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domingo, 17 de agosto de 2014

Sendo Romântica e Me Fodendo

Não sou muito romântica.
Na verdade até sou, mas evito demonstrar.
Na verdade até demonstro, mas penso bem e calculo antes de agir porque de uns tempos pra cá, avaliando as coisas que já vi e vivi nesses quase 30 anos de existência velha é teu rabo e, principalmente as coisas românticas e bregas que já fiz em nome do amor (quem nunca?), cheguei à conclusão de que devo ter sido assunto de conversas entre meus ex e os amigos deles mais de uma vez. Não assunto no sentido de orgulho "minha namorada é melhor que a sua", mas no sentido de piada "minha namorada é mais trouxa que a sua".
Não que eu só tenha me relacionado com babacas (e foram muitos, mas não foram todos), mas todos os relacionamentos acabaram da seguinte forma: de um lado uma pessoa feita de trouxa e do outro lado uma pessoa saindo com pose de muito magoada, porém se reerguendo e voltando a viver em poucos dias. Nem preciso explicar quem é a pessoa feita de trouxa, né?
Talvez seja a minha cara, talvez seja a minha altura, talvez seja meu karma, nunca saberei. Mas algo de muito forte em mim atrai caras que pensam que podem me fazer de besta.
E até fazem mesmo, porque se tem uma coisa fácil nesse mundo, essa coisa é me enganar. Mas não dura, porque sou besta, mas sou vivida quase 30, né. Já aprendi a perceber quando estou no papel de trouxa e daí pra desmontar o teatrinho é rapidão.
Só que até perceber, eu acabo fazendo uma coisa ou outra que depois, quando o teatro acaba, fico imaginando as risadas enquanto ele conta, vitorioso, que mentiu pra mim, saiu escondido, deu em cima daquela amiga, ficou com outra e quando chegou em casa eu tinha deixado mensagem dizendo que amava e estava com saudade. hahahahahaha Que otária!
Pois é. Sou bastante otária, mas é assim que o coração das otárias vai ficando mais e mais frio.
É sendo fofinha e se fodendo que a gente aprende (a gente, no caso, eu. Só quis criar um tipo de coletividade pra eu não me sentir tão sozinha nesse papel de trouxa que andei fazendo).

***
Trilha Sonora: Tava fazendo nada aqui e percebi que nunca tinha ouvido o tal canto das baleias. Fui procurar na internet e claro que encontrei, porque a internet só não tem disponível o manual pra eu aprender a não ser idiota em 3 passos simples. O link pro canto das baleias eu não vou dar, não, que já fechei e quem quiser que procure porque eu sou idiota, mas não sou escrava de ninguém.
Esse foi o passo 1 do manual "como deixar de ser idiota". Não tinha na internet, então estou escrevendo ele.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Somos Todos Culpados

Recentemente passei por uma separação que foi causada, entre outros fatores, pela interferência de uma pessoa que, creio eu, nem imagina o dano que causou a uma relação de 5 anos (de onde nasceu uma criança, inclusive).
Isso me fez pensar em como essa pessoa se sentiria se soubesse do problema que ela ajudou a causar, se soubesse que (em partes) por culpa dela a minha filha vai crescer sem ver o pai dormindo e acordando na mesma casa que ela, vai crescer sem ver os pais casados, fazendo programas de família, comemorando aniversário de casamento e trocando presentes no 12 de Junho. A presença do pai, como pai dela, não tenho dúvidas que ela terá. Mas aquela figura masculina que eu tive em casa, da autoridade diária do pai que trabalha o dia todo mas chega pouco antes do jantar para dar bronca pelas coisas erradas e parabenizar pelas coisas certas, para olhar o caderno da escola e ajudar na lição de casa, contar a historinha antes de colocar pra dormir e dar boa noite... coisas que eu tive e minha filha não terá.
Eu saí "prejudicada" também, mas nada que um novo amor (um dia, quem sabe?) não resolva. Para ser um casal, basta outra pessoa que te ame. Qualquer pessoa. Mas para ter um pai, não serve qualquer um. Ainda mais quando você sabe que o seu existe e está perto o bastante para que ninguém tome o seu lugar, mas longe o bastante para que exista saudade até que chegue o fim de semana de novo.
Fiquei pensando, então, quantas coisas a gente faz sem pensar, faz por maldade inconsequente, faz pensando que não está prejudicando ninguém e no fim a gente acaba prejudicando, acaba estragando um relacionamento que não era do nosso interesse destruir, acaba mudando todo um futuro que poderia ou deveria existir, mas vira apenas uma possibilidade não concretizada.
E a menos que uma das partes prejudicadas chegue até você para contar, você nunca saberá do mal que causou.
Seria estranho demais um dia você receber uma carta/e-mail/sms/tanto faz, te acusando de algum estrago que você causou na vida de outras pessoas? Seria vingança demais informar a pessoa com a intenção de fazê-la se sentir culpada pelo estrago causado? E, por fim, será que eu (e você e todos nós) não estaríamos sujeitos a uma acusação dessas?

***
Trilha Sonora: Flores do Mal - Barão Vermelho. Essa faz parte da minha playlist Of a Broken Heart, em breve num site de compartilhamento de músicas perto de você.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Aguenta Coração

Sonhava em conhecer o mar. Desde a infância, seu sonho era ver de perto o que só via por fotos e televisão.
Um dia, já adulta e mãe de dois meninos, realizaram seu sonho. Sem contarem nada a ela, planejaram a viagem e, chegando na beira do mar, aquela alegria. Uma alegria sem fim, sem fim como o mar.
O coração explodiu de felicidade. Explodiu de verdade.
Enfartou na beira do mar.

***
Baseado em fatos reais.

***
Trilha Sonora: Novela sempre me deixa com músicas na cabeça. Tô com uma que, parece que se chama Ride e é da tal Lana Del Rey, que eu só ouvia falar, mas nem sabia direito quem era. É uma vergonha, mas assumo: não atualizo meus conhecimentos musicais desde... muitos anos.

domingo, 10 de março de 2013

Sobre o Medo da Morte

Eu nunca tive medo de morrer. Nunca mesmo.
Atravessava a rua na frente dos carros, obrigando-os a parar porque, conforme eu costumava argumentar quando minha mãe me chamava a atenção por isso "nenhum deles quer realmente me atropelar, então eles que parem o carro se não quiserem ir presos". Minha mãe ficava louca, dizia que um dia eu podia encontrar um que não ia conseguir parar. E eu seguia atravessando a rua sem olhar e sem esperar muito pelo sinal fechado.
Nunca gostei de médicos e hospitais, porque eu sempre fui da opinião que quem procura, acha. Então se eu não estou sentindo nada de estranho e nem estou com um pedaço do corpo pendurado, quase caindo, não há motivo para pânico e muito menos para marcar uma consulta médica e ouvir um estranho me dizer que estou me alimentando mal, que estou acima do peso e deveria me exercitar mais.
Remédios? Só em casos extremos, como a época em que eu tinha uma crise de gastrite por noite e só conseguia dormir sob efeito de diclofenaco (depois de vomitar com uma cápsula de omeprazol, tomar duas xícaras de chá de camomila e andar em círculos pelo quarto até me concentrar no cansaço das pernas e esquecer a dor no estômago).
Pensava em pular de pára-quedas um dia, andar balão e sair pelo mundo fazendo mochilão "clássico" (com carona e sem lugar certo pra dormir).
Não tinha medo de ficar doente, não tinha medo de assalto, não tinha medo de acidente, não tinha medo de nada.
Até que eu me tornei mãe. O medo da morte passou a ser uma coisa tão apavorante que agora eu não perco uma consulta médica, sigo ordens em benefício da minha saúde, como coisas que não gosto (mamão, eca!) para que meu corpo funcione melhor, olho para os dois lados antes de atravessar a rua e espero o sinal fechar e todos os carros estarem parados. Uso até faixa de pedestres agora, vejam que exemplo lindo!
O que acontece é que continuo não sentindo medo do que haverá do outro lado e se haverá um outro lado. Li uma vez que preocupar-se com a morte é inútil, porque se tiver algo para ver do outro lado, um dia veremos e se não tiver nada, nunca saberemos. Não me lembro quem disse isso, mas tomei como verdade e desde então eu não me importava com essas coisas.
Só que agora, saber que uma vida depende de mim, dos meus cuidados e do meu amor; que tenho uma criança que espero ver crescer e aprender o que é o mundo, que quero ensinar coisas a ela, que quero estar perto dela para sempre... Tudo isso mudou a forma como vejo a minha vida, mudou os meus medos, meus planos, meus desejos. O que houver do outro lado, haverá ou não. O que me preocupa mesmo é poder adiar essa descoberta o máximo que eu puder, ficar por aqui enquanto houver necessidade de uma mãe cuidando de uma filha, porque eu devo ser essa mãe. Não quero que essa responsabilidade seja passada a mais ninguém.
Se me perguntarem hoje se eu tenho medo da morte, vou responder o mesmo que respondi ao meu irmão ontem, quando ele me viu esperar a hora mais segura para atravessar a rua: depois que você tem um filho, você passa a cuidar melhor da sua vida.

***
Trilha Sonora: Uma música na minha cabeça, mas não sei o nome dela e muito menos sei quem canta. Se eu descobrir, eu conto.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Só checando

Quer saber se uma pessoa é ciumenta? Veja se ela é capaz de fazer o seguinte:
[de madrugada]
- Amor? Amor?
- Quê?
- Você conhece alguma Sabrina?
- Sabrina?
- É. Conhece alguma Sabrina?
- Não. Não que eu me lembre... Por quê?
- Tem certeza?
- Acho que sim. Por quê?
- Sonhei que tinha uma Sabrina te mandando mensagens, apaixonada por você e você vinha me contar e eu ficava brava porque você não me contou antes, mas depois achei melhor você ter me contado, pelo menos. E a Sabrina que eu sonhei era uma vadiazinha que eu conheci, estudou comigo. Tem certeza que não conhece nenhuma Sabrina?
- Tenho. Não sei quem é essa Sabrina.
- Então tá.
[Roooonc... Zzzz]

Pois é. Fiz isso outro dia, às 4 e pouca da manhã.
Só pra ter certeza, né? Não custa fazer um rápido interrogatório da madrugada.

***
Trilha Sonora: Faz tempo que não tem nada, né? Preciso voltar a ouvir música enquanto uso internet.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Histórias por trás das músicas


Tava ouvindo uma música do U2 esses dias e pensei na mudança de sentido que ela teve depois que eu soube o motivo da existência dela.
Então me lembrei de outras músicas que, numa primeira vez que ouvimos, parecem apenas mais uma composição legal (ou não) e a gente fica não ligando muito pra ela até saber que houve uma razão para ela ter sido escrita. Aí a coisa muda e você tem a sensação de que está ouvindo a música pela primeira vez, com ouvidos limpos e atentos.
Então... Vamos à lista que eu não sei bem como chamar, então será:

Músicas e as histórias por trás delas
(post cheio de links)

Essa foi a música que originou o post. Foi escrita depois do suicídio do vocalista do INXS, Michael Hutchence, que era amigo do Bono e, depois do que houve, deixou um sentimento de culpa, como se ele pudesse ter feito algo pelo cara, uma conversa que fosse, para evitar a atitude dele.
A letra nunca tinha me chamado muita atenção até eu ficar sabendo disso.

Essa sempre me pareceu linda, com um tom de tristeza no fundo. Eu ouvia e pensava que falava de alguém que tinha morrido, mas aí ficava meio na dúvida porque, se a pessoa morreu, o que ele queria dizer com isso de "quando você voltar"? Fantasmas? Reencarnação?
Até que eu soube que ela foi escrita para o Herbert Viana, do Paralamas, na época em que ele sofreu aquele acidente de ultra-leve e ficou um tempo em coma. No dia em que eu soube disso, fui ouvir a música e chegou a arrepiar de tão mais linda que ela se tornou pra mim. E, melhor ainda, a versão que eu tenho e é a única que eu conheço, tem a participação do próprio homenageado e, no finzinho, os dois recitam um mantra que, pra mim, é a coisa mais linda que já vi em relação a preces.

Segundo a própria Alanis, foi escrita durante a estadia dela na Índia, logo após o sucesso mundial do álbum Jagged Little Pills que a expôs ao mundo. Durante esse "retiro", ela aprendeu muita coisa e teve ajuda de tudo e de todos para que esses aprendizados fossem possíveis. 
É uma música sobre gratidão e isso fica claro desde o título.

Outra deles e, mais uma vez, ela em uma lista minha. Já parecia uma música fofa, apaixonada e talz, mas depois que eu soube que foi escrita como pedido de perdão para a esposa do Bono, após uma mancada com uma data importante que ele perdeu ou esqueceu, se tornou ainda mais apaixonada. E o clipe dela, coisa mais linda!

Essa música me atormenta desde que eu era criança. Fui registrada como Camila na mesma época em que ela estava tocando em todo canto e, como consequência, cada vez que eu me apresentava para alguém, era obrigada a ouvir "igual à música? Camila ah, oh! Camilaaaa!". Me irritava. Sempre a mesma coisa e eu nunca consegui ver nada de bonito na letra dela. Passou a me irritar ainda mais depois que eu soube que ela foi escrita para uma amiga da banda, que sofreu abusos do namorado. E aí você vê a letra e pensa... Faz todo o sentido!
Nesse caso, diferente das outras, a história por trás da música fez com que eu gostasse ainda menos dela (mas continuo adorando Nenhum de Nós).
[Pausa] Pesquisando links pra inserir no post, descobri três coisas: a homenageada da música não se chama Camila, a identidade dela é um mistério para o público como forma de preservar sua privacidade (justo!). O meu Santo nominho foi escolhido quando olharam, por acaso, para o nome de um filme no jornal (não sabia que existia um filme com o meu nome. Essa foi a segunda descoberta). E além disso, descobri que existe uma cerveja batizada com o meu nome, mas em homenagem à essa música e à banda.[/Fim da Pausa]

Soube há pouco tempo que ela foi escrita depois que o vocalista da banda soube das dificuldades que a empregada dele enfrentava diariamente e que, mesmo assim, nada a fazia desistir de continuar trabalhando e lutando por uma vida melhor. Me pareceu mais bonita justamente por saber que foi baseada numa pessoa real, que realmente acorda todo dia às 4:30 e na hora de ir pra cama pensa que o dia não passou e nada aconteceu. E se for pensar, todos nós acordamos meio Janaína de vez em quando...

Ouvi dizer que Foi composta pelo Jhon como forma de homenagear o sogro e consolar a esposa dele, Fernanda Takai, quando o pai dela estava bem doente. Não sei se ele sobreviveu muito tempo depois da música, mas com certeza ele ficou eternizado na homenagem.

A Song For Sleeping - Stone Temple Pilots (não é o vídeo oficial, até porque, acho que nem existe um clipe pra essa música, mas escolhi esse por ter gostado da produção de quem o montou)
Essa foi um pouco óbvia desde a primeira vez que ouvi. A letra é bem clara, um pai cantando pra um filho dormir, falando para ele sobre a alegria (e o medo) de ver uma vida tão nova e dependente de você e das coisas que você tem a ensinar. Outro dia incluí essa na playlist que estou fazendo pro meu bebê. Quando estiver terminada, posto aqui pra vocês palpitarem um pouco.

1º de Julho - Legião Urbana
As músicas da Legião sempre me fizeram imaginar o que levou o Renato Russo a escrevê-las. Essa foi uma das poucas que eu soube: ele escreveu para a Cássia EllerNo Acústico dela tem uma alteraçãozinha no fim da letra quando ela devia cantar "meu amor, meu amor" e diz "meu amor, meu Chicão", fazendo referência ao seu filho Francisco.
Depois de saber disso eu passei a gostar mais dela nessa versão acústica da Cássia.

Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana
Outra da Legião. Essa eu soube há alguns anos, em uma matéria que a (já falecida) Revista MTV fez em homenagem ao Renato Russo quando fez 10 anos da morte dele, na sua edição de nº 9 (me surpreendo com a minha memória às vezes. Juro que eu não pesquisei na internet antes de dizer em qual edição estava a matéria).
Me parecia uma música confusa, meio que enigmática, como outras da Legião (mas nenhuma ganha de Depois do Começo). Aí eu vi que ela falava de várias coisas ao mesmo tempo, mas era basicamente sobre descontentamento e decepções políticas (época do Collor e a loucura econômica que virou o Brasil com dinheiro sendo confiscado nos bancos e preços subindo nas nuvens). É cheia de metáforas, mas se você sabe do que ele estava falando, acaba "traduzindo" tudo.


Vou parar por aqui, já que 10 é um número redondinho e eu também não estou lembrando de mais nenhuma música, apesar de saber que essa lista pode continuar com outras que só vou me lembrar quando eu clicar em Publicar.
Agora, sejam legais como vocês sempre são e me contem outras histórias por trás de músicas.

***
Sobre a fonte para todas essas histórias: algumas eu li em revistas, outras eu vi a banda contar na TV, umas eu li na internet. Fiz questão de procurar na internet links pra provar que nenhuma delas foi inventada pela minha cabecinha (Sr. Namorado neste momento deve estar dizendo "Cabecinha? Desde quando você tem cabecinha? É um cabeção!"). Se a internet estiver mentindo, sinto muito, porque aí eu fui enganada também.

***
Trilha Sonora: Aproveitem o post e ouçam todas essas músicas prestando atenção nas letras, agora que sabem das histórias.


sábado, 12 de maio de 2012

Beautiful Girl

Conheço uma moça (tipo mulherão, mas digo que é moça porque tem aquele sorriso doce de moça) que essa semana me deu uns minutos do tempo dela e ouviu coisas que eu ainda não tinha conseguido falar abertamente para ninguém. Ouviu, demonstrou preocupação e me deu conselhos ótimos (eficazes e divertidos).
Nos conhecemos há 7 anos e já bebemos juntas, rimos e temos algumas lembranças em comum, mas amizaaaaade mesmo, daquela coisa de frequentar a casa uma da outra, trocar confidências... isso nunca aconteceu porque... sei lá, acho que faltaram oportunidades.
Mas o fato é que ela é o tipo de pessoa que conquista a simpatia de todos rapidinho. Conquistou a minha logo nos primeiros contatos que tivemos.
Ela não entrou em muitos detalhes, mas passou há pouco por um pé na bunda. Foi o que puxou a conversa essa semana e me levou a falar, falar, falar... e eu até devo ter falado mais do que ouvido. Só que fiquei pensando nela depois.
Quando a vi pela primeira vez, pensei "Nossa! Que linda!" e é raro uma mulher ver outra e pensar isso sem aquela pontinha de inveja "quero o cabelo/roupa/namorado/amigos dela". Ela é linda e ponto final.
E quando a gente percebe, idealizou toda uma realidade em volta da pessoa. Fiz isso com ela. Ela é linda, simpática, inteligente, tem estilo, bom gosto, fala inglês, fala francês, é culta... Daquele tipo de pessoa culta que lê livros e ouve músicas e conhece coisas sem nunca demonstrar aquele ar pedante de pessoa culta que conhece coisas, lê livros e ouve músicas. E na minha cabeça ela nunca leva pé na bunda, nunca deseja quem não pode ter e chovem namorados interessantes e todos gente boa em volta dela. Porque gente como ela só pode atrair gente tão legal quanto ela. Não é assim o mundo?
Na verdade, não, né...
Ela tem problemas com o espelho, como toda mulher tem. Ela ouve "não" de caras que estão interessados em outras mulheres. Ela já deve ter perdido algum emprego. Já deve ter tirado notas baixas na escola. Já foi traída. Levou um pé na bunda...
Mas ainda acho que ela é uma das moças mais lindas que conheci. Do tipo que eu só apresentaria para o melhor dos meus amigos, aquele tipo educado e carinhoso que só merece conhecer moças lindas e divertidas como ela.
E o motivo desse post? O motivo é que ganhei mais uma razão para admirar e gostar dela. No meio de todo o drama que vem bem depois de um término de namoro, ela teve o coração aberto para ouvir problemas que nem são dela, pensar em bons conselhos e me fazer rir.
É ou não é um mulherão?

***
Oh, eu sei que você tá lendo, então coloca uma coisa na sua cabeça: nem baleia, nem golfinho. Acho mesmo é que é sereia. E sereia tem o poder de encantar quem quiser. Você sabe, né?
=)

***
Trilha Sonora: Não tô ouvindo, não. Mas quando tava terminando de escrever, lembrei de Beautiful Girl do INXS e essa é a música dela.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As Verdades Inventadas

Passamos a vida toda dizendo que dinheiro não compra felicidade, mas não deixamos de apostar na Mega da Virada e fazer hora-extra pra ganhar unzinho a mais no pagamento. Passamos a vida dizendo que não podemos viver sem tal coisa/pessoa, mas quando a tal coisa/pessoa se vai nós não viramos purpurina no ar e deixamos de existir em protesto. Passamos a vida dizendo que adoramos verduras e alface, mas trocamos sem pensar um pratão de salada fresquinha por um pão com ovo frito na manteiga com queijo derretido (me desculpe quem não come pão com ovo. É que estou com desejo de pão com ovo desde ontem). Passamos a vida dizendo e ouvindo que estudar é muito importante, mas adoramos as férias e sempre achamos que elas duram menos do que deviam e que 50 minutos ouvindo um professor falar são mais tempo do que queríamos.
Quando digo "passamos", sei que posso estar falando mais por mim do que por qualquer outra pessoa que não seja eu. Mas é que passamos a vida também tentando dizer/adivinhar/impor o que os outros gostam com base no que nós mesmos gostamos e achamos que todos deveriam gostar.
Eu sempre disse que mulher deve mesmo trabalhar pra ajudar o marido, ser independente e ter um dinheiro seu também, além do dinheiro da família. Sempre acreditei que ser independente compensava qualquer esforço, como o de levantar às 5:30 pra estar no trabalho às 7:00. Agora me vejo questionando se, quem sabe, talvez não seja melhor voltar a só estudar e deixar que me sustentem, ao invés de gastar 40 horas semanais em um lugar que não tem me feito bem, não tem me ensinado coisas novas e não me dá perspectivas de crescimento. Aí penso que, pelo bem do casamento que se aproxima, o mais sensato é aguentar como está, guardar um dinheiro para ajudar no começo da vida a dois e depois, quando houver oportunidade, trocar de emprego, mesmo que um novo emprego não signifique necessariamente a tal satisfação profissional que eu sempre sonhei.
Penso que o mais sensato. Passamos a vida pensando que somos as pessoas mais sensatas e racionais do mundo.
E quando eu digo "passamos", quero dizer que eu passamos. Insisto tanto nisso de ser racional e agir sem levar em conta as emoções, que eu quase acredito que as coisas podem funcionar sempre assim, deixando de fora o lado pessoal.
Passamos a vida inventando detalhes para a nossa personalidade simplesmente porque achamos que seria legal eles existirem. Só que não existem e a nossa personalidade, na verdade, não é tão legal quando gostaríamos que fosse.
E quando digo "a nossa", quero dizer a de vocês, porque eu inventei que a minha é super legal e vou fingir que acredito nisso.

***
Trilha Sonora: "Eu sempre fui assim Meu jeito me convém" - Rádio de Outono. Esqueci o nome da música, mas ela tá tocando sem parar na minha cabeça porque ouvi umas vinte vezes seguidas ontem.


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Coisas que eu nunca saberei

Teve aquele desabamento dos prédios no RJ e os jornais só falam nisso, claro. A tristeza das famílias, quem são os (ir)responsáveis, quem são as vítimas... E eu estava lendo no jornal uma notinha com os nomes das vítimas já identificadas e, abaixo dos nomes e idades, constava alguma informação adicional. Coisas como zelador do prédio, esposa do zelador, morador de rua que estava próximo do prédio, funcionário da empresa X... Mas teve um que me chamou a atenção, mais do que aquele que falava com a noiva pelo celular e aquela que estava no msn com o marido no momento em que tudo caiu. Dizia que ele (era um homem, não me recordo o nome agora) morreu abraçado a uma carteira.
Fiquei pensando, o que teria nessa carteira? Fotos da família? Alguém ainda carrega fotos da família nas carteiras? Dinheiro que a família esperava para pagar alguma conta importante? Os documentos pessoais dele e isso foi um tipo de pensamento rápido "vou morrer e não quero ser enterrado como indigente"?
Isso me levou a um outro pensamento: se eu percebesse a morte chegando e não visse mais saída, aquele momento inevitável do "Fodeu, mano!", o que eu faria? O que eu tentaria salvar? Se houvesse mais gente comigo, quem eu tentaria salvar? Eu tentaria salvar alguém ou pensaria só em mim?
Quanto mais eu penso nisso, mais as minhas respostas parecem injustas, imorais, egoístas, fúteis e materialistas. E talvez isso mostre quem eu sou.
De repente o "certo" seria só deixar desabar e acabar.

***
Trilha Sonora: Made For TV Movie - Incubus.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Talvez o último post de 2011

Quem frequenta o blog (alguém ainda frequenta de verdade?), deve ter notado que eu raramente posto coisas dos outros. Quase tudo aqui é meu, só meu, de minha autoria, inspirado na minha vida.
Mas hoje eu achei um textinho no Facebook que me agradou, talvez pelo momento que estou vivendo, com mudanças (que devem virar um post logo mais) e recomeços que trazem as dúvidas e inseguranças junto. Enfim, resolvi postar aqui pra que vocês também possam refletir (tô me sentindo a Ana Maria Braga no momento de sabedoria, lendo textinhos de auto-ajuda para as donas de casa que assistem o programa dela) e, quem sabe, alguém possa terminar 2011 com uma sensação de que tudo aconteceu como devia ter acontecido e com a esperança de que 2012 trará somente o que deve trazer, seja bom ou não.

Na Índia se ensinam as 4 leis da espiritualidade:
A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.
Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.
Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“.
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução.
Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

Feliz Ano Novo pra vocês, caso eu não poste mais até dia 31.

***
Trilha Sonora: O Tempo - Móveis Coloniais de Acaju.

domingo, 21 de agosto de 2011

O que acontece quando não sou mal criada

Ontem eu fui ao médico. Tenho passado com um gastro há alguns meses por conta de estar toda estragada por dentro uma gastrite e uma pedra na vesícula que pretendo arrancar tão logo o tal gastro me autorize.
Daí que ele me mandou perder algumas dezenas de quilos (duas para ser exata) há exatos dois meses e, voltando ontem para exibir meu corpo novo, ele ficou extremamente bravo quando viu que eu não só continuo redondinha (circulada, como disse meu irmão uma vez), como ganhei mais 3 quilos desde a última consulta.
Levei um belo de um sermão sobre auto-estima, alimentação saudável e qualidade de vida e ainda ouvi dele:
- Como você quer emagrecer se continua comendo pão antes de dormir? Não pode!
Tive uma semana tão cu, que na hora eu só ouvi, calada, fingindo que concordava. Mas na real, eu queria era dizer o seguinte:
- Quem disse que eu quero emagrecer? Perder uns quilos seria bom, sim, mas em qual momento eu disse que eu estava disposta a perder estes quilos? E, apesar de você ser legal, eu nem gosto de médicos! Só vim aqui porque a gastrite e a vesícula doente me obrigaram! Era isso ou morrer de uma vez. Deixa em paz minha gordura localizada e bem acomodada onde ela sempre esteve e não me perturbe mais! Grata.
Mas, né? Já tinha esgotado minha cota de falta de educação com as pessoas essa semana e ele realmente quer que eu fique mais saudável. Então fiquei calada e respondi que vou me esforçar mais nos próximos meses, que vou me alimentar direito e vou perder os quilos que ele mandou.
Como prêmio pela minha obediência, ganhei a receita de um remédio que vai me custar o equivalente a um mês de água + luz + telefone. Achou muito? Pois tá melhor que a receita anterior que me custava mais que um mês de aluguel.
E a moral da história é: nenhuma. Só queria verbalizar a minha indignação comigo mesma por eu ter ficado calada enquanto o médico dizia que EU queria emagrecer, sendo que essa idéia doida de perder tantos quilos foi dele e não minha.
Fim

***
Trilha Sonora: Pra Sempre - Marina Lima com Samuel Rosa cantando na minha cabeça essa musiquinha lindinha e fofinha e inha inha.

sábado, 2 de julho de 2011

Não Fazemos Trocas

Acaba de me ocorrer que passei esses vinte e cinco anos da minha vida sendo trocada. Desde trocas que, na verdade nunca aconteceram, até trocas explícitas e explicadas com todas as letras.
Sou a mais velha de quatro irmãos, logo, passei pela troca três vezes: fui trocada quando deixei de ser a filha única, bebê da casa e fui sendo trocada a cada novo irmão que nascia, porque, por mais que os pais digam o contrário, sempre há uma preferência pelo bebezinho recém chegado na família e pelo menos por uns tempos, os outros filhos são deixados de lado. Não estou reclamando do amor que recebi ou talvez tenha deixado de receber. É apenas a questão das trocas mesmo.
Depois fui trocada inúmeras vezes em relação a amizades. Você tem uma amiga que é a sua fiel escudeira até ela encontrar outra amiga e te trocar. Mas aí, normal também, acontece com todo mundo pelo menos uma vez na vida e, se formos pensar que também trocamos de amizades, me coloco do outro lado da história.
No amor então, nossa... Eu sempre fui trocada.
Teve um que me trocou pelos amigos, disse que estava se sentindo muito preso por causa do namoro. Na época eu dizia que havia sido trocada por um skate porque depois que levei o chute na bunda, tudo o que o fulano fazia era andar de skate.
Daí teve um que me trocou pela ex-namorada dele que, aliás, havia sido trocada por mim meses antes. Ele trocou e resolveu destrocar depois.
Teve um outro, que nem chegou a ser namorado, que me trocou pela vida de solteiro mesmo.
Teve esse agora que jura que não me trocou, mas o que eu sinto foi que fui trocada mesmo. Motivos justos, podem dizer se eu contar a história, mas pra quem é trocada o motivo nunca é justo.
Tem ainda uma troca anunciada que está prestes a ser concretizada, desta vez no meu atual emprego. Meu cargo será extinto dentro de alguns meses e eu serei trocada por algum funcionário novo que fará exatamente o que eu faço, mas vai ganhar mais do que eu ganho. Não é a primeira vez que isso acontece comigo, profissionalmente falando também, porque já fui trocada em outro emprego, anos atrás.
Tudo na minha vida termina ou muda radicalmente por causa de uma troca onde eu sou a moeda devolvida. Mas minha auto-estima me faz crer que sou a moeda devolvida simplesmente por causa da falta de atenção ou falta de inteligência de quem me troca. Sabe quando a gente dá ou pega um troco errado e vem a mais? Então. Eu sou o troco dado errado, mas sempre pra mais.
Prejuízo de quem devolveu.

***
Trilha Sonora: Grêmio Recreativo, na MTV, cantando umas músicas da Jovem Guarda agora.
(post escrito na última quinta-feira do mês, quando vai ao ar o Grêmio Recreativo)

domingo, 20 de março de 2011

Um fato

"O amor é campo minado. Basta um passo e nos despedaçamos. Juntamos os cacos e, sem pensar, damos outro passo. (...) A solidão dói tanto, que preferimos explodir a ficar sozinhos."
Kate, em Amor Aos Pedaços (Love & Sex), filme lindo que eu vejo, revejo e choro todas as vezes porque fala de coisas verdadeiras que eu, você, sua tia e sua vizinha já vivemos: os amores que tinham tudo para dar certo, mas falharam.

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Trilha Sonora: Futuros Amantes tá tocando na minha cabeça e uma música nunca combinou tanto com um post quanto essa agora. Chico (lindo) Buarque sabe o que diz.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Não sou sua amiga

O problema de ser adepta de trocentas redes sociais é o grande número de pessoas que cismam com a sua cara e te adicionam sem mais nem menos. No Orkut, depois de muito tempo, consegui deixar na lista de amigos só quem é amigo mesmo ou quem eu, de alguma forma, conheço. Aí entram amigos de longa data, amigos ocasionais, aquele amigo do amigo que estava na mesma balada que eu e no dia seguinte me adicionou, parentes, parentes distantes, contatos de internet, enfim, pessoas com quem eu já falei alguma vez na minha vida ou tenho alguma ligação sanguínea. Por mim, sinceramente, lá só teriam amigos de verdade e parentes com quem eu tenho contato. Por quê? Porque eu não quero números, quero os contatos que, por ventura, algum dia, eu possa precisar deixar um scrap. Só. Mas se outras pessoas que me viram uma vez na vida me adicionam, tá, eu aceito.
Aí, no Facebook, sigo o mesmo pensamento, com um porém: viciei nos jogos e como eles dependem de "vizinhos" para subir o nível (passar de fase, para os jogadores das antigas), adiciono e aceito pessoas de qualquer canto do mundo, desde que joguem algum dos jogos que eu jogo. Puro interesse, eu sei.
Só que tem aquele povo que me adiciona e não fala nem o mesmo idioma que eu, muito menos joga os mesmos jogos. Me adicionam porque querem números. Esses eu recuso e pronto.
Mas e quando vem aquela pessoa que você sabe quem é, mas não conhece pessoalmente e não faz a menor questão de ser amiga dela? E, apesar de saber o nome, na sua cabeça ela se chama vaca. E você não pode simplesmente responder com um "não sou e nem quero ser sua amiga, sua vadia". Então, como proceder nesses casos?
É simples: a gente (eu) deixa o convite lá, pendente até que você tenha um bom motivo para recusar sem ficar chato ou aceitar e começar uma linda amizade falsa com aquela vaca querida.

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Nota: Não há nada mais falso no meu vocabulário do que chamar uma pessoa de querida ou se referir a ela com "A fulana? Ela é uma querida".

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Trilha Sonora: TV ligada enquanto crio forças para ir pro chuveiro, me arrumar e sair

domingo, 2 de janeiro de 2011

Jogo da Verdade

Sabem aquela paradinha de Formspring.me? Então, eu fiz um, mas não foi legal porque muita gente caiu aqui no blog achando que eu era vidente por causa de um post antiiiigo, viram a caixa do Formspring ali e pensaram que era a forma de se consultar com a Madame Camila, que tudo sabe e tudo vê... Enfim, eu já contei isso tudo em outro post. Resumindo a utilidade do meu Formspring: zero!
Então, eu que não desisto nunca dessas bobeiras da isternete, conheci uma nova ontem (antes de ontem? Tô perdida nos dias já). É o Three Words.
Funciona assim: você vai lá, se cadastra e divulga seu link. Aí as pessoas entram lá e te descrevem em 3 palavras. Pode ser anônimo ou não. A escolha é do visitante.
Então, como sou uma desocupada e, sim, gosto de saber o que pensam a meu respeito (apesar de, na maioria das vezes, a opinião alheia não influenciar muita coisa na minha vida), vou deixar o link aqui pra vocês irem lá me elogiar muito brincar de jogo da verdade.
Ta aí:

http://threewords.me/Mila

E agora, me digam: há post mais inútil/egocêntrico em pleno dia 1/1/11? (ainda não dormi, então é dia 1º pra mim)

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Trilha Sonora: Thank U - Alanis

sábado, 4 de dezembro de 2010

Pergunta cretina

Entrei no site da Nova Brasil e tinha uma enquete lá:
"Você fiscaliza os contatos de seu companheiro ou companheira na Internet?"
Se todas as perguntas do mundo fossem fáceis de responder como essa, olha, eu passaria no vestibular para Medicina numa Universidade Federal.
É LÓGICO que eu fiscalizo. Vasculho tudo. Pergunto. Interrogo. Investigo. Sou ciumenta. Sou louca, me deixa!


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Trilha Sonora: Have a Nice Day - Stereophonics. O refrão mais grudento dos últimos anos e uma música que eu canto mentalmente sem parar.

domingo, 12 de setembro de 2010

Dúvidas que muito me perturbam

Dia desses eu estava conversando com uma colega de trabalho sobre crianças abandonadas, crianças que vão morar em abrigos e essas coisas tristes aí, quando resolvi que era hora de expor uma enorme dúvida que me causa certa agonia por não saber a resposta. É  o seguinte:
Imaginem que eu tive um filho. Imaginem que eu não tenho coração e resolvo abandonar essa criança logo após o parto. Tipo, jogo no lixo e saio correndo sem que ninguém me veja. Alguém encontra essa criança e a entrega pro orfanato como uma criança sem pai, sem mãe, sem documentos e, o mais importante aqui, sem nome. E ninguém quer adotar o tal bebê. Vão ter que registrar essa criança, certo? E se vão registrar, ela teve um nome previamente escolhido. Até aí normal, mas e o sobrenome? Mesmo que digam lá no orfanato que a criança tem cara de João, de onde vão tirar um sobrenome se ninguém sabe quem é o pai ou a mãe? Alguém pode me responder?
Agora, outra dúvida que muito me incomoda:
Vamos imaginar que essa mesma criança aí de cima, o João Sem Sobrenome, nasceu sem mãos ou pés. Triste, eu sei, mas isso é necessário para que eu explique minha dúvida. Daí, o João Sem Sobrenome cresceu um pouco e chegou a hora de tirar um RG. De onde é que vão tirar as digitais dele se ele não tem pés e nem mãos? Alguém pode me responder n°2?
Essas duas questões me intrigam muito mais do que saber de onde vim e pra onde irei. Juro.

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Trilha Sonora: Que Loucura - Cachorro Grande.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sabedoria de avó

Quando minha avó ficava sabendo que algum conhecido havia morrido, ela sempre dizia "Fulano morreu? Antes ele do que eu.", mas quando era alguém um pouco mais querido, uma morte que causava algum tipo de surpresa em quem recebia a notícia, ela dizia "Para morrer, basta estar vivo".
Essa do "antes ele do que eu", de vez em quando eu uso, em tom de brincadeira. Mas a segunda frase eu carrego como uma verdade muito além do sentido óbvio dela.
Vejo minha avó dizendo isso cada vez que uma notícia de morte me pega de surpresa.
Sempre esperamos que, também na morte, as pessoas usem da boa educação e dêem prioridade aos mais velhos. Primeiro os pais, depois os filhos. Primeiro os avós, depois os netos.
Mas nem sempre o que esperamos é o que acontece. Principalmente com essas coisas que ninguém controla.
Perder um pai ou mãe, graças a Deus, não sei como é. E espero demorar muitos, muitos e muitos anos para saber (aliás, Deus, se puder, não me mostre nunca como é isso). Conheço a dor de perder os avós. Já se foi uma bisa, um avô e duas avós. E dói. Muito.
Aí, o que se deu foi que essa semana perdi uma prima. Confesso, não era das mais próximas. Meu convívio com ela resumiu-se mais aos encontros em festas de família e raras visitas à casa dela. Posso contar nos dedos (talvez de uma mão) as vezes em que conversamos por mais de 10 minutos.
E poderíamos ter tido mais contato até, levando em consideração que ela era apenas 5 anos mais nova que eu. E, por isso, chorei. Não pelo contato mais próximo que nunca existiu, mas por sentir que a morte está tão perto que pode, a qualquer momento e sem nenhum tipo de aviso prévio, levar um dos meus irmãos, amigos ou namorado que têm, todos eles, idade de viver muito, não de morrer.
Da minha morte, sinceramente, não tenho medo. Sou egoísta demais para pensar na dor que as pessoas sentirão quando for a minha vez de partir. Penso apenas na dor que eu vou sentir se eu perder alguém que eu amo tanto, como os pais e irmãs e amigos dela estão sentindo agora por a amarem tanto.
Vi pessoas que poderiam ser eu chorando pela melhor amiga, pela irmã, pelo namorado... Me vi chorando pela dor dos outros, que talvez seja a mesma dor que um dia eu seja obrigada a viver.
E, mais uma vez, vi minha avó (que era a bisa dessa minha prima) dizendo que para morrer, basta estar vivo.

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Trilha Sonora: Indique-me uma.



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Mal educada, eu?

Não gosto de dar patadas. Não gosto de ser grossa com as pessoas. Mas se tem algo que me tira do sério e me faz esquecer dessas coisas que eu não sou e não gosto de ser, é gente que cuida da minha vida.
Veja só: trabalho oito horas por dia, de segunda à sexta-feira. Meu namorado e minha família moram em cidades diferentes da que eu moro (namorado de um lado, família de outro), portanto, só posso vê-los em feriados e finais de semana.
Tenho direito a dar uma falta abonada por mês, de um total de seis por ano, mas em um ano de trabalho, fui estrear minhas abonadas semana passada, porque queria ir para a casa da minha mãe e emendar o feriado da quinta-feira, mesmo sabendo (e todo mundo sabendo) que tenho horas de trabalho sobrando porque vivo saindo depois do meu horário. Resolvi dar a abonada ao invés de simplesmente dizer "não me liguem, vou tirar minhas horas" porque aí ninguém poderia indeferir coisa alguma.
Mas as pessoas gostam mesmo é de palpitar e fuxicar a vida alheia.
Hoje me liga um fulano que precisava que eu fizesse um documento para segunda-feira e antes que eu dissesse qualquer coisa, ele já veio dizendo:
- Na segunda você não vai estar aí, né?
- Vou, sim.
- Ah... É que disseram que você vai viajar hoje à noite...
- Não vou, não.
- Então, aí disseram que você ia viajar hoje, passaria o final de semana fora e só voltaria na segunda-feira à tarde.
- Não vou, não.
Fiquei puta da vida com isso.
Primeiro: eu vou viajar, sim. Mas não vou hoje. Vou amanhã.
Segundo: não é da conta de ninguém quando eu vou ou quando eu volto, muito menos dele (o fulano que me ligou, mas que nem tem culpa de nada, porque ele só recebeu informações que ninguém tinha que ter passado).
Terceiro: em nenhum momento eu disse para as pessoas que foram tagarelar sobre eu ir viajar, que elas deveriam avisar para alguém que eu iria viajar e muito menos disse que eu não estaria aqui na segunda-feira.
Quarto: quero que vá todo mundo pra puta que os pariu e parem de se intrometer na minha vida.
Por conta disso, fiquei mesmo muito irritada e já desliguei o telefone falando "ninguém tem nada a ver com a minha vida! Viajo de final de semana e sempre volto antes do meu horário de trabalho. Quem disse que eu não viria trabalhar segunda-feira?". Silêncio no recinto.
Mas quem tagarela sempre se acusa, mesmo tentando acusar terceiros:  "Você vai viajar hoje? Volta segunda?". Aí, me desculpe, mãe, você me educou, mas quando perco a paciência, essa educação não vale de nada: "Não. Eu vou amanhã e volto domingo. Segunda-feira estou aqui. E eu nunca viajo para voltar em meio de semana porque eu sei que tenho que trabalhar na segunda."
Bom, a discussão poderia ter sido muito mais animada com réplicas e tréplicas, mas o Sr. Namorado fez o favor de me ligar bem na hora que a outra parte se preparava para me dar uma resposta atravessada que eu ia acabar rebatendo até virar uma briga mesmo. Talvez tenha sido melhor parar ali, mas, puta merda! Que raiva de gente intrometida!
Por que não vão todos tomar no meio dos seus... Deixa pra lá.

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Trilha Sonora: musiquinha japonesa que eu já tô quase aprendendo a letra de tanto ouvir aqui do lado.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Retrô desde sempre

ou "Constatações sobre a moda"
Comprei um esmalte roxo de uma coleção nova da Impala, a Matte Fluor (aqui tem um post e fotos da cor).
A cor é linda, um roxo bem roxo mesmo porém, como diz o nome da coleção, ele tem um efeito matte que eu prefiro chamar de fosco (apesar de não saber se fosco é sinônimo de matte, que eu nem sabia que se escrevia com "tt"). Mesmo assim é bonito.
Há uns muitos meses eu comprei também o Pink da Impala que eu chamo de rosa chiclete, porque é o mesmo tom de rosa de chiclete de tuti-frutti.
Agora, entendam o motivo desse post mulherzinha.
Quando eu tinha uns 11 anos, eu tinha vício em esmaltes. Gastava todos os meus dinheiros (que não eram muitos) em esmaltes que eu nem dava conta de usar. Por isso "desenvolvi" uma técnica que consistia em pintar uma unha de cada cor. Simples assim. Se tenho 20 unhas, posso usar 20 cores diferentes de uma vez só. E as pessoas tinham motivos mais que suficientes para me acharem uma breguinha, esquisita e coisas do tipo.
Eu? Nem ligava. Segui pintando minhas unhas assim, gastando o máximo possível dos meus esmaltes. E a cada ano a (minha) moda se renovava. Comecei pintando uma unha de cada cor, incluindo os pés. Depois passei a pintar só a mão e cheguei a usar cores que iam desde o clássico preto-sou adolescente-rebelde até um dourado lindo cheio de glitter que meu ex-namorado odiava, passando por cores como o... Pink da Impala (que na época tinha outro nome) e um amarelo fluorescente  marca-texto.
Na época, entre 1997 e 2002, como eu já disse, as pessoas me olhavam torto. Poucas achavam legal e a maioria achava brega. Segui nem ligando até que eu resolvi parar com isso porque eu já estava um pouco "velha" (16 anos, no máximo) para usar tantas cores e também porque minhas unhas já não aguentavam mais tanta tinta de caneta misturada aos esmaltes cintilantes (sim, eu fazia meus próprios esmaltes às vezes).
Agora, vejam só: mais de 10 anos depois, a moda é justamente usar as coisas que ninguém achava legal quando eu usava. Não vou ousar dizer que lancei ou adiantei uma tendência, porque, né? 10 anos de atraso é demais e eu não inventei cor nenhuma. Só usava o que o mercado tinha disponível e eu achava legal, mas quase ninguém comprava.
Só que, se antes era feio, por que hoje é bonito? Porque isso é a moda, oras. Só é moda se muita gente usar. E com essa onda dos esmaltes de cores fortes, pela primeira vez na minha vida, mesmo sendo meio sem querer, estou na moda.
Só não uso mais uma unha de cada cor, mas o roxo e o pink, um de cada vez... Adoro!
Agora vamos ver quanto tempo vai durar esse roxo divino na minha unha de dona de casa, lavando louça, limpando chão, passando roupa e brincando de comidinha.
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Trilha Sonora: Tenho vergonha de contar.  :$