quarta-feira, 31 de março de 2010

Vidente é o c@r#l*o!

Há um tempinho atrás, fiquei sabendo da existência do Formspring. Achei bem bobo, mas legal. Fui lá e me cadastrei (como sempre). Depois eu vi que havia uma bagacinha que eu poderia colocar no blog e, a partir da bagacinha, as pessoas me mandariam as perguntas sem precisarem ir até o Formspring.
Perfeito. Não sei pra que e nem pra quem, mas perfeito.
Aí começou o inferno. Chovem perguntas do tipo "quem eu fui nas vidas passadas?".
Eu teria ficado com a mesma cara de interrogação que muita gente deve estar agora, porque, afinal de contas, eu nunca disse em canto nenhum que sou parente da Mãe Dinah.
Eu teria ficado, mas não fiquei. Acontece que sou muito curiosa e desde o começo do blog eu enfiei tudo quanto é tranqueira aqui para saber quem visita o blog, de onde vem, pra onde vai, qual a cor do esmalte que você usa enquanto digita meu endereço, etc.
E uma dessas tranqueiras me diz que um dos posts que mais atrai visitas desde que foi publicado é um beeem antigo onde eu contava do teste de vidas passadas que fiz e descobri que eu era alguma coisa que já nem me lembro mais o quê, mas que não me agradou muito. Era um teste daquelas seções esotéricas do Terra.
Pouco depois, levada pelo mesmo tema, publiquei um post contando do sonho que tive uma vez, onde eu morava na côrte portuguesa, tipo, ano de 1500 e qualquer coisa, e fugia para o Brasil sob a condição (que alguém me impunha, que fique bem claro que quem quis não fui eu) de ser cortesã por aqui.
Daí pra virar referência nos sites de busca, deve ter sido um pulo. Não testei ainda, mas creio que se você buscar por "teste de vidas passadas" ou "quem eu fui em outra vida", em algum momento da busca, vai acabar achando meu link vagando pela isternet. E o que acontece depois? As pessoas perdidas que não percebem que isso é um blog à toa sobre absolutamente nada específico, pensam que estão na casa da Maga Patalógica que é vizinha da Mãe Dinah e se sentem à vontade para perguntar quem elas foram nas vidas passadas.
Quando coloquei aquele negocinho do Formspring ali, esses fulanos fizeram a festa. Pensam que é uma versão moderna de bola de cristal e mandam suas perguntas como se não houvesse amanhã.
Aviso: minha época de esoterismo e leitura de tarô passou, meus caros. Mas não vou pensar duas vezes antes de começar a mandar maldições na direção do próximo que vier me perguntar essas coisas.
Vou desejar que vocês façam uma regressão mal sucedida e fiquem presos nela pra sempre. E, como em regressões as pessoas sempre descobrem que eram algo chato pra cacete e nada glamouroso, pense que belo castigo seria ficar preso pra sempre no Antigo Egito, trabalhando como escravo construindo as pirâmides naquele sol dos infernos, descalço naquela areia fervendo. Pensou? Então não me pergunte mais nada.

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Trilha Sonora: Alguém assobia. E isso me lembra de um amigo que sofria muito por não saber assobiar aos 20 e tantos anos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Aos Srs. inquilinos:

Só quero dizer que fico feliz por ver que, mesmo com o blog meio paradão como tem estado, tenho 57 pessoas me seguindo (ali, no canto dos inquilinos). Sinal que alguém (alguéns) ainda gosta de ler as coisas que escrevo e me visita de vez em quando em busca de atualizações.
Obrigada, pessoas!
=)

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Trilha Sonora: Tem alguém do outro lado da rua ouvindo uma música estranha que prefiro nem saber qual é.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Isso é que é cliente carinhoso!

Tava lembrando esses dias, não sei se já contei aqui, de uma cliente que eu tinha no meu antigo (e bota antigo nisso!) trabalho.
Era uma mulher simpática, mas daquelas que a simpatia só dura enquanto ela tem as coisas exatamente como ela quer.
Então, um dia ela foi lá no escritório e pediu uma coisa qualquer que eu não poderia fazer naquele exato momento, mas combinei que faria mais tarde e ligaria para avisá-la quando tivesse terminado.
E assim foi feito. Terminei a tal coisa (devia ser alguma manutenção na conexão dela) e liguei para avisar. O filho dela me atendeu:
- Oi fulaninho, é a Camila da Empresa X. Sua mãe tá aí?
- Mããããããe! A Camila.
- Oi, minha princesinha!
- Eh... Oi?
- Tudo bem? Que saudade da minha bonequinha!
- Tudo bem, Dona Fulana, aqui é a Camila, da empresa X, tô ligando pra avisar que a manutenção tá pronta.
- Aaaaaiiii!!! Que vergonha, Camila! Achei que era a minha sobrinha!
Pois é. E eu quase achei que você fosse lésbica. Pensei, mas não falei.

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Trilha Sonora: Latido de cachorro, conta? Preciso de música mesmo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Gente folgada

Aqui onde eu trabalho o horário de atendimento dura três horas e meia no período da manhã e três horas e meia no período da tarde. Então, deu 11:30, a janelinha do balcão fecha e nos dedicamos ao serviço interno.
Só que sempre tem um desavisado (ou folgado mesmo) que insiste em chegar fora do horário de atendimento, bate na janelinha, ficamos com dó e acabamos atendendo porque, né, às vezes a pessoa vem de longe, maior sol/chuva/frio/neve/tempestade de areia e achamos injusto mandar a pessoa voltar só às 4:30 da tarde ou ficar sentada esperando abrir de novo.
Mas isso não é uma regra. Quando eu estou de mau humor, deixo a pessoa bater infinitamente e digo aqui dentro "se ele chegar no banco às 16:02, a porta estará fechada e não vai adiantar bater que ninguém vai atender. Horário é horário e aqui não é diferente. Sinto muito."
Mas, como hoje eu não estava de mau humor, resolvi abrir o balcão e atender o fulano que batia insistentemente fora do horário:
- Oi. [com meu sorriso de "oi, seja breve, tô ocupada"]
- Oi.
- Fala.
- Você tem durex?
- Quê?
- Durex.
- ...
- Pra colar a pipa que rasgou.
O fulano que batia era um menino de uns 10...12 anos.
LÓGICO que eu disse que não tinha durex. Tá pensando o quê? Além de bater fora de horário, ainda acha que isso aqui é papelaria?

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Trilha Sonora: Trilha sonora, nunca mais, heim...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Só me faltam os 20 gatos

Essa semana minha mãe me ligou para perguntar como eu estava e coisa e tal. Ela fica preocupada por causa das chuvas fortes que andam caindo por aqui.
Aí ela me disse:
- Cuidado, heim! Esse córrego que tem aí perto de onde você trabalha costuma alagar. Se começar a chover forte, não vai embora. Fica esperando a chuva passar. Vai que você arrisca e a água te leva. A correnteza te carrega pra dentro do córrego e aí... Só vão dar sua falta uns 4 dias depois, quando ligarem aqui perguntando por você se você não aparecer pra trabalhar e não der satisfação, mas aí, 4 dias depois vai ser tarde demais. Cuidado!
Depois dessa, me senti aquelas velhas solteironas que morrem e só acham o corpo semanas depois, quando ele começa a feder, trancado na casa suja cheia de gatos.
E mães sabem o que dizem, né?

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Trilha Sonora: Crianças acham que isso aqui é centro de recreação e ficam gritando na janela enquanto eu trabalho.