta de mim e se manifesta todas as manhãs, quando digo pra minha mãe, fazendo beicinho de choro "Mãe... quero ficar em casa. Não quero ir para aquela escola hoje, não quero trabalhar. Eu não gosto de lá, mãe...". E ela me responde o que toda mãe responde ao filho choroso que faz birra na hora de ir pra escola "Anda logo, Camila. Vai perder a hora". E eu perco a hora, mas vou trabalhar. Então, se eu puder resolver essa questão do emprego, arrumar um lugar que eu goste de novo, com pessoas que me amem do jeito que minha família me ama, o drama matinal acaba e, como consequência, o drama do resto do dia também. Por isso ando de olho em novos concursos públicos. De preferência, mas não exclusivamente, dentro do Estado de SP, aqui pros ladinhos do interior.
4° - Não criar ilusões sobre as pessoas. Se eu não sou exatamente como eu gostaria de ser, os outros é que não serão exatamente como eu gostaria que fossem.
5° - Contrariando o segundo item, acho que eu devo praticar meu lado egoísta, falando muito das coisas que só interessam a mim (e a meia dúzia de leitores que continuam vindo aqui e eu adoro todos vocês. Tô carente e emotiva. Beijos), porque isso evita que eu fique pensando besteiras e criando as ilusões do 4° item. E foi pra ser egoísta que eu comecei esse blog, afinal.
6° - Não existem metas mágicas. E isto não é uma meta, mas uma constatação e eu só numerei como 6° porque gosto de manter padrões (além de carente e emotiva, tô ficando louca e com TOC. Beijos).

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Trilha Sonora: Não, obrigada. Tô rabugenta hoje e até música me irritaria.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Coisas que eu nunca saberei

Teve aquele desabamento dos prédios no RJ e os jornais só falam nisso, claro. A tristeza das famílias, quem são os (ir)responsáveis, quem são as vítimas... E eu estava lendo no jornal uma notinha com os nomes das vítimas já identificadas e, abaixo dos nomes e idades, constava alguma informação adicional. Coisas como zelador do prédio, esposa do zelador, morador de rua que estava próximo do prédio, funcionário da empresa X... Mas teve um que me chamou a atenção, mais do que aquele que falava com a noiva pelo celular e aquela que estava no msn com o marido no momento em que tudo caiu. Dizia que ele (era um homem, não me recordo o nome agora) morreu abraçado a uma carteira.
Fiquei pensando, o que teria nessa carteira? Fotos da família? Alguém ainda carrega fotos da família nas carteiras? Dinheiro que a família esperava para pagar alguma conta importante? Os documentos pessoais dele e isso foi um tipo de pensamento rápido "vou morrer e não quero ser enterrado como indigente"?
Isso me levou a um outro pensamento: se eu percebesse a morte chegando e não visse mais saída, aquele momento inevitável do "Fodeu, mano!", o que eu faria? O que eu tentaria salvar? Se houvesse mais gente comigo, quem eu tentaria salvar? Eu tentaria salvar alguém ou pensaria só em mim?
Quanto mais eu penso nisso, mais as minhas respostas parecem injustas, imorais, egoístas, fúteis e materialistas. E talvez isso mostre quem eu sou.
De repente o "certo" seria só deixar desabar e acabar.

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Trilha Sonora: Made For TV Movie - Incubus.

domingo, 20 de novembro de 2011

Sou dessas

Sou aquele tipo de namorada que de tempos em tempos (tipo uma ou duas vezes por semana) dá uma vasculhada na lista de contatos no Facebook do Sr. Namorado. Fico caçando pêlo em ovo, sabe? Confio nele, nunca encontrei nada de realmente errado lá, mas gosto de continuar vasculhando para provar pra mim mesma que sou idiota.
Daí que toda menina que eu não sei quem é e vejo lá curtindo/comentando/assinando feed/fazendo nada demais eu vou ver o perfil, analiso as fotos, vejo quem são os amigos, onde ela mora, onde trabalha, onde estudou, o que gosta de fazer e chego à seguinte conclusão: vaca. Todas umas vacas.
A questão é: sou doente mesmo e elas são todas umas vacas ou eu sou normal e elas são todas umas vacas?

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Trilha Sonora: 5º Andar - Tiê.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Socorro!

Gente, uma perguntinha: quem usa o Blogger na versão draft (rascunho) ou tradicional, notou essa mudança gigante nas telas (painel, editor de postagens e tudo mais) ou eu fui premiada e estou sendo usada de cobaia?
De qualquer forma, oh, Google, não curti isso aqui, não!
Ficou tudo muito branco, muito grande, muito estranho, muito vazio. E de vazio já basta minha carteira.
Se tivesse o botão de "não curti" eu clicava dez vezes.
Vejam (anotações em vermelho inseridas por mim com a ajuda do Paint):


Enfim, quero meu painel do Blogger Draft de volta.


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Trilha Sonora: Jornal do SBT me fazendo companhia após a faxina da madrugada (minha mãe tá vindo me visitar e eu preciso fingir que sei cuidar da casa sozinha).

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sobre uma paixão quase amor

ou Sobre como uma adolescente magoada pode se transformar em uma adulta completamente louca que destrói seus relacionamentos e usa títulos de três linhas em posts do seu blog

Tem coisas que acontecem com a gente que, quando ainda estão sendo vividas, vemos de um jeito tão diferente de como veremos tempos depois, quando olharmos pra trás, naquele ponto exato de quando se deu o tal fato.
Hoje tive uma conversa rápida com uma prima minha, uns 10 anos mais nova que eu.
Ela me contava sobre o namorado dela, que havia terminado tudo alegando estar cansado dos dramas e chiliques dela (deve ser de família esse talento para o escândalo conjugal sem motivo), que mesmo pedindo uma segunda chance, ele não quis voltar atrás e que agora, para se vingar, ela ia começar a sair muito, fazer tudo o que não fez por causa dele. Enfim, revolta de adolescente que levou pé na bunda.
E ela me contando e eu pensando "isso não vai adiantar, ou eles voltam amanhã ou daqui uma semana ela está apaixonada por outro, passando pela mesma situação". Aí ela me disse: "Poxa, eu fiz tudo certinho, fui uma boa namorada, sei que fui uma boa namorada e eu gosto dele pra caramba, sabe? Eu tô quase... quase amando ele já. Eu gosto muito dele. Estou apaixonada mesmo".
Nesse momento eu só sorri. Pensei no quanto ela estava sendo racional, sabendo separar a paixão, mesmo muito forte, do amor que ela provavelmente ainda não tenha sentido por ninguém.
Lembrei do primeiro namorado que tive, que começou como uma paixãozinha, foi crescendo, virou amor, veio o pé na bunda e 2 anos depois eu ainda sofria por ele. Lembrei das coisas idiotas que fiz naquela época pra me vingar dele.
[insira aqui o final alternativo*]
Hoje, olhando lá atrás, vejo que eu era bem besta também, como a minha prima que está morrendo de raiva do namorado agora, mas não tem consciência ainda de que amanhã vai encontrar alguém melhor que a fará olhar pro dia de hoje com o desprezo que algumas das primeiras paixões podem nos causar anos mais tarde. Ou com o riso dolorido da saudade que você sente do quão intensas eram essas paixões quase amores até que chegou alguém e cruzou esse limite para o lado do amor, depois esmigalhou seu coração e foi embora, arruinando de forma indireta todos os seus futuros relacionamentos.
É. Fim de post meio amargo.

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Tá, pra não ficar tão amargo, um final alternativo pro post:
[*]Só queria que, aos 15 anos eu já tivesse conquistado essa consciência que minha prima tem hoje e eu demorei tanto para conhecer. Se é que conheci.

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Trilha Sonora: TV ligada, como sempre.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Acompanhem meu raciocínio

Estava lendo um blog agora há pouco (muito bom, por sinal e recém descoberto) e no meio do post havia algo sobre discos voadores não existirem.
Acontece que nossa concepção de discos voadores é a seguinte: uma nave pilotada por seres de outro planeta que sai do planeta natal deles para explorar planetas vizinhos. Concordam?
Pois bem, se isso é um disco voador para nós, terráqueos, o que são os nossos foguetes (da NASA, né, porque eu mesma não tenho foguete nenhum) para os seres de outros planetas? E, o contrário também vale: o que são os discos voadores para os seus pilotos de outros planetas?
É tudo foguete, minha gente! E tudo disco voador.
Era só o que eu queria dizer. Até qualquer hora!

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Trilha Sonora: Canção Para Quando Você Voltar - Leoni e Herbert Vianna. A música é linda, mas o que gosto mesmo é do mantra no final. On Mani Padme Hum.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Não sou sua amiga

O problema de ser adepta de trocentas redes sociais é o grande número de pessoas que cismam com a sua cara e te adicionam sem mais nem menos. No Orkut, depois de muito tempo, consegui deixar na lista de amigos só quem é amigo mesmo ou quem eu, de alguma forma, conheço. Aí entram amigos de longa data, amigos ocasionais, aquele amigo do amigo que estava na mesma balada que eu e no dia seguinte me adicionou, parentes, parentes distantes, contatos de internet, enfim, pessoas com quem eu já falei alguma vez na minha vida ou tenho alguma ligação sanguínea. Por mim, sinceramente, lá só teriam amigos de verdade e parentes com quem eu tenho contato. Por quê? Porque eu não quero números, quero os contatos que, por ventura, algum dia, eu possa precisar deixar um scrap. Só. Mas se outras pessoas que me viram uma vez na vida me adicionam, tá, eu aceito.
Aí, no Facebook, sigo o mesmo pensamento, com um porém: viciei nos jogos e como eles dependem de "vizinhos" para subir o nível (passar de fase, para os jogadores das antigas), adiciono e aceito pessoas de qualquer canto do mundo, desde que joguem algum dos jogos que eu jogo. Puro interesse, eu sei.
Só que tem aquele povo que me adiciona e não fala nem o mesmo idioma que eu, muito menos joga os mesmos jogos. Me adicionam porque querem números. Esses eu recuso e pronto.
Mas e quando vem aquela pessoa que você sabe quem é, mas não conhece pessoalmente e não faz a menor questão de ser amiga dela? E, apesar de saber o nome, na sua cabeça ela se chama vaca. E você não pode simplesmente responder com um "não sou e nem quero ser sua amiga, sua vadia". Então, como proceder nesses casos?
É simples: a gente (eu) deixa o convite lá, pendente até que você tenha um bom motivo para recusar sem ficar chato ou aceitar e começar uma linda amizade falsa com aquela vaca querida.

***
Nota: Não há nada mais falso no meu vocabulário do que chamar uma pessoa de querida ou se referir a ela com "A fulana? Ela é uma querida".

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Trilha Sonora: TV ligada enquanto crio forças para ir pro chuveiro, me arrumar e sair

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Telemarketing FAIL

Toca meu telefone, 18:30, eu atendo:
- Oi.
- Boa tarde. Com quem eu falo?
- Camila.
- Sra. Camila, sou representante comercial da Via Embratel e estou ligando para lhe oferecer uma promoção do Combo *qualquer coisas que eu não entendi* da Embratel, que está disponível agora na região da sua residência. A senhora mora na rua Floriza, correto?
- Não.
- Ah... A senhora mora no Jardim Novo Osasco, correto?
- Não.
- Ahn... Senhora, eu posso estar verificando a disponibilidade do serviço para o seu endereço, tem interesse?
- Não.

Quer dizer que ligam aleatoriamente pra mim, OFERECEM um serviço que eu não fui pedir, chutam um endereço qualquer e quando eu digo que não é o meu endereço, o serviço talvez não esteja disponível?
E se eu quisesse contratar? E aí, Embratel?

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Trilha Sonora: Todo Mundo Odeia o Chris, minha rotina televisiva após o trabalho.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Te-le-vi-são

Tava eu aqui, vendo TV e talz... Eu raramente assisto à Band, mas agora estava vendo um seriado engraçadinho que eu nunca tinha ouvido falar. No intervalo passou o comercial de um programa que vai estrear sei lá quando. Alguma coisa sobre brasileiros ao redor do mundo, apresentando outras culturas.
E vai mostrando o cara, ele fala alguma coisa sobre o país e o nome dele aparece escrito na tela dividido em sílabas. Tipo:
Wal
ter

Mar
ce
lo

E assim por diante. Foi assim com quase todos. Quase todos, menos 1. O Paulo.
Tirem suas próprias conclusões.

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Trilha Sonora: Já, já eu me irrito com a TV de domingo e coloco uma musiquinha.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Melhor que a original

Essa é uma  lista que eu queria fazer há tempos, desde que estava sem isternete em casa e ficava escrevendo posts mentais nas horas de ócio. É uma lista de músicas que foram regravadas e ficaram melhores que as originais.
Resolvi que essa lista precisava sair porque tenho ouvido uma quantidade enorme de versões que me fazem pensar "essa devia ser a original!".
Então, aí está:

Maria Gadú - Lanterna dos Afogados
A original é dos Paralamas, todos devem conhecer. Tem até outras regravações, mas essa da Maria Gadú... Superou a da Cássia Eller, que eu adoro e, até então, era a melhor regravação que eu conhecia dessa música. Nem vou comentar aqui sobre a competição mental (da minha mente, claro) que rola entre Cássia Eller e Maria Gadú.

Yael Naim - Toxic
A original é da Britney Spears. Não gosto da Britney Spears e essa música, na voz dela, pra mim era só mais uma melodia rebolante da loira louca. Mas quando ouvi na voz da Yael Naim vi que uma boa gravação e uma voz linda fazem toda a diferença. Até aprendi a letra por causa dessa regravação.

Frente! - Bizarre Love Triangle
A original é do New Order, mas eu demorei para perceber. Sempre ouvia as duas versões, mas só quando comecei a me interessar pelas letras das músicas que eu ouvia foi que eu notei que eram a mesma música. A versão do New Order é legalzinha, naquele estilo "antiguinho" de música dos anos 80, cheia de efeitos sonoros típicos dos anos 80 e coisa e tal. A regravação, não. É lentinha, só voz e violão, dura menos de 2 minutos e a voz da Angie Hart, vocalista do Frente!, é linda.

Cássia Eller - Por Enquanto
Adoro Cássia Eller e praticamente todas as músicas que já ouvi na voz dela. Mas essa música em especial ficou tão linda, tão delicada, tão... Aquele Acústico MTV que ela gravou tem algumas das melhores gravações das inúmeras regravações que ela fez. Eu poderia fazer uma lista baseada no tema "Cássia Eller cantando fulano", e com certeza a maioria das minhas preferidas seriam as do Nando Reis que ela gravou. Mas fica pra outro dia. Por Enquanto é uma música linda já na voz do Renato Russo, mas a versão da Cássia tem uma coisa de tristeza que combina tanto com a letra e me fez até dar umas choradinhas em algumas ocasiões, quando ouvi essa versão.

Cordel do Fogo Encantado - O Cio da Terra
A original é do Milton Nascimento (letra dele com o Chico Lindo Buarque). É até bonita, mas não me fazia dizer que gostava da música. Depois que ouvi a versão do Cordel, com o acompanhamento que eles colocaram... Consigo ver o lavrador, o processo exaustivo de plantar, cuidar, colher e produzir. Ouçam e comparem.

Céu - Rosa Menina Rosa
A original é do Jorge Ben e eu não gosto dele. Não tem nenhuma música dele que eu me lembre agora e possa dizer "essa é legal, eu gosto". E, confesso que até começar a escrever esse post, eu nem tinha ouvido a versão original de Rosa Menina Rosa. Só sabia que é dele e que a Céu tinha regravado. Mas, como adoro a Céu e não gosto do Jorge Ben, eu já sabia, mesmo sem ouvir, que eu gostava muito mais da versão dela que ouço sem parar porque a voz da Céu faz isso comigo: quando coloco uma música dela, tenho que escutar até cansar. Enfim, acabei de ouvir a original e realmente, eu estava certa.


Eddie Vedder - You've got to hide your love away
A original é dos Beatles. Não sou exatamente fã deles, mas algumas das músicas que conheço até gosto. O que já não acontece com o Eddie Vedder, que eu adoro desde sempre e adoro mais ainda tudo que ele canta. Essa versão foi gravada para a trilha do filme Uma Lição de Amor (I'm Sam), que eu ainda não vi, mas deve ser bonitinho. Antes da versão do Eddie Vedder, a versão que eu conhecia e adorava era a do meu pai tocando no violão. E ele tocava duas, três vezes seguidas porque eu ouvia e queria ouvir de novo. Até ele falar "chega, depois eu toco de novo" e começar a tocar outras do repertório dele. Então, por ordem de preferência vem: Eddie Vedder, com sua voz meio rouca e triste, meu pai com seu violão e inglês impecável e auto-didata (que eu só herdei o auto-didata) e Beatles com sua gravação que, de tão pouco que eu ouvi, nem posso comentar muita coisa.

Alanis - My Humps
Essa versão da música do Black Eyed Peas (que eu achei que fosse uma música solo da Fergie) é muito legal por dois motivos: foi feita com bom humor e é da Alanis. Gosto da Fergie, até falei isso alguns posts atrás, mas gosto mil vezes mais da Alanis, minha musa desde a adolescência. O melhor dessa regravação é o clipe, com a Alanis sensualizando como nunca antes na história desse país. Se for ver, de verdade mesmo, prefiro a música original, mas a versão da Alanis é boa demais para ficar fora dessa lista. Ela conseguiu pegar uma música que não tem absolutamente nada a ver com ela e cantar de um jeito tão pessoal, que a música virou outra e, se você ouvir sem prestar atenção na letra, pode jurar que foi a Alanis quem gravou primeiro.

Bom, essa lista já ficou maior do que eu imaginei, mas como ainda tem muita coisa que pode entrar nela, aguardem uma parte 2 e, se souberem de mais versões melhores que as originais, deixem nos comentários.

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Trilha Sonora: Depois de tanta música para o post, agora é a TV ligada.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Sobre música boa que um dia será ruim

Eu adoro música. Desde sempre, ouço muita música. Cresci (na verdade não cresci muito) com o meu pai tocando violão e minha mãe cantando enquanto limpava a casa com o rádio ligado.
Com o tempo, fui desenvolvendo meu próprio gosto musical que, hoje, vai muito além da MPB/Pop Rock que cresci ouvindo por influência dos meus pais.
Acontece que, em um período da vida e eu acredito que isso aconteça com todo mundo, você se distancia do que te ensinaram que era bom e passa a buscar coisas novas, que tenham a ver com você. Só que isso que você diz que tem a ver com você, às vezes só tem a ver com o momento da sua vida ou com quem é você naquele momento da sua vida.
Aí passa um tempo, você muda, sua vida muda e aquela trilha sonora que dizia tanto sobre você passa a ser só mais uma música tocando no rádio (vocês ainda ouvem rádio, né?).
Quando a música era boa, tudo bem. Você até pode ouvir com saudade e lembrar que há pouco tempo aquela letra dizia tanto sobre você e hoje é só uma música como tantas outras. Mas e quando você associa a sua vida e os seus momentos importantes às músicas "modinha" que, dentro de 2 ou 3 anos, já não serão consideradas boas nem pra você?
Falo isso porque eu já tive minha época de gostar de modinhas de MTV e rádio, colava pôster na parede do quarto, rabiscava versos de músicas e nomes de bandas na capa do caderno e achava que aquelas eram as músicas mais fodas do mundo, as melhores bandas já descobertas e... um dia passou.
Aí vejo a molecada de hoje fazendo o mesmo que eu fazia e fico pensando que um dia eles vão se envergonhar de dizer que ouviam um cara que veste calça verde com camiseta vermelha e usa esses cabelinhos ridículos. Além, é claro, do agravante maior: não cantam nada, não tocam nada e nem as letras dizem muita coisa. Mas é claro que isso só será percebido quando a vida tiver mudado e as bandinhas "boas" de hoje se tornarem uma mancha no passado da molecada.
Ah! Antes que perguntem, minha mancha musical do passado é Hanson e Spice Girls. Mas só digo que é mancha porque nunca foram reconhecidos como boa música de verdade, apesar de eu continuar defendendo eles e, de vez em quando, ainda ouvir algumas músicas de quando eu tinha 12 anos.
O fato é que a "música ruim" de ontem, que eu ouvia, ainda é bem melhor que a música ruim de hoje que é, de fato, ruim.

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Trilha Sonora: Especial Black Eyed Peas na MTV. É, esse post foi escrito logo após o último post publicado. E, sim, MTV não é a melhor referência de música boa hoje em dia. Por isso não vejo os programas "musicais" deles.