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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

(Péssima) Mãe de Planta

Ano passado eu tava pensando em, de alguma forma, honrar o sangue do meu avô. Como ele era jardineiro*, pensei que seria legal eu aprender a cuidar de plantinhas. Fiquei com receio porque eu nunca tive o tal "dedo verde". Tá mais pra dedo podre, porque nas poucas vezes em que fiquei responsável por cuidar de plantinhas, elas morreram em pouco tempo.
Quando eu era adolescente, por exemplo, cismei de cuidar de um vaso de amor-perfeito. Foi uma caçada até conseguir o vaso, a terra, as flores fora de época. Levei pra casa, cuidei da melhor forma possível, mas em poucas semanas o vaso estava tomado por pulgões que atraíram joaninhas e, como eu adoro joaninhas, não me dediquei a matar os pulgões e deixei as joaninhas virem se alimentar deles enquanto eles se alimentavam da minha plantinha. Morreu a planta, os pulgões sumiram e as joaninhas foram se alimentar em outro canto.
Eis que chegamos ao ano de 2019 (bons tempos...) e eu estava pensando [volte ao começo do post], mas não fui atrás de nada. Fiquei esperando um vaso cair do céu sob minha responsabilidade. Não caiu do céu, mas minha cunhada me deu um vasinho de suculentas no Natal e eu pensei "Tá aí! Vou virar jardineira é agora! Todo mundo fala que suculenta é fácil de cuidar, que praticamente não precisa de água e essa é toda a responsabilidade que eu posso assumir neste momento".
Coloquei meu vasinho na estante do quarto e esqueci dele. Quando digo esqueci, é porque esqueci mesmo. Lembrei dele em janeiro, quando já não havia mais suculenta nenhuma e a terra estava seca. Talvez a suculenta tenha ido embora? Talvez ela tenha sido roubada? Talvez ela tenha morrido? Nunca saberemos.
Mas decidi que ser mãe de planta é demais pra mim.
Desculpa, Vô! Fica pra outra encarnação.


*Se você mora em SP e/ou já visitou a Cidade Universitária, da USP, saiba que andou em meio às árvores e plantas que ele plantou e cuidou por mais de 30 anos, enquanto trabalhou lá, na equipe de jardinagem. As poucas vezes que estive na USP depois que ele morreu, foram como ir visitá-lo na sua casa. É uma sensação incrível olhar para todas aquelas árvores e pensar que meu avô plantou e regou tudo aquilo. Ele está em cada pedacinho verde daquele lugar enorme. Meu avô foi um grande homem e segue eterno através do trabalho dele.

Cidade Universitária (USP) - Butantã, São Paulo 
Fonte: https://mapio.net/pic/p-105867411/



***
Trilha Sonora: O Quereres - Caetano Veloso, na Nova Brasil FM

sábado, 26 de outubro de 2019

Mini Mano

Semana passada foi aniversário da Alice. Fizemos um churrasco pra comemorar e, para aliviar o calor típico do Saara ao meio dia, alugamos um lugar com piscina.
Alice, como toda criança quando vê piscina, não queria sair da água nem para passar protetor solar.
Fizemos o possível para manter a pele dela protegida, mas ao fim do dia, já em casa, ela estava levemente avermelhada aqui e ali e a cor que predominava era o marronzinho bronzeado de "fiquei de castigo no sol". Obviamente ela estava com os ombros ardendo e não podíamos encostar nela, a não ser para passar hidratante e pós sol.
Cumprindo meu papel de mãe, fui mandar o clássico "eu avisei":
- Tá ardendo, né? Quando eu, seu pai, sua tia e sua vó falamos várias vezes pra você sair um pouco da água, passar mais protetor, beber água, ficar na sombra... o que você estava fazendo?
A minha expectativa era que ela respondesse "estava desobedecendo vocês", mas a resposta foi:
- Eu tava metendo o louco.

Alice metendo o loko


Como é que a gente começa um sermão gargalhando da criança maloqueira de apenas 7 anos?
¯\_(ツ)_/¯

Cada dia mais difícil ser mãe de uma mini mim.

***
Trilha Sonora: Alrigth - Cast. Não conhecia, mas o Spotify me mandou no Daily Mix 4. Legalzinho.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Casos de Família

Faz tempo que não conto pra vocês os causos da minha vida em família, né?
Pois bem. Dia desses estávamos na sala, Sra. Minha Mãe, meu irmão, Sr. Meu Pai e eu; dividindo atenções entre TV, internet e conversas aleatórias.
Eis que minha mãe começa a resmungar qualquer coisa sobre o cabo do netbook dela.
- Blá blá blá, meu cabinho, blá blá blá, meu cabinho...
E meu pai perguntou, com ar pensativo:
- Desde quando você tem esse cabinho?
- Desde sempre.
- Desde sempre quando?
- Desde que comprei o netbook.
- Faz mais de 1 ano?
- Claro, bem mais de 1 ano. Por quê?
- Você tá com esse cabinho há mais de 1 ano?
- É &%$#@(*! Por quê?
- Não tá na hora de promover o cabinho a sargentinho, não? Heh
Só faltou a música tema da Praça É Nossa. Não. Da Praça não, que eu gosto da Praça. Só faltou a música tema do Zorra Total.

E é por essas e outras que eu acho que Deus tem muito senso de humor, porque ele deve se divertir muito espiando de camarote as coisas que acontecem na casa da minha família.
Isso porque eu nem contei e muito menos mostrei foto do meu pai vestido de Super Homem no último fim de semana. Assim, sem motivo nenhum. Só porque sim.

***
Trilha Sonora: Até gostaria, mas estou "trabalhando". Parei um pouco só pra descansar a vista dos quadradinhos do documento que estou fazendo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Passados Não Apagados

Sou uma pessoa com um tipo de memória espetacular para coisas bobas, que ninguém mais se lembra. Sou capaz de guardar cenas inteiras que vivi com detalhes como cheiros, cores, sons e imagens de forma nítida e quase palpável de tão intensas quando me lembro delas anos depois. 
Agora, por causa da Alice, acho importante que eu deixe tudo isso registrado de alguma forma que ela possa, um dia, ler e saber dessas histórias, caso eu não tenha tempo de contar tudo pessoalmente.
Pensei nisso agora há pouco, vendo uma imagem compartilhada no Facebook pela Aline Love, comparando como as crianças andavam nos carros antigamente e como andam hoje (antes apertadinhas nos porta-malas e agora amarradas em cadeirinhas cheias de cintos de segurança). Me lembrei então do seguinte:

Minha tia Quel tinha uma Marajó, que chamávamos de Maravéia (não sei ao certo se na época, fim dos anos 80 começo dos anos 90, já era um carro velho, mas o apelido do carro era esse). Minha prima Amanda, minha irmã e eu, as três com idade entre três e seis anos, só andávamos lá atrás, onde era (ou deveria ser) o porta-malas. Chamávamos de chiqueirinho porque era mesmo um chiqueiro: tinha mochila de escola da Amanda, tinha material escolar, tinha cadernos para desenharmos, tinha canetas e lápis, tinha bolacha, tinha livros, tinha bonecas, tinha roupa de calor, tinha roupa de frio, tinha jornal, tinha coberta, tinha travesseiro, tinha sapato, tinha meia... Tudo que era nosso, que fosse essencial para as "longas viagens" de não mais que 30 minutos entre uma casa e outra visitando parentes. 
Na época e, de acordo com as minhas lembranças, parecia um espaço tão grande, como uma enorme sala de estar. Não! Melhor: como um enorme quintal, onde era permitido fazer bagunça, espalhar tranqueiras, dormir, comer e tudo isso com a vantagem de que ali nunca chovia, então nunca era hora de recolher nada correndo e entrar pra casa. Hoje, racionalizando de acordo com os carros que já andei e o tamanho dos porta-malas que sei que existem, vejo que o chiqueirinho não era nada de excepcional com relação ao tamanho. Nós três é que éramos mesmo muito pequenas e precisávamos de pouco para nos distrair e divertir.
Boas lembranças de infância...

***
Trilha Sonora: Tava vendo novela e terminou com um "O nosso lema é ousadia e alegria". É.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Agora somos 3

Comentei aqui há alguns meses que eu estava grávida, né? Pois, como tudo o que entra precisa sair, minha bebê nasceu. Está com 10 24 dias, é uma menina linda (todo mundo diz, então não é papo de mãe coruja), esperta e calminha, daquele tipo de bebê que raramente chora e quando o faz, é baixinho, sem irritar os ouvidos alheios.
O blog já andava meio abandonado, mas eu não desisti dele. Tenho até uns posts em rascunho pra terminar e publicar, mas agora, com a Alice mamando de hora em hora, fica mais complicado parar pra pensar e postar. Esse post mesmo, demorou exatos 14 dias para ser publicado desde que comecei a escrever.
Então, caso ainda estejam aí, prometo que logo, logo eu volto. Segurando a Alice com uma mão e postando com a outra.
Agora, com licença, tenho uma fralda suja para trocar. E isso não é força de expressão. É sério.


***
Trilha Sonora: Resmungos de Alice são minha trilha sonora preferida agora.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Surpreenda Seu Marido

Daí que eu meio que me casei. Não foi tão simples assim, e nem foi tão demorado quanto costuma ser esse tipo de decisão+acontecimento. Mas isso eu explico outro dia.
Acontece que, com essa nova convivência diária (que não será exatamente diária, mas isso eu também explico outro dia), você percebe que nunca sabe tudo sobre a pessoa a quem chama de Sr. Namorado até que ele vire Sr. Esposo. E que ele talvez não saiba tudo sobre você também.
Ontem, por exemplo, assistindo Fantástico enquanto nos arrumávamos para sair, ouvi Like a Prayer ou Like a Virgin (agora esqueci qual era), da Madonna e cantei junto na hora do refrão. Nem percebi que estava cantando junto. Só fui notar que saiu um som da minha boca quando o Sr. Meu Esposo olhou, incrédulo, e perguntou:
- Você tá cantando?
- Sim. Eu gosto dessa música.
- Madonna?
- Eu gosto de algumas músicas dela.
Quero ver a cara de surpresa dele quando ele me ouvir cantando uns pagodes da minha infância, que eu nem vou me esforçar pra lembrar agora, porque, né? Já basta surpreender o coitado do marido. O querido leitor não é obrigado a saber detalhes da minha vida que eu mesma não faço questão de me lembrar diariamente.

***
Nada contra a Madonna, viu? Eu gosto mesmo de muitas músicas dela. A surpresa dele deve ter sido porque em quatro anos de relacionamento, eu nunca havia comentado sobre isso e muito menos o obriguei a ouvir as músicas dela nas nossas viagens (quando eu geralmente o obrigo a ouvir Unidade Imaginária e outras coisas de mulherzinha, como ele costuma dizer).

***
Trilha Sonora: A gente sabe que começou a época de campanha política por causa da quantidade de carro de som que passa na rua com paródias péssimas de músicas horríveis. E elas grudam na sua cabeça.

terça-feira, 13 de março de 2012

É baratinho...

Meu irmão me vendendo uma rifa ontem:
- Quer comprar um número de rifa? Só R$ 5,00.
- Vale o quê?
- Vale um notebook.
- R$ 5,00... Um notebook... R$ 5,00 pra ganhar um notebook... Hmmm. Não.
- Mas é só R$ 5,00...
- Mas eu uso o seu de graça. Não quero comprar. Obrigada.
Claro que é só pelo prazer de torturar e fazer o coitado pensar que eu não vou ajudar. Comprei e ainda pedi dois números, porque sou um pouco legal de vez em quando, mas só quando eu quero.
***
Trilha Sonora: Um Monte de Poeira - Unidade Imaginária. Tocando sem parar na minha cabeça desde que acordei hoje.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Me mande um postal

Veja porque você DEVE  me mandar um postal ou então nem me contar que vai viajar:

Hélio diz (21:16):
olha,eu só sei que no Canadá a escola é atrás de uma montanha e tem vista pro mar  (;
Na Itália é num dos pontos mais altos do país  *----*  IUSHAIUS
 eu mando postais pra ralé,podexá
camila diz (21:16):
 agradeço
camila diz (21:17):
 já tenho um da alemanha, um do RJ e um de Foz do Iguaçu
 eu rogo pragas em pessoas q viajam e não me mandam postais
 o meu amigo q mandou um do RJ escreveu "agora faz parar de chover, por favor"
camila diz (21:18):
 hahahahaa
Hélio diz (21:18):
 ISHAIUSHAHSIU'   quee medo 
camila diz (21:18):
 pois é
 tenha medo

Esse aí era o meu irmão aprendendo que a palavra tem poder. Principalmente a minha quando rogo pragas.
Agora, com licença, vou ver se já chegou mais algum postal na minha caixinha de correspondência. Até mais!

***
Trilha Sonora: Agora é hora da novela. Nada de barulhos atrapalhando a minha novela, por favor!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Só me faltam os 20 gatos

Essa semana minha mãe me ligou para perguntar como eu estava e coisa e tal. Ela fica preocupada por causa das chuvas fortes que andam caindo por aqui.
Aí ela me disse:
- Cuidado, heim! Esse córrego que tem aí perto de onde você trabalha costuma alagar. Se começar a chover forte, não vai embora. Fica esperando a chuva passar. Vai que você arrisca e a água te leva. A correnteza te carrega pra dentro do córrego e aí... Só vão dar sua falta uns 4 dias depois, quando ligarem aqui perguntando por você se você não aparecer pra trabalhar e não der satisfação, mas aí, 4 dias depois vai ser tarde demais. Cuidado!
Depois dessa, me senti aquelas velhas solteironas que morrem e só acham o corpo semanas depois, quando ele começa a feder, trancado na casa suja cheia de gatos.
E mães sabem o que dizem, né?

***
Trilha Sonora: Crianças acham que isso aqui é centro de recreação e ficam gritando na janela enquanto eu trabalho.

sábado, 18 de julho de 2009

Na hora de dormir

- Então, boa noite, Gabi.
- Boa noite. Que Deus te abençoe, Mila.
- Amém, você também.
- Camila... Como que ora?
- Hmm... Você pode orar de vários jeitos. É...
- Mas como faz?
- Faz assim: agradece ao Papai do Céu pelo seu dia.
- Obrigada, Papai do Céu, pelo meu dia.
- Pede pra Ele abençoar seu sono...
- Abençoa meu sono, Papai do Céu.
- Agradece pela família que você tem.
- Obrigada pela minha família, Papai do Céu.
- Pede para ele abençoar sua família, seus amigos... Todo mundo que você quer que ele abençoe o sono também.
- Abençoa meu papai, minha mamãe, minha irmã, meu vovô, minha vovó, meu titio... todo mundo da minha família.
- Agora pede para ele abençoar seu dia amanhã e pronto.
- Abençoa meu dia amanhã, Papai do Céu. Amém!
- Amém.

E eu achei que mal sabia essas coisas pra mim mesma, acabei ensinando minha prima a falar com o Papai do Céu na hora de dormir.

***
Trilha Sonora: TV ligada e trânsito lá fora. E tá muito bom assim.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Só vim aqui dizer que não posso vir

Tarde da noite, eu na casa da minha tia, indo dormir. Meu primo me pergunta a que horas eu pretendo levantar no dia seguinte e começa o seguinte diálogo:
- Cá, vai acordar que horas?
- Cedo... Acho que umas 7 e pouca. Por quê?
- Preciso acordar cedo pra dar remédio pro passarinho, mas meu celular tá [com algum problema que não lembro qual era] e não vai despertar pra eu levantar.
- Que horas você quer acordar? Eu coloco o meu e te chamo.
- 7:50 [sete horas e cinquenta minutos].
- Tá bom. Eu te chamo, então. Boa noite.
No dia seguinte, acordo com uma mãozinha me sacudindo. Era ele.
- O celular não tocou ainda, Yu...
- Eu sei. São 7:45 [sete horas e quarenta e cinco minutos] ainda. Já fui lá. Só te acordei pra dizer que você não precisa acordar mais pra me chamar, tá? Obrigada.
- Por nada. ¬¬

Se eu não amasse meus primos e não tivesse uma facilidade incrível para retomar meu sono, juro que eu teria socado a cara dele.

***
Trilha Sonora: Luz - PB. A nova música da minha lista de músicas para me animar.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Outra do irmãozinho

Sabe quando você vai comprar um porta-retrato e ele vem com uma foto de uma pessoa famosa (ou não) apenas para ilustrar e te dar uma noção de como ficará uma foto sua naquela moldura?
Pois então.
Dia desses, estava eu, Dona Mamãe e irmãozinho em uma loja de presentes, quando A Sra. Dona Minha Mãe manifestou a vontade de comprar um porta-retrato:
- Ai, Mila! Que lindo esse! Queria um...
- Bonito mesmo...
Nisso, irmãozinho que apenas observava, peguntou:
-Mas pra que você vai comprar isso? Você nem conhece essas pessoas na foto!
Ai, ai, ai...
Posso mandar ficar quieto ou dou mais corda pra ele falar mais?
(a segunda opção sempre me agrada mais em relação a ele)

***
Trilha Sonora: Preciso renovar minha playlist. Nada que me dê vontade de ouvir ultimamente.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Zé Graça

Sabem aquelas coisas que alguém em casa compra, mas acaba que ninguém come?
Aqui em casa normalmente isso acontece com bolachas. Sempre tem um pacote sobrando no armário. Ou porque quem comprou errou o sabor do recheio e ao invés de trazer Trakinas de chocolate trouxe, sei lá, Nikito de banana (existe?) ou porque a bolacha é muito boa e comemos muitos pacotes em pouco tempo e, quando compram o décimo pacote da semana, já estamos tão enjoados que nem podemos sentir o cheiro da bolacha. Aí ela acaba sobrando no armário até que alguém (quase sempre meu pai) resolva comer ou dar para alguém que passe pedindo comida no portão. Mas, como moro em uma cidade onde, estranhamente, nunca vi pedintes nas ruas, meu pai acaba comendo mesmo.
E é neste ponto que eu queria chegar.
Outro dia eu estava fazendo coisa alguma quando meu pai apareceu na sala com uma caneca de chá/café/suco/tanto faz na mão e um pacote de rosquinhas de coco que eu já estava enjoada de tanto que eu comi há uns 2 meses atrás. Como eu comi muitas, mas não comi o pacote todo, o que sobrou ficou lá no armário, sendo jogado de um canto para o outro.
Eis que o meu pai solta, com ar saudosista:
- Pôxa, minha avó comia essas rosquinhas quando eu era pequeno...
- É?
- Ahan. Faz tempo. Ela comia desse mesmo pacote. Olha aqui, tá até amassado de tão velho.
Demorei uns segundos processando a informação, mas quando me toquei que ele estava era tirando uma com a minha cara, xingar foi inevitável. Mas eu ri.
Agora me diz, dá pra levar a sério um pai desses?
Aliás, ontem foi aniversário dele.

***
Trilha Sonora: War - The Cardigans. "(...) You look so peaceful when you sleep (...)"

domingo, 1 de junho de 2008

Convencido? Imagiiina...

Estava eu na cozinha, pouco depois de ter acordado, comentando com a minha mãe o que eu havia sonhado:
- Mãe... Sonhei com um cara tão lindo, mas tão lindo...
Nisso, antes que minha mãe respondesse qualquer coisa, meu irmão de 8 anos invadiu a conversa e disse:
- Sonhou com um cara lindo? Então sonhou comigo, né, Mimi?

Vou falar o quê? Deixa o coitadinho se sentir o gostosão antes que ele tenha idade para ser pisoteado pelas mulheres e comece a se sentir um lixo.
Ele é lindinho e acredito que continuará sendo depois de mais velho. Mas é fato: as mulheres vão pisotear e ele vai sofrer um pouquinho em algum momento da vida dele.
É duro, mas é a vida.

***
Trilha Sonora: Playing Your Song - Hole. Bom demais ouvir Hole logo cedo!

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Aleatoriedades

* Sobre o show do Cordel, no domingo, só consigo dizer uma coisa: LINDO!
Poder ver um show daqueles, de graça, numa noite linda como estava, cheio de gente conhecida e animada, sem empurra-empurra... perfeito! Ou melhor, quase perfeito. Só faltou uma pessoa...
* Uma semana de descanso era tudo o que eu andava precisando para colocar as idéias em ordem e organizar meus trabalhos atrasadíssimos. Porque não posso ficar usando por muito tempo a desculpa de que "mandei por e-mail, professora. Não chegou, não? Que estranho..."
* Passar um tempo sozinha, falando comigo mesma, sempre me faz muito bem. Escondida no bosque ou me fingindo de invisível na escada de incêndio, tanto faz. Desde que eu fique sozinha.
* Cheguei na cabeleireira e falei: "corta as pontas que estão mais feias, muito secas." e ela cortou quase a metade do meu cabelo. Acho que não estava muito bonito, né?
* Um ponto alto do meu dia? Dormir a tarde toda. O ponto baixo? Acordar. Tava tão legal ficar dormindo...
* Agora "temos" uma lagartixa que mora na parede da sala aqui de casa. Minha mãe acha que ela é muito magrela, subnutrida, desengonçada e resolveu batizar a nojentinha de Gisele. Gisele Bündchen. Pior que, de tanto ver a coisinha andando (desfilando?) pra lá e pra cá, eu acabei perdendo o nojo dela. Mas só dela. Ainda choro de medo quando vejo outras.
* Aí, o circo chegou na cidade. Minha mãe veio lamentar que eles armaram a lona meio longe daqui de casa, ao invés de ficarem na rua de trás. Meu trauma infantil falou mais alto e eu disse: "Graças a Deus! Já pensou se o palhaço resolve pular o muro aqui de casa e vem me matar?!"
* Como é que fazemos para levar um peixe ao veterinário? Veterinários cuidam de peixes, por acaso? É que a Roberta Peixoto anda meio deprimida... Acho que ela vai morrer.
* Pra que falar tanta bobeira assim? Sei lá, mas o blog é meu, faço dele o que eu quiser.
* A educação? Troquei por umas figurinhas pra completar meu álbum "Amar É...".

***
Trilha Sonora: Use Once & Destroy - Hole.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Histórias do José

Quinta-feira. Eu e meu irmão vendo TV, viro pra ele e pergunto:
- José, sabe pra quê que serve um óculos verde?
- Não...
- Pra verde perto! Heh!
- hahaha
- E um óculos vermelho, sabe pra quê que serve?
- Hmmm... Não.
- Pra "ver-melhor". Heh!
- hahahaha
*
Sexta-feira. Eu na cozinha, meu irmão aparece:
- Mimi, sabe pra quê que serve um óculos verde?
- É pra verde perto, besta. Fui eu que te perguntei essa, ontem.
- Ah é... E o óculos vermelho? Você sabe?
- Matheus... Essa também fui eu...
- É mesmo! Droga!
***
Como se não bastasse o menino se divertir com essas piadas bestas, ele tenta contá-las para quem contou pra ele. Menos de 24hs depois.
E agora há pouco ele me veio com um tal de "buraraco das arararas", versãoHerbert Richards que ele fez de Buraco das Araras.

***
Trilha Sonora: Não. Meu irmão tá vendo o programa da Eliana. (na Record, gente!)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Celebrity Killers

Aqui na minha casa rola um fenômeno meio estranho.

Tá. Muita coisa estranha acontece aqui em casa, mas isso é estranho mesmo.

De tempos em tempos, tomamos um baita susto quando vemos na TV alguma pessoa que deveria estar morta.

O primeiro que me lembro foi o Oton Bastos.

Até hoje, somos capazes de jurar que vimos no Jornal Nacional a notícia do enterro dele. Inclusive com cenas de colegas atores, todos chorando por ele e lamentando a perda de um grande artista da televisão brasileira (discurso clássico quando morre alguém, mesmo que não tenha sido um grande artista).

Eu me lembro até daquela atriz (que acabo de esquecer o nome) que fez Éramos Seis com ele. Era a mulher dele na novela, chamava Lola. Alguém lembra o nome dela?

Bom, enfim...

Lembro muito bem dela toda tristinha lá, falando dele, da falta que ele ia fazer, etc e tal.

Ok. Família chocada, Oton Bastos morto e enterrado, vai fazer falt...

"Opa! Começou a novela! Cala a boca gente! Aumenta o volume!"

Nem nos lembraríamos mais dele se não fosse pelo dia em que... Ele apareceu na chamada de uma novela que estava para estrear.

"AH!!!! Mãe!!! Vem ver!!! Olha quem está na novela nova!!! O Oton Bastos!!!"

Parece que ele resolveu não morrer. Mas, se ele está vivo, o que foi aquela notícia que todo mundo aqui de casa viu e se lembra?

Mistério...

Não sabemos explicar e, até hoje, nos referimos a ele como o "Oton Bastos, aquele que tava morto."

Seria simplesmente estranho mas, como aqui em casa nada é simplesmente simples, meses atrás matamos o Paulo Autran.

Eu sei. Ele está morto. Mas nós matamos antes. Uns 4 meses antes da data oficial do óbito.

Eu vi com a minha mãe a notícia no Jornal Nacional (de novo) e ainda perguntei quem era ele, minha mãe disse que era ator, há tempos não fazia novela e blábláblá.

Tá. Morreu, morreu. Nem sabia quem era ele.

"Olha, a novela começou. Ssshhhiii!!! Silêncio!"

Cheguei a comentar a notícia com um amigo meu quando, em uma conversa, ele citou o Paulo Autran. Ele ficou chocado, disse que eu devia estar enganada.

"Não tô, não, ow! Eu vi! Certeza que ele morreu esses dias."

Mas eu realmente estava enganada. Percebi isso quando vi no Jornal a notícia da morte dele e, depois que percebi que não era reprise, me dei conta do assassinato que eu havia cometido.

Teve um outro também. Mas este eu matei sozinha e dei a notícia para a minha irmã.

- Ai! rsrs Eu adoro o Zé Bonitinho. Muito engraçado...

- Ele morreu.

- O quê????

- Morreu. Faz pouco tempo.

- Juuuura???!!!

- É...

Mas, passados alguns dias, quem eu vejo na TV? O pÓprio!

Zé Bonitinho em carne e osso e puro charme.

Na primeira oportunidade, liguei para a coitada da minha irmã que devia estar de luto e avisei que ele estava vivo. Ou melhor, que ele estava morto como o Oton Bastos.
Como se não bastasse eu alucinar em família, eu saio por aí espalhando os frutos desses delírios coletivos.

Fica o aviso: não acreditem quando eu disser que morreu alguém. Principalmente se eu jurar que vi a notícia no Jornal Nacional.


***

Trilha sonora: Agora nenhuma. Mas até uns minutos atrás, Hole.