domingo, 15 de dezembro de 2013

Melhor Que a Original - Parte 3

Ressuscitando uma série esquecida aqui do blog, mas sem o formato de lista.
Estou bem. Calma, gente! Não vou fazer em forma de lista simplesmente porque quero mostrar uma música só. Aliás, duas: a original e a versão.
Já falei aqui no blog ou postei um vídeo, não me lembro, da banda Columbia. PUTA BANDA BOA DO CARALHO! Entenderam a intensidade da minha recomendação? É uma banda com letras boas, uma vocalista linda com uma voz deliciosa, músicas gostosas de ouvir o dia todo, em quase qualquer situação. A maioria delas é meio melancólica, mas de uma beleza que raramente vemos hoje em dia.
Enfim, ouçam e confiem em mim, vocês vão gostar.
O caso é que eu baixei todas as músicas deles e no meio delas veio uma chamada "Eu Queria Ser John Lennon". Ouvi, gostei, aprendi a cantar, grudou na minha cabeça algumas vezes e passou. Fiquei um tempo sem ouvir e, outro dia, organizando as pastas de músicas aqui, fui ler os detalhes do arquivo e vi que a música faz parte de um álbum com regravações de músicas do Odair José.
Olha, pra quem não conhece, vou dizer uma coisa e é tudo o que sei dele (e me corrijam se eu estiver muito equivocada): é um cantor brega dos anos... sei lá... 60.
Fiquei cismada com aquilo. Será? Vai ver era só uma música escrita por eles em homenagem ao Odair José. Vai ver ele queria ser um John Lennon brasileiro, daí a homenagem.
Esqueci o assunto. Até que ouvi a música hoje e, com tempo livre, fui ao Google ver qualé quié, afinal.
Achei o seguinte vídeo:

Pois é. Eis um caso de letra linda sofrendo preconceito e sendo ignorada (por mim, pelo menos) só por causa da fama brega do compositor. Confesso que eu jamais teria a curiosidade de ouvir uma música dele só porque sim. Se não fosse essa regravação da Columbia, eu nunca teria conhecido essa música.
Aqui a versão "pop" para quem ficou curioso.

http://www.youtube.com/watch?v=rpO4Et4fd38
(tentei incorporar o vídeo do Youtube e o player do Grooveshark, mas o blog tá de sacanagem e não deixou. Vai só o link mesmo e vocês que cliquem e sejam felizes).

E, embora a letra seja linda de qualquer jeito, a regravação supera a original, na minha humilde opinião.
O que vocês acham?

sábado, 7 de dezembro de 2013

Links dos Últimos Dias #1

Passo muito tempo na internet. Trabalho usando internet (não trabalho COM internet, mas dependo dela funcionando pra fazer 90% do meu trabalho) e, entre uma coisa e outra, dou uma espiada nos sites de notícias, nos links que chegam por e-mail, nos feeds que assino, etc.
Tô sempre vendo coisas legais e antes, quando tinha o abençoado Google Reader, eu compartilhava lá e o gadget dele atualizava tudo ali no cantinho do blog. O coitado do Reader foi descontinuado pelo Google, fiquei órfã (junto com milhares de outros usuários) e desde então sinto uma necessidade enorme de compartilhar coisas com pessoas além do Facebook. Porque, convenhamos, muita coisa que a gente gostaria de compartilhar ali, acaba sendo deixada de lado pelo risco de fulano ver e não entender, de sei lá quem ver e se ofender, de beltrano não ver e o link ter sido compartilhado exatamente para que beltrano visse... Enfim, o Facebook tá cheio de gente que adicionamos por educação e, entre essas pessoas, algumas a gente realmente não quer que fiquem chateadas com a gente e ficar alternando de "post público" para "restritos" enche o (meu) saco. Daí o pensar duas vezes antes de compartilhar.
Aqui no blog é diferente. Como era no Reader, eu posto o que eu quiser, lê quem realmente quer ler e quem está habituado a vir aqui já deve imaginar mais ou menos o que esperar de mim, então não tem susto, não tem drama, não tem choro, não tem "desfazer amizade/reportar como spam/bloquear".
Certo? Certo.
Então, não sei ainda com qual frequência nem por quanto tempo, vou dividir com vocês os links que achei boiando por aí nesse mar sem fim que chamamos de internet.
Não são necessariamente links novos, porque muitas vezes eu salvo coisas no Favoritos ou no Pocket porque estou na correria e só vou conseguir ler semanas (meses) depois. Daí, se for algo legal demais pra ficar guardado só comigo, vou jogar aqui.
Combinado? Combinado.

1 - O polvinho mostrou o pintinho. Nem tudo o que vemos nos filmes infantis é tão infantil ou fofinho.
via Nerd Pai

2 - Coisas que eu poderia ter escrito - Sabe quando você lê uma coisa que alguém escreveu e se enxerga perfeitamente naquilo, como se fossem suas próprias palavras? É, aconteceu comigo.
via Entre Todas As Coisas

3 - Dentes de Leão e Poesia - Achou um dente-de-leão? Aquela flor descabelada, que quando é assoprada sai voando os "cabelinhos" brancos todos. Então, achou? Tira uma foto e manda pro Palavras e Silêncio.
via Palavras e Silêncio

4 - Inglês na calçada - Uma canadense, em intercâmbio no Brasil, resolveu doar parte do seu tempo para ensinar inglês a moradores de rua. Saiu em vários lugares já, jornais grandes e sites variados, mas eu vi primeiro no Facebook.

5 - Testamento da Kombi - É, aquele carrinho meio feio, mas super versátil e espaçoso, que carrega de crianças a pacotes de café (meu tio trabalha com isso, em uma kombi) deixará de ser fabricado em breve (ou já deixou?). Aí, em uma ação incrivelmente criativa e sensível, a Volkswagen colocou no ar esse site de despedida, onde estão recolhendo histórias de pessoas e suas kombis ou das kombis que passaram por suas vidas de alguma forma marcante. O mais lindo e emocionante é o testamento que a "kombi" fez, deixando coisas para algumas pessoas que tiveram suas vidas transformadas em função de/dentro de uma kombi. Sério, dá vontade de chorar e vale muito a pena dar uma olhada no site.
via Ana no Facebook

***
Trilha Sonora: Blue Poles - Patti Smith. Coloquei o Grooveshark pra tocar a estação de artistas/músicas semelhantes ao Iggy Pop e já tocou de um tudo aqui.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Músicas Que Ficam

Tocou no rádio essa semana uma música que me fez voltar no tempo por uns instantes.
Era aquela música, Velha Infância, que diz "Meu riso é tão feliz contigo O meu melhor amigo é o meu amor".
Na época em que ela ainda era muito tocada, eu namorava uma pessoa com a qual hoje eu não tenho o menor contato. No máximo uma notícia ou outra, vindas de amigos em comum, quando o nome dele surge em uma conversa e eu pergunto como ele está. Pergunto por curiosidade e porque, sim, ele foi importante na minha vida de inúmeras formas. Éramos amigos, antes de qualquer coisa e continuamos amigos, depois de tudo, apesar de tudo, por algum tempo.
Ouvi a música e fiquei pensando como as coisas mudam com o passar do tempo e letras que pareciam ter sido escritas pra você e uma determinada pessoa, de repente, já não fazem o menor sentido.
Ele não é mais o meu melhor amigo há muitos anos, não é mais o meu amor, meu riso tem outras razões para ser feliz e ele não é mais nenhuma dessas razões, ele não é mais um sonho pra mim, não penso nele desde o amanhecer e, muitas vezes, passo meses sem nem lembrar que ele existe.
Outra música que considerávamos "nossa música" era A Sua. Continuo gostando dela, mas também não faz mais sentido associar a ele. A não ser por um verso que posso dizer com sinceridade que é e sempre será verdade quando falo de qualquer um que tenha passado pela minha vida: "Eu te quero sempre em paz".
Em qualquer relacionamento, independente de como termine, não pode deixar de existir o desejo de que coisas boas aconteçam ao outro. Comigo por perto ou não, que a vida deles siga em paz, como desejo que a minha siga.
Não consigo entender pra onde vai todo o amor que se jura um dia, quando, de repente tudo acaba e vai cada um pra um lado. As músicas viram apenas uma coisa que toca ao acaso e nos faz pensar em alguém que já passou. Mas o sentimento de querer bem... Não é possível que acabe por completo se ele chegou a ser verdadeiro.
As músicas que não podemos proibir de tocar ao acaso, numa terça-feira qualquer, se ainda nos fazem pensar "Onde foi que erramos? Porque não deu certo? Onde andará fulano?", são a prova de que pelo menos um carinho fica de todo amor que passa.

***
Trilha Sonora: Velha Infância ficou na minha cabeça a semana toda.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Green Jones / Norah Day

Acabei de ouvir Outro dia ouvi uma música que preciso eu precisava compartilhar aqui (no facebook eu já compartilhei na mesma hora).
Primeiro a música, depois as minhas opiniões de crítica musical de show de churrascaria:




Sim. É o Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, aquela banda de punk rock (?*) e a Norah Jones, aquela cantora da voz doce, que canta lindamente as músicas que você pode usar para quase tudo na vida: de dormir a dirigir, passando por namorar e andar de elevador.
Não sei ainda como e quando começou, preciso dar uma procurada, mas eles estão cantando juntos e parece que a coisa foi até que bem divulgada já. Eu, desatualizada como estou, nem estava sabendo de nada e fui pega de surpresa quando alguma página de música que curto no Facebook publicou o vídeo acima. Fui ver correndo por dois motivos: adoro os dois em suas carreiras e achei isso muito inusitado. Nunca pensei que um cara que canta músicas como as do Green Day fosse capaz de mudar de estilo assim cantando com aquela fofura-meiguinha-bonequinha da Norah Jones.
Mesmo nas músicas mais tranquilas deles, o estilo é bem diferente, mais rock mesmo, não fugindo nunca do jeitão moleque do Green Day.
Já no caso da Norah Jones, não há muita surpresa, porque nessa dupla com o Billie Joe, eles estão fazendo um som bem folk, aquela coisa que combina com violão e lembra férias no campo, outono, coisa marrom (só eu penso nessas coisas quando ouço folk? Desculpa, então. Sou louca.). Não muito diferente do estilo original dela que, embora não seja folk, também é uma coisa bem tranquila de ouvir, traz aquela sensação de que nada mais é urgente, que o mundo deu uma desacelerada e que só importa o quê ou quem está ali com você naquele minuto.
A surpresa maior foi a parceria dos dois por causa do Billie Joe mesmo. Pra mim, humildemente palpitando, foi uma coisa estranhamente boa de ver e ouvir.
Achei que ficou muito bom, a voz deles combinou, ele se mostrou um cara corajoso e de voz versátil arriscando um estilo tão novo pra ele e uma parceira tão diferente dele, como a Norah Jones.
Enfim, pra quem não é profissional no assunto, falei demais já. Só queria indicar a dupla pra vocês e, se gostarem de Long Time Gone, tem mais músicas aqui, clicando na imagem:

https://itunes.apple.com/br/album/foreverly/id728775523?wmgref=http%3A%2F%2Fwmuk-apache.co.uk%2FLS%2Fbplayer%2Findex.html&affId=2082724&ign-mpt=uo%3D4


Sobre as músicas: todas elas são regravações do disco lançado em 1958, Songs Our Daddy Taught Us,  dos Everly Brothers, uma dupla que fez sucesso nos anos 50/60.
Espero que gostem!

(*Adoro Green Day, mas nunca tive muita certeza se devo ou não dizer que eles são uma banda de punk rock. Rock é, mas punk... Não sei, é um "rótulo" que não gosto de usar pra eles. Até porque, rótulo nenhum é legal de se usar em coisas que não sejam produtos industrializados que necessitem de informações nutricionais, procedência e data de validade, né?)

domingo, 17 de novembro de 2013

Memórias de uma Moça Bem-Comportada

Passei minha vida sendo uma moça bem educada, que prende o choro pra não precisar alugar o ouvido alheio com problemas desinteressantes, que evita se meter em assunto de terceiros se não for convidada, que faz o máximo possível para respeitar e não invadir o espaço dos outros, não respondo meus pais, não arrumo briga na rua, nunca passei noite fora sem avisar, nunca trouxe pra dentro de casa amigos ou namorados procurados pela polícia, eu mesma nunca fui abordada pela polícia na rua e morro de medo de confusão.
Sempre fiz o possível para seguir as regras, respeitar os mais velhos e ser bem vista por onde passei.
Minha cabeça sempre repousou tranquila e leve no travesseiro.
Não sou perfeita, nunca pretendi ser, mas dentro dos deslizes que sei que cometi na vida, nunca fiz nada realmente digno de um parágrafo na biografia da minha vida.
Acho que sou uma pessoa até chata de se conhecer, porque não tenho grandes histórias pra contar, não tenho várias lembranças divertidas de coisas que aprontei, de flagras que me deram pulando um muro, roubando um carro ou acordando nua ao lado de um estranho numa casa que não sei de quem é.
Namoros tive poucos e, de realmente significativo e duradouro, só um.
Não tenho um diploma universitário, mas não foi por falta de tentar: larguei a faculdade quase no final porque passei em um concurso público estadual, que me garante um emprego estável e contas pagas no quinto dia útil de cada mês. Não havia escolha. Ou eu terminava o curso e continuava desempregada até sabe Deus quando ou eu assumia o cargo e largava a faculdade pra depois. Pensei racionalmente e escolhi o emprego.
Eu quase sempre penso racionalmente.
São 27 anos, 6 meses e 17 dias pensando racionalmente, agindo com responsabilidade e colocando o bem estar das pessoas à minha volta antes do meu bem estar, evitando, assim, falar desaforos, responder de forma justa, dar na cara e cuspir em pessoas que nem sempre respeitam minhas decisões, minhas opiniões, meus desejos e meu espaço.
Tudo isso para, um belo dia (hoje) eu me dar conta que não valeu merda nenhuma, que eu devia ter feito valer minhas opiniões em todos os minutos que alguém questionou o que eu queria. Eu devia ter batido portas, devia ter gritado, devia ter ficado com fama de louca, de mal educada. Eu devia ter agido como sempre agiram comigo.
Eu devia ter cuidado da minha vida como sempre cuidei, mas errei por não fazer isso deixando claro que a vida é, sempre foi e sempre será minha.

***
Trilha Sonora: Epitáfio - Titãs. Mentalmente tocando aqui desde que comecei o último parágrafo.