segunda-feira, 14 de junho de 2010

Copa? Não, obrigada

Eu não gosto de futebol. Nunca gostei. E conheço muita gente que diz que não gosta.
Só que uma coisa me intriga: essas pessoas que não gostam de futebol, só não gostam de futebol por 3 anos. Quando chega a Copa, elas adoram futebol, torcem por uma dispensa do trabalho por conta dos jogos da Seleção e ainda comemoram eufóricas a cada gol que o Brasil marca.
Não entendo. Se não gosta de futebol, por que durante a Copa passa a gostar? E não me venha com a conversa ufanista de "é o meu país jogando".
Sinceramente? Nem ligo. O Brasil também compete em dezenas de outros esportes todos os dias de todos os anos e nem por isso eu acompanho os campeonatos de, sei lá, tiro ao alvo da equipe brasileira.
Se eu não gosto, eu não gosto.
Os poucos jogos que assisti até hoje, só assisti porque ou eu ficava em frente à TV com todo mundo ou cavava um buraco pra me isolar, porque até indo pra rua eu seria obrigada a ver o jogo. Mas, nos últimos anos, Copa pra mim foi sinônimo de sono. Na última mesmo, nossa! Todo mundo vendo o jogo e eu roncaaaando.
Não adianta! Futebol é muito chato (pra mim, é muito chato, que fique claro). Não me empolgo, não gosto, não entendo e o mais importante é que não quero entender.
E como eu não gosto do futebol, em si, não é uma Copa do Mundo que vai me fazer gostar por algumas semanas.
Futebol é um saco. E tenho dito!

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Trilha Sonora: Musiquinha japonesa. Acostumei com o tal J-pop ou é legalzinho mesmo?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Top Blogs

Há umas semanas atrás recebi um e-mail dizendo que meu blog havia sido indicado ao Prêmio Top Blogs. Rá! "Mover para Spam".
Eu nunca me cadastro nessas coisas de concurso, porque nem rifa eu ganho.
Mas a insistência foi tanta, toda semana chevaga pelo menos um e-mail me lembrando da tal indicação, que eu acabei cadastrando o blog e coloquei o selo para votação aí ao lado. Então, campanha não vou fazer, porque não tenho paciência e nem gosto dessas coisas, mas o recado tá dado.
Quem quiser votar, acho que tem que clicar no selo e informar um e-mail válido. Ou algo assim.
Se acharem que o blog vale algum voto, já sabem o que fazer então.

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Trilha Sonora: Impressora barulhenta!

Mal educada, eu?

Não gosto de dar patadas. Não gosto de ser grossa com as pessoas. Mas se tem algo que me tira do sério e me faz esquecer dessas coisas que eu não sou e não gosto de ser, é gente que cuida da minha vida.
Veja só: trabalho oito horas por dia, de segunda à sexta-feira. Meu namorado e minha família moram em cidades diferentes da que eu moro (namorado de um lado, família de outro), portanto, só posso vê-los em feriados e finais de semana.
Tenho direito a dar uma falta abonada por mês, de um total de seis por ano, mas em um ano de trabalho, fui estrear minhas abonadas semana passada, porque queria ir para a casa da minha mãe e emendar o feriado da quinta-feira, mesmo sabendo (e todo mundo sabendo) que tenho horas de trabalho sobrando porque vivo saindo depois do meu horário. Resolvi dar a abonada ao invés de simplesmente dizer "não me liguem, vou tirar minhas horas" porque aí ninguém poderia indeferir coisa alguma.
Mas as pessoas gostam mesmo é de palpitar e fuxicar a vida alheia.
Hoje me liga um fulano que precisava que eu fizesse um documento para segunda-feira e antes que eu dissesse qualquer coisa, ele já veio dizendo:
- Na segunda você não vai estar aí, né?
- Vou, sim.
- Ah... É que disseram que você vai viajar hoje à noite...
- Não vou, não.
- Então, aí disseram que você ia viajar hoje, passaria o final de semana fora e só voltaria na segunda-feira à tarde.
- Não vou, não.
Fiquei puta da vida com isso.
Primeiro: eu vou viajar, sim. Mas não vou hoje. Vou amanhã.
Segundo: não é da conta de ninguém quando eu vou ou quando eu volto, muito menos dele (o fulano que me ligou, mas que nem tem culpa de nada, porque ele só recebeu informações que ninguém tinha que ter passado).
Terceiro: em nenhum momento eu disse para as pessoas que foram tagarelar sobre eu ir viajar, que elas deveriam avisar para alguém que eu iria viajar e muito menos disse que eu não estaria aqui na segunda-feira.
Quarto: quero que vá todo mundo pra puta que os pariu e parem de se intrometer na minha vida.
Por conta disso, fiquei mesmo muito irritada e já desliguei o telefone falando "ninguém tem nada a ver com a minha vida! Viajo de final de semana e sempre volto antes do meu horário de trabalho. Quem disse que eu não viria trabalhar segunda-feira?". Silêncio no recinto.
Mas quem tagarela sempre se acusa, mesmo tentando acusar terceiros:  "Você vai viajar hoje? Volta segunda?". Aí, me desculpe, mãe, você me educou, mas quando perco a paciência, essa educação não vale de nada: "Não. Eu vou amanhã e volto domingo. Segunda-feira estou aqui. E eu nunca viajo para voltar em meio de semana porque eu sei que tenho que trabalhar na segunda."
Bom, a discussão poderia ter sido muito mais animada com réplicas e tréplicas, mas o Sr. Namorado fez o favor de me ligar bem na hora que a outra parte se preparava para me dar uma resposta atravessada que eu ia acabar rebatendo até virar uma briga mesmo. Talvez tenha sido melhor parar ali, mas, puta merda! Que raiva de gente intrometida!
Por que não vão todos tomar no meio dos seus... Deixa pra lá.

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Trilha Sonora: musiquinha japonesa que eu já tô quase aprendendo a letra de tanto ouvir aqui do lado.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Finalmente, sobre a Alice

Ao contrário do que eu queria, demorei para ver o filme, mas semana passada consegui assistir.
Li tanta coisa a respeito, que pensei que o filme estava horrível e coisa e tal. Mas talvez as críticas tenham sido mais baseadas nos outros filmes do Tim Burton do que na essência da Alice, em si.
De Tim Burton eu não entendo muita coisa, vi poucos filmes dele. De Alice, modéstia à parte, eu entendo, sim.
O que eu achei do filme? Adorei. Achei fantasioso como os livros originais são, engraçado na medida certa, como os livros originais e me fez pensar como somente os bons filmes e livros fazem.
Assisti ao filme com os olhos críticos de quem procura pelas semelhanças entre filme e livro e já espera pelas falhas de roteiro. Falha mesmo, eu não encontrei. Só senti falta de referências à Dinah, a gatinha da Alice ou aos gatinhos do começo de Através do Espelho. Não houve nenhuma referência mesmo ou eu não percebi? Eu esperava alguma citação, qualquer coisa, já que nos dois livros a Dinah tem uma certa importância, é o que liga Alice ao "mundo real" e é a razão de algumas situações embaraçosas que ela se mete.
Uma coisa que me chamou a atenção logo no começo do filme foi o nome que deram ao pai da Alice: Charles. Era o nome verdadeiro do Lewis Carroll, Charles Lutwidge Dodgson, que não deixa de ser o pai dessa Alice, a Alice literária.
A personalidade que deram à Alice do filme também combinou com a personalidade em formação da Alice dos livros. Uma menina meio medrosa, cheia de questionamentos internos e ao mesmo tempo firme nas suas opiniões, mesmo quando a opinião é a de não saber das coisas (vejam só, quase eu).
Enfim, não vou chatear ninguém com análises do filme X livros, só quero dizer mesmo é que o filme é, sim, muito bom e os livros são melhores ainda.
Não é uma refilmagem dos filmes antigos, não é uma adaptação dos livros e não tem nada a ver com o desenho da Disney. É um filme sobre uma mocinha que pode não saber exatamente quem é, mas sabe exatamente o que não quer da vida.
Se você leu os livros, vai entender muito melhor algumas situações do filme. Se você não leu os livros e não conhece a história da Alice, é uma boa oportunidade de começar a entrar no País das Maravilhas. Ou no Mundo Subterrâneo, como preferiu chamar Tim Burton.
Única coisa que não gostei foi ter assistido ao filme sozinha. E engana-se quem pensa que eu queria ter visto com o Sr. Namorado. Queria mesmo era ter visto com o meu irmão, que desde pequeno já adora e entende a essência da Alice.


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Trilha Sonora: Tudo Diferente - Maria Gadu. Podem comparar à Cássia Eller (concordo que a voz é muito parecida mesmo), mas uma é uma e a outra é a outra. Gosto das duas.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Refrigerante aguado ou água suja?

Desde que eu era criança, nos primeiros anos da escola, aprendi e concordei que água é um líquido sem cor, sem cheiro e sem gosto (simplificando a fala da professora).
Quando bebo uma água com cheiro ou gosto de alguma coisa, das duas uma: a caixa d'água está suja ou o copo foi mal lavado.
Se tem cor, nem me ofereça, não vou beber.
E, quer saber? Nem água com gás eu classifico como água e me recuso a beber. Acho o gosto ruim e ela é fedida (e também porque faz cosquinha na minha garganta).
Só que há alguns anos pipocam nos mercados as tais águas "levemente gaseificadas", com sabor de fruta, cheiro de fruta e acho que já vi até algumas que são coloridas, mas não tenho certeza sobre essa última.
E as pessoas ADORAM! Mas, gente, aquilo não é água!
Pensem:
- Se tem gosto de fruta e não tem gás, é suco. Suco não é água. Suco é suco.
- Se tem cheiro de fruta e não tem gás, nem gosto de fruta, lave direito seu copo, porque isso é água suja de resto de suco. Água suja é água suja, água limpa é outra coisa, sem gosto.
- Se tem gás e gosto de fruta, é refrigerante. Refrigerante é refrigerante, água é água.
- Se só tem gás, é água com gás que, eu repito, pra mim é diferente de água. Até porque, se água com gás fosse água mesmo, na garrafa de água não viria especificando "natural" ou "com gás". Seria tudo a mesma coisa.
O fato é que, se são boas ou não, eu não sei. Nunca experimentei as tais "águas" levemente gaseificadas porque sou uma consumidora muito chata. Acho um desaforo me venderem uma coisa que eu sei que não é o que dizem que é e eu comprar sorrindo. Comprar gato por lebre na inocência, vá lá, mas sabendo o que estou fazendo, não!
Quando mudarem o nome para "refrigerante com pouco gás" ou "suco aguado" (porque "água suja" eu sei que nunca vai se chamar) talvez eu compre.
E esta foi a minha reclamação do dia.

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Trilha Sonora: Alguém mais, de vez em quando, tem a sensação de estar com mais de uma música tocando na cabeça, ao mesmo tempo? Não me digam que sou louca.