Outro dia estava distraída, trabalhando, quando me peguei torcendo meu dedo indicador em busca de um anel que eu costumava usar no polegar da mão direita.
Acontece que não uso anéis há mais de um ano. Mas me peguei buscando o tal anel do polegar e estranhei por alguns segundos quando não o encontrei ali, preso ao meu dedo, preso a mim.
Estranhei e, como num pulo de espanto dentro do meu peito, pensei rapidamente "perdi!" e antes de concluir a retrospectiva dos lugares onde eu poderia, talvez, ter deixado o anel, me lembrei que aquele anel que eu estava procurando estava guardado, bem guardado no lugar onde eu mesma resolvi guardar.
Logo que tirei do meu dedo, eu costumava fazer o mesmo movimento do indicador em direção ao polegar, mas não para buscar a peça ausente. Fazia para sentir a marca que ficou depois de tantos anos com ele ali, me apertando quando eu engordava um pouquinho, me distraindo enquanto eu o girava segurando com os dedos da outra mão, enfeitando minha mão de dedos curtos e gordinhos.
Acostumei a não tirar. Não tirava para tomar banho. Não tirava para lavar louça. Não tirava para combinar uma roupa ou outro acessório. Tudo devia combinar com ele, tudo seria adaptado ao estilo dele e eu não precisaria tirá-lo, eu decidi. Era só adaptar todo o resto à minha volta para que combinasse com ele.
Só que um dia eu precisei tirar o anel do dedo. Tirei e guardei na caixinha de jóias. Continua lá.
De vez em quando eu sinto a falta dele agarrado tão apertado no meu dedo que nem parecia que não era parte de mim.
Me esqueço que escolhi colocar e escolhi tirar. É quando abro a caixa onde o guardei, tiro, admiro, tento colocar no meu dedo e percebo que não me serve mais, não combina mais com o resto das coisas que uso. Talvez até entre, mas tenho medo que não saia nunca mais e acabe necrosando meu dedo ou me obrigando a usar uma serrinha para tirá-lo aos pedaços.
Então o devolvo no lugar dele e afirmo pra mim, numa tentativa de desapegar: "esse anel não serve mais no meu dedo".
Não é que eu não queira usar ou não goste mais dele. Só não serve mais no meu dedo como antes. E é só isso.
***
Trilha Sonora: Grão de Amor - Arnaldo Antunes e Marisa Monte. Coisa linda essa música e esses dois cantando juntos.
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sábado, 5 de julho de 2014
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Você se diz amigo de alguém, muito amigo, diz adorar esse alguém e quer notícias dessa pessoa com frequência porque, segundo você, você quer fazer parte de um momento importante que a pessoa está vivendo e é isso o que fazem os amigos, mesmo de longe.
Mas, a parte engraçada (que não me faz rir) é que quando você viveu momentos importantes da sua vida, não fez a menor questão de incluir essa pessoa e tem tanta consciência disso, que até já admitiu o erro e pediu desculpas pela "falha".
Agora, me diz onde está a cláusula no contrato de amizade que diz que sou obrigada a lembrar de incluir gente assim em todos os momentos da minha vida?
Não estou esquecendo de incluir. Só não faço questão mesmo.
Me obrigue a fazer diferente.
***
De vez em quando a vida me surpreende ao colocar no meu caminho pessoas que, com pouco tempo de contato, se mostram muito mais leais e preocupadas comigo do que pessoas que me conhecem há mais de uma década.
***
E esse foi o post amargo e sem título de hoje.
***
Trilha Sonora: Nah. Tô de mau humor hoje e não quero ouvir música.
Mas, a parte engraçada (que não me faz rir) é que quando você viveu momentos importantes da sua vida, não fez a menor questão de incluir essa pessoa e tem tanta consciência disso, que até já admitiu o erro e pediu desculpas pela "falha".
Agora, me diz onde está a cláusula no contrato de amizade que diz que sou obrigada a lembrar de incluir gente assim em todos os momentos da minha vida?
Não estou esquecendo de incluir. Só não faço questão mesmo.
Me obrigue a fazer diferente.
***
De vez em quando a vida me surpreende ao colocar no meu caminho pessoas que, com pouco tempo de contato, se mostram muito mais leais e preocupadas comigo do que pessoas que me conhecem há mais de uma década.
***
E esse foi o post amargo e sem título de hoje.
***
Trilha Sonora: Nah. Tô de mau humor hoje e não quero ouvir música.
Sobre:
confesso,
Palpites sem importância
segunda-feira, 30 de maio de 2011
So take me as i am...
Daí eu tomo minhas decisões pensando única e exclusivamente no meu próprio bem, porque é assim que eu costumo agir, sendo egoísta. Depois eu percebo que não tá funcionando, porque eu achava que eu tomaria a decisão e aí, PLIM! tudo mudaria num passe de mágica, mas não tem mágica nenhuma nisso e o único truque que eu sei fazer é esse: foder com tudo sem pensar nas consequências. Ou, até penso, mas acho que tudo bem, nem vai ser um estrago tão grande assim. Só que na maioria das vezes eu estou errada e causo grandes estragos mesmo. Tipo aquela idéia meio cafona de "os piores venenos estão nos menores frascos" ou alguma coisa assim, porque olha, sou bem pequena e pareço bem inofensiva, mas eu sempre acabo estragando alguma coisa que não devia ou não queria. E eu até tento avisar "olha, não sou uma pessoa muito boa", mas acho que eu tenho cara de pessoa muito boa. Uma amiga me disse essa semana "não conheço seu lado grossa que você sempre fala" e eu dou graças, porque pelo menos as amizades eu ainda consigo manter longe desse lado grossa e destruidora. Falei pra um amigo essa semana (porque essa semana foi a semana de conversar com amigos sobre os meus defeitos e isso rende assunto) "posso estar sendo uma vaca, mas serei uma vaca feliz". Só que, ó, não não tem nem vaca e nem feliz aqui nesse momento. Tem só uma pessoa que ainda não sabe se tomou a decisão certa. Ah, sim! Tem também a pessoa egoísta, porque essa, me desculpem, mudo de nome, mas não deixo sair de mim.
***
Trilha Sonora: Deveria, mas não tem.
***
Trilha Sonora: Deveria, mas não tem.
Sobre:
Aqui dentro,
confesso
sábado, 4 de dezembro de 2010
Pergunta cretina
Entrei no site da Nova Brasil e tinha uma enquete lá:
"Você fiscaliza os contatos de seu companheiro ou companheira na Internet?"
Se todas as perguntas do mundo fossem fáceis de responder como essa, olha, eu passaria no vestibular para Medicina numa Universidade Federal.
É LÓGICO que eu fiscalizo. Vasculho tudo. Pergunto. Interrogo. Investigo. Sou ciumenta. Sou louca, me deixa!
***
Trilha Sonora: Have a Nice Day - Stereophonics. O refrão mais grudento dos últimos anos e uma música que eu canto mentalmente sem parar.
"Você fiscaliza os contatos de seu companheiro ou companheira na Internet?"
Se todas as perguntas do mundo fossem fáceis de responder como essa, olha, eu passaria no vestibular para Medicina numa Universidade Federal.
É LÓGICO que eu fiscalizo. Vasculho tudo. Pergunto. Interrogo. Investigo. Sou ciumenta. Sou louca, me deixa!
***
Trilha Sonora: Have a Nice Day - Stereophonics. O refrão mais grudento dos últimos anos e uma música que eu canto mentalmente sem parar.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Sabe o que é muito legal?
Quando a pessoa chega em você, completamente estúpida, grossa, sem educação e [insira aqui os sinônimos que você conhece e mais te agradam para definir alguém sem educação] exigindo ou cobrando coisas que não existem ou que não são possíveis. E aí você, do alto de sua boa educação, esclarece "meu bem, isso não é possível, isso não existe, não é assim que o mundo gira".
E a pessoa sai esbravejando, quase te agredindo, afirmando que irá procurar orientação com pessoas mais esclarecidas, que você não quer atender ao pedido feito por pura falta de vontade ou desconhecimento do serviço. Enfim, te chama de incompetente por meio de outros adjetivos.
E ela vai atrás da orientação com as pessoas mais esclarecidas. E as pessoas mais esclarecidas dizem o quê? O quê?
"Meu bem, isso não é possível, isso não existe, não é assim que o mundo gira".
Juro! Esse tipo de coisa faz meus dias mais felizes. E em menos de 1 mês deste ano de 2010, hoje presenciei a tal situação pela terceira ou quarta vez.
Adoro!
***
Trilha Sonora: Sem trilha sonora.
E a pessoa sai esbravejando, quase te agredindo, afirmando que irá procurar orientação com pessoas mais esclarecidas, que você não quer atender ao pedido feito por pura falta de vontade ou desconhecimento do serviço. Enfim, te chama de incompetente por meio de outros adjetivos.
E ela vai atrás da orientação com as pessoas mais esclarecidas. E as pessoas mais esclarecidas dizem o quê? O quê?
"Meu bem, isso não é possível, isso não existe, não é assim que o mundo gira".
Juro! Esse tipo de coisa faz meus dias mais felizes. E em menos de 1 mês deste ano de 2010, hoje presenciei a tal situação pela terceira ou quarta vez.
Adoro!
***
Trilha Sonora: Sem trilha sonora.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Agora, que não precisa mais?!
Olha, se eu tivesse desenvolvido aos 4 anos de idade a técnica de chorar sem deixar escorrer lágrimas e muito menos fazer barulhos, eu teria evitado muitos daqueles "engole o choro, menina!" que meu pai adorava dizer quando eu ameaçava abrir o berreiro por alguma bobeirinha.
Pena eu só ter desenvolvido a tal técnica agora, há uns 15 minutos atrás, já com 23 anos nas costas e o mesmo problema de ainda chorar por qualquer bobeirinha.
Pelo menos agora eu posso chorar sem perder minha fama dedama elegante má.
E se fosse o tipo de coisa que se pode vender, já teria até um texto para o futuro comercial que nunca existirá:
"É incrível! Chore e converse ao mesmo tempo, sem voz trêmula, sem lágrimas borrando a maquiagem, sem olhos vermelhos e sem o constrangimento de ser chamada de chorona por todos à sua volta! Adquira já o seu [Insira aqui um nome ridículo para o produto, estilo Polishop] e comece a chorar sem que ninguém perceba!"
(É. Por essas e outras que eu não levei adiante a idéia de prestar vestibular para Publicidade.)
Enfim, quando fico sem dormir, tudo me deprime. E quando fico sem dormir, passo dos limites do nível normal de bobeira. Daí eu fico uma boba chorona.
Mas... Pelo menos agora eu choro sem ninguém me mandar engolir o choro.
=D
***
Trilha Sonora: Sabe quando você gostaria de silêncio, mas o ambiente não colabora nem um pouco? É.
Pena eu só ter desenvolvido a tal técnica agora, há uns 15 minutos atrás, já com 23 anos nas costas e o mesmo problema de ainda chorar por qualquer bobeirinha.
Pelo menos agora eu posso chorar sem perder minha fama de
E se fosse o tipo de coisa que se pode vender, já teria até um texto para o futuro comercial que nunca existirá:
"É incrível! Chore e converse ao mesmo tempo, sem voz trêmula, sem lágrimas borrando a maquiagem, sem olhos vermelhos e sem o constrangimento de ser chamada de chorona por todos à sua volta! Adquira já o seu [Insira aqui um nome ridículo para o produto, estilo Polishop] e comece a chorar sem que ninguém perceba!"
(É. Por essas e outras que eu não levei adiante a idéia de prestar vestibular para Publicidade.)
Enfim, quando fico sem dormir, tudo me deprime. E quando fico sem dormir, passo dos limites do nível normal de bobeira. Daí eu fico uma boba chorona.
Mas... Pelo menos agora eu choro sem ninguém me mandar engolir o choro.
=D
***
Trilha Sonora: Sabe quando você gostaria de silêncio, mas o ambiente não colabora nem um pouco? É.
Sobre:
Aqui dentro,
confesso
terça-feira, 17 de março de 2009
Das coisas que a vida ensina
A maioria das pessoas tem a tendência de achar que sua história de amor é a mais linda do mundo.
Talvez seja linda, talvez seja comum, mas para o casal protagonista é sempre a mais linda do mundo.
Sou uma pessoa romântica por natureza, embora não pareça muito, e por isso eu sempre gostei de filmes "de chorar", cheios de beijos, romances impossíveis e alguns até com roteiros improváveis.
Eu sempre gostei também de ouvir histórias de como fulano e fulana se conheceram, como a vida juntou os dois depois de tantos contratempos, como os dois enfrentaram os problemas e provaram que o amor era maior, etc.
Adoro mesmo. Quer me deixar envolvida em um assunto, é chegar contando que depois de anos sofrendo, fulano e fulana finalmente conseguiram ficar juntos.
Também gosto de ouvir as histórias de amor tristes, apesar de depois ficar morrendo de dó da pessoa que sofreu. Como a história de uma senhorinha que eu conheci e morreu há pouco tempo, com uns oitenta e tantos (ou noventa?) anos, solteirinha da Silva. Porque ela teve um grande amor na adolescência, mas na mesma época em que ela era cotejada pelo tal rapaz, a mãe dela morreu.
Ela, como filha mais velha, se viu na obrigação de assumir a casa e os cuidados com a família pois queria evitar que o pai sentisse necessidade de ter outra mulher para tomar conta de tudo e que essa possível futura madrasta pudesse maltratar os irmãos menores dela. Para evitar que o pai se casasse, ela abriu mão do tal rapaz e se dedicou a cuidar dos irmãos, do pai, depois dos sobrinhos, dos sobrinhos-netos e, por fim, não teve tempo de arrumar quem cuidasse dela até o fim da vida.
Tem também a história da mulher que era divorciada, mas ainda sofria pelo ex-marido que não queria mais saber dela. Religiosa, ela ia às missas e coisa e tal. Um dia, o padre foi embora e o novo padre que veio para substituí-lo tornou-se um grande amigo dela. Apesar do votos que ele fez, da posição dele e dos cuidados dela, ela acabou se apaixonando e ele correspondeu. Quando os dois perceberam a situação, ele pediu autorização para abandonar a batina, o Vaticano autorizou e hoje os dois vivem juntos, provavelmente muito mais felizes do que eram antes. Nunca mais tive notícias deles.
Tem também a história da mulher que ficou viúva, com muitos filhos para criar e seguiu sozinha por um tempo, trabalhando como podia para pagar as contas e colocar comida na mesa. Recebeu propostas de famílias que queriam adotar os filhos menores para, de alguma forma, ajudá-la a criar os outros. Outras famílias ofereceram dinheiro em troca de alguma das crianças. Ela recusou todas as propostas. Dizia que se fosse para passarem fome, passariam todos juntos. Os filhos eram dela e ela mesma os criaria. Quem quisesse ajudar, ótimo; mas separar as crianças, nunca.
Acontece que um senhor, já amigo da família há alguns anos, estava apaixonado pela viúva. Os dois se casaram e ele assumiu todos os filhos dela (se não me engano, uns 9) como se fossem dele. Deu de tudo para todos e nunca fez diferença entre os que ele criou e os que ele mesmo teve com ela, anos mais tarde. Ficaram juntos até que ela morreu, há 14 anos e eu fiquei sem avó.
Tem ainda a história de amor que tenho acompanhado de perto, do casal que tem enfrentado há meses as dores de uma doença que antigamente ninguém ousava dizer o nome. Ela tem mais fé do que muitos religiosos juntos e isso a faz continuar otimista, acreditando no que ela sente por ele e permanecendo cada vez mais perto dele, que ela já disse, é o homem da vida dela. Acredito que a fé possa mover montanhas, mas ultimamente acho que o amor pode muito mais que isso.
Aí eu paro e penso, minha história com o Sr. namorado é linda, mas quando lembro desses problemas enormes que outros casais enfrentam, das dificuldades que eles atravessam até poderem estar juntos... agradeço a Deus por me dar a certeza do tamanho do nosso amor assim, de maneira tão descomplicada. Sem batinas, doenças, mortes, filhos de outro casamento e coisas do tipo entre nós dois.
Se fosse preciso, sei que enfrentaríamos tudo isso e até mais, mas se eu posso aprender com outras histórias complicadas a valorizar a minha que é tão simples e está dando tão certo há quase 1 ano... eu rezo para que continue assim, como começou: de forma lindamente simples.
***
Terça-feira é dia de TPM. E o post da vez é sobre o aborto on line. Estranho, né? Leiam e entendam do que se trata.
***
Trilha Sonora: Led Zeppelin tá tocando Rock'n'roll na minha cabeça (literalmente rock'n'roll). Exatamente esse verso: "Ooh, let me get it back, let me get it back"
Talvez seja linda, talvez seja comum, mas para o casal protagonista é sempre a mais linda do mundo.
Sou uma pessoa romântica por natureza, embora não pareça muito, e por isso eu sempre gostei de filmes "de chorar", cheios de beijos, romances impossíveis e alguns até com roteiros improváveis.
Eu sempre gostei também de ouvir histórias de como fulano e fulana se conheceram, como a vida juntou os dois depois de tantos contratempos, como os dois enfrentaram os problemas e provaram que o amor era maior, etc.
Adoro mesmo. Quer me deixar envolvida em um assunto, é chegar contando que depois de anos sofrendo, fulano e fulana finalmente conseguiram ficar juntos.
Também gosto de ouvir as histórias de amor tristes, apesar de depois ficar morrendo de dó da pessoa que sofreu. Como a história de uma senhorinha que eu conheci e morreu há pouco tempo, com uns oitenta e tantos (ou noventa?) anos, solteirinha da Silva. Porque ela teve um grande amor na adolescência, mas na mesma época em que ela era cotejada pelo tal rapaz, a mãe dela morreu.
Ela, como filha mais velha, se viu na obrigação de assumir a casa e os cuidados com a família pois queria evitar que o pai sentisse necessidade de ter outra mulher para tomar conta de tudo e que essa possível futura madrasta pudesse maltratar os irmãos menores dela. Para evitar que o pai se casasse, ela abriu mão do tal rapaz e se dedicou a cuidar dos irmãos, do pai, depois dos sobrinhos, dos sobrinhos-netos e, por fim, não teve tempo de arrumar quem cuidasse dela até o fim da vida.
Tem também a história da mulher que era divorciada, mas ainda sofria pelo ex-marido que não queria mais saber dela. Religiosa, ela ia às missas e coisa e tal. Um dia, o padre foi embora e o novo padre que veio para substituí-lo tornou-se um grande amigo dela. Apesar do votos que ele fez, da posição dele e dos cuidados dela, ela acabou se apaixonando e ele correspondeu. Quando os dois perceberam a situação, ele pediu autorização para abandonar a batina, o Vaticano autorizou e hoje os dois vivem juntos, provavelmente muito mais felizes do que eram antes. Nunca mais tive notícias deles.
Tem também a história da mulher que ficou viúva, com muitos filhos para criar e seguiu sozinha por um tempo, trabalhando como podia para pagar as contas e colocar comida na mesa. Recebeu propostas de famílias que queriam adotar os filhos menores para, de alguma forma, ajudá-la a criar os outros. Outras famílias ofereceram dinheiro em troca de alguma das crianças. Ela recusou todas as propostas. Dizia que se fosse para passarem fome, passariam todos juntos. Os filhos eram dela e ela mesma os criaria. Quem quisesse ajudar, ótimo; mas separar as crianças, nunca.
Acontece que um senhor, já amigo da família há alguns anos, estava apaixonado pela viúva. Os dois se casaram e ele assumiu todos os filhos dela (se não me engano, uns 9) como se fossem dele. Deu de tudo para todos e nunca fez diferença entre os que ele criou e os que ele mesmo teve com ela, anos mais tarde. Ficaram juntos até que ela morreu, há 14 anos e eu fiquei sem avó.
Tem ainda a história de amor que tenho acompanhado de perto, do casal que tem enfrentado há meses as dores de uma doença que antigamente ninguém ousava dizer o nome. Ela tem mais fé do que muitos religiosos juntos e isso a faz continuar otimista, acreditando no que ela sente por ele e permanecendo cada vez mais perto dele, que ela já disse, é o homem da vida dela. Acredito que a fé possa mover montanhas, mas ultimamente acho que o amor pode muito mais que isso.
Aí eu paro e penso, minha história com o Sr. namorado é linda, mas quando lembro desses problemas enormes que outros casais enfrentam, das dificuldades que eles atravessam até poderem estar juntos... agradeço a Deus por me dar a certeza do tamanho do nosso amor assim, de maneira tão descomplicada. Sem batinas, doenças, mortes, filhos de outro casamento e coisas do tipo entre nós dois.
Se fosse preciso, sei que enfrentaríamos tudo isso e até mais, mas se eu posso aprender com outras histórias complicadas a valorizar a minha que é tão simples e está dando tão certo há quase 1 ano... eu rezo para que continue assim, como começou: de forma lindamente simples.
***
Terça-feira é dia de TPM. E o post da vez é sobre o aborto on line. Estranho, né? Leiam e entendam do que se trata.
***
Trilha Sonora: Led Zeppelin tá tocando Rock'n'roll na minha cabeça (literalmente rock'n'roll). Exatamente esse verso: "Ooh, let me get it back, let me get it back"
Sobre:
Aqui dentro,
confesso,
Led Zeppelin
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Posso contar?
Eu tenho pavor de guaraná enquanto arbusto. Guaraná "bebível" eu gosto. Desde que eu não fique pensando nesses olhinhos tenebrosos da planta, que aí é capaz de eu ficar com medo e jogar o copo longe.Nunca, jamais, em hipótese alguma me presenteiem com um arbusto de guaraná ou me levem para passear no meio de uma plantação dessa coisa. Sério. Eu não vou achar legal.
***
Trilha Sonora: Alguma coisa sobre cultivo de guaraná na Tv. É. Por isso que esse post aconteceu.
Sobre:
confesso,
Palpites sem importância
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Assumo: sou chata e não apago e-mails
Estava lendo uns e-mails velhos outro dia. Cheguei em um, especificamente, que me fez pensar Puta merda! Como eu sou chata!
Na verdade eu sou legalzinha a maior parte do tempo, mas de vez em quando eu exagero tanto em certas atitudes que me torno insuportavelmente chata. E eu sempre acho que estou com a razão no tal momento, o que me torna ainda mais chata.
Um exemplo prático: o e-mail em questão. Na verdade foi uma série deles, que troquei com um amigo por causa de uma briga que tivemos em um final de semana qualquer, há algum tempo atrás.
Ele disse uma coisa que não deveria ter dito porque EU não esperava que ele fosse dizer. O agravante da situação foi ele ter dito a tal coisa para uma determinada pessoa que, na época, eu não suportava. Confuso, mas é isso.
Quando eu soube da conversa que envolvia o meu nome (mas eu não era a personagem central), fiquei puta da vida, xinguei, questionei a confiança que eu tinha (tenho) nele e o valor da nossa amizade para ele.
E é nesse ponto que entram os e-mails. Passamos uma segunda-feira inteira trocando mensagens de "me desculpa?" e "Não acredito no que você fez!". E eu crente que estava agindo da maneira mais correta, fazendo tempestade em copo d'água e soltando os cachorros pra cima de uma pessoa que sempre esteve ao meu lado e não mudava de posição nem comigo agindo feito louca. Permanecia ali, pedindo desculpas por ter me magoado e tentando dizer o quanto nossa amizade valia pra ele.
Como sou uma pessoa muitomá orgulhosa, demorei uma semana para conversar de maneira decente com ele e acertar as coisas. Acertamos tudo. Continuamos amigos, mas eu lembro do ocorrido, releio os e-mails e penso "Puta merda! Como eu sou chata!"
Preciso realmente arrastar uma mágoa durante dias, até perceber que certas pessoas não nos magoam por mal?
Tão mais simples para quem consegue mandar tomar no ** na hora e seguir em frente.
Mas um dia eu consigo.
Afinal, é isso ou parar de reler velhos e-mails que só me fazem entrar nessas merdas de túneis do tempo e perceber que eu não mudo. O tempo passa e eu continuo pensando Puta merda! Como eu sou chata!.
***
Foi mais um desabafo do que qualquer outra coisa.
***
Trilha Sonora (mental): O Vento - Los Hermanos. Porque o Victor, sem querer, fez ela grudar na minha cabeça.
Na verdade eu sou legalzinha a maior parte do tempo, mas de vez em quando eu exagero tanto em certas atitudes que me torno insuportavelmente chata. E eu sempre acho que estou com a razão no tal momento, o que me torna ainda mais chata.
Um exemplo prático: o e-mail em questão. Na verdade foi uma série deles, que troquei com um amigo por causa de uma briga que tivemos em um final de semana qualquer, há algum tempo atrás.
Ele disse uma coisa que não deveria ter dito porque EU não esperava que ele fosse dizer. O agravante da situação foi ele ter dito a tal coisa para uma determinada pessoa que, na época, eu não suportava. Confuso, mas é isso.
Quando eu soube da conversa que envolvia o meu nome (mas eu não era a personagem central), fiquei puta da vida, xinguei, questionei a confiança que eu tinha (tenho) nele e o valor da nossa amizade para ele.
E é nesse ponto que entram os e-mails. Passamos uma segunda-feira inteira trocando mensagens de "me desculpa?" e "Não acredito no que você fez!". E eu crente que estava agindo da maneira mais correta, fazendo tempestade em copo d'água e soltando os cachorros pra cima de uma pessoa que sempre esteve ao meu lado e não mudava de posição nem comigo agindo feito louca. Permanecia ali, pedindo desculpas por ter me magoado e tentando dizer o quanto nossa amizade valia pra ele.
Como sou uma pessoa muito
Preciso realmente arrastar uma mágoa durante dias, até perceber que certas pessoas não nos magoam por mal?
Tão mais simples para quem consegue mandar tomar no ** na hora e seguir em frente.
Mas um dia eu consigo.
Afinal, é isso ou parar de reler velhos e-mails que só me fazem entrar nessas merdas de túneis do tempo e perceber que eu não mudo. O tempo passa e eu continuo pensando Puta merda! Como eu sou chata!.
***
Foi mais um desabafo do que qualquer outra coisa.
***
Trilha Sonora (mental): O Vento - Los Hermanos. Porque o Victor, sem querer, fez ela grudar na minha cabeça.
Sobre:
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confesso
terça-feira, 15 de julho de 2008
Eu e meus namorados imaginários
Tá passando na Sessão Brasil, na GRobo, o filme O Outro Lado da Rua.
Não vou comentar mais uma vez sobre o horário ridículo para os filmes nacionais e blá blá blá.
O que eu quero dizer é que o Raul Cortez (que Deus o tenha em bom lugar) era um baita de um velho charmoso!
Se ele desse mole e eu fosse solteira, acho que eu pegava, heim...
Ah! Claro: se ele desse mole, se eu fosse solteira e se ele ainda fosse vivo. Fundamental estar vivo, né?
***
Trilha sonora: Não. Tô vendo tv.
Não vou comentar mais uma vez sobre o horário ridículo para os filmes nacionais e blá blá blá.
O que eu quero dizer é que o Raul Cortez (que Deus o tenha em bom lugar) era um baita de um velho charmoso!
Se ele desse mole e eu fosse solteira, acho que eu pegava, heim...Ah! Claro: se ele desse mole, se eu fosse solteira e se ele ainda fosse vivo. Fundamental estar vivo, né?
***
Trilha sonora: Não. Tô vendo tv.
Sobre:
confesso,
Palpites sem importância
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Chá das 5
Um dia ainda me finjo de louca, sento no banco da rodoviária e rio pra todo mundo que passar.
Rio, não. Quem ri é gente normal.
Quero gargalhar, rolar de rir enquanto aponto o dedo para a mulher que passa com suas compras, o garoto que pedala sua bicicleta, a menina que carrega os cadernos.
Todos hilários! Todo mundo me dá motivos para rir. Rir, não. Gargalhar!
E ninguém se aproxima de mim! Serei a louca da rodoviária com minha sacola velha, de alça estourada, que carrega coisa alguma. De um canto pro outro, sem parada fixa.
Gargalho daqui, gargalho de lá.
E todo mundo que passa tem pavor dos loucos da rodoviária. Ninguém se aproxima.
Quase ninguém.
Só aquela mocinha da bolsa de pano, que não teme os loucos.
Acha poética a loucura dos que gargalham sem motivos visíveis.
Tem até vontade de escrever sobre os loucos da rodoviária. Eles, com suas histórias de toda a gente hilária com quem eles cruzam pelo caminho vindo de lugar nenhum, indo para canto algum.
Só a mocinha da bolsa de pano se aproxima e deseja até dizer bom dia ao louco que gargalha, mas quem diz bom dia é gente normal.
Ela queria era enlouquecer, convidar o louco da rodoviária para um chá das cinco e ficarem ali, na mesa, a gargalhar durante incontáveis dias, porque o relógio está quebrado e manteiga de má qualidade não serve para consertar relógios quebrados.
*
Um feliz desaniversário para você.
***
Trilha Sonora: Forget About Him - Kath Bloom. Essa música tem cara de Janis Joplin.
Rio, não. Quem ri é gente normal.
Quero gargalhar, rolar de rir enquanto aponto o dedo para a mulher que passa com suas compras, o garoto que pedala sua bicicleta, a menina que carrega os cadernos.
Todos hilários! Todo mundo me dá motivos para rir. Rir, não. Gargalhar!
E ninguém se aproxima de mim! Serei a louca da rodoviária com minha sacola velha, de alça estourada, que carrega coisa alguma. De um canto pro outro, sem parada fixa.
Gargalho daqui, gargalho de lá.
E todo mundo que passa tem pavor dos loucos da rodoviária. Ninguém se aproxima.
Quase ninguém.
Só aquela mocinha da bolsa de pano, que não teme os loucos.
Acha poética a loucura dos que gargalham sem motivos visíveis.
Tem até vontade de escrever sobre os loucos da rodoviária. Eles, com suas histórias de toda a gente hilária com quem eles cruzam pelo caminho vindo de lugar nenhum, indo para canto algum.
Só a mocinha da bolsa de pano se aproxima e deseja até dizer bom dia ao louco que gargalha, mas quem diz bom dia é gente normal.
Ela queria era enlouquecer, convidar o louco da rodoviária para um chá das cinco e ficarem ali, na mesa, a gargalhar durante incontáveis dias, porque o relógio está quebrado e manteiga de má qualidade não serve para consertar relógios quebrados.
*
Um feliz desaniversário para você.
***
Trilha Sonora: Forget About Him - Kath Bloom. Essa música tem cara de Janis Joplin.
Sobre:
cenas (ir)reais,
confesso
sexta-feira, 28 de março de 2008
"Tem cara de Evaristo"
Mais difícil do que explicar a um garotinho de 8 anos sobre a finitude da vida, é explicar ao meu próprio coração sobre essa coisa que até hoje eu não compreendo muito bem.
E as pessoas vão chegando e passando e nunca ficando.
E até o Eva parece agora querer dizer adeus...
***
Trilha sonora: How My Heart Behaves - Feist. Uma das vozes que mais tenho ouvido.
E as pessoas vão chegando e passando e nunca ficando.
E até o Eva parece agora querer dizer adeus...
***
Trilha sonora: How My Heart Behaves - Feist. Uma das vozes que mais tenho ouvido.
Sobre:
Aqui dentro,
confesso
terça-feira, 25 de março de 2008
Troquei a ferradura
Desde a hora em que acordei (12:30) já pude contar umas 5 patadas que dei sem motivo nenhum.
Ou seja, mais ou menos 1 por hora.
Êee, beleza... É hoje que eu quebro a cara de alguém.
Ou alguém quebra a minha. Opção mais provável.
***
Trilha sonora: A janela - O Círculo. Não me canso de agradecer: Valeu, Iulo!
Ou seja, mais ou menos 1 por hora.
Êee, beleza... É hoje que eu quebro a cara de alguém.
Ou alguém quebra a minha. Opção mais provável.
***
Trilha sonora: A janela - O Círculo. Não me canso de agradecer: Valeu, Iulo!
sexta-feira, 21 de março de 2008
(Nem) Sempre em Frente
Fiquei olhando para a tela do computador. Alguns minutos olhando para o seu e-mail me contando as novidades e dizendo como você está feliz com ela.
Normalmente eu terminaria de ler e já mandaria uma resposta, dizendo que estou feliz por você estar feliz e te contando as minhas novidades (pseudo)felizes.
Desta vez, não.
Recebi há dois dias e, desde então, ainda não tive forças para clicar em "responder" e iniciar a minha farsa cheia de sorrisos e frases positivas.
Simplesmente porque eu me cansei de fingir. A mentira atingiu o meu limite do suportável e eu não posso mais levar adiante essa conversa de amiga.
Percebi que talvez seja você o motivo da minha vida nunca avançar.
Sempre neste fast forward-rewind-rewind-rewind-fast forward-rewind... Infinitamente.
Para cada avanço, são três retrocessos.
E eu não quero mais viver assim.
Eu só queria ter coragem de dizer que "não! Eu não estou feliz! Eu queria que você largasse dela e ficasse comigo! Não! Eu não tenho olhos para outra pessoa como eu tenho para você! Os outros são os outros e só...", mas você nem sabe que eu olho para você com os olhos de dentro da alma e para os outros, com os olhos apenas.
E você nem vai chegar a saber.
Estou seguindo em frente.
Ou pelo menos tentando...
***
Trilha sonora:
Normalmente eu terminaria de ler e já mandaria uma resposta, dizendo que estou feliz por você estar feliz e te contando as minhas novidades (pseudo)felizes.
Desta vez, não.
Recebi há dois dias e, desde então, ainda não tive forças para clicar em "responder" e iniciar a minha farsa cheia de sorrisos e frases positivas.
Simplesmente porque eu me cansei de fingir. A mentira atingiu o meu limite do suportável e eu não posso mais levar adiante essa conversa de amiga.
Percebi que talvez seja você o motivo da minha vida nunca avançar.
Sempre neste fast forward-rewind-rewind-rewind-fast forward-rewind... Infinitamente.
Para cada avanço, são três retrocessos.
E eu não quero mais viver assim.
Eu só queria ter coragem de dizer que "não! Eu não estou feliz! Eu queria que você largasse dela e ficasse comigo! Não! Eu não tenho olhos para outra pessoa como eu tenho para você! Os outros são os outros e só...", mas você nem sabe que eu olho para você com os olhos de dentro da alma e para os outros, com os olhos apenas.
E você nem vai chegar a saber.
Estou seguindo em frente.
Ou pelo menos tentando...
***
Trilha sonora:
Sobre:
Aqui dentro,
As Cartas,
confesso
terça-feira, 4 de março de 2008
Autista por opção
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=208540
Me identifico fortemente com essa comunidade.
***
Trilha sonora: Não. Tô vendo (na verdade, ouvindo) o jornal.
Me identifico fortemente com essa comunidade.
***
Trilha sonora: Não. Tô vendo (na verdade, ouvindo) o jornal.
domingo, 2 de março de 2008
De tudo um pouco (parte1)
Sabe quando a idéia está prontinha na sua cabeça, mas na hora de colocar em palavras, não sai porcaria nenhuma?
Então.
Eu sei exatamente como eu quero que fique o post, mas não consigo organizar as palavras, formar frases coerentes e, se bobear, tô com problemas até para conjugar verbos.
*
*
Horas depois...
*
*
Queria dizer que eu não gosto de política porque eu acho tudo uma putaria tão grande que perdi a vontade de continuar acreditando em pessoas honestas que queiram representar o povo.
Não acredito no socialismo e fiquei feliz quando o Fidel disse tchau, mesmo sabendo que o irmão dele pode tentar prosseguir a coisa toda. Isso pode ser pouco, mas acredito que já seja um bom começo para que Cuba abra suas portas para o resto do mundo e o resto do mundo faça a mesma coisa por eles.
Na verdade verdadeira, acho que não sou contra o socialismo. Sou contra a falta de liberdade que o socialismo traz.
Acredito na liberdade de ir e vir, na liberdade de escolher se você quer ser rico porque trabalhou duro para isso ou se você quer viver só com o essencial porque não sente necessidade de coisas além de casa, comida, saúde, educação de qualidade para os filhos e um emprego garantido pra você.
Não defendo o capitalismo, porque sei que há coisas que o dinheiro não comprará nunca (nem com Mastercad), mas confesso que de vez em quando umas compras à toa me fazem bem, uma tarde no McDonald's me deixa animada e algumas voltas no shopping me distraem. Só não deixo que esse tipo de coisa vire uma religião na minha vida.
Não tenho religião. Acho que é totalmente dispensável. Fui criada dentro dos princípios cristãos, mas nunca fui obrigada a freqüentar igreja nenhuma. Perdi a fé em Deus quando eu tinha 9 anos. Depois voltei a acreditar, mas, como eu disse para um conhecido há alguns dias atrás: "acredito, desconfiando".
Evito falar a respeito disso com pessoas religiosas porque os religiosos têm tendência a rejeitar evidências que não sejam aprovadas pela bíblia.
Acredito que contra fatos, não há argumentos. Prove-me que estou errada e eu me calo. Mas argumente com fatos, não com escrituras sagradas.
Deus (ou seja lá o que for a tal força superior) é a resposta para tudo aquilo que a ciência não dá conta de me explicar. Quando a ciência não tiver mais mistérios para estudar, Deus provavelmente não existirá mais pra mim.
(...)
*
*
Eu continuaria o post, mas agora preciso trocar as baterias do meu cérebro. Ele acabou de parar.
***
Trilha sonora: O CD Under Rug Swept da Alanis, pela 3ª vez. Neste momento, exatamente, Hands Clean.
Então.
Eu sei exatamente como eu quero que fique o post, mas não consigo organizar as palavras, formar frases coerentes e, se bobear, tô com problemas até para conjugar verbos.
*
*
Horas depois...
*
*
Queria dizer que eu não gosto de política porque eu acho tudo uma putaria tão grande que perdi a vontade de continuar acreditando em pessoas honestas que queiram representar o povo.
Não acredito no socialismo e fiquei feliz quando o Fidel disse tchau, mesmo sabendo que o irmão dele pode tentar prosseguir a coisa toda. Isso pode ser pouco, mas acredito que já seja um bom começo para que Cuba abra suas portas para o resto do mundo e o resto do mundo faça a mesma coisa por eles.
Na verdade verdadeira, acho que não sou contra o socialismo. Sou contra a falta de liberdade que o socialismo traz.
Acredito na liberdade de ir e vir, na liberdade de escolher se você quer ser rico porque trabalhou duro para isso ou se você quer viver só com o essencial porque não sente necessidade de coisas além de casa, comida, saúde, educação de qualidade para os filhos e um emprego garantido pra você.
Não defendo o capitalismo, porque sei que há coisas que o dinheiro não comprará nunca (nem com Mastercad), mas confesso que de vez em quando umas compras à toa me fazem bem, uma tarde no McDonald's me deixa animada e algumas voltas no shopping me distraem. Só não deixo que esse tipo de coisa vire uma religião na minha vida.
Não tenho religião. Acho que é totalmente dispensável. Fui criada dentro dos princípios cristãos, mas nunca fui obrigada a freqüentar igreja nenhuma. Perdi a fé em Deus quando eu tinha 9 anos. Depois voltei a acreditar, mas, como eu disse para um conhecido há alguns dias atrás: "acredito, desconfiando".
Evito falar a respeito disso com pessoas religiosas porque os religiosos têm tendência a rejeitar evidências que não sejam aprovadas pela bíblia.
Acredito que contra fatos, não há argumentos. Prove-me que estou errada e eu me calo. Mas argumente com fatos, não com escrituras sagradas.
Deus (ou seja lá o que for a tal força superior) é a resposta para tudo aquilo que a ciência não dá conta de me explicar. Quando a ciência não tiver mais mistérios para estudar, Deus provavelmente não existirá mais pra mim.
(...)
*
*
Eu continuaria o post, mas agora preciso trocar as baterias do meu cérebro. Ele acabou de parar.
***
Trilha sonora: O CD Under Rug Swept da Alanis, pela 3ª vez. Neste momento, exatamente, Hands Clean.
Sobre:
Aqui dentro,
confesso,
Palpites sem importância
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Astrologicamente teimosa
Então ele me perguntou:
-Qual o seu signo?
-Touro. - eu respondi.
-Ih... Deve ser teimosa. Eu sei porque a minha mãe é de touro e é teimooosa...
-Eu não sou teimosa, não, tá?!
-Uhum... - respondeu ele, balançando a cabeça e sorrindo aquele sorriso de canto de boca que encerra discussões.
*
Talvez eu seja um pouco teimosa, sim, vai...
-Qual o seu signo?
-Touro. - eu respondi.
-Ih... Deve ser teimosa. Eu sei porque a minha mãe é de touro e é teimooosa...
-Eu não sou teimosa, não, tá?!
-Uhum... - respondeu ele, balançando a cabeça e sorrindo aquele sorriso de canto de boca que encerra discussões.
*
Talvez eu seja um pouco teimosa, sim, vai...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Pára tudo!
Que começou Futurama e todo dia eu fico acordada até quase 5 da manhã só para ver se "dessa vez vai passar".
Sobre:
confesso,
Palpites sem importância
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Mariquinha
Devo confessar que dei uma choradinha rápida ao ver Veronica Mars reencontrando seu grande amigo Wallace?
Tudo porque me lembrei de um grande amigo meu que eu gostaria muito que estivesse aqui, agora.
Tudo porque me lembrei de um grande amigo meu que eu gostaria muito que estivesse aqui, agora.
Sobre:
Aqui dentro,
confesso
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
A pequena comedora de terra
Como eu disse no post abaixo, eu comia terra quando eu era pequena.
Eu devia ter uns 2 aninhos, morávamos em uma casa que o piso era de taco. E, sabe-se lá como, eu descobri que alguns eram soltos e, melhor que isso, tinham terra embaixo! O quê que eu fazia? Pegava o taco e lambia. Eu sei. É nojento.
Aí, minha mãe descobriu e teve que colocar móveis em cima dos tacos soltos, brigou comigo e tudo mais.
"Tá bom. Não posso lamber taco, vou lamber os furinhos da parede."
Notem que eu não desobedeci minha mãe. Ela falou sobre os tacos. Não disse nada em relação aos furinhos da parede.
E aí comecei a enfiar o dedinho nos furinhos da parede para obter minha tão desejada dose diária de terra.
Só não sei explicar o porquê de eu gostar tanto de comer terra.
Mas, ah, não tem grávida que tem desejo de lamber filtro de barro e comer tijolo?
E vai me dizer que vocês também nunca comeram terra?
Ahn? Não comiam? Então tá.
Mas, em compensação, eu sou a prova viva da teoria médica que diz ser bom que crianças brinquem na terra para criar anticorpos. Até hoje eu nunca tive nenhum problema de saúde. Ou seja, além de colocar para brincar, tem que dar terra pra comer.
***
Trilha sonora: Love, love, love (love, love) - As Tall as Lions. Outra que o Iulo me mandou e estou ouvindo pela primeira vez.
Eu devia ter uns 2 aninhos, morávamos em uma casa que o piso era de taco. E, sabe-se lá como, eu descobri que alguns eram soltos e, melhor que isso, tinham terra embaixo! O quê que eu fazia? Pegava o taco e lambia. Eu sei. É nojento.
Aí, minha mãe descobriu e teve que colocar móveis em cima dos tacos soltos, brigou comigo e tudo mais.
"Tá bom. Não posso lamber taco, vou lamber os furinhos da parede."
Notem que eu não desobedeci minha mãe. Ela falou sobre os tacos. Não disse nada em relação aos furinhos da parede.
E aí comecei a enfiar o dedinho nos furinhos da parede para obter minha tão desejada dose diária de terra.
Só não sei explicar o porquê de eu gostar tanto de comer terra.
Mas, ah, não tem grávida que tem desejo de lamber filtro de barro e comer tijolo?
E vai me dizer que vocês também nunca comeram terra?
Ahn? Não comiam? Então tá.
Mas, em compensação, eu sou a prova viva da teoria médica que diz ser bom que crianças brinquem na terra para criar anticorpos. Até hoje eu nunca tive nenhum problema de saúde. Ou seja, além de colocar para brincar, tem que dar terra pra comer.
***
Trilha sonora: Love, love, love (love, love) - As Tall as Lions. Outra que o Iulo me mandou e estou ouvindo pela primeira vez.
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