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quinta-feira, 23 de maio de 2024

Parece Que Voltamos? Parece Que Voltamos

Tenho visto no Twitter muita gente lamentar o fim dos blogs, naquela onda saudosista de "no meu tempo é que era bom! Não tinha essas frescuras de rede social pra tudo! Era blog diarinho! A gente comentava no blog do amigo, arrumava namorado no blog dos outros, vendia carro nos comentários dos blogs de carros! Nada de OLX! Volta blogs!".
Acontece que se estão (estamos) reclamando na internet sobre a saudade dos blogs e os blogs dependem - olha só! - da internet pra existir, qual a dificuldade de voltarmos a postar nos blogs se temos justamente a internet à disposição e - veja só! - o desejo de voltar aos blogs?
Pois foi pensando nisso que me animei essa semana e resolvi que vou voltar pra cá.
Eu seeei. Trocentas outras vezes eu disse que ia voltar, que queria voltar, que tava voltando e... Sumi dias depois. Acontece.
É meio que aquela coisa do "vamos marcar um café! Vamos nos falando!" e ninguém marca nada, ninguém se fala e a gente vive anos "vamos nos falando".
Não é má vontade. É a vida mesmo. Ela vem atropelando a gente e tem os filhos, tem o trabalho, tem a faculdade, tem o trabalhinho pra renda extra, tem os pais envelhecendo e demandando mais atenção (os meus ainda são jovens), tem o marido que vai pra UTI absolutamente do nada (o meu foi mesmo outro dia. Maior fita, mano! Mas tá tudo bem agora), tem a mudança de emprego, tem o carro da nebulização que passa às 08h de sábado e te obriga a faxinar tudo até 12h desse mesmo sábado (foi foda)...
A gente até quer, mas não dá tempo pra sentar e escrever umas bobajadas no blog. Mas dá tempo pra escrever micro bobajadas no Twitter, né?
A gente até precisa, mas não dá tempo de abrir o coração no blog. Mas dá tempo pra se expor no Instagram, né?
Acho que consegui chegar no ponto que eu queria: a gente direciona a nossa energia e tempo virtual pra tanta coisa, mesmo com os atropelos da vida, então acho que também dá pra direcionar um tanto de energia e tempo pro blog.
Vamos ver. Qualquer coisa a gente vai se falando. Vamos marcar, sim! 

***
Trilha Sonora: Tô escrevendo e ouvindo um vídeo de react de um outro vídeo de uma menina contando causos de quando ela foi amante. Prometo selecionar melhor minha trilha sonora em breve.

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

Máquina do tempo passado

Acho que a invenção de uma máquina do tempo talvez seja a coisa mais urgente dentre tantas tecnologias que ainda precisam ser inventadas.
Poder voltar para rever com mais calma e a dose necessária de atenção aquele momento em que tudo na sua vida mudou e, na época vivida, você não percebeu que aquele conjunto de segundos seria tão decisivo para o seu destino.
Conseguir olhar de novo e demorar mais nessa nova chance para captar com perfeição o primeiro olhar que você trocou com o seu bebê recém parido, sentir novamente a textura úmida e macia da pele daquela nova vida, as mãos ainda tão pequenas e já cheias de força para esticar os dedos em um choro de tomada de fôlego.
Poder se demorar um pouco mais naquela troca de olhares antes da primeira faísca do que viria a ser o grande amor da sua vida.
Abraçar mais apertado naquela que seria a despedida ainda não sabida.
Naquele dia que você não foi para a escola, justo naquele dia aquele momento memorável aconteceu e você ficou de fora das piadinhas e conversas pelo resto da semana, tudo porque escolheu não levantar cedo. Poder voltar e finalmente entender o quão grande era o tal gambazinho que invadiu a escola.
Aproveitar que não perdeu outra vez aquele dia de aula e, só dessa vez, prestar atenção naquela explicação sobre qualquer coisa que o professor tentava ensinar para 2 ou 3 interessados. Agora você sabe que essa atenção negada ao professor - talvez porque entender as piadas sobre o gambazinho pareciam mais importantes - te fazem falta até hoje na hora de um vestibular ou um concurso público.
Não adiar a visita ao avô no hospital, porque embora você tenha ficado com medo de vê-lo ali, frágil, machucado e imóvel na cama; seria aquela a sua chance derradeira de dizer o quanto o amava e respeitava sua história.
Até nas pequenas coisas, como uma nova chance de ficar em casa lendo um pouco mais ao invés de ir para a rua com tanta frequência. Ou ir para a rua com mais frequência ao invés de ficar trancada em casa pensando besteiras.
Aprender a se amar mais cedo, valorizar o corpo que sempre foi bonito e você demorou anos para rever fotos e se admirar com carinho.
As pequenas coisas que definiram toda a sua vida e você não escolheu conscientemente seguir por esse rumo. Escolheu sempre no automático. Decidiu sempre pelo mais fácil ou pelo caminho já conhecido. Poder voltar atrás e pensar com calma, escolher diferente já sabendo que naquela porta não tinha o prêmio, tinha o gorilão correndo atrás de você, como naquele programa da infância. Gritar "SIIIIM" agora sabendo que trocar a bicicleta pela caixa de fósforos seria mais útil, já você nunca andou de bicicleta e, por muitas vezes, quando esteve no escuro, um único palito de fósforo teria sido a sua salvação.
Poder voltar no tempo e refazer exatamente as mesmas escolhas do passado, porque elas te trouxeram ao ponto que você sempre sonhou. Mas, dessa vez, aproveitar melhor a viagem com a certeza de que, no final, o descanso seria na sua casa já conhecida e confortável.


***
Sabe quando a gente começa fazendo um suco de laranja e acaba com uma jarra de suco de limão? Acabou de acontecer.


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Trilha Sonora: Gilberto Gil - Super-Homem, a Canção na rádio 

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Oe!

Eu tentei abandonar esse blog, como já disse, mas não consegui. Não me apeguei ao blog novo, não consegui postar mais que 2x lá, então acabei de colocá-lo em modo privado, aproveitei meu momento de ócio (tô de férias, Alice na escola) e vim aqui para tagarelar à toa que é uma coisa que adoro fazer e é pra isso que eu venho na internet.
Outra coisa que me fez querer abrir o painel do blog foi o comentário que a Yasmin deixou aqui. É realmente estranho pra quem costumava visitar blogs, fazer amigos, comentar em tudo, conhecer histórias e lugares através de muitos textos e poucas fotos... ficar um tempo ausente e de repente voltar e perceber que tudo mudou. Ou, mesmo sem ficar ausente, apenas observar do seu canto enquanto todo mundo vai sumindo, os assuntos vão perdendo a graça, o foco mudando, as gírias indo e vindo... E de repente tudo virou um enorme arquivo digital do que um dia foi o movimentado mundo blogger.
Acho que os blogs como o meu, pequenos diários sobre o cotidiano, perderam espaço para os perfis do Instagram. Apesar que tem de tudo lá, né? Tem diarinhos e rotina das pessoas fotogênicas, tem política, casa limpa, culinária, tirinhas, humor, vendas, maquiagem, artesanato, etc... Eu mesma, pagando minha língua, como sempre, adoro o Instagram hoje em dia. Viciei em stories bobos, tanto quanto viciei em twitter, que eu também detestava quando era mais ativa aqui no blog.
Eu criticava porque antes adorava um textão, tinha tempo pra escrever e liberdade para aproveitar a inspiração quando ela surgia. Agora, com a correria de trabalho e criança em casa, vivo cansada demais para, depois de colocar a Alice na cama, ainda ligar o computador e me sentar confortavelmente para escrever, revisar e postar um belo textão sobre uma bobeira que aconteceu no meu dia e "tá aí! um tema pro post de hoje!". Porque eu funcionava assim: escrevia no exato momento da inspiração ou passava o dia guardando aquele fato e já trabalhando na mente para postar de madrugada, quando eu mais gostava de ficar na internet. Agora... Pfff... Se eu conseguir encerrar uma conversa no whatsapp com um "beijo, boa noite" sem dormir de repente já é lucro. O esgotamento mental e físico é tanto, que fico meses sem nem ligar o computador. E assim eu perco inspiração para bons posts e esqueço temas que, em outros tempos, teriam rendido boas discussões nos comentários. E tem isso também: grande parte da diversão dos blogs era a troca de comentários, aquele bate papo que rolava entre quem pensava diferente e sabia respeitar a opinião do colega ou que pensava igual e de tão igual, virava amigo/vizinho de blog. Hoje a gente posta (quando posta, quem ainda posta) e meio que fala com as paredes. Não tem troca, não tem palpite, não tem crítica, não tem sugestão de tema. E, pra falar sozinha, eu falo no twitter, que de vez em quando alguém responde e eu não preciso estar confortavelmente sentada para postar. Com uma mão só eu consigo falar sozinha em poucos ou muitos segundos, conforme a necessidade do momento. É prático e muito cômodo. Blog dava muito trabalho, sinceramente. Manter em dia, escrever bonito e sem abreviar as palavras, mexer no layout de vez em quando, atualizar os negocinhos da barra lateral (widgets?)... Mas era um trabalho gostoso, rendia bons frutos e me rendeu bons amigos.
Enfim, nem vou dizer que tentarei postar mais, etc e tal, porque não tenho nem esperanças de conseguir recuperar aquela rotina e pique de 10 anos atrás. Mas não pretendo mais acabar com o blog também. Vai ficando aí. Um dia ele sai do ar sozinho ou eu descubro o que fazer com ele mesmo sem ter tempo pra ele.
E, caso ainda haja alguém por aí, dá um oi!   



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Trilha Sonora: Golden Dandelions - Barns Courtney. Nunca tinha ouvido, tá tocando no meu Daily Mix do Spotify e tô gostando.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Falando Com As Paredes

Faz tempo que quero voltar a escrever, mas quando tenho a inspiração, me falta tempo. Quando tenho tempo (agora, por exemplo), não tenho inspiração.
Assunto eu até tenho muito. A vida depois dos filhos é quase um livrinho de piadas, todo dia uma coisa nova que renderia um post legal. E já estou no 5º ano desse livrinho de piadas, então calculem o tanto de risadas que eu já dei até aqui. Mas a vida depois dos filhos é também um trem que perde o freio de repente, justo quando vai começar a descida e você achou que ia conseguir aproveitar a viagem admirando a vista.
Falando em vista, esses dias descobri que tenho pressão alta nos olhos também, além da pressão arterial que vive nas alturas. É um combo de pressão alta pra ninguém botar defeito. Justo eu, que tento viver a vida sem me estressar, evitando esquentar demais a cabeça com o que não tem solução. Mas tamo aí, né?! Passei dos 30 e já aceitei que a vida agora será "temperada" com remédio pra pressão, colírio, creme pra redução de bolsas e olheiras, máscara facial pra manter a pele boa e hidratante pro corpo não ficar flácido e ressecado. Deixa ele só flácido que isso eu já acostumei.
E, posso dizer que depois que passei dos 30 a vida tem sido bem isso: me acostumar. As coisas acontecem e eu não perco muito tempo mais reclamando. Ou eu resolvo os problemas construindo uma parede dentro do meu quarto (fiz isso real-oficial) ou eu simplesmente aceito. Abro o instagram ou o twitter, vou rolando o feed até me distrair e esqueço os problemas.
Inclusive é no twitter e no instagram onde tenho passado mais tempo ultimamente. O facebook eu estou abandonando aos poucos. Aquilo tudo tem se tornado chato, cansativo, tóxico em alguns momentos. O perfil tá lá porque tem uma coisa ou outra, uma pessoa ou outra que só consigo ter alguma notícia por lá (e também porque caí na besteira de optar por fazer login em muitos lugares usando a conta do fb e agora vai dar muito trabalho apagar o perfil e perder tantas contas de uma vez só). No twitter e no instagram eu consegui criar bolhas quase perfeitas basicamente com assuntos e pessoas que me interessam e pouca gente daquele tipo que quer mais saber da sua vida do que perguntar se você tá feliz. Tô mais satisfeita assim.
Também estou mais satisfeita com o que se tornou meu relacionamento com o Sr. Namorado, depois de 10 anos de namoro à distância, com ele agora morando pertinho de mim e da nossa quiança. Por enquanto estamos assim e tô bem feliz também, mas a ideia é isso virar um casamento em breve. Mas vocês já viram como é caro se casar? Gente do céu!!!! Por isso tantos casais só juntam os trapinhos mesmo, sem festa, documento, nada.
Mudando de assunto (que já não tava seguindo linha nenhuma desde que comecei, aliás), dois amigos têm me falado com alguma frequência que eu deveria ter um canal. A ideia de gravar videos não me agrada muito, não, sinceramente, mas a minha quiança sonha em ter um canal pra ela e eu caí na besteira de prometer que quando ela aprendesse a ler, eu faria o tal canal. Pois bem. Ela aprendeu a ler. De repente esse sonho dela se misture às sugestões dos amigos e algo aconteça em breve (em breve, no meu dicionário, significa ano que vem ou mais).
Enquanto isso, sigo ouvindo muitas músicas, vendo umas séries, lendo uns livros e recolhendo brinquedos pelo quarto.
Até qualquer dia pra você, leitor que eu acho que nem existe mais por aqui, mas vai que...


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Trilha Sonora: Love Vigilantes - New Order. O Spotify é um bagulho muito louco mesmo. Faz 8 horas que tô ouvindo músicas aleatórias aqui e só pulei umas 2.

domingo, 9 de abril de 2017

Eu Sinto Muito

Eu sinto muito. Eu sinto muito o amor e eu sinto muito a dor. Quando eu amo, eu amo com força. Eu me jogo do último andar do amor e caio em queda livre, sentindo o ventinho no rosto, sentindo o corpo pesando rumo ao chão. Inevitavelmente chegarei ao chão. Pode ser que eu chegue ao chão e haja todo um aparato para evitar que eu me quebre toda e pode ser que haja simplesmente o chão. E ali eu me arrebento e também sinto muito a dor. Sinto cada ferida, cada osso quebrado, cada hematoma e, para ter certeza que eu realmente caí, eu aperto e cutuco e arranco casquinhas. Eu gosto de sentir muito. Há um prazer quase masoquista em sentir muito. Porque dói. Mas eu gosto. Eu chego ao meu limite. E chegar ao meu limite é o meu método de esquecer a dor. Ou me acostumar com ela. Como se cada segundo a mais de dor me preparasse para os segundos seguintes, até que eu esteja tão habituada a doer, que não já não importarei ou não sentirei mais nada. Então eu sei que poderei seguir em frente. Não que tenham sumido os sinais da queda. Eles estão lá e alguns serão eternos, mas eu me habituo e não ligo mais pra eles. Passam a fazer parte do meu corpo, como uma tatuagem feita para que eu olhe e me lembre sempre do motivo dela estar ali.
Eu sinto muito. Sempre sentirei muito e isso me deixa mais forte e destemida para as próximas vezes que eu me jogar do último andar do amor. Até que um dia, em uma dessas quedas, sentindo o vento no rosto e o corpo pesado, eu perceba que alguém me deu antes do pulo um pára-quedas pra que eu abra e me sinta segura para, finalmente, ao invés de cair, voar.


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Trilha Sonora: Until We Fall - Audioslave "Bought everything that sounded good I understand that I've been misunderstood"

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Como Sua Vida Mudou Em 1 Ano?

Imagem daqui: We ♥ It

Pouco antes do fim do ano, passeando pelo Bloglovin (você ainda não é o meu gReader, mas juro que estou me esforçando e tentando te amar), vi esse post, que perguntava How Has Your Life Changed In a Year? e olhei bem no fundo dos meus olhos (?) e me perguntei: o que você mudou na sua vida em 2014, Camila? Quanto sua vida mudou nos últimos 12 meses?
Daí desviei os meus olhos daquele meu olhar (?) inquisidor e fiquei dias pensando.
Não queria fazer retorspectiva retrospectiva porque não foi mesmo um ano tão legal, cheio de aventuras sensacionais e agitos radicais com uma galerinha do barulho.
Não acho que eu consiga fazer retrospectiva, porque se teve uma coisa que não funcionou bem nos últimos meses, essa coisa foi a minha memória. Até o comecinho de outubro, mais ou menos, eu fiz coisas dignas de uma senhora de 80 anos tomada pelo alzheimer. Sério, dá até um post à parte.
Mas pensando por "setores", vejamos:

Trabalho: quando vim trabalhar aqui, em 2012, foi um choque de realidade complicadíssimo pra mim. Foi opção minha vir pra cá, mas foi um sofrimento enorme até que eu pudesse entender que as consequências seriam cada vez piores se eu permitisse que elas piorassem. No meio de 2013, quando voltei da licença maternidade, depois de 7 meses em casa (6 meses de licença + 1 mês de férias), estava decidida a aceitar as mudanças todas que eu mesma havia procurado. E vi na prática que quando a gente se abre para as mudanças, aceita as consequências e assume os riscos todos, as coisas ficam muito mais fáceis. De verdade.
Parece auto-ajuda barata, mas digo por experiência própria: as pessoas sentem de longe o cheiro do medo e da insegurança e montam com mais violência pra domar o cavalo arisco, que no caso é você (e eu e qualquer um com a postura de atacar antes de ser atacado).
Em consequência dessa minha mudança de postura, tudo mudou naturalmente. Passei a me sentir útil e os elogios vieram junto com a chance de fazer o que eu sei da melhor forma possível pra ajudar o resto da equipe. Então, em 2014, do começo ao fim, pude colher os frutos dessa sábia atitude que tomei. Consegui trabalhar o ano todo com tranquilidade, bom humor, companheirismo, com qualidade e eficiência. Mudou muito e eu mudei mais ainda.

Família: minha família não mudou muita coisa, mas passamos por uns apertos no fim do ano que me fizeram repensar minha postura com relação a todos. Sabe aquela história antiga de só valorizar depois de perder alguém que amamos? Então, quase perdi meu pai, quase perdi meu irmão e, por Deus não chegou a tanto, mas poderia ter perdido toda a minha família num dia só, incluindo minha filha. Tudo o que aconteceu me fez ver que não dá pra esperar pra ser melhor, não dá pra esperar pra perdoar, não dá pra esperar pra ficar mais tempo com eles. Ainda não sou nenhum exemplo de filha ou irmã, não sou nenhum exemplo de amor e gratidão, mas aprendi a agradecer a Deus toda noite (ou quase toda noite, quando eu consigo dormir sabendo que estou indo dormir e não desmaiando até a manhã seguinte). Agradeço pela minha vida, pela minha saúde e pela vida e saúde de toda a minha família, principalmente minha filha. Preciso aprender a dizer "eu te amo" para pessoas que não sejam a Alice. Eu até digo, mas normalmente preciso ouvir primeiro para depois dizer. Fiquei pensando, se eu tivesse perdido alguém, isso me pesaria a consciência pra sempre. Aquela sensação de que poderia e deveria ter dito e feito mais, que poderia e deveria ter sido melhor...
Enfim, família é pra sempre, mas as pessoas não são. 2014 me mostrou isso de um jeito sutil e agora preciso colocar em prática esse ensinamento e esse desejo de ser melhor filha e irmã. E mãe, porque, embora eu me esforce diariamente para ser boa pra Alice e sei lá no fundo que eu sou o melhor que posso, que sou a mãe que ela precisa; sinto também que posso sempre ser melhor.

Amigos: sou o tipo de amiga que fica sendo amiga sozinha, mesmo depois de ter várias provas de que a outra parte da amizade tá distante há tempos. Fui assim por muito tempo, mas agora em 2014 resolvi me afastar de algumas pessoas que há anos dizem que somos amigas mas, na prática, há anos não se preocupam em saber nem como eu estou. Tudo o que passei nos últimos meses, por exemplo, todo o drama que foi minha gravidez, todos os problemas que tive no trabalho nos últimos anos, todas as idas e vindas no meu relacionamento nos últimos 6 anos... tem gente que nem faz idéia de nada disso. E não por falta de "queria conversar, preciso de um conselho, preciso de um ombro". Porque sou também o tipo de amiga que não poupa detalhes e contatos. Se eu preciso e acho que devo, mando e-mail, msg, carta, recado e desabafo em linhas e linhas de drama e chororô. Mas faço isso porque estou sempre receptiva ao chororô alheio também, porque acho que amizade é isso. Além dos bons momentos, tem também o ombro nos piores momentos do outro. Só que, né? Cansei de só eu oferecer e gastar meu ombro, enquanto o outro lado tá pouco ligando se tô num momento difícil, se tenho com quem conversar, se não estou também com os meus problemas. Cansei de ir chorar e não ter resposta ou, quando tenho, a resposta ser "tô sem tempo, mas assim que der, te respondo" e nunca chegar a tal resposta. 2014 foi o ano de esfriar relações. Cansei de ser amiga sozinha.

Fé: 2014 definitivamente foi o ano que descobri minha fé em Deus e senti o poder Dele na minha vida. Foram tantos livramentos, tantos sinais, tantas intuições (que, pra mim, é simplesmente a voz de Deus falando no meu ouvido). Simples assim: eu creio e Ele tem estado comigo sempre.

Amor: faz algum tempo que meu relacionamento se tornou o tipo mais insuportável de relacionamento: aquele que termina e volta. Em partes por culpa minha, que sempre decidia terminar e em partes por culpa dele, que sempre dava os motivos pra eu querer terminar. Foi muita coisa e 2014 foi péssimo pra nós. Brigamos por coisas passadas, por coisas novas, por ciúmes, por falta de tempo, por falta de atenção, por falta de qualidade no tempo juntos, por exigências demais, por responsabilidade de menos, por amizades que não são muito bem vistas... Mas no fim do ano, faltando poucos dias para 2014 acabar, ouvi um conselho que, resumidamente, dizia o seguinte: "faça o que o seu coração mandar. Não perca tempo com mágoas, não perca tempo nenhum, não espere ser tarde demais." E o meu coração disse que a gente ainda pode consertar essas falhas todas, que juntos as coisas se resolverão, que juntos a nossa filha será mais feliz e nós seremos mais felizes e completos. Juntos de verdade, caminhando lado a lado, se apoiando um no outro, se esforçando pelo outro e, principalmente, pela nossa filha. Não é fácil deixar pra trás 6 anos de mágoas acumuladas e mal resolvidas, mas não estava sendo nada fácil também arrastar tudo isso comigo, mesmo nos últimos tempos eu alcançando grandes progressos deixando algumas coisas de lado e evitando pensar em outras. O que quero, de verdade, é melhorar como pessoa e como mãe e sei que vou conseguir melhorar de forma menos dolorosa se tiver o apoio dele, como sempre tive. E quero que ele melhore ao meu lado, como homem e como pai. Quero ajudar e estar por perto quando ele precisar. A felicidade da minha filha depende também da minha felicidade e da felicidade dele. Então, mais prático tentarmos mais prático
sermos felizes os três juntos, como uma família.


Tirinha linda da Ariane. Aqui tem mais: Lovemaltine

Enfim, 2014 foi um ano complicado, mas aprendi muita coisa. A gente sempre aprende alguma coisa quando se dispõe a aprender. Então, vou parar de pensar que foi um ano complicado e começar a pensar que foi um ano de aprendizados. Infelizmente, muita coisa eu aprendi com sofrimento, mas graças a Deus estou de pé, todos que amo continuam ao meu lado e 2015 será (já está sendo) um ano de aproveitar na prática o que aprendi até aqui.
É um pouco tarde pra isso, mas desejo que esse ano seja para todos vocês um ano de aprendizados e experiências boas. Com o sofrimento necessário para valorizar a vida e a leveza na alma para sorrir na hora de colocar tudo na balança e ver o quanto se evoluiu em 1 ano.


***
Trilha Sonora: Não tem, mas eu colocaria aqui alguma coisa como Tente Outra Vez - Raul Seixas se eu gostasse dele e dessa música. Combina com recomeços e formaturas etc e tal.

sábado, 25 de outubro de 2014

Últimas

O blog tava começando a ganhar mais atualizações, eu estava cheia de idéias e projetos pra colocar em prática, mas daí veio a vida e BAM! Me chutou bem no meio da cara.
Aconteceram coisas sérias ultimamente, estão acontecendo mudanças práticas e literais no meu mundo offline e tudo isso me levou a deixar o blog um pouco de canto.
Preciso me organizar, esperar as coisas acalmarem de novo e aí o blog volta certinho, com tudo o que estou devendo e com tudo o que está guardado nos rascunhos.
Até lá, desejo apenas que a mudança traga de volta a tranquilidade que me foi roubada.

***
Trilha Sonora: Silêncio por dentro e por fora.

domingo, 28 de setembro de 2014

Digitais

Sempre me achei muito especial por ter uma impressão digital em forma de S. Achava que só a minha era assim e me orgulhava de ter um dedão tão legal e alfabetizado.
Até que um dia, não me lembro como, descobri que todo mundo* um monte de gente tem a impressão digital assim, basicamente em forma de S e o que diferencia uma pessoa da outra, a verdadeira impressão digital que se analisa minuciosamente; são riscos menores e quase imperceptíveis que compõem o tal S que eu pensava ser só meu.
Penso que seja assim com as pessoas. A gente acha que uma pessoa é única por causa da beleza, da simpatia, do estilo, do que ela sabe fazer. Mas não. As pessoas são basicamente as mesmas porque, mesmo o mais raro dos dons ou belezas, podem ser encontrados em outras pessoas pelo mundo.
O que torna uma pessoa única é o cheiro da pele dela que ninguém mais tem igual, é a voz dela que gravador nenhum é capaz de captar perfeitamente, é o contorno dos lábios que batom nenhum pinta completamente, é o jeito doce ou agressivo de olhar... mas, mais que toda essa beleza e graça invisíveis, o que torna as pessoas tão únicas e especiais é o que elas nos causam com um toque, um alô fora de hora, as borboletas que se agitam mesmo depois de anos adormecidas no estômago.
O que torna alguém único é, mais que qualquer coisa, o que ela é capaz de fazer com a minha vida depois que ela se vai.
Só a minha impressão digital em forma de S não pode ser alterada. O resto todo, quem eu sou, o que eu quero e as lembranças que ficam; nada disso voltará ao lugar nem em um milhão de anos, nem com um milhão de retornos e sensações únicas e arrepios inéditos.
Só eu sei ler essas impressões digitais que elas deixam na minha alma.


*Todo mundo ou quase todo mundo? Dei uma pesquisada na Wikipedia e parece que existem 3 padrões básicos, então nem todo mundo tem o dedão alfabetizado em S como o meu. Me sinto um pouco mais exclusiva outra vez com o meu polegar especial.


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Trilha Sonora: Biquini Cavadão se recusa a encerrar o show de uma música só na minha cabeça. Há 7 dias.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Que Aprendi Hoje #1

Há meses estou pensando em começar uma nova seção aqui no blog. Fui enrolando, deixando pra depois e ela acabou não vindo, até que hoje a vontade de escrever bateu e o tema gritou na minha frente quando pensei "mas escrever sobre o quê?".
Funciona assim: todos os dias (ou quase todos os dias) a gente aprende algo novo ou fica sabendo de alguma coisa, uma coisa boba que seja, que ninguém nunca disse. Pensando nisso, resolvi começar a seção para registrar o que aprendo todos os dias (ou quase todos os dias) e, quem sabe, de quebra ainda ensinar algo pra outras pessoas que eventualmente passem por aqui ou caiam aqui buscando uma informação específica.
Então, o que eu aprendi hoje?

Hoje aprendi a calcular a carga horária para fazer um histórico escolar.
- Oi?
É. Eu trabalho na secretaria de uma escola e, desde que entrei nesse emprego, há mais de 4 anos, só mexia com assuntos de pagamento e vida funcional de professor. Até que eu mudei de escola e precisei começar quase do zero, aprendendo outras partes da rotina administrativa porque na escola atual já tinha uma pessoa que fazia todo o meu serviço e eu fiquei quase um ano sofrendo para me encaixar em outras funções e aceitar que, tudo bem, vou ganhar o mesmo salário de antes só que vou trabalhar menos e ter menos responsabilidades agora. Enfim, caçando aqui e ali, acabei me acostumando a cuidar mais da vida escolar dos alunos, fazendo matrículas e transferências.
E hoje eu aprendi como calcular a carga horária total de um curso.
Para quem já sabe é uma besteira, para quem não tem interesse no assunto é uma inutilidade, mas pra mim, no meio dessa adaptação toda, buscando uma função que me faça sentir útil de alguma forma é uma alegria aprender mais um detalhe desse assunto.

***
Não vou explicar aqui o passo a passo porque acho mesmo que para a maioria das pessoas isso não serve para coisa alguma, mas se alguém tiver interesse, eu posso explicar. E os próximos posts da série serão mais ou menos no mesmo estilo. Se eu achar que pode interessar para mais alguém, dou detalhes. Se não achar interessante, me coloco à disposição para explicar a quem quiser saber. É pra evitar ficar enchendo linguiça, sabe?

***
Trilha Sonora: até poucos minutos era a gritaria dos alunos no pátio. Aproveitei uma pausa para o lanche pra postar.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Todo carnaval tem seu fim

Foram tantos começos e pausas e recomeços e promessas de agora vai dar certo, que parei de contabilizar faz tempo.
Dessa vez parece que foi e não volta.
Justamente por todos os começos e pausas e recomeços e promessas, aquele encanto inicial e essencial foi se perdendo, aquele prazer até na saudade foi deixando de fazer sentido, os planos começaram a parecer brincadeira infantil.
Não posso dizer que tudo foi em vão, porque não foi. A maior recompensa por tudo veio em forma de uma nova vida, que é agora a razão da minha vida inteira, presente, passado e futuro. Por isso eu agradeço, por isso não sofro tanto, por ela eu sigo em frente.
Pelo resto todo, as mágoas, as ilusões, o tempo... as mentiras e os desaforos até, por que não? Me ensinaram a crescer, me mostraram do que sou capaz, me fizeram ver que tenho defeitos e tenho qualidades que eu não sabia, que ninguém tinha sido capaz de me mostrar. Por tudo isso eu agradeço também, mas tento passar por cima e esquecer, porque eu aprendi daquele jeito mais dolorido, sofrendo, querendo fugir de tudo, querendo sumir, mas agora que a lição ficou, as feridas eu não preciso mais guardar em mim.
Não nego o amor que ainda existe, não nego a saudade dos bons momentos, não rejeito a vontade de um convívio em harmonia, com respeito e carinho. Mas o resto todo, pra mim, não dá mais certo.
Foi e não volta.

***
Trilha Sonora: Não tem, mas poderia ser Trocando em Miúdos - Chico Buarque. É toda tão linda que não posso me contentar com um versinho só no fim do post.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Gerente de Coisa Alguma

Não posso dizer que foi um ano bom. Não foi. Senti que perdi totalmente o controle sobre a minha vida, sobre o meu emprego, sobre o meu relacionamento, sobre a minha saúde mental.
E eu gosto de controlar. Quero controlar tudo. Gostaria de ser um tipo de gerente do mundo, se esse fosse um cargo válido na lista de empregos existentes. Não existe, então eu gosto de gerenciar minha vida e as coisas que fazem parte dela. Gosto de exigir, cobrar resultados, ver empenho alheio. Mesmo quando eu não estou me empenhando muito e nem rendendo bons resultados. Até porque, a gerente sou eu, quem manda sou eu e eu não preciso fazer nada além de mandar. Espero que façam para que eu possa dar tapinhas amigáveis nas costas, dizendo "Muito bem! Bom trabalho!".
Eu dou as ordens, mas não quero me esforçar sempre. É como jogar The Sims. Controlo os bonequinhos, decido coisas, mas quando fico entediada, baixo a janela, mudo de aba e vou me distrair com outra coisa. Quando eu voltar, espero que todos estejam a postos para que eu continue controlando suas vidas e me gabando do quão boa eu sou na arte de gerenciar.
Acontece que neste ano, isso foi o que eu menos fiz. Aliás, o que eu menos fiz foi controlar a minha vida. Porque jogar The Sims e me entediar foi a regra desses meses entre janeiro e dezembro.
Levei a maior rasteira que eu podia ter levado vinda da pessoa que eu nunca esperei que fosse capaz nem de esbarrar em mim, quem dirá me dar uma rasteira daquelas. Levantei, bati a poeira e sigo caminhando. Mancando um pouco ainda e suspeito que eu fique assim, meio coxa, pra sempre.
Talvez tenha sido fácil me derrubar porque eu já andava tropeçando nas decisões que eu mesma havia tomado e me arrependi em menos de 3 meses. Aí a queda foi mais feia do que poderia ter sido.
Foi assim, ainda em fevereiro que eu comecei a ver minha vida virando areia e a ventania se aproximando.
O que salvou meu ano de ter virado uma completa nulidade em termos de felicidade foi a Alice. Engravidei em fevereiro, ela nasceu em outubro e só ela bastou para que eu não quisesse apagar este ano da minha memória.
Mas as lembranças do ano em que perdi o controle continuam fortes.
Estou tentando acertar meu ritmo, reencontrar meu rumo e recuperar o controle que eu tanto gosto de ter.
Não vou fazer promessas para o ano que se aproxima, porque né? todo mundo sabe que promessa de ano novo ninguém cumpre e eu não quero começar meu próximo ano sendo uma mentirosa consciente da minha mentira. Quero começar o ano apenas controlando minha vida. Decidindo novamente quais caminhos eu vou seguir, quais caminhos vou fugir.
Nos últimos 12 meses eu fui empurrada pela correnteza. Nos próximos 12 meses espero voltar a gerenciar a correnteza.
Talvez eu deva encarar 2012 como um ano de férias do meu cargo de gerente da minha vida. As férias acabaram e agora é hora de voltar pro batente que, além do prazer que me dá, agora ainda tenho uma filha que depende de mim e das decisões que preciso tomar.
Que venha 2013!


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Trilha Sonora: Por que nós? - Marcelo Jeneci. E várias outras dele antes.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Oi, Leitor!

Recebi um e-mail agora há pouco de um leitor do blog perguntando quando eu voltaria a postar, porque ele gosta de vir aqui e sente falta das atualizações.
Podem dizer que eu quero é confete, mas fico feliz, de verdade, quando recebo esse tipo de e-mail ou pedido por msn, como já aconteceu outras vezes. E esse tipo de contato sempre dá um ânimo diferente pra, pelo menos, vir aqui e dar uma satisfação aos que ainda procuram algum post novo (e não estão encontrando).
O que aconteceu, conforme eu respondi ao moço do e-mail e alguns de vocês devem ter imaginado, foi que depois das últimas decepções que tive, o quase fim do blog e coisa e tal, eu perdi o ritmo.
Normalmente eu usaria esses momentos pra escrever mais, reclamar mais e, modéstia à parte, escrever os melhores posts desse blog (gosto mais do que escrevo quando odeio o mundo). Eu até fiz um pouco isso só que, quase junto com o que aconteceu, eu recebi a notícia que está mudando minha vida: vou ter um bebê daqui 6 meses!!!
Bom, vamos por partes pra não confundir as pessoas. Tive uns problemas sérios com o Sr. Namorado. Terminamos. Quando me convenceram que eu passaria muitos anos na cadeia, caso fizesse o que ele merecia, acalmei um pouco e conversamos. Voltamos (tudo meio capengando ainda, não vou mentir, mas voltamos). No dia em que voltamos, eu já estava desconfiando que estava grávida. Falei pra ele e compramos o abençoado teste de farmácia. Positivo.
Fiz exame de sangue no dia seguinte. Positivo.
Fiz exame de sangue e urina duas semanas depois. Positivo.
Não tinha mais o que duvidar, né?
Aí fui atrás de médico e coisa e tal, fiz ultrassom e entre tudo isso, já estou há 3 meses carregando um feijãozinho saltitante dentro da minha barriguinha (só porque sou pequena e pra não ter que dizer barrigona, já que sou gorda com ou sem bebê).
Demorei pra vir contar porque, junto com a alegria imensa da gravidez, ainda tem muita mágoa por tudo o que aconteceu e quando quero escrever fico dividia entre ser uma mãe feliz que só sabe falar do quanto a barriga cresceu e da sensação terrível dos enjoos, e ser uma pessoa azeda que só reclama do quanto as pessoas querem prejudicar minha vida, meu relacionamento e meu trabalho. 
Daí é melhor ficar quieta pra não acabar falando coisas que depois vou me arrepender ou que acabem magoando pessoas que, por acaso, podem estar xeretando o blog pra saber coisas que podiam simplesmente me perguntar.
Enfim, o blog tava só dando uma pausa forçada, mas o e-mail que recebi me animou a vir aqui dar uma satisfação pra vocês (não que eu deva satisfação da minha vida pra alguém, né? Vocês não mandam em mim e eu faço o que eu quiser*) e falar um oi.
Então, pra terminar:
Oi, pessoas!

*Essa parte aí quem escreveu foi a Mila que odeia o mundo e é uma grossa.

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Trilha Sonora: Jornal passando na TV porque sou uma moça culta e bem informada (quando não tem novela passando ou joguinho legal pra brincar na internet).

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O começo de um recomeço

Talvez ainda seja cedo para dizer que passou, porque sei que, no fundo e bem lá no fundo, passou coisa nenhuma e talvez nunca passe de verdade.
Acontece que eu já vi esse filme outras vezes, com outros atores e outros enredos e lembro que o fim é sempre muito parecido. Quer dizer, o que chamamos de fim, mas que na real, não tem fim nunca.
O que acontece com a gente nunca tem fim. Uma história se emenda na outra, um amor se vai e deixa as cicatrizes que o próximo amor vai cuidar e colocar o band-aid até que ela feche, mas você vai olhar para aquela marquinha que fica na pele e vai se lembrar que não deve agir da mesma forma que agiu, porque foi aquilo que lhe rendeu aquela cicatriz que virou a marquinha na pele.
E a vida vai seguindo porque a gente não pode parar o mundo e congelar todo mundo à nossa volta até que a gente esteja bem para sair e ver gente e sorrir com o coração e dizer "bom dia, posso ajudar?" para a pessoa que não tem nada a ver com os seus problemas e precisa da sua prestação de serviços diariamente.
Também não leva a nada alimentar uma raiva porque, veja bem, você não escolheu ter raiva. Alguém te faz alguma coisa que causa a raiva. Carregar com você pra todo canto, como uma bolsa pesada a tiracolo é opção sua. E bolsas pesadas causam dor nas costas, dor nas costas causam mau humor e eu não quero ser uma pessoa que rasga a pipa do moleque que caiu no meu quintal por acidente. Não quero ser a velha que fura a bola que bate no portão de casa por acidente. Quero ser aquela que se incomoda, pede para que tomem cuidado, mas devolve. Devolve a bola, a pipa, o bem que me fizeram e, assumo, também o mal que me fizeram mas na exata medida que ele aconteceu. Nada mais e nada menos. Porque não sou trouxa e nem quero ser bruxa.
Passar não passou, deixar de doer não deixou ainda, mas vai doer cada vez mais se eu alimentar isso. Da mesma forma que o amor só vai morrer se eu parar de alimentar. E então eu vou deixar de alimentar esse amor, deixar de alimentar essa dor e esperar que surja no lugar disso tudo algo tão grande quanto, mas, desta vez, que seja melhor e mais bonito. Mais maduro e mais saudável.
Talvez demore, talvez nem aconteça. Mas eu não tenho outra opção a não ser tentar.
Já vi esse filme, eu já estive nele. E quando eu parei de tentar odiar, de tentar guardar o amor, foi que eu consegui respirar e o lugar de tudo aquilo foi ocupado com outras coisas que me fizeram bem.
Enfim, talvez demore, mas o primeiro passo para tentar acender a luz eu já dei. Talvez seja necessário trocar a lâmpada ou verificar a fiação do interruptor, mas o mais importante é que já sei onde ele está e o que preciso fazer para iluminar as coisas de novo.
Um passo de cada vez e logo as coisas estarão de volta ao seu lugar.

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Sobre o blog, acho que não tem mesmo como eu sair daqui. Os comentários que recebi, e-mails que troquei nesses dias (estou falando da moça mais racional que deu os conselhos mais sensatos e úteis que ouvi nessa semana. Obrigada! De verdade!), coisas que li e tomei como "sinais"... Tudo me fez ver que não posso abrir mão de todas as memórias que tenho guardadas aqui por causa de uma decepção. Tudo isso já existia antes do ocorrido e vai continuar existindo. Vou dar uma selecionada nos posts que quero que voltem, mas aos poucos, quase tudo vai reaparecer nos arquivos. Não seria justo comigo sumir assim com as minhas memórias que, se não fossem tão importantes, não teriam vindo parar aqui. Enfim... Pediram que eu desse tempo ao tempo e uma semana foi tudo o que eu precisei para ver que esse conselho estava certo.
Obrigada aos leitores que gostam tanto do blog e que teriam me seguido pra qualquer canto que eu tivesse escolhido ir. =)

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Trilha Sonora: Eu Me Acerto - Zélia Duncan. Talvez estar ouvindo há tantas horas tenha me ajudado a refletir.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cartas para não enviar

ou: O Último Post do Blog (agora de verdade)




Quando te conheci, lembro-me perfeitamente das coisas que te disse sobre confiança, meus amores errados, meus medos, a facilidade e ao mesmo tempo a dificuldade que tenho para me envolver... Lembro de tudo e não preciso pegar arquivo de conversas ou velhos e-mails.
Lembro de tudo simplesmente porque era tudo verdade, era o que eu sentia.
Por mais que tenha tentado evitar o que eu já estava sentindo, eu sabia que não teria jeito. Eu já era sua quando você disse "quero você pra mim".
A partir daí eu mudei. Mudei meu jeito amargo, mudei meus planos de conhecer o mundo, mudei meus planos de viver o sonho feminista da mulher independente, mudei meus planos de ser sozinha a mãe dos filhos que eu quero ter, mudei minha vida toda para que você pudesse caber nela, com o espaço e conforto que você merecia.
Ouvi desaforos absurdos de quem me julgou sem me conhecer e, hoje, se arrepende e me diz exatamente o contrário do que me fez ouvir calada.
Em alguns momentos, até enfrentei pessoas que amo para defender você.
Tudo valia a pena.
Achei que seria certo ou, mesmo que não fosse certo, seria justo que eu me afastasse de pessoas que não acrescentavam nada na minha vida, em respeito ao que você pensava sobre elas. Achei que você exigia essas coisas de mim porque era o que você também fazia, mesmo que eu raramente tenha pedido isso a você. Consciência, sabe? Direitos iguais, deveres iguais, sabe?
Não, não sabe.
Consciência é aquela coisa que pesa quando vamos dormir, que fica martelando na nossa cabeça e nos tira o sono. É aquilo que me pesava cada vez que eu fazia algo por impulso e corria para te contar, porque eu sabia que era o certo a se fazer, mesmo sabendo que eu já tinha cometido um erro. Dignidade, sabe?
Não, não sabe também. Dignidade é o que tentamos manter mesmo sabendo que fizemos algo feio. É o que queremos salvar quando corremos para contar a verdade antes que o outro descubra sozinho a besteira que fizemos.
Você não sabe de muitas coisas ainda. Você não sabe sobre respeito. Você não sabe sobre fidelidade. Você não sabe sobre amor verdadeiro. Você não sabe, principalmente, o estrago que causou dentro do meu peito.
Quando eu dizia que trazia desconfianças por culpa de outras pessoas que tinham me enganado, você dizia cheio de razão e olhar ofendido que eu não podia te comparar a eles, que você era homem e eles eram moleques, que você jamais trairia minha confiança porque você, sim, me amava de verdade e valorizava o nosso relacionamento. Aos poucos eu fui acreditando nisso. Até que você provou que eu sempre estive certa e você nunca passou de um moleque, capaz de trocar uma coisa sólida por uma ilusão do que teria sido uma coisa que nunca chegou a acontecer e, acredito até que nunca vai acontecer.
Você sempre me fez acreditar que eu era o lado egoísta do casal. Que você estava sempre por perto, mesmo de longe e eu te abandonava nos momentos em que você precisava. Posso ter agido assim algumas vezes, admito. Mas eu nunca pensei ou falei "não tenho ninguém". Eu sabia que eu tinha você, mesmo quando eu não te procurava e preferia me fechar, eu tinha você. E da mesma forma, mesmo quando eu não estava exatamente disponível, por ter os meus próprios problemas para resolver, eu continuava pronta pra sair correndo e te ouvir, te ajudar, te encontrar, segurar sua mão, mesmo que não pudesse fazer nada por você. Você tinha a minha amizade. Até que você disse que não tinha ninguém. Até que você foi implorar atenção de uma pessoa que não deve se importar tanto com você.
Cada relacionamento que acaba deixa um estrago que a próxima pessoa deve saber consertar com cuidado, como uma casa usada que, quando o novo dono compra, precisa olhar com cuidado e identificar as infiltrações, paredes rachadas que podem vir a cair um dia, telhas quebradas que podem virar goteiras e buracos no piso que podem abrigar ratos. Algumas coisas o novo dono pode consertar imediatamente, apenas para conseguir entrar e morar. Outras ele vai arrumando aos poucos, conforme a necessidade, conforme o tempo, conforme o possível prejuízo a longo prazo.
No momento, sou como essa casa destruída. Mas como se, antes de sair, você tivesse vindo com um trator e derrubado, sem o menor cuidado, paredes e mais paredes, abalando a estrutura do que restou de pé.
Mesmo que você tente me dizer que está sentindo como se tivesse se jogado de um penhasco com trator e tudo, eu ainda sou a casa que foi destruída porque você quis destruir e só será reformada quando alguém tiver vontade de fazer isso porque sabe o potencial que há por baixo de todos esses escombros.
Enfim, até que isso aconteça, vou recolhendo sozinha tijolo por tijolo, varrendo a poeira pra fora e em algum momento, quando eu menos esperar, estarei de pé novamente. 
Até lá, desejo apenas que você viva. E viver, às vezes, pode ser o maior sofrimento que uma pessoa pode desejar a outra, porque o mundo se encarrega de trazer o que cada um merece.
E eu sei que eu mereço o melhor.


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Trilha Sonora: Tem tanta música tocando na minha cabeça ao mesmo tempo, que eu nem sei identificar a que está mais alta.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Resolução nº4

Recentemente passei por um dos maiores transtornos da minha existência (até aqui): organizei sozinha uma mudança pela primeira vez na minha vida.
Mudança, na real, nem é um transtorno pra mim. Moro em casa alugada desde que eu nasci, portanto, perdi as contas de quantas vezes minha família trocou de endereço. Mas todas as vezes que isso aconteceu, a Sra. Minha Mãe correu atrás de tudo e a única coisa que eu precisava fazer era encaixotar as coisas do meu quarto e depois, talvez, ajudar meu pai a montar os móveis na casa nova (sempre fui meio Pereirão).
Em 2009, quando saí da casa dos meus pais para ir morar na casa de parentes e, 3 meses depois, ir morar sozinha, fui com uma mala de roupas e só. O resto das coisas eu fui ganhando, comprando e levando da casa dos meus pais para a minha casa depois, conforme eu vinha visitá-los e me lembrava que "Nossa! É muito necessário que eu leve comigo umas 10 revistas velhas que eu já li 8 vezes. Vai que eu preciso de uma informação que está justamente em uma dessas revistas?".
E assim, 2 anos e meio depois, na hora de organizar sozinha a minha mudança de volta ao interior, percebi a quantidade de tranqueiras que eu acumulei nesse tempo.
Roupas que eu não lembrava que tinha e a maioria nem me serve mais, CDs que eu fiz questão de levar comigo em algum momento e que eu nem tive vontade de ouvir nesse período, quinquilharias que eu comprei sabe Deus por qual motivo e não servem para coisa alguma, louças que eu nem usava...
Levando em consideração o tamanho da casa que eu morava (sala, quarto e cozinha, sendo que a sala abrigava exclusivamente uma mesa e uma geladeira), consegui juntar muito mais coisas do que eu realmente precisava ali dentro: foram 15 caixas de tamanho médio e pequeno, dois sacos enormes de roupa e coisinhas avulsas que não dariam para ir em caixa nenhuma.
Por motivos de força maior, acabei me desfazendo dos móveis todos: geladeira, mesa, fogão, tanquinho, estante, cama, guada-roupa. O resto, as caixas, trouxe tudo dentro de um carro.
Agora metade da minha vida está empilhada na sala da casa da minha mãe, aguardando um rumo que eu ainda não decidi qual será e, enquanto decido, essa pilha de caixas me faz pensar o que eu realmente preciso daquilo tudo que está ali?
Desde que cheguei, há 2 semanas mais ou menos, só abri as caixas onde estavam as coisas da estante e de tudo que estava nela, só "precisei" dos meus DVDs. Meu irmão quis um e meu pai usou um outro. Eu mesma, até agora, só estou assistindo a primeira temporada de Gilmore Girls que eu comprei pouco antes de vir embora (amo essa série e deu vontade de rever tudo). O resto permanece lá, encaixotado.
Então, como minha resolução nº4, tentarei me desapegar dessas coisas materiais que, agora eu sei, na hora de uma mudança só servem para pesar as caixas e ocupar espaço. Vou tentar me desfazer, pouco a pouco, das coisas que eu não uso e nem sei quando vou usar. Isso inclui desde roupas a enfeites de estante.
Talvez eu até consiga depois de um pouco de treino, terapia e muita oração, me desfazer de parte da minha coleção de joaninhas que ocupa enorme espaço na minha vida.
Não quero virar aqueles monges que vivem só com a roupa do corpo, mas não quero mais carregar coisas que pesam e não servem para nada além de enfeitar.
Coisas com valor sentimental estão fora dessa história.

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Trilha Sonora: Uma música do LS Lack na minha cabeça. Vergonha alheia define o que vocês sentem por mim nesse momento. Em minha defesa digo que a música na verdade é dos Titãs, mas em minha acusação (sou auto-suficiente nesse tribunal: sou ré, advogada de defesa, acuso e julgo), digo que é a versão do LS Jack que tá tocando na minha cabeça mesmo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Resolução nº3

Fiquei órfã do recurso de compartilhar do Google Reader. Era a segunda melhor coisa do Reader (a primeira é o próprio leitor de feeds) e isso já é assunto velho, super debatido e lamentado pela internet toda. Acabou, acabou, uma pena, sinto muito, paciência.
Daí que eu resolvi que sou muito legal e quero continuar dividindo com o mundo todas as coisas super interessantes que eu vejo no Reader e, como eu tenho também este bloguinho que vive mais abandonado que atualizado, tcharam! vou inaugurar a sessão (ainda sem nome) de compartilhamentos semanais das melhores coisas que achei através do Reader.
Assim eu aproveito e mantenho um ritmo constante de atualizações do blog, como ele era no começo e me fazia tão feliz.

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Trilha Sonora: Acabou - Roberta Campos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Resolução nº2

Uma coisa que estava me incomodando muito nos últimos dias era o meu peso.
Estou oficialmente gorda e isso só se torna oficial quando eu não entro nas minhas calças jeans e me olho no espelho e só enxergo barriga.
Aproveitei o clima de mudança de casa e cidade, de adaptação ao novo ambiente de trabalho (que só começará no dia 17. Tô de férias, beijos), de ano novo e tudo mais e resolvi que semana que vem, logo após receber meu rico dinheirinho, vou atrás de roupas de academia e começarei a me exercitar loucamente pela primeira vez na minha vida. Só vou parar quando eu couber de novo nas minhas calças jeans de 2 anos atrás e quando eu olhar no espelho e soltar um "tô gostosa para caralho, heim!".
Se eu gostar dessa coisa de exercício físico, talvez eu nem pare. Se eu não gostar (amo tanto ser sedentária, gente... De verdade!), entra aí a ajuda médica para me reeducar na hora de comer e me ajudar na manutenção do futuro corpinho diliça que vou conquistar.

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Trilha Sonora: Mr. Unhappy - Julie Delpy.

Resolução nº1

Começou o tal último ano do mundo.
Não fiz listinha de promessas impossíveis para 2012, mas tem uma ou outra coisinha que resolvi tentar fazer neste novo ano.
A primeira delas é evitar reclamar. Sou muito chata, reclamo de tudo e de nada. Não gosto disso (seria esta uma reclamação contra minhas reclamações?).
Quando vier uma reclamação na minha cabeça, vou tentar frear logo, substituindo por um elogio. Talvez, se eu puder controlar o que eu penso, consiga controlar o que eu falo.
Vou tentar, sem compromisso e sem culpa, caso eu não consiga.

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Trilha Sonora: Pra Sempre - Samuel Rosa e Marina Lima.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Talvez o último post de 2011

Quem frequenta o blog (alguém ainda frequenta de verdade?), deve ter notado que eu raramente posto coisas dos outros. Quase tudo aqui é meu, só meu, de minha autoria, inspirado na minha vida.
Mas hoje eu achei um textinho no Facebook que me agradou, talvez pelo momento que estou vivendo, com mudanças (que devem virar um post logo mais) e recomeços que trazem as dúvidas e inseguranças junto. Enfim, resolvi postar aqui pra que vocês também possam refletir (tô me sentindo a Ana Maria Braga no momento de sabedoria, lendo textinhos de auto-ajuda para as donas de casa que assistem o programa dela) e, quem sabe, alguém possa terminar 2011 com uma sensação de que tudo aconteceu como devia ter acontecido e com a esperança de que 2012 trará somente o que deve trazer, seja bom ou não.

Na Índia se ensinam as 4 leis da espiritualidade:
A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.
Ninguém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.
A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.
Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.
A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.
Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.
E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“.
Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução.
Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.

Feliz Ano Novo pra vocês, caso eu não poste mais até dia 31.

***
Trilha Sonora: O Tempo - Móveis Coloniais de Acaju.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Um pause e um play

Foram quatro meses separados. Quatro longos meses, que doeram, machucaram, ensinaram e fizeram pensar.
Semana passada decidi que já tinha aprendido tudo que eu precisava saber sobre o assunto e percebi que já estava bom de ensinamentos pra ele também.
Se antes eu disse que não queria mais, agora resolvi dizer que eu o queria de volta.
Nenhuma surpresa para quem soube, era o que todos esperavam e sabiam que aconteceria mais cedo ou mais tarde.
Pessoas que devem ficar juntas, acabarão ficando. Cedo ou tarde, agora ou depois, por 3 anos e mais tempo.
É hora de planejar os novos passos que daremos, de acertar nossos passos lado a lado novamente e seguir em frente.
Sei que ainda não está tudo resolvido, sei que ainda teremos problemas, sei que ainda vou brigar e me chatear com ele e ele comigo, porque ainda somos os mesmos de sempre e o que nos afetava antes ainda nos afetará nesse recomeço, mas estou disposta a agir de forma diferente, pensar mais antes de agir e até agir mais por nós dois quando ele precisar pensar um pouco.
Olho pra ele e ainda vejo o mesmo por quem me apaixonei em abril de 2008, o mesmo que me beijou timidamente em maio e que se esforçou para me conquistar mais um pouquinho em todos os dias desses 3 anos. As mesmas qualidades e até os mesmos defeitos que fazem dele tão humano, tão real e tão único. Tão meu.
Foi apenas uma pausa, como um intervalo no meio daquele filme lindo que você não quer que acabe, mas precisa dar umas paradinhas para ir beber água e fazer xixi. Você não quer pausar, mas de vez em quando surge uma necessidade, entende?

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Trilha Sonora: Tem uma musiquinha indefinida tocando na minha cabeça há alguns minutos. Sinto não poder cantarolar pra vocês decifrarem pra mim.