Há alguns anos eu tenho um sonho que se repete, não em detalhes, mas em essência.
É assim: eu estou para me casar. Estou nervosa, sempre falta alguma coisa, o vestido não fecha, meu cabelo não está pronto, não estou na igreja e já estou muito atrasada e o que mais me intriga sempre que acordo depois de sonhar isso, é não conseguir lembrar quem era o noivo. Ou porque ele simplesmente não aparece durante o sonho ou porque ele aparece e eu não me lembro dele depois que o sonho acaba.
Essa noite eu sonhei de novo que eu ia me casar. O que me deixava aflita dessa vez, era perceber que eu não tinha terminado de fazer a sobrancelha e, olhando para a igreja, via todos os convidados, os padrinhos... todos me esperando e eu nervosa porque ainda não estava totalmente pronta. Minha mãe tentava me acalmar dizendo que dava tempo, que todos entenderiam e que eu ainda podia terminar. Tinha um senhor que ficava fazendo cara de impaciente, meio que querendo reclamar do atraso, mas eu não sei quem era ele. Era como se fosse o padre ou alguém responsável pelos documentos, alguém do cartório, não sei... Mas ele me irritava muito. E eu me irritava mais ainda porque não sabia quem era o noivo e ninguém me dizia aonde ele estava, se já estava no altar, se estava irritado com a minha demora.
Acordei e fiquei pensando nisso. Por que eu sempre sonho com o meu casamento, nunca vejo o noivo e alguma coisa sempre está me impedindo de ir para o altar?
Talvez eu até saiba a resposta, mas prefiro achar que é um sonho sem o menor sentido que me persegue porque... porque sim. É só um sonho.
***
Trilha Sonora: Dona Cila - Maria Gadú. Música mais linda dos últimos tempos.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Outra no telefone
Tocou meu telefone depois das 9 horas da noite e já estranhei. Ninguém me liga em casa depois desse horário. Atendi.
- Oi.
- E aí? Me conta!
- Quê?
- O babado! Me conta!
- Quem tá falando?
- Me conta! Quero saber!
- Que babado? Acho que você ligou errado...
- Ai... Liguei?
- Acho que sim... Você queria falar com quem?
- Com a Jú. Ai! Que vergonha!
- Ah, então ligou errado mesmo. Não tem nenhuma Jú aqui e eu não sei de nenhum babado pra te contar...
- Ai, que pena! É que ela terminou com o namorado e eu queria saber do babado. Agora não vou ficar sabendo...
- É... Acho que não...
E no final das contas, desligamos o telefone gargalhando, as duas curiosas pra saber detalhes do babado sobre o fim do namoro da Jú, seja lá quem for a tal da Jú, que agora está solteira.
***
Trilha Sonora: Asleep At The Wheel - The Wallflowers
- Oi.
- E aí? Me conta!
- Quê?
- O babado! Me conta!
- Quem tá falando?
- Me conta! Quero saber!
- Que babado? Acho que você ligou errado...
- Ai... Liguei?
- Acho que sim... Você queria falar com quem?
- Com a Jú. Ai! Que vergonha!
- Ah, então ligou errado mesmo. Não tem nenhuma Jú aqui e eu não sei de nenhum babado pra te contar...
- Ai, que pena! É que ela terminou com o namorado e eu queria saber do babado. Agora não vou ficar sabendo...
- É... Acho que não...
E no final das contas, desligamos o telefone gargalhando, as duas curiosas pra saber detalhes do babado sobre o fim do namoro da Jú, seja lá quem for a tal da Jú, que agora está solteira.
***
Trilha Sonora: Asleep At The Wheel - The Wallflowers
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Vem, gente!
Finalmente, após meses de enrolação, resolvi colocar no ar o blog novo.
A idéia toda é baseada na minha mania de começar a ler um livro pelo final dele. Se eu gosto do final, leio o livro todo desde o começo. Então, já devem imaginar, né? Um blog só de finais de livros.
Se você não gosta de saber como termina a história, nem visite.
Se você é igual a mim e prefere ver antes como termina o livro, vá Para a Estante. E reparem na demora entre o primeiro e o segundo post. Sim, eu começo as coisas e tenho preguiça de prosseguir.
Caso alguém queira colaborar, elogiar, criticar e coisa e tal, façam contato e eu juro que respondo com toda a educação que mamãe me deu.
***
Trilha Sonora: Jota Quest - Sempre Assim. Acho bonitinha. =)
A idéia toda é baseada na minha mania de começar a ler um livro pelo final dele. Se eu gosto do final, leio o livro todo desde o começo. Então, já devem imaginar, né? Um blog só de finais de livros.
Se você não gosta de saber como termina a história, nem visite.
Se você é igual a mim e prefere ver antes como termina o livro, vá Para a Estante. E reparem na demora entre o primeiro e o segundo post. Sim, eu começo as coisas e tenho preguiça de prosseguir.
Caso alguém queira colaborar, elogiar, criticar e coisa e tal, façam contato e eu juro que respondo com toda a educação que mamãe me deu.
***
Trilha Sonora: Jota Quest - Sempre Assim. Acho bonitinha. =)
Sobre:
(re)começo,
Blogs,
livros
sábado, 29 de janeiro de 2011
Como enganar atendentes burros
Se o atendente é burro, a coisa é fácil, claro. Mas vou mostrar como eu consegui enrolar um atendente do Ibi hoje, por telefone:
- Alô. É... Posso... Posso falar com... Camila? [Ele não parecia ter muita certeza sobre o que ele estava fazendo. Gaguejava e falava igual um moleque de 10 anos passando trote]
- Oi. Pode falar.
- Camila? Camila é a senhora?
- Sou. Quem quer falar?
- É... Sou o Fulano, do Ibi. A senhora pode confirmar seus dados, por favor?
[Nesse ponto eu já imaginava do que se tratava. Meu cartão da C&A é, na verdade, um cartão Ibi]
- Pra quê?
- Preciso que a senhora confirme sua data de nascimento.
- Por quê?
- Para prosseguir o atendimento, preciso que você confirme seus dados.
- Do que se trata?
- Só posso adiantar o assunto após a confirmação dos seus dados. Data de nascimento, por favor?
- Não vou confirmar nada se eu não souber o assunto antes.
- Mas... Preciso da sua data de...
- Não vou te passar meus dados por telefone. Não sei quem é você e nem qual o assunto. Me adianta o assunto que eu confirmo os dados.
- Eu não posso adiantar.
- Então não confirmo meus dados.
- Bom... É... Então... Nesse caso, a senhora vai precisar entrar em contato com a C&A para saber qual o assunto.
- Tá bom. Tchau.
Burro! Adiantou o assunto sem eu confirmar meus dados.
A técnica é simples: não confirme seus dados. Ele vai se recusar a te adiantar o assunto, mas como ele é pago para contactar os clientes, em algum momento ele vai precisar te mandar ao lugar de onde partiu a ordem de "incomodem o cliente" e aí, pronto. Se você é cliente, sabe qual o assunto. Se não é cliente, acredite: não é nada de importante.
***
Trilha Sonora: Ainda Lembro - Marisa Monte e Ed Motta.
- Alô. É... Posso... Posso falar com... Camila? [Ele não parecia ter muita certeza sobre o que ele estava fazendo. Gaguejava e falava igual um moleque de 10 anos passando trote]
- Oi. Pode falar.
- Camila? Camila é a senhora?
- Sou. Quem quer falar?
- É... Sou o Fulano, do Ibi. A senhora pode confirmar seus dados, por favor?
[Nesse ponto eu já imaginava do que se tratava. Meu cartão da C&A é, na verdade, um cartão Ibi]
- Pra quê?
- Preciso que a senhora confirme sua data de nascimento.
- Por quê?
- Para prosseguir o atendimento, preciso que você confirme seus dados.
- Do que se trata?
- Só posso adiantar o assunto após a confirmação dos seus dados. Data de nascimento, por favor?
- Não vou confirmar nada se eu não souber o assunto antes.
- Mas... Preciso da sua data de...
- Não vou te passar meus dados por telefone. Não sei quem é você e nem qual o assunto. Me adianta o assunto que eu confirmo os dados.
- Eu não posso adiantar.
- Então não confirmo meus dados.
- Bom... É... Então... Nesse caso, a senhora vai precisar entrar em contato com a C&A para saber qual o assunto.
- Tá bom. Tchau.
Burro! Adiantou o assunto sem eu confirmar meus dados.
A técnica é simples: não confirme seus dados. Ele vai se recusar a te adiantar o assunto, mas como ele é pago para contactar os clientes, em algum momento ele vai precisar te mandar ao lugar de onde partiu a ordem de "incomodem o cliente" e aí, pronto. Se você é cliente, sabe qual o assunto. Se não é cliente, acredite: não é nada de importante.
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Trilha Sonora: Ainda Lembro - Marisa Monte e Ed Motta.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Não sou sua amiga
O problema de ser adepta de trocentas redes sociais é o grande número de pessoas que cismam com a sua cara e te adicionam sem mais nem menos. No Orkut, depois de muito tempo, consegui deixar na lista de amigos só quem é amigo mesmo ou quem eu, de alguma forma, conheço. Aí entram amigos de longa data, amigos ocasionais, aquele amigo do amigo que estava na mesma balada que eu e no dia seguinte me adicionou, parentes, parentes distantes, contatos de internet, enfim, pessoas com quem eu já falei alguma vez na minha vida ou tenho alguma ligação sanguínea. Por mim, sinceramente, lá só teriam amigos de verdade e parentes com quem eu tenho contato. Por quê? Porque eu não quero números, quero os contatos que, por ventura, algum dia, eu possa precisar deixar um scrap. Só. Mas se outras pessoas que me viram uma vez na vida me adicionam, tá, eu aceito.
Aí, no Facebook, sigo o mesmo pensamento, com um porém: viciei nos jogos e como eles dependem de "vizinhos" para subir o nível (passar de fase, para os jogadores das antigas), adiciono e aceito pessoas de qualquer canto do mundo, desde que joguem algum dos jogos que eu jogo. Puro interesse, eu sei.
Só que tem aquele povo que me adiciona e não fala nem o mesmo idioma que eu, muito menos joga os mesmos jogos. Me adicionam porque querem números. Esses eu recuso e pronto.
Mas e quando vem aquela pessoa que você sabe quem é, mas não conhece pessoalmente e não faz a menor questão de ser amiga dela? E, apesar de saber o nome, na sua cabeça ela se chama vaca. E você não pode simplesmente responder com um "não sou e nem quero ser sua amiga, sua vadia". Então, como proceder nesses casos?
É simples: a gente (eu) deixa o convite lá, pendente até que você tenha um bom motivo para recusar sem ficar chato ou aceitar e começar uma linda amizade falsa com aquela vaca querida.
***
Nota: Não há nada mais falso no meu vocabulário do que chamar uma pessoa de querida ou se referir a ela com "A fulana? Ela é uma querida".
***
Trilha Sonora: TV ligada enquanto crio forças para ir pro chuveiro, me arrumar e sair
Aí, no Facebook, sigo o mesmo pensamento, com um porém: viciei nos jogos e como eles dependem de "vizinhos" para subir o nível (passar de fase, para os jogadores das antigas), adiciono e aceito pessoas de qualquer canto do mundo, desde que joguem algum dos jogos que eu jogo. Puro interesse, eu sei.
Só que tem aquele povo que me adiciona e não fala nem o mesmo idioma que eu, muito menos joga os mesmos jogos. Me adicionam porque querem números. Esses eu recuso e pronto.
Mas e quando vem aquela pessoa que você sabe quem é, mas não conhece pessoalmente e não faz a menor questão de ser amiga dela? E, apesar de saber o nome, na sua cabeça ela se chama vaca. E você não pode simplesmente responder com um "não sou e nem quero ser sua amiga, sua vadia". Então, como proceder nesses casos?
É simples: a gente (eu) deixa o convite lá, pendente até que você tenha um bom motivo para recusar sem ficar chato ou aceitar e começar uma linda amizade falsa com aquela
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Nota: Não há nada mais falso no meu vocabulário do que chamar uma pessoa de querida ou se referir a ela com "A fulana? Ela é uma querida".
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Trilha Sonora: TV ligada enquanto crio forças para ir pro chuveiro, me arrumar e sair
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