segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Gente folgada

Aqui onde eu trabalho o horário de atendimento dura três horas e meia no período da manhã e três horas e meia no período da tarde. Então, deu 11:30, a janelinha do balcão fecha e nos dedicamos ao serviço interno.
Só que sempre tem um desavisado (ou folgado mesmo) que insiste em chegar fora do horário de atendimento, bate na janelinha, ficamos com dó e acabamos atendendo porque, né, às vezes a pessoa vem de longe, maior sol/chuva/frio/neve/tempestade de areia e achamos injusto mandar a pessoa voltar só às 4:30 da tarde ou ficar sentada esperando abrir de novo.
Mas isso não é uma regra. Quando eu estou de mau humor, deixo a pessoa bater infinitamente e digo aqui dentro "se ele chegar no banco às 16:02, a porta estará fechada e não vai adiantar bater que ninguém vai atender. Horário é horário e aqui não é diferente. Sinto muito."
Mas, como hoje eu não estava de mau humor, resolvi abrir o balcão e atender o fulano que batia insistentemente fora do horário:
- Oi. [com meu sorriso de "oi, seja breve, tô ocupada"]
- Oi.
- Fala.
- Você tem durex?
- Quê?
- Durex.
- ...
- Pra colar a pipa que rasgou.
O fulano que batia era um menino de uns 10...12 anos.
LÓGICO que eu disse que não tinha durex. Tá pensando o quê? Além de bater fora de horário, ainda acha que isso aqui é papelaria?

***
Trilha Sonora: Trilha sonora, nunca mais, heim...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Só me faltam os 20 gatos

Essa semana minha mãe me ligou para perguntar como eu estava e coisa e tal. Ela fica preocupada por causa das chuvas fortes que andam caindo por aqui.
Aí ela me disse:
- Cuidado, heim! Esse córrego que tem aí perto de onde você trabalha costuma alagar. Se começar a chover forte, não vai embora. Fica esperando a chuva passar. Vai que você arrisca e a água te leva. A correnteza te carrega pra dentro do córrego e aí... Só vão dar sua falta uns 4 dias depois, quando ligarem aqui perguntando por você se você não aparecer pra trabalhar e não der satisfação, mas aí, 4 dias depois vai ser tarde demais. Cuidado!
Depois dessa, me senti aquelas velhas solteironas que morrem e só acham o corpo semanas depois, quando ele começa a feder, trancado na casa suja cheia de gatos.
E mães sabem o que dizem, né?

***
Trilha Sonora: Crianças acham que isso aqui é centro de recreação e ficam gritando na janela enquanto eu trabalho.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sabe o que é muito legal?

Quando a pessoa chega em você, completamente estúpida, grossa, sem educação e [insira aqui os sinônimos que você conhece e mais te agradam para definir alguém sem educação] exigindo ou cobrando coisas que não existem ou que não são possíveis. E aí você, do alto de sua boa educação, esclarece "meu bem, isso não é possível, isso não existe, não é assim que o mundo gira".
E a pessoa sai esbravejando, quase te agredindo, afirmando que irá procurar orientação com pessoas mais esclarecidas, que você não quer atender ao pedido feito por pura falta de vontade ou desconhecimento do serviço. Enfim, te chama de incompetente por meio de outros adjetivos.
E ela vai atrás da orientação com as pessoas mais esclarecidas. E as pessoas mais esclarecidas dizem o quê? O quê?
"Meu bem, isso não é possível, isso não existe, não é assim que o mundo gira".
Juro! Esse tipo de coisa faz meus dias mais felizes. E em menos de 1 mês deste ano de 2010, hoje presenciei a tal situação pela terceira ou quarta vez.
Adoro!

***
Trilha Sonora: Sem trilha sonora.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Imagem não é nada?

Estava acompanhando uma breve discussão que aconteceu através de mensagens no mural de um contato do Facebook ontem e tudo começou por causa de uma observação que a pessoa nº1 fez.
Dizia: "mulheres que pagam de putinha na internet não podem reclamar se depois forem tratadas como vagabundas". Em seguida, uma pessoa nº2 começou uma mini-discussão sobre isso ser uma observação machista e um tipo de apoio ao pensamento "foi estuprada porque estava de mini-saia."
Eu concordo mais com a pessoa nº1 do que com a pessoa nº2. Mas explico:
A internet, todos sabem, é meio que Terra de Ninguém. Você posta um texto ou foto sua hoje e amanhã ou, talvez, minutos depois, sua obra já não está mais sob o seu total controle. Não concordo com quem usa coisas alheias dizendo serem suas. Aí é outro ponto e sobre isso eu já falei aqui. Estou dizendo é que sua imagem e suas produções (artísticas ou não) viram uma coisa pública a partir do momento que você concorda em deixá-la exposta pela isternet.
E tudo o que é público está sujeito à críticas, ao julgamento alheio e à aprovação ou não.
Então, se uma garota se faz de putinha na internet, publica fotos do seu decote, de bundinha empinada e fazendo cara de "tô facinha", ela tem que saber que será julgada pela imagem que passou para as outras pessoas, afinal, na internet, a imagem que temos disponível num perfil ou álbum de Orkut é o primeiro passo para montarmos um perfil imaginário das pessoas. Se esse perfil corresponde à realidade "off line" ou não, já é outra história (mas quase sempre corresponde).
Então, como é que eu vou reclamar se começarem a me julgar como vagabunda, quando a única imagem que eu passo na internet é a de uma vagabunda?
Porém, isso não dá o direito aos outros de agredirem fisicamente ou verbalmente, porque aí entra a questão do respeito e é por isso que eu não concordo quando dizem "foi estuprada porque usava roupa curta" ou "ameaçaram a menina da Uniban de coisas absurdas porque ela usava roupas curtas", mas isso dá, sim, todo o direito de pensarem o que quiserem da pessoa em questão.
A liberdade de um termina onde começa a liberdade do outro. Eu posso usar roupas curtas na rua, tenho esse direito. Mas não posso permitir que alguém me agrida usando minha roupa curta como motivo para tal atitude. Assim como podem pensar de mim o que quiserem, baseados na imagem que eu passo e talvez não faça questão de mudar.
Mas o ponto é: na internet somos, quase sempre, uma imagem. Mesmo que eu seja uma interna de colégio de freiras, se eu postar fotos nuas por aí, não vou ser conhecida como a estudante do colégio de freiras. Vou ser conhecida como a vagabundinha do site tal. E se eu agi assim, como vou argumentar a meu favor quando as pessoas me reconhecerem na rua ou em outros sites como a putinha?
Acho que isso é ser tratada como vagabunda e foi nisso que pensei quando concordei com a pessoa nº1. Pensei, exclusivamente, nas relações e nas imagens que fazemos das pessoas na internet. Até porque, na vida "real" as coisas vão muito além de imagem e julgamento.

***
Trilha Sonora: Até gostaria, mas esse PC não tem placa de som instalada.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Mono - Courtney Love

(Pessoas, vocês vão ter que clicar, porque não pude incorporar o vídeo)



Falem o que quiserem, mas acho a Courtney Love realmente foda. E esse clipe é um dos melhores que eu já vi. Apesar de Mono não ser a música que eu mais gosto do America's Sweetheart, eu parei tudo e fiquei "bobalizada" em frente à TV quando vi o clipe pela primeira vez. A parte das fadinhas que saem das saias umas das outras é a que eu mais gosto (1:45 mais ou menos).