Sexta-feira eu entrei num botequinho pra comer pastel depois do trabalho. Tava lá comendo, quando entrou um casal que, se somasse a idade dos dois, devia passar fácil dos 140 anos.
Os dois andando em passos lentos e bem calculados, cumprimentaram a mulher atrás do balcão, que observou que a voz da senhorinha estava meio rouca e esta respondeu que era a gripe ainda, que não sabia mais o que tomar para melhorar. O marido, então, rindo disse:
- Toma uma cerveja bem gelada. Dona Zezinha, vê uma cerveja bem gelada pra ela!
A senhora olhou pra mim e disse, sorrindo da graça do marido:
- Vai que ajuda, né? Já tomei tanto remédio, de repente uma cervejinha gelada faz a gripe passar...
Concordei sorrindo e fazendo que sim com a cabeça, achei que fosse brincadeira deles. Não era.
Dona Zezinha perguntou então o que eles iam querer e o senhor respondeu o que iam comer e pediu a cerveja mais geladinha que tivesse no freezer.
Sentaram-se lá fora, na mesa da calçada pra beber sua cerveja e, quando fui embora, vi os dois papeando e sorrindo um pro outro, com a despreocupação típica de dois adolescentes matando aula pra namorar ou, melhor ainda, de dois aposentados que já não devem satisfação pra ninguém nessa vida e sabem que essa mesma vida pode acabar a qualquer momento.
Vim embora pensando no quanto havia naquela cena que me servia de lição e inspiração. Quantas histórias, problemas, dúvidas, cumplicidade e certezas caberiam naqueles anos de amor e amizade entre os dois?
Quantas vezes teriam pensado em desistir ou mandar o outro pro inferno? Mas ao invés de ceder ao impulso fácil da raiva, se contiveram, respiraram fundo e pensaram no prêmio final de suas vidas: poder sentar-se ao lado da pessoa que escolheu pra viver junto, às 17h30 de uma sexta-feira de inverno, tomando uma cerveja gelada e rindo da vida.
***
Trilha Sonora: You - The Pretty Reckless
Mostrando postagens com marcador cenas (ir)reais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cenas (ir)reais. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 10 de julho de 2017
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Um Bar Educativo
Quando não tenho carona pra voltar do trabalho, pego o ônibus em frente a um bar. Um bar estilo botecão, sabe? Balcão antigão, mesa de sinuca e prateleira com bebidas variadas (e provavelmente já vencidas, porque duvido que um bar consuma tantas garrafas de vodka, conhaque e semelhantes antes que elas vençam). Esse em especial tem o combo salgados deliciosos + atendimento de qualidade + TV com canais variados da Sky.
Pois bem.
Dia desses, como sempre faço, cheguei e pedi minha torta de bauru (ou seria um bauru em massa de torta?) e fiquei por ali, comendo enquanto o ônibus não chegava. O mocinho me atendeu, depois voltou pro banquinho dele e se virou pra TV que estava ligada na TV Escola. Pensei "TV Escola no bar? Devia estar trocando de canal e parou aí pra me atender. Vai colocar no futebol, certeza.". Mas não. Ele sentou no banquinho, se concentrou e ficou vendo o documentário que estava passando.
Agora me diz, naonde que você já viu um bar com uma TV ligada na TV Escola e não em um canal esportivo ou um show de pagode/forró?
Sério, fiquei tão impressionada com o nível cultural do bar e do dono do bar, que até esqueci de ver que documentário era aquele. Até porque, não sou o tipo de pessoa que assiste documentários da TV Escola. Sou do tipo que come salgado barato de boteco pé sujo.
***
Trilha Sonora: Ponteiro - Céu. Música linda, linda. ♥ Fizeram um vídeo para a música, olha que coisa bonita.
Pois bem.
Dia desses, como sempre faço, cheguei e pedi minha torta de bauru (ou seria um bauru em massa de torta?) e fiquei por ali, comendo enquanto o ônibus não chegava. O mocinho me atendeu, depois voltou pro banquinho dele e se virou pra TV que estava ligada na TV Escola. Pensei "TV Escola no bar? Devia estar trocando de canal e parou aí pra me atender. Vai colocar no futebol, certeza.". Mas não. Ele sentou no banquinho, se concentrou e ficou vendo o documentário que estava passando.
Agora me diz, naonde que você já viu um bar com uma TV ligada na TV Escola e não em um canal esportivo ou um show de pagode/forró?
Sério, fiquei tão impressionada com o nível cultural do bar e do dono do bar, que até esqueci de ver que documentário era aquele. Até porque, não sou o tipo de pessoa que assiste documentários da TV Escola. Sou do tipo que come salgado barato de boteco pé sujo.
***
Trilha Sonora: Ponteiro - Céu. Música linda, linda. ♥ Fizeram um vídeo para a música, olha que coisa bonita.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Mancha engana-trouxa
Daí a pessoa vem morar numa cidade super quente, onde o sol nunca some e, mesmo sabendo dos riscos de mancha de pele, não usa protetor solar.
Um belo dia, distraída, olha pro seu braço e nota uma manchinha escura que não existia antes.
"AI, MEU DEUS! TÔ MANCHADA! MANCHA DE PELE! SOCORRO! NÃO POSSO FICAR MANCHADA!"
Passa o dedo na tal mancha e ela some.
"Ah! Era sujeira que respingou mais cedo, enquanto eu lavava o chão. heh"
Sobre:
cenas (ir)reais,
Ô vida...
terça-feira, 3 de maio de 2011
Das coisas que sou obrigada a ouvir...
Juro! Tô quietinha trabalhando, mas ouço umas coisas de vez em quando que desconcentrariam até o mais disciplinado monge tibetano.
Na sala ao lado alguém falava algo sobre reciclagem, lixo, coleta seletiva, etc. E disse:
- Blá blá blá usina de compostagem. Sabe?
- Sei! Aquelas compotas, né? Compota de frutas... Compota de morango, de ameixa, de abacaxi...
Sinceramente, eu espero que tenha sido uma piada.
***
Trilha Sonora: Walking After You - Foo Fighters. Ao mesmo tempo em que vejo a novela (e jogo, converso com o Sr. Namorado e escrevo aqui).
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Outra no telefone
Tocou meu telefone depois das 9 horas da noite e já estranhei. Ninguém me liga em casa depois desse horário. Atendi.
- Oi.
- E aí? Me conta!
- Quê?
- O babado! Me conta!
- Quem tá falando?
- Me conta! Quero saber!
- Que babado? Acho que você ligou errado...
- Ai... Liguei?
- Acho que sim... Você queria falar com quem?
- Com a Jú. Ai! Que vergonha!
- Ah, então ligou errado mesmo. Não tem nenhuma Jú aqui e eu não sei de nenhum babado pra te contar...
- Ai, que pena! É que ela terminou com o namorado e eu queria saber do babado. Agora não vou ficar sabendo...
- É... Acho que não...
E no final das contas, desligamos o telefone gargalhando, as duas curiosas pra saber detalhes do babado sobre o fim do namoro da Jú, seja lá quem for a tal da Jú, que agora está solteira.
***
Trilha Sonora: Asleep At The Wheel - The Wallflowers
- Oi.
- E aí? Me conta!
- Quê?
- O babado! Me conta!
- Quem tá falando?
- Me conta! Quero saber!
- Que babado? Acho que você ligou errado...
- Ai... Liguei?
- Acho que sim... Você queria falar com quem?
- Com a Jú. Ai! Que vergonha!
- Ah, então ligou errado mesmo. Não tem nenhuma Jú aqui e eu não sei de nenhum babado pra te contar...
- Ai, que pena! É que ela terminou com o namorado e eu queria saber do babado. Agora não vou ficar sabendo...
- É... Acho que não...
E no final das contas, desligamos o telefone gargalhando, as duas curiosas pra saber detalhes do babado sobre o fim do namoro da Jú, seja lá quem for a tal da Jú, que agora está solteira.
***
Trilha Sonora: Asleep At The Wheel - The Wallflowers
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Histórias de balcão
Eu não trabalho exatamente com o atendimento ao público, mas de vez em quando, se as pessoas que devem fazer isso estão ocupadas ou ausentes, vou lá pro balcão e atendo um pai, uma mãe, um aluno e, com um pouco de sorte (?), um bêbado passante que pára ali só porque temos um balcão.
Essa semana, fim de ano, muita gente tem procurado a escola por conta da reunião de pais que se aproxima. Um dia desses, não tinha mais ninguém na secretaria que pudesse atender e eu fui lá ver o que queria uma pessoa que batia insistentemente na janelinha fechada, duas horas antes do horário do atendimento.
Era uma senhora com a filha, aluna nossa. Ela queria saber o dia e horário da reunião de pais da sala da menina.
- Qual a série dela?
- 8ª série.
- Vou pegar o bilhete pra senhora. Eles levaram para os pais na semana passada.
E fui dando o bilhete para avelha senhora. Mas...
- Não precisa bilhete, não. Eu tenho já.
Ler pra quê, minha gente? Se ela é analfabeta, tudo bem, acontece. Mas a filha dela não é.
Daí ela recebe o bilhete, super detalhado, mais claro impossível. Só que não acredita no que leu ou não estava com vontade de ler e vai lá no balcão, duas horas antes do horário de atendimento para me perguntar exatamente o que estava escrito no bilhete.
E eu tenho que sorrir e ser bem educada.
***
Trilha Sonora: Everything looks different at night - Kath Bloom
Essa semana, fim de ano, muita gente tem procurado a escola por conta da reunião de pais que se aproxima. Um dia desses, não tinha mais ninguém na secretaria que pudesse atender e eu fui lá ver o que queria uma pessoa que batia insistentemente na janelinha fechada, duas horas antes do horário do atendimento.
Era uma senhora com a filha, aluna nossa. Ela queria saber o dia e horário da reunião de pais da sala da menina.
- Qual a série dela?
- 8ª série.
- Vou pegar o bilhete pra senhora. Eles levaram para os pais na semana passada.
E fui dando o bilhete para a
- Não precisa bilhete, não. Eu tenho já.
Ler pra quê, minha gente? Se ela é analfabeta, tudo bem, acontece. Mas a filha dela não é.
Daí ela recebe o bilhete, super detalhado, mais claro impossível. Só que não acredita no que leu ou não estava com vontade de ler e vai lá no balcão, duas horas antes do horário de atendimento para me perguntar exatamente o que estava escrito no bilhete.
E eu tenho que sorrir e ser bem educada.
***
Trilha Sonora: Everything looks different at night - Kath Bloom
Sobre:
cenas (ir)reais,
Ô vida...
domingo, 5 de setembro de 2010
Debatendo com o careca
Meus sonhos não fazem o menor sentido!
Essa noite sonhei que eu estava debatendo política no sofá da sala dos meus pais com o José Serra. No maior clima de amigos que adoram falar sobre política.
Ele estava me explicando os planos dele para a presidência, dizendo que queria colocar escolas de período integral no país todo e eu argumentando contra, dando dados reais do que acontece em escolas de período integral e coisa e tal.
Até que ele falou uma palavra com a boca um pouco mais aberta e eu vi que faltava um dente da frente e, não resistindo, gritei "banguelo!!!". Ele ficou meio sem jeito e minha irmã apareceu dizendo "Ele perdeu o dente por causa da quimioterapia, Camila, coitado!" e eu não resisti de novo e disse "por isso que ele é careca então!". E José Serra ficou caladinho enquanto eu ria da cara dele.
Claro que o debate político acabou por ali. Que tipo de pessoa continua discutindo política enquanto o outro ri da sua cara?
Ah! Antes que me perguntem, não! Eu não vou votar nele.
***
Trilha Sonora: Luz dos Olhos - Cássia Eller. A versão dela no Acústico MTV é muuuuito mais gostosinha de ouvir do que a versão solo do Nando Reis (que eu adoro também).
Essa noite sonhei que eu estava debatendo política no sofá da sala dos meus pais com o José Serra. No maior clima de amigos que adoram falar sobre política.
Ele estava me explicando os planos dele para a presidência, dizendo que queria colocar escolas de período integral no país todo e eu argumentando contra, dando dados reais do que acontece em escolas de período integral e coisa e tal.
Até que ele falou uma palavra com a boca um pouco mais aberta e eu vi que faltava um dente da frente e, não resistindo, gritei "banguelo!!!". Ele ficou meio sem jeito e minha irmã apareceu dizendo "Ele perdeu o dente por causa da quimioterapia, Camila, coitado!" e eu não resisti de novo e disse "por isso que ele é careca então!". E José Serra ficou caladinho enquanto eu ria da cara dele.
Claro que o debate político acabou por ali. Que tipo de pessoa continua discutindo política enquanto o outro ri da sua cara?
Ah! Antes que me perguntem, não! Eu não vou votar nele.
***
Trilha Sonora: Luz dos Olhos - Cássia Eller. A versão dela no Acústico MTV é muuuuito mais gostosinha de ouvir do que a versão solo do Nando Reis (que eu adoro também).
Sobre:
cenas (ir)reais,
sonhos
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Meu nome é Carisma
Vejam como nascem as grandes amizades:
Cheguei para trabalhar (atrasada) hoje cedo e logo após dizer bom dia a todos, uma colega me diz:
- Camiiiila, te mandaram um abração!
- Quem mandaram?
- Ela pediu para te mandar um abraço e dizer que tá com saudade de você.
- Quem sente saudade de mim? Quem quer me abraçar?
- E perguntou como você está.
- Queeeeem????
- A Dona Fulana.
- Quem? Dona Fulana? De onde?
- A dona da casa que fomos ver pra você alugar.
Pausa para a contextualização agora:
A Dona Fulana (que estou chamando assim porque eu realmente não me lembro mais qual é o nome dela) é uma senhora que tem uma casa com várias casinhas no quintal e quando eu estava de mudança, fui ver uma dessas casinhas. Porém, a casinha disponível por R$ 250,00 era um corredor que ficava debaixo de uma escada. Sabem o Harry Potter e o "quarto" dele na casa dos tios malvados? Pois bem, eu ia morar no quarto do Harry Potter. Com o agravante de ser um quarto com paredes úmidas/mofadas/emboloradas/fedidas/velhas/manchadas, super estreito (a medida de uma escada em altura, largura e inclinação), com um banheiro localizado na parte mais baixa da escada, obrigando qualquer pessoa com mais de 1,50 a se abaixar para tomar banho... Enfim, um horror!
Mamãe ensinou a não cuspir pra cima, mas morar em um lugar daquele por um preço daquele, só estando realmente necessitada, o que não era o caso, logo, recusei.
Aí, voltando às 9hs da manhã de hoje, fiquei com aquela cara de "oi?" porque, né? a mulher me viu 1 vez na vida, por não mais que 1 hora e a situação era totalmente "profissional", digamos assim. Ela tinha algo que talvez me interessasse e que eu pagaria um aluguel por isso. Nada mais.
Não tomamos chá com biscoitos, não descobrimos afinidades ou amigos em comum... Nada.
Aí ela manda recado um dia dizendo que está com saudade?
Conclusão: sou uma pessoa inesquecível e extremamente encantadora. heh
***
Trilha Sonora: Deixo a TV ligada, mas não ouço nada do que está passando. Black Eyed Peas tá cantando Pump It na minha cabeça. Nem pergunte.
Cheguei para trabalhar (atrasada) hoje cedo e logo após dizer bom dia a todos, uma colega me diz:
- Camiiiila, te mandaram um abração!
- Quem mandaram?
- Ela pediu para te mandar um abraço e dizer que tá com saudade de você.
- Quem sente saudade de mim? Quem quer me abraçar?
- E perguntou como você está.
- Queeeeem????
- A Dona Fulana.
- Quem? Dona Fulana? De onde?
- A dona da casa que fomos ver pra você alugar.
Pausa para a contextualização agora:
A Dona Fulana (que estou chamando assim porque eu realmente não me lembro mais qual é o nome dela) é uma senhora que tem uma casa com várias casinhas no quintal e quando eu estava de mudança, fui ver uma dessas casinhas. Porém, a casinha disponível por R$ 250,00 era um corredor que ficava debaixo de uma escada. Sabem o Harry Potter e o "quarto" dele na casa dos tios malvados? Pois bem, eu ia morar no quarto do Harry Potter. Com o agravante de ser um quarto com paredes úmidas/mofadas/emboloradas/fedidas/velhas/manchadas, super estreito (a medida de uma escada em altura, largura e inclinação), com um banheiro localizado na parte mais baixa da escada, obrigando qualquer pessoa com mais de 1,50 a se abaixar para tomar banho... Enfim, um horror!
Mamãe ensinou a não cuspir pra cima, mas morar em um lugar daquele por um preço daquele, só estando realmente necessitada, o que não era o caso, logo, recusei.
Aí, voltando às 9hs da manhã de hoje, fiquei com aquela cara de "oi?" porque, né? a mulher me viu 1 vez na vida, por não mais que 1 hora e a situação era totalmente "profissional", digamos assim. Ela tinha algo que talvez me interessasse e que eu pagaria um aluguel por isso. Nada mais.
Não tomamos chá com biscoitos, não descobrimos afinidades ou amigos em comum... Nada.
Aí ela manda recado um dia dizendo que está com saudade?
Conclusão: sou uma pessoa inesquecível e extremamente encantadora. heh
***
Trilha Sonora: Deixo a TV ligada, mas não ouço nada do que está passando. Black Eyed Peas tá cantando Pump It na minha cabeça. Nem pergunte.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Isso é que é cliente carinhoso!
Tava lembrando esses dias, não sei se já contei aqui, de uma cliente que eu tinha no meu antigo (e bota antigo nisso!) trabalho.
Era uma mulher simpática, mas daquelas que a simpatia só dura enquanto ela tem as coisas exatamente como ela quer.
Então, um dia ela foi lá no escritório e pediu uma coisa qualquer que eu não poderia fazer naquele exato momento, mas combinei que faria mais tarde e ligaria para avisá-la quando tivesse terminado.
E assim foi feito. Terminei a tal coisa (devia ser alguma manutenção na conexão dela) e liguei para avisar. O filho dela me atendeu:
- Oi fulaninho, é a Camila da Empresa X. Sua mãe tá aí?
- Mããããããe! A Camila.
- Oi, minha princesinha!
- Eh... Oi?
- Tudo bem? Que saudade da minha bonequinha!
- Tudo bem, Dona Fulana, aqui é a Camila, da empresa X, tô ligando pra avisar que a manutenção tá pronta.
- Aaaaaiiii!!! Que vergonha, Camila! Achei que era a minha sobrinha!
Pois é. E eu quase achei que você fosse lésbica. Pensei, mas não falei.
***
Trilha Sonora: Latido de cachorro, conta? Preciso de música mesmo.
Era uma mulher simpática, mas daquelas que a simpatia só dura enquanto ela tem as coisas exatamente como ela quer.
Então, um dia ela foi lá no escritório e pediu uma coisa qualquer que eu não poderia fazer naquele exato momento, mas combinei que faria mais tarde e ligaria para avisá-la quando tivesse terminado.
E assim foi feito. Terminei a tal coisa (devia ser alguma manutenção na conexão dela) e liguei para avisar. O filho dela me atendeu:
- Oi fulaninho, é a Camila da Empresa X. Sua mãe tá aí?
- Mããããããe! A Camila.
- Oi, minha princesinha!
- Eh... Oi?
- Tudo bem? Que saudade da minha bonequinha!
- Tudo bem, Dona Fulana, aqui é a Camila, da empresa X, tô ligando pra avisar que a manutenção tá pronta.
- Aaaaaiiii!!! Que vergonha, Camila! Achei que era a minha sobrinha!
Pois é. E eu quase achei que você fosse lésbica. Pensei, mas não falei.
***
Trilha Sonora: Latido de cachorro, conta? Preciso de música mesmo.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Gente folgada
Aqui onde eu trabalho o horário de atendimento dura três horas e meia no período da manhã e três horas e meia no período da tarde. Então, deu 11:30, a janelinha do balcão fecha e nos dedicamos ao serviço interno.
Só que sempre tem um desavisado (ou folgado mesmo) que insiste em chegar fora do horário de atendimento, bate na janelinha, ficamos com dó e acabamos atendendo porque, né, às vezes a pessoa vem de longe, maior sol/chuva/frio/neve/tempestade de areia e achamos injusto mandar a pessoa voltar só às 4:30 da tarde ou ficar sentada esperando abrir de novo.
Mas isso não é uma regra. Quando eu estou de mau humor, deixo a pessoa bater infinitamente e digo aqui dentro "se ele chegar no banco às 16:02, a porta estará fechada e não vai adiantar bater que ninguém vai atender. Horário é horário e aqui não é diferente. Sinto muito."
Mas, como hoje eu não estava de mau humor, resolvi abrir o balcão e atender o fulano que batia insistentemente fora do horário:
- Oi. [com meu sorriso de "oi, seja breve, tô ocupada"]
- Oi.
- Fala.
- Você tem durex?
- Quê?
- Durex.
- ...
- Pra colar a pipa que rasgou.
O fulano que batia era um menino de uns 10...12 anos.
LÓGICO que eu disse que não tinha durex. Tá pensando o quê? Além de bater fora de horário, ainda acha que isso aqui é papelaria?
***
Trilha Sonora: Trilha sonora, nunca mais, heim...
Só que sempre tem um desavisado (ou folgado mesmo) que insiste em chegar fora do horário de atendimento, bate na janelinha, ficamos com dó e acabamos atendendo porque, né, às vezes a pessoa vem de longe, maior sol/chuva/frio/neve/tempestade de areia e achamos injusto mandar a pessoa voltar só às 4:30 da tarde ou ficar sentada esperando abrir de novo.
Mas isso não é uma regra. Quando eu estou de mau humor, deixo a pessoa bater infinitamente e digo aqui dentro "se ele chegar no banco às 16:02, a porta estará fechada e não vai adiantar bater que ninguém vai atender. Horário é horário e aqui não é diferente. Sinto muito."
Mas, como hoje eu não estava de mau humor, resolvi abrir o balcão e atender o fulano que batia insistentemente fora do horário:
- Oi. [com meu sorriso de "oi, seja breve, tô ocupada"]
- Oi.
- Fala.
- Você tem durex?
- Quê?
- Durex.
- ...
- Pra colar a pipa que rasgou.
O fulano que batia era um menino de uns 10...12 anos.
LÓGICO que eu disse que não tinha durex. Tá pensando o quê? Além de bater fora de horário, ainda acha que isso aqui é papelaria?
***
Trilha Sonora: Trilha sonora, nunca mais, heim...
Sobre:
cenas (ir)reais,
É de Cagar,
Ô vida...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Eternamente de luto
Não sei em outras cidade do interior, mas nas duas onde morei existe um hábito "diferente" na hora de informar que fulano de tal morreu.
É assim: fulano de tal passa desta pra uma melhor (ou não, vai saber) e aí a família do fulano de tal paga para um carro que passa anunciando o falecimento, a hora e o local do sepultamento e quem se sentir convidado aparece por lá para se despedir do falecido e prestar suas condolências à família enlutada.
Então, vamos fazer de conta que eu morri. Aí o carro diria exatamente assim, porque é exatamente assim para todos que morrem:
"[som de sinos] Faleceu nesta manhã Mila Maria, filha do Sr. Fulano e Sra. Fulana. O corpo está sendo velado no lugar tal e será sepultado às X horas, no cemitério local. A todos que se fizerem presentes, a família enlutada antecipa seus agradecimentos [som dos sinos novamente]"
Daí que um dia, no meu antigo trabalho, eu estava atendendo um menino que devia ter no máximo 12 anos e durante o processo "sua mensalidade é X dinheiros e X centavos" passou o tal carro de som anunciando que sei lá quem havia batido as botas e, como sempre, no final disseram "a família enlutada antecipa seus agradecimentos".
Nisso o garoto olhou pra mim com uma cara de interrogação misturada com uma cara de tristeza e disse:
- Pôxa... Morre tanta gente dessa família, né?
- Que família? Não prestei atenção no nome de quem morreu.
- Essa família... Enlutada.
- Qual família?
- Enlutada.
- Enlutada?
- É. De novo. Toda semana eu ouço anunciar a morte de alguém dessa família. Coitados...
- Aaaah! Não é nome da família, não. Enlutada é a condição da família. Eles estão de luto porque perderam um parente, entendeu?
- Ah! Entendi! Bem que eu achava estranho morrer tanta gente da mesma família!
Pois é.
O profissionalismo me impediu de dar risada na cara do cliente, mais uma vez.
E, não. O fato de ser apenas um garotinho não me impediria de rir dele após dar a explicação.
E, sim. Quando o carro for anunciar a minha morte, pode mandar incluir um "E foi direto pro inferno" após o texto padrão.
***
Trilha Sonora: A Janela - O Círculo.
É assim: fulano de tal passa desta pra uma melhor (ou não, vai saber) e aí a família do fulano de tal paga para um carro que passa anunciando o falecimento, a hora e o local do sepultamento e quem se sentir convidado aparece por lá para se despedir do falecido e prestar suas condolências à família enlutada.
Então, vamos fazer de conta que eu morri. Aí o carro diria exatamente assim, porque é exatamente assim para todos que morrem:
"[som de sinos] Faleceu nesta manhã Mila Maria, filha do Sr. Fulano e Sra. Fulana. O corpo está sendo velado no lugar tal e será sepultado às X horas, no cemitério local. A todos que se fizerem presentes, a família enlutada antecipa seus agradecimentos [som dos sinos novamente]"
Daí que um dia, no meu antigo trabalho, eu estava atendendo um menino que devia ter no máximo 12 anos e durante o processo "sua mensalidade é X dinheiros e X centavos" passou o tal carro de som anunciando que sei lá quem havia batido as botas e, como sempre, no final disseram "a família enlutada antecipa seus agradecimentos".
Nisso o garoto olhou pra mim com uma cara de interrogação misturada com uma cara de tristeza e disse:
- Pôxa... Morre tanta gente dessa família, né?
- Que família? Não prestei atenção no nome de quem morreu.
- Essa família... Enlutada.
- Qual família?
- Enlutada.
- Enlutada?
- É. De novo. Toda semana eu ouço anunciar a morte de alguém dessa família. Coitados...
- Aaaah! Não é nome da família, não. Enlutada é a condição da família. Eles estão de luto porque perderam um parente, entendeu?
- Ah! Entendi! Bem que eu achava estranho morrer tanta gente da mesma família!
Pois é.
O profissionalismo me impediu de dar risada na cara do cliente, mais uma vez.
E, não. O fato de ser apenas um garotinho não me impediria de rir dele após dar a explicação.
E, sim. Quando o carro for anunciar a minha morte, pode mandar incluir um "E foi direto pro inferno" após o texto padrão.
***
Trilha Sonora: A Janela - O Círculo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Conversa alheia
Tava eu lá, sentada na Casas Bahia, esperando meu cadastro ser aprovado (sem comentários), quando a conversa das pessoas que estavam atrás de mim chamou minha atenção:
- Então compra um walkman pra ela.
- Quê?!
- Que foi?
- Walkman, fulana?!
- Tá. Um discman, então.
- Fulana!
- Vai me dizer que não existe mais?!
- Fulana! MP3, no mínimo. MP4...
- Nossa! Daqui a pouco tem até MP7, 8, 9... E eu ainda tô no walkman.
- É... Já tem fulana.
- Nossa! Como eu tô fora de moda! Mas no camelô ainda tem walkman, não tem? Aquele que você aperta o botãozinho e acende a luzinha...
- Fulana!
- Tá bom! Desculpa!
A cada "fulana", o tom era de mais indignação ou vergonha alheia, não sei bem. Só sei que tive que me segurar pra não gargalhar na fila. Nada contra ela preferir usar um walkman, mas nem saber da existência de modelos mais novos... Foi foda.
***
Trilha Sonora: Qualquer coisa...
- Então compra um walkman pra ela.
- Quê?!
- Que foi?
- Walkman, fulana?!
- Tá. Um discman, então.
- Fulana!
- Vai me dizer que não existe mais?!
- Fulana! MP3, no mínimo. MP4...
- Nossa! Daqui a pouco tem até MP7, 8, 9... E eu ainda tô no walkman.
- É... Já tem fulana.
- Nossa! Como eu tô fora de moda! Mas no camelô ainda tem walkman, não tem? Aquele que você aperta o botãozinho e acende a luzinha...
- Fulana!
- Tá bom! Desculpa!
A cada "fulana", o tom era de mais indignação ou vergonha alheia, não sei bem. Só sei que tive que me segurar pra não gargalhar na fila. Nada contra ela preferir usar um walkman, mas nem saber da existência de modelos mais novos... Foi foda.
***
Trilha Sonora: Qualquer coisa...
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Os absurdos do atendimento ao público
Quem já trabalhou com algum tipo de atendimento ao público sabe como é: só tem gente louca nesse mundo e as que você precisará atender são, com certeza, sempre as mais perturbadas. No bom e no mau sentido.
No meu antigo emprego (que eu deixei há uns 2 anos), eu era a mocinha do suporte técnico por telefone num provedor de internet. E também era a secretária, recepcionista, caixa, pseudo-gerente, office-boygirl, vendedora, enfim, mas isso nem vem ao caso.
O fato é que eu tratava diretamente com os clientes. Pessoalmente, por telefone, por MSN, sinal de fumaça, tudo.
Tive contato com clientes tão estressados que uma vez precisaram chamar a polícia pra ele não me agredir. Sério.
Mas também tive contato com aquele tipo de cliente tão imbecil que chega a ser engraçado, que nem um que chegou lá no escritório louco de vontade de reclamar, mas não sabia do quê, então cismou que a conexão dele estava lenta.
- Mas lenta como, fulano?
- Ah, Camila... Lenta... Demora muito pra abrir as páginas...
- Mas muito quanto, fulano? Os testes que fiz aqui mostram que seu sinal tá perfeito.
- Ah... Demora uns... [cliente pensando] 5 segundos.
- Você acha que 5 segundos é demorado?!
- Ah... Podia ser mais rápido, né?
[resposta que eu deveria ter dado] - Então assina a porra de um plano mais caro, cacete! Eu uso discada na minha casa e não tô chorando.
[resposta que eu dei] - ...
Então, mas esse post na verdade surgiu por causa de uma cena que presenciei ontem no meu atual ganha-pão.
Tava eu lá, quietinha no meu canto, matando o tempo antes de ir embora, enquanto o menino que trabalha comigo e faz o atendimento ao público procurava uns documentos pra uma mulher.
Eis que surge uma terceira voz no balcão (da minha mesa eu só ouço o atendimento, sem ver a cara de ninguém), interrompendo o atendimento que já estava acontecendo:
- Eu preciso de uma declaração...
- Espera um momento só, senhor. Tô atendendo ela e já atendo o senhor.
Menos de 5 minutos de silêncio e ele fala de novo:
- Viu, vai demorar muito?
- Senhor, eu tô sozinho atendendo aqui, então o senhor vai ter que esperar eu acabar de atender a senhora que chegou primeiro.
- Pô, cara! Mas tá demorando muito! Tô com pressa.
- O senhor tem compromisso marcado, tá atrasado?
- Ah... Não.
- Então...?
- Ah, cara! É que eu tô com sono. Quero ir dormir. Dá pra ir mais rápido aí? Tô com muito sono.
De lá do meu cantinho, só ouvi a ridada meio abafada do menino, porque, né? Só rindo de uma pessoa dessas.
Até porque, já era 6 e poucas da tarde! E até eu, que sou a maior preguiçosa do mundo, JAMAIS usaria "é que tô com sono" como argumento para apressar um atendimento.
Trabalhar 8 horas por dia cansa, mas não posso negar que me divirto com essas coisas que acontecem. E o mais legal é que todo dia acontece algo novo. Juro! Todo dia eu repito em meio a risos pra alguém: "são tantas emoções".
***
"Por que você não foi ajudar no atendimento?"
Porque:
1-Eu não faço atendimento de balcão.
2-Eu já estava fazendo hora extra meio que sem necessidade, mas cuidando do meu serviço.
3-Eu tava com muito sono, cara!
***
Trilha Sonora: A TV tá ligada passando qualquer coisa aí que nem tô prestando atenção, mas a trilha sonora mental é uma musiquinha de balada que ouvi o cara cantando na fila das Lojas Americanas hoje e ficou na minha cabeça. Música chiclete, sabe?
No meu antigo emprego (que eu deixei há uns 2 anos), eu era a mocinha do suporte técnico por telefone num provedor de internet. E também era a secretária, recepcionista, caixa, pseudo-gerente, office-
O fato é que eu tratava diretamente com os clientes. Pessoalmente, por telefone, por MSN, sinal de fumaça, tudo.
Tive contato com clientes tão estressados que uma vez precisaram chamar a polícia pra ele não me agredir. Sério.
Mas também tive contato com aquele tipo de cliente tão imbecil que chega a ser engraçado, que nem um que chegou lá no escritório louco de vontade de reclamar, mas não sabia do quê, então cismou que a conexão dele estava lenta.
- Mas lenta como, fulano?
- Ah, Camila... Lenta... Demora muito pra abrir as páginas...
- Mas muito quanto, fulano? Os testes que fiz aqui mostram que seu sinal tá perfeito.
- Ah... Demora uns... [cliente pensando] 5 segundos.
- Você acha que 5 segundos é demorado?!
- Ah... Podia ser mais rápido, né?
[resposta que eu deveria ter dado] - Então assina a porra de um plano mais caro, cacete! Eu uso discada na minha casa e não tô chorando.
[resposta que eu dei] - ...
Então, mas esse post na verdade surgiu por causa de uma cena que presenciei ontem no meu atual ganha-pão.
Tava eu lá, quietinha no meu canto, matando o tempo antes de ir embora, enquanto o menino que trabalha comigo e faz o atendimento ao público procurava uns documentos pra uma mulher.
Eis que surge uma terceira voz no balcão (da minha mesa eu só ouço o atendimento, sem ver a cara de ninguém), interrompendo o atendimento que já estava acontecendo:
- Eu preciso de uma declaração...
- Espera um momento só, senhor. Tô atendendo ela e já atendo o senhor.
Menos de 5 minutos de silêncio e ele fala de novo:
- Viu, vai demorar muito?
- Senhor, eu tô sozinho atendendo aqui, então o senhor vai ter que esperar eu acabar de atender a senhora que chegou primeiro.
- Pô, cara! Mas tá demorando muito! Tô com pressa.
- O senhor tem compromisso marcado, tá atrasado?
- Ah... Não.
- Então...?
- Ah, cara! É que eu tô com sono. Quero ir dormir. Dá pra ir mais rápido aí? Tô com muito sono.
De lá do meu cantinho, só ouvi a ridada meio abafada do menino, porque, né? Só rindo de uma pessoa dessas.
Até porque, já era 6 e poucas da tarde! E até eu, que sou a maior preguiçosa do mundo, JAMAIS usaria "é que tô com sono" como argumento para apressar um atendimento.
Trabalhar 8 horas por dia cansa, mas não posso negar que me divirto com essas coisas que acontecem. E o mais legal é que todo dia acontece algo novo. Juro! Todo dia eu repito em meio a risos pra alguém: "são tantas emoções".
***
"Por que você não foi ajudar no atendimento?"
Porque:
1-Eu não faço atendimento de balcão.
2-Eu já estava fazendo hora extra meio que sem necessidade, mas cuidando do meu serviço.
3-Eu tava com muito sono, cara!
***
Trilha Sonora: A TV tá ligada passando qualquer coisa aí que nem tô prestando atenção, mas a trilha sonora mental é uma musiquinha de balada que ouvi o cara cantando na fila das Lojas Americanas hoje e ficou na minha cabeça. Música chiclete, sabe?
Sobre:
cenas (ir)reais,
Ô vida...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Só vim aqui dizer que não posso vir
Tarde da noite, eu na casa da minha tia, indo dormir. Meu primo me pergunta a que horas eu pretendo levantar no dia seguinte e começa o seguinte diálogo:
- Cá, vai acordar que horas?
- Cedo... Acho que umas 7 e pouca. Por quê?
- Preciso acordar cedo pra dar remédio pro passarinho, mas meu celular tá [com algum problema que não lembro qual era] e não vai despertar pra eu levantar.
- Que horas você quer acordar? Eu coloco o meu e te chamo.
- 7:50 [sete horas e cinquenta minutos].
- Tá bom. Eu te chamo, então. Boa noite.
No dia seguinte, acordo com uma mãozinha me sacudindo. Era ele.
- O celular não tocou ainda, Yu...
- Eu sei. São 7:45 [sete horas e quarenta e cinco minutos] ainda. Já fui lá. Só te acordei pra dizer que você não precisa acordar mais pra me chamar, tá? Obrigada.
- Por nada. ¬¬
Se eu não amasse meus primos e não tivesse uma facilidade incrível para retomar meu sono, juro que eu teria socado a cara dele.
***
Trilha Sonora: Luz - PB. A nova música da minha lista de músicas para me animar.
- Cá, vai acordar que horas?
- Cedo... Acho que umas 7 e pouca. Por quê?
- Preciso acordar cedo pra dar remédio pro passarinho, mas meu celular tá [com algum problema que não lembro qual era] e não vai despertar pra eu levantar.
- Que horas você quer acordar? Eu coloco o meu e te chamo.
- 7:50 [sete horas e cinquenta minutos].
- Tá bom. Eu te chamo, então. Boa noite.
No dia seguinte, acordo com uma mãozinha me sacudindo. Era ele.
- O celular não tocou ainda, Yu...
- Eu sei. São 7:45 [sete horas e quarenta e cinco minutos] ainda. Já fui lá. Só te acordei pra dizer que você não precisa acordar mais pra me chamar, tá? Obrigada.
- Por nada. ¬¬
Se eu não amasse meus primos e não tivesse uma facilidade incrível para retomar meu sono, juro que eu teria socado a cara dele.
***
Trilha Sonora: Luz - PB. A nova música da minha lista de músicas para me animar.
Sobre:
cenas (ir)reais,
Em família,
Ô vida...
segunda-feira, 30 de março de 2009
Nunca acorde um sonâmbulo
Sabe quando você tem certeza que ama uma pessoa? Quando ela faz coisas estranhas e você nem se assusta, só acha lindinho e dá risada depois.
Por exemplo, o Sr. Namorado, até uns meses atrás, costumava me acordar de madrugada com frases fora de contexto. Digo que eram fora de contexto, porque eram coisas que faziam algum sentido, mas não naquele momento: de madrugada, nós dois dormindo.
Uma vez ele me acordou apertando os dedos dele na minha testa, como se digitasse alguma coisa. Perguntei o que ele estava fazendo e o diálogo que se seguiu foi:
- O seu é diferente, amor.
- O meu o quê? O que você tá fazendo?
- A sua tela. A minha é de clicar e arrastar, olha.
- Hã?
- A sua não arrasta, amor. Que estranho... Não funciona.
- Ah, tá. Mas aí é minha testa.
- Zzzzz
Fazer o quê? Dei um beijinho nele e dormi de novo.
Outra vez ele me acordou cutucando meu braço. Achei que ele queria algo, que precisava dizer urgentemente que me amava, sei lá... Perguntei o que era e ele disse:
- Amor, você salvou o login?
- Quê?
- Eu não sei o login e senha. Você anotou pra mim?
- Não. Login de quê?
- Droga! Não consigo lembrar qual era o login...
- Amor, login de onde?
- Zzzzz
Pois é. Não sei de onde era esse tal login que ele queria.
Uma outra vez, quando ele ainda trabalhava com notas fiscais e sei lá o que mais, ele acordou resmungando algo como:
- O "fulano" é foda. Tem que ver as notas ainda.
- Que foi, amor?
- Ah... As notas lá.
- Ah, tá... Amanhã você vê.
- Zzzzz
Mas, acho que com a convivência, teve uma noite que quem acordou falando (ou falou dormindo?) fui eu:
- Amor, vai colocar uma roupa.
- Quê?
- Você tá sem roupa!
Eu jurava que ele estava sem roupa e queria que ele fosse se vestir. Ele levantou da cama e nisso eu despertei de verdade e percebi que tinha falado dormindo. Aí fui me desculpar:
- Amor, eu falei dormindo. Achei que você tava sem roupa. Vem deitar. Aonde você vai? Amor? Amooor?
E ele saiu andando pelo quarto, abriu a porta e foi pro banheiro.
Quando ele voltou com cara de "Quê?" eu percebi... Ele também estava dormindo e levantou para ir ao banheiro sem nem perceber que eu estava alucinando que ele estava peladão. Aliás, ele estava dormindo mais que eu, porque nem notou que eu tinha mandado ele se vestir sendo que ele já estava vestido. Ele simplesmente decodificou minha ordem sei lá como e o "vai se vestir" virou "vai fazer xixi".
Esse negócio de falar dormindo é divertido quando é com os outros, mas quando começa a ficar contagioso...
Se bem que, antes de nos conhecermos, eu tinha uns surtos muito nada a ver. Mas isso é assunto pra outro post.
***
Trilha Sonora: Musiquinha country-romântica na novela das 6hs lá na sala. Não sou fã, mas a voz me agradou.
Por exemplo, o Sr. Namorado, até uns meses atrás, costumava me acordar de madrugada com frases fora de contexto. Digo que eram fora de contexto, porque eram coisas que faziam algum sentido, mas não naquele momento: de madrugada, nós dois dormindo.
Uma vez ele me acordou apertando os dedos dele na minha testa, como se digitasse alguma coisa. Perguntei o que ele estava fazendo e o diálogo que se seguiu foi:
- O seu é diferente, amor.
- O meu o quê? O que você tá fazendo?
- A sua tela. A minha é de clicar e arrastar, olha.
- Hã?
- A sua não arrasta, amor. Que estranho... Não funciona.
- Ah, tá. Mas aí é minha testa.
- Zzzzz
Fazer o quê? Dei um beijinho nele e dormi de novo.
Outra vez ele me acordou cutucando meu braço. Achei que ele queria algo, que precisava dizer urgentemente que me amava, sei lá... Perguntei o que era e ele disse:
- Amor, você salvou o login?
- Quê?
- Eu não sei o login e senha. Você anotou pra mim?
- Não. Login de quê?
- Droga! Não consigo lembrar qual era o login...
- Amor, login de onde?
- Zzzzz
Pois é. Não sei de onde era esse tal login que ele queria.
Uma outra vez, quando ele ainda trabalhava com notas fiscais e sei lá o que mais, ele acordou resmungando algo como:
- O "fulano" é foda. Tem que ver as notas ainda.
- Que foi, amor?
- Ah... As notas lá.
- Ah, tá... Amanhã você vê.
- Zzzzz
Mas, acho que com a convivência, teve uma noite que quem acordou falando (ou falou dormindo?) fui eu:
- Amor, vai colocar uma roupa.
- Quê?
- Você tá sem roupa!
Eu jurava que ele estava sem roupa e queria que ele fosse se vestir. Ele levantou da cama e nisso eu despertei de verdade e percebi que tinha falado dormindo. Aí fui me desculpar:
- Amor, eu falei dormindo. Achei que você tava sem roupa. Vem deitar. Aonde você vai? Amor? Amooor?
E ele saiu andando pelo quarto, abriu a porta e foi pro banheiro.
Quando ele voltou com cara de "Quê?" eu percebi... Ele também estava dormindo e levantou para ir ao banheiro sem nem perceber que eu estava alucinando que ele estava peladão. Aliás, ele estava dormindo mais que eu, porque nem notou que eu tinha mandado ele se vestir sendo que ele já estava vestido. Ele simplesmente decodificou minha ordem sei lá como e o "vai se vestir" virou "vai fazer xixi".
Esse negócio de falar dormindo é divertido quando é com os outros, mas quando começa a ficar contagioso...
Se bem que, antes de nos conhecermos, eu tinha uns surtos muito nada a ver. Mas isso é assunto pra outro post.
***
Trilha Sonora: Musiquinha country-romântica na novela das 6hs lá na sala. Não sou fã, mas a voz me agradou.
Sobre:
cenas (ir)reais,
Dread,
Ô vida...,
sonhos
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Estagiando no Inferno - Parte 5
Quando vocês acham que eu já vi o suficiente nas escolas, eu lembro de outro acontecido.
Pois lá estava eu, pacientemente esperando pelos possíveis alunos de reforço que a Sra. Coordenadora deveria ter mandado para as aulas que eu (finalmente!) daria.
Esperei meia hora, nada. Uma hora, nada. Ninguém apareceu. Falta coletiva ou algum tipo de revolta contra o meu projeto de aulas de reforço? Não. Antes fosse. Foi culpa da coordenadora mesmo, que vinha me prometendo há meses que montaria uma sala para que eu desse as aulas e colocasse em prática o projeto que eu já havia apresentado a ela e ela dizia ter adorado. Enfim, naquele dia eu percebi que ela gostava de fazer as coisas na última hora. Tão na última hora que acabava até se esquecendo do que precisava fazer. E nem pude ir lá falar com ela, porque ela estava em uma reunião láaaa na diretoria de ensino que fica na cidade vizinha.
Se fiquei com raiva? Só um pouco.
Não fossem as horas de espera, eu teria perdido a seguinte cena:
Chega uma professora (não lembro de qual matéria) e pergunta para a inspetora que estava por ali se os alunos dela já estavam lá. A inspetora disse que sim e perguntou em qual sala seria a aula deles. A professora então respondeu:
- Tanto faz, fulana! Aonde vocês me ponhá eu fico.
Deus do céu! Uma professora! Deveria dar o exemplo e falar corretamente pelo menos o básico. Ponhá?! A vontade que tive foi de "ponhá" um livro de português goela abaixo da infeliz. E, caso ela engasgasse, tacar um dicionário nas costas dela para ajudar a descer as lições sobre conjugação verbal.
Não sei se desanimo ou se fico feliz. Já que, por um lado, terei colegas de trabalho [/Sílvio Santos] (oi? quem disse que eu vou lecionar?) precisando aprender tanto quanto alguns alunos. Maaaas, por outro lado, sei que se eu for submetida a uma avaliação não passarei vergonha obtendo nota zero. Que, aliás...
*Vergonha alheia*
***
Trilha Sonora: Várias da Penélope. Metade do CD, pra ser mais exata.
Pois lá estava eu, pacientemente esperando pelos possíveis alunos de reforço que a Sra. Coordenadora deveria ter mandado para as aulas que eu (finalmente!) daria.
Esperei meia hora, nada. Uma hora, nada. Ninguém apareceu. Falta coletiva ou algum tipo de revolta contra o meu projeto de aulas de reforço? Não. Antes fosse. Foi culpa da coordenadora mesmo, que vinha me prometendo há meses que montaria uma sala para que eu desse as aulas e colocasse em prática o projeto que eu já havia apresentado a ela e ela dizia ter adorado. Enfim, naquele dia eu percebi que ela gostava de fazer as coisas na última hora. Tão na última hora que acabava até se esquecendo do que precisava fazer. E nem pude ir lá falar com ela, porque ela estava em uma reunião láaaa na diretoria de ensino que fica na cidade vizinha.
Se fiquei com raiva? Só um pouco.
Não fossem as horas de espera, eu teria perdido a seguinte cena:
Chega uma professora (não lembro de qual matéria) e pergunta para a inspetora que estava por ali se os alunos dela já estavam lá. A inspetora disse que sim e perguntou em qual sala seria a aula deles. A professora então respondeu:
- Tanto faz, fulana! Aonde vocês me ponhá eu fico.
Deus do céu! Uma professora! Deveria dar o exemplo e falar corretamente pelo menos o básico. Ponhá?! A vontade que tive foi de "ponhá" um livro de português goela abaixo da infeliz. E, caso ela engasgasse, tacar um dicionário nas costas dela para ajudar a descer as lições sobre conjugação verbal.
Não sei se desanimo ou se fico feliz. Já que, por um lado, terei colegas de trabalho [/Sílvio Santos] (oi? quem disse que eu vou lecionar?) precisando aprender tanto quanto alguns alunos. Maaaas, por outro lado, sei que se eu for submetida a uma avaliação não passarei vergonha obtendo nota zero. Que, aliás...
*Vergonha alheia*
***
Trilha Sonora: Várias da Penélope. Metade do CD, pra ser mais exata.
Sobre:
cenas (ir)reais,
Ô vida...
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Ofereço um pedaço de pudim?*
Tenho um hábito meio perigoso de dormir de janela aberta. Quer dizer, tinha.
Agora que minha janela não tem grade, não posso mais fazer isso, porque aí já seria burrice, tendo em vista que minha casa tem um portão super baixo e qualquer saci conseguiria pular sem dificuldade.
Mas em uma bela manhã de domingo, quando eu morava em outra casa, acordei meio dormindo (sabem como é, né? Você acorda, mas não abre totalmente o olho. Só vê vultos) e vi algo entrar voando pela janela do meu quarto.
Continuei deitada na cama e, sem me mover, senti a criatura voadora vindo na minha direção. Veio voando, sentou no meu braço e eu pensei:
"Que lindo! Uma borboleta pousando no meu braço logo cedo. Coisa mais poétic...[parei de pensar e comecei a gritar]...aaaaAAAAAHHHH!!!! CACETE!!!! MÃE!!! MARILIA!!! Tem uma barata voadora no meu braço!!!! Socorro!!! Paiê!!!"
Antes que agalera família chegasse ao quarto para me livrar das garras da barata assassina, ela já tinha dado no pé (ou nas asas?) com o meu escândalo, claro.
Nem mesmo a minha irmã, que dormia na cama de cima, teve tempo de se jogar de lá pra me salvar.
Agora, com essa história, não sei se sou uma mariquinha medrosa ou se sou corajosa por ter espantado a barata sozinha. Aos berros, mas sozinha.
***
Trilha Sonora: *Na verdade não tem trilha, mas serviria a que eu usei no título. Velhaça: Uma barata chamada Kafka - Inimigos do Rei.Agora que minha janela não tem grade, não posso mais fazer isso, porque aí já seria burrice, tendo em vista que minha casa tem um portão super baixo e qualquer saci conseguiria pular sem dificuldade.
Mas em uma bela manhã de domingo, quando eu morava em outra casa, acordei meio dormindo (sabem como é, né? Você acorda, mas não abre totalmente o olho. Só vê vultos) e vi algo entrar voando pela janela do meu quarto.
Continuei deitada na cama e, sem me mover, senti a criatura voadora vindo na minha direção. Veio voando, sentou no meu braço e eu pensei:
"Que lindo! Uma borboleta pousando no meu braço logo cedo. Coisa mais poétic...[parei de pensar e comecei a gritar]...aaaaAAAAAHHHH!!!! CACETE!!!! MÃE!!! MARILIA!!! Tem uma barata voadora no meu braço!!!! Socorro!!! Paiê!!!"
Antes que a
Nem mesmo a minha irmã, que dormia na cama de cima, teve tempo de se jogar de lá pra me salvar.
Agora, com essa história, não sei se sou uma mariquinha medrosa ou se sou corajosa por ter espantado a barata sozinha. Aos berros, mas sozinha.
***
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Coisas que não fazem sentido
Muita coisa não faz o menor sentido nesse mundo, mas uma que tem me feito pensar seriamente é em relação à casa da minha vizinha (é. Não tenho muitas coisas sérias para pensar durante meu tempo livre).
É assim: a casa tem um quintal na frente, espaço suficiente para guardar dois carros. Mas eles não tinham portão de garagem e resolveram comprar um carro.
Aí, para não deixar o carro na rua, desceram a marreta no muro. Não no muro inteiro. Só metade. Suficiente para passar o carro.
Então, de um lado tem um super buraco (onde, creio eu, futuramente haverá um portão de garagem) e do outro lado tem um resto do muro com um portãozinho comum.
Agora a parte que me faz pensar.
Dia desses, minha mãe comentou que viu a mulher chegando do mercado cheia de sacolas e ficou gritando no portão para alguém vir abrir o cadeado e ajudar com as sacolas. Sim! Além de eles não usarem o buraco do muro para entrar e sair, eles colocam cadeado no portãozinho.
Entre outras situações meio nada a ver que já presenciei em relação ao bendito portãozinho x buraco do muro, uma tarde, vi alguém que mora ali chegando de bicicleta. O que a pessoa fez? Parou no portãozinho, desceu da bicicleta, abriu o cadeado e entrou.
Juro que não entendo. Eu tento, mas não vejo lógica nisso.
Se eles tivessem cachorro, capaz que mantivessem o portão trancado para ele não fugir pra rua. Vai saber...
***
Sobre o Blogger Draft de novo, esqueci de dizer que lá existe o recurso "importar e exportar blogs". Serve para você fazer um backup de um outro blog seu e jogar as postagens (todas ou só as que você quiser) num segundo blog que você tenha, desde que seja registrado na mesma conta. Ou simplesmente para fazer o backup e manter guardado por segurança.
Ele salva posts e comentários (e, acho, configurações gerais também). Aí, quando você republica no outro endereço, ele aparece com os comentários de quando ele foi publicado no endereço original.
De todos os recursos, acho que esse de exportar e importar é o mais interessante.
E agora tem um novo: a função do Google Maps para posts. Pelo que entendi, serve para você dar a localização precisa de algo que você tenha indicado no post ou, conforme eu e o namorado comentamos, para dar a localização exata da sua casa e facilitar o trabalho de psicopatas e afins.
***
Trilha Sonora: Frogs - Alice in Chains. No acústico mais lindo do mundo dos acústicos.
É assim: a casa tem um quintal na frente, espaço suficiente para guardar dois carros. Mas eles não tinham portão de garagem e resolveram comprar um carro.
Aí, para não deixar o carro na rua, desceram a marreta no muro. Não no muro inteiro. Só metade. Suficiente para passar o carro.
Então, de um lado tem um super buraco (onde, creio eu, futuramente haverá um portão de garagem) e do outro lado tem um resto do muro com um portãozinho comum.
Agora a parte que me faz pensar.
Dia desses, minha mãe comentou que viu a mulher chegando do mercado cheia de sacolas e ficou gritando no portão para alguém vir abrir o cadeado e ajudar com as sacolas. Sim! Além de eles não usarem o buraco do muro para entrar e sair, eles colocam cadeado no portãozinho.
Entre outras situações meio nada a ver que já presenciei em relação ao bendito portãozinho x buraco do muro, uma tarde, vi alguém que mora ali chegando de bicicleta. O que a pessoa fez? Parou no portãozinho, desceu da bicicleta, abriu o cadeado e entrou.
Juro que não entendo. Eu tento, mas não vejo lógica nisso.
Se eles tivessem cachorro, capaz que mantivessem o portão trancado para ele não fugir pra rua. Vai saber...
***
Sobre o Blogger Draft de novo, esqueci de dizer que lá existe o recurso "importar e exportar blogs". Serve para você fazer um backup de um outro blog seu e jogar as postagens (todas ou só as que você quiser) num segundo blog que você tenha, desde que seja registrado na mesma conta. Ou simplesmente para fazer o backup e manter guardado por segurança.
Ele salva posts e comentários (e, acho, configurações gerais também). Aí, quando você republica no outro endereço, ele aparece com os comentários de quando ele foi publicado no endereço original.
De todos os recursos, acho que esse de exportar e importar é o mais interessante.
E agora tem um novo: a função do Google Maps para posts. Pelo que entendi, serve para você dar a localização precisa de algo que você tenha indicado no post ou, conforme eu e o namorado comentamos, para dar a localização exata da sua casa e facilitar o trabalho de psicopatas e afins.
***
Trilha Sonora: Frogs - Alice in Chains. No acústico mais lindo do mundo dos acústicos.
Sobre:
Blogs,
cenas (ir)reais,
Palpites sem importância
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Zé Graça
Sabem aquelas coisas que alguém em casa compra, mas acaba que ninguém come?
Aqui em casa normalmente isso acontece com bolachas. Sempre tem um pacote sobrando no armário. Ou porque quem comprou errou o sabor do recheio e ao invés de trazer Trakinas de chocolate trouxe, sei lá, Nikito de banana (existe?) ou porque a bolacha é muito boa e comemos muitos pacotes em pouco tempo e, quando compram o décimo pacote da semana, já estamos tão enjoados que nem podemos sentir o cheiro da bolacha. Aí ela acaba sobrando no armário até que alguém (quase sempre meu pai) resolva comer ou dar para alguém que passe pedindo comida no portão. Mas, como moro em uma cidade onde, estranhamente, nunca vi pedintes nas ruas, meu pai acaba comendo mesmo.
E é neste ponto que eu queria chegar.
Outro dia eu estava fazendo coisa alguma quando meu pai apareceu na sala com uma caneca de chá/café/suco/tanto faz na mão e um pacote de rosquinhas de coco que eu já estava enjoada de tanto que eu comi há uns 2 meses atrás. Como eu comi muitas, mas não comi o pacote todo, o que sobrou ficou lá no armário, sendo jogado de um canto para o outro.
Eis que o meu pai solta, com ar saudosista:
- Pôxa, minha avó comia essas rosquinhas quando eu era pequeno...
- É?
- Ahan. Faz tempo. Ela comia desse mesmo pacote. Olha aqui, tá até amassado de tão velho.
Demorei uns segundos processando a informação, mas quando me toquei que ele estava era tirando uma com a minha cara, xingar foi inevitável. Mas eu ri.
Agora me diz, dá pra levar a sério um pai desses?
Aliás, ontem foi aniversário dele.
***
Trilha Sonora: War - The Cardigans. "(...) You look so peaceful when you sleep (...)"
Aqui em casa normalmente isso acontece com bolachas. Sempre tem um pacote sobrando no armário. Ou porque quem comprou errou o sabor do recheio e ao invés de trazer Trakinas de chocolate trouxe, sei lá, Nikito de banana (existe?) ou porque a bolacha é muito boa e comemos muitos pacotes em pouco tempo e, quando compram o décimo pacote da semana, já estamos tão enjoados que nem podemos sentir o cheiro da bolacha. Aí ela acaba sobrando no armário até que alguém (quase sempre meu pai) resolva comer ou dar para alguém que passe pedindo comida no portão. Mas, como moro em uma cidade onde, estranhamente, nunca vi pedintes nas ruas, meu pai acaba comendo mesmo.
E é neste ponto que eu queria chegar.
Outro dia eu estava fazendo coisa alguma quando meu pai apareceu na sala com uma caneca de chá/café/suco/tanto faz na mão e um pacote de rosquinhas de coco que eu já estava enjoada de tanto que eu comi há uns 2 meses atrás. Como eu comi muitas, mas não comi o pacote todo, o que sobrou ficou lá no armário, sendo jogado de um canto para o outro.
Eis que o meu pai solta, com ar saudosista:
- Pôxa, minha avó comia essas rosquinhas quando eu era pequeno...
- É?
- Ahan. Faz tempo. Ela comia desse mesmo pacote. Olha aqui, tá até amassado de tão velho.
Demorei uns segundos processando a informação, mas quando me toquei que ele estava era tirando uma com a minha cara, xingar foi inevitável. Mas eu ri.
Agora me diz, dá pra levar a sério um pai desses?
Aliás, ontem foi aniversário dele.
***
Trilha Sonora: War - The Cardigans. "(...) You look so peaceful when you sleep (...)"
Sobre:
Aniversários,
cenas (ir)reais,
Em família
sábado, 6 de setembro de 2008
Molequinho palpiteiro
Trecho de uma conversa entre meu irmão de 8 anos e eu:
- Faz agora?
- Não, Má. Agora eu vou tomar banho.
- Ah... Vai depois, Mila.
- Não. Vou tomar banho agora, que eu tenho aula hoje.
- Aaaah... Você vai pra faculdade hoje? *fazendo cara de tristeza*
- Eu vou. Tenho aula, menino.
- Eu acostumei tanto que você nunca vai pra faculdade, fica sempre aqui em casa. Fica hoje também?
- Não posso faltar.
- Mas você nunca vai...
*Mila com cara de "cala a boca, moleque!"*
Que vergonha! Até meu irmão mais novo já notou que eu mais falto do que vou pra faculdade. Acho que é hora de repensar minha conduta estudantil.
Hmmm... Pronto! Já repensei e tá bom assim do jeito que tá.
***
Trilha Sonora: Não. Só o Chicago na Globo, mas odeio musical (oi, Mike José!) e já deveria ter desligado a tv.
- Faz agora?
- Não, Má. Agora eu vou tomar banho.
- Ah... Vai depois, Mila.
- Não. Vou tomar banho agora, que eu tenho aula hoje.
- Aaaah... Você vai pra faculdade hoje? *fazendo cara de tristeza*
- Eu vou. Tenho aula, menino.
- Eu acostumei tanto que você nunca vai pra faculdade, fica sempre aqui em casa. Fica hoje também?
- Não posso faltar.
- Mas você nunca vai...
*Mila com cara de "cala a boca, moleque!"*
Que vergonha! Até meu irmão mais novo já notou que eu mais falto do que vou pra faculdade. Acho que é hora de repensar minha conduta estudantil.
Hmmm... Pronto! Já repensei e tá bom assim do jeito que tá.
***
Trilha Sonora: Não. Só o Chicago na Globo, mas odeio musical (oi, Mike José!) e já deveria ter desligado a tv.
Sobre:
cenas (ir)reais,
Ô vida...
Assinar:
Postagens (Atom)
