terça-feira, 16 de junho de 2009

Ansiedade

Os dias quentes onde nada acontece. As pessoas (quase todas) de mente tão pequena quanto um caroço de uva. As garotas que competem entre si para ganhar um estranho concurso de quem vai vestida com mais glamour às aulas. As pessoas que fazem cara de pavor quando me ouvem dizer "minha bunda" em vez de dizer "de jeito nenhum" para coisas que eu, definitivamente, não vou fazer. Aquela sensação desagradável de andar na rua e entrar em todo canto sabendo que todo mundo sabe quem é você, quem são seus pais, o que você faz da vida e qual a cor da sua roupa de baixo. Aquele estranho hábito regional de anunciar em carro de som pela cidade quando alguém morre. Aquela tal romaria que acontece todos os anos por causa de um menino canonizado pela opinião pública. Os religiosos que vão à missa de manhã para pecar à tarde enquanto falam da vida alheia e cometem outros deslizes nada cristãos. Uma mania muito esquisita que identifica e, pior, qualifica as pessoas pelo sobrenome que elas carregam. O tédio dos finais de semana. O tédio dos dias de semana. Sentir-me um peixe fora d'água, mas não sentir a menor vontade de pular nestas águas.
É. Tirando pais e irmãos, não vou sentir falta de nada mesmo.
   
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Trilha Sonora: "Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia Eu não encho mais a casa de alegria (...)" dos Titãs, na minha cabeça, porque eu realmente não vou me adaptar.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Um filme que diz muito sem dizer quase nada

Sabe aquele tipo de filme que você resolve assistir mais por curiosidade, porque a sinopse não diz muita coisa sobre a história?
Então, o último desses que eu vi foi Um Beijo Roubado (My Blueberry Nights), com a Norah Jones estreando como atriz. Nesse caso, foi dupla curiosidade: queria saber do que afinal se tratava aquele filme e queria ver se ela seria tão boa atuando como é cantando.
Aproveitei uma madrugada à toa, peguei o filme e fui (pro sofá com o meu travesseiro e meu cobertor).
A história é do tipo "quase nada acontece". São poucos cenários e tudo gira em torno do que a personagem dela, Lizzie, vive.
Tudo começa quando ela descobre, através do dono de um bar (Jude Law, charmosão como sempre), que seu namorado está colocando uns galhos nela. A partir daí, ela começa a frequentar o bar, sempre depois que ele fecha e o dono do bar (tô repetindo "dono do bar" porque não lembro o nome do personagem dele) e ela ficam amigos. Só que uma noite, depois que o bar fecha, ela não vem. Aí ele começa a receber postais dela contando que ela resolveu ir embora, está trabalhando de garçonete, juntando dinheiro para comprar um carro, etc e tal. E é aí que o filme fica bom, apesar de continuar não acontecendo quase nada.
Por que eu gostei do filme se quase nada acontece?
Porque, acreditem, consegui ver que por ser tão simples a história fica quase real e, sendo assim, o que a Lizzie consegue não é nada impossível: transformar um momento de "Que merda! Quero morrer!" em um momento de "Tá, já me fodi bastante. Agora eu vou começar a me fazer feliz". E eu gosto de quem consegue esse tipo de mudança. Mesmo que seja em filmes.
Por isso eu recomendo fortemente e acho que todo mundo deveria ver Um Beijo Roubado. Não. Não vou emprestar o DVD. *egoísta*
Ah! Gostei da Norah Jones atuando. E a trilha do filme é perfeita.

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Mais informações e outras opiniões sobre o filme:
Cinefilando - Blueberry Pie

Talking About Movies - My Blueberry Nights

Omelete - Um Beijo Roubado

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O personagem do Jude Law é o Jeremy. Bendito seja o Google.

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Trilha Sonora: Temporada das Flores - Leoni. Linda, linda!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Maio - Kid Abelha

Composição: Paula Toller / George Israel

Maio
já está no final
O que somos nós afinal
se já não nos vemos mais
Estamos longe demais
longe demais

Maio
já está no final
É hora de se mover
pra viver mil vezes mais
Esqueça os meses
esqueça os seus finais
esqueça os finais

Eu preciso de alguém
sem o qual eu passe mal
sem o qual eu não seja ninguém
eu preciso de alguém

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Nada, não. Só porque maio já está no final mesmo. E eu gosto do Kid Abelha.
=)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Só vim aqui dizer que não posso vir

Tarde da noite, eu na casa da minha tia, indo dormir. Meu primo me pergunta a que horas eu pretendo levantar no dia seguinte e começa o seguinte diálogo:
- Cá, vai acordar que horas?
- Cedo... Acho que umas 7 e pouca. Por quê?
- Preciso acordar cedo pra dar remédio pro passarinho, mas meu celular tá [com algum problema que não lembro qual era] e não vai despertar pra eu levantar.
- Que horas você quer acordar? Eu coloco o meu e te chamo.
- 7:50 [sete horas e cinquenta minutos].
- Tá bom. Eu te chamo, então. Boa noite.
No dia seguinte, acordo com uma mãozinha me sacudindo. Era ele.
- O celular não tocou ainda, Yu...
- Eu sei. São 7:45 [sete horas e quarenta e cinco minutos] ainda. Já fui lá. Só te acordei pra dizer que você não precisa acordar mais pra me chamar, tá? Obrigada.
- Por nada. ¬¬

Se eu não amasse meus primos e não tivesse uma facilidade incrível para retomar meu sono, juro que eu teria socado a cara dele.

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Trilha Sonora: Luz - PB. A nova música da minha lista de músicas para me animar.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Semana egocêntrica

Tô sumida, como sempre, eu sei, todos sabem. O blog não morreu, apesar de parecer estar com um pé na cova e outro no skate [adoro essa expressão].
Mas nem era isso que eu ia falar.
Eu ia falar que estes são os últimos dias dos meus 22 anos. E como o blog é meu, quem manda aqui sou, eu decreto esta semana como a "Semana de Homenagens, Posts egocêntricos, Felicitações e Desejos de coisas boas para a Mila Maria".
Que comecem os festejos!!!

Bem, festejem vocês. Eu vou pra aula ali e já volto.

P.S.: Aceito presentes em forma de dinheiro e/ou ofertas de ótimos bons empregos.

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Trilha Sonora: What would happen if we kissed - Meredith Brooks. Por que boas cantoras nem sempre fazem o sucesso merecido? Adoro a voz dessa mulher. E essa música...