segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Enquanto o Sol Nascia

Hoje veio aqui em casa aquele casal de amigos que mora na cidade onde moramos juntos por tão pouco tempo.
Eles passaram naquela padaria 24h e trouxeram o pão para o café da tarde.
Parece bobagem e, talvez você nem tivesse sentido o que senti, mas quando abri o saquinho dos pães voltei rapidamente e por poucos segundos naquelas manhãs em que íamos caminhar para aliviar as dores que eu sentia nas pernas no final da gravidez e, já que estávamos acordados, aproveitávamos o embalo e íamos até lá, tomávamos café da manhã, pedíamos os pães e os frios para o lanche da tarde e voltávamos para casa para que eu tentasse dormir um pouco.
Foram os últimos momentos que senti algum tipo de cumplicidade entre nós, enquanto éramos mais que um casal, quando conseguíamos ser amigos e ríamos juntos e conversávamos sobre a vida, sobre nosso futuro, sobre os nossos planos, sobre a gravidez, sobre nós. Não me lembro se todos os momentos de caminhadas foram assim, mas só consigo guardar comigo a imagem de um casal meio perdido com a vida a dois e gostando da aventura.
É estranho porque, quando penso nisso, meio que vejo a cena por cima, como se eu não fizesse parte daquilo e estivesse lá do alto olhando para nós lá embaixo, naquelas manhãs geladas que faziam naquela época do ano. Nos vejo caminhando sem pressa por causa das minhas pernas doendo, do peso da minha barriga e da nossa vontade de prolongar aqueles momentos tão nossos que, sabíamos, não durariam para sempre.
Tivemos o privilégio de passar meses em casa, sem compromissos, sem horários, sem preocupações externas. Só nós, só os nossos problemas e as nossas saídas de emergência, quando corríamos do outro lado da rua, fazíamos uns cálculos rápidos e conseguíamos mais um tempinho de tranquilidade financeira. Ironicamente foi esse privilégio um dos motivos do nosso fim.
Se eu soubesse que acabaria como acabou não sei dizer se eu mudaria algo, mas tenho certeza que teria te chamado para caminhar mais vezes, teria aproveitado mais aqueles últimos momentos de cumplicidade e leveza e, pode ter certeza, teria dito naqueles momentos entre um pãozinho e outro o quanto eu gostava da sua companhia.

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Trilha Sonora: Walking After You - Foo Fighters. Uma das poucas músicas do Foo Fighters que eu gosto de verdade.

domingo, 17 de agosto de 2014

Sendo Romântica e Me Fodendo

Não sou muito romântica.
Na verdade até sou, mas evito demonstrar.
Na verdade até demonstro, mas penso bem e calculo antes de agir porque de uns tempos pra cá, avaliando as coisas que já vi e vivi nesses quase 30 anos de existência velha é teu rabo e, principalmente as coisas românticas e bregas que já fiz em nome do amor (quem nunca?), cheguei à conclusão de que devo ter sido assunto de conversas entre meus ex e os amigos deles mais de uma vez. Não assunto no sentido de orgulho "minha namorada é melhor que a sua", mas no sentido de piada "minha namorada é mais trouxa que a sua".
Não que eu só tenha me relacionado com babacas (e foram muitos, mas não foram todos), mas todos os relacionamentos acabaram da seguinte forma: de um lado uma pessoa feita de trouxa e do outro lado uma pessoa saindo com pose de muito magoada, porém se reerguendo e voltando a viver em poucos dias. Nem preciso explicar quem é a pessoa feita de trouxa, né?
Talvez seja a minha cara, talvez seja a minha altura, talvez seja meu karma, nunca saberei. Mas algo de muito forte em mim atrai caras que pensam que podem me fazer de besta.
E até fazem mesmo, porque se tem uma coisa fácil nesse mundo, essa coisa é me enganar. Mas não dura, porque sou besta, mas sou vivida quase 30, né. Já aprendi a perceber quando estou no papel de trouxa e daí pra desmontar o teatrinho é rapidão.
Só que até perceber, eu acabo fazendo uma coisa ou outra que depois, quando o teatro acaba, fico imaginando as risadas enquanto ele conta, vitorioso, que mentiu pra mim, saiu escondido, deu em cima daquela amiga, ficou com outra e quando chegou em casa eu tinha deixado mensagem dizendo que amava e estava com saudade. hahahahahaha Que otária!
Pois é. Sou bastante otária, mas é assim que o coração das otárias vai ficando mais e mais frio.
É sendo fofinha e se fodendo que a gente aprende (a gente, no caso, eu. Só quis criar um tipo de coletividade pra eu não me sentir tão sozinha nesse papel de trouxa que andei fazendo).

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Trilha Sonora: Tava fazendo nada aqui e percebi que nunca tinha ouvido o tal canto das baleias. Fui procurar na internet e claro que encontrei, porque a internet só não tem disponível o manual pra eu aprender a não ser idiota em 3 passos simples. O link pro canto das baleias eu não vou dar, não, que já fechei e quem quiser que procure porque eu sou idiota, mas não sou escrava de ninguém.
Esse foi o passo 1 do manual "como deixar de ser idiota". Não tinha na internet, então estou escrevendo ele.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Dafiti: Não recomendo

Faço compras na internet há quase 10 anos. Já paguei por boleto, depósito, cartão de crédito, débito direto e, o mais importante, embora nem sempre eu tenha recebido os produtos, eu nunca perdi dinheiro. Todas as vezes que algo de errado aconteceu no meio da transação (produto em falta, falha no pagamento, cancelamento do pedido...), meu dinheiro foi devolvido prontamente ou, quando não era o caso de devolução, nenhuma cobrança chegava a ser feita.
Então, se me perguntarem o que eu penso de compras on line, eu digo com certeza: recomendo! É cômodo, é prático e é seguro. Desde que - sempre há um porém - você saiba de quem está comprando.
Estou acostumada a comprar em lojas grandes, conhecidas ou, quando não as conheço, que tenham a indicação de alguém que eu conheça ou que estejam dentro de sites maiores, como Tanlup.
Um detalhe é que, em todos esses anos, eu nunca arrisquei comprar roupas ou sapatos pela internet. É que já tenho problemas para achar roupas e sapatos que me sirvam em lojas físicas, onde posso entrar e provar, daí, pra evitar a fadiga e o risco de perder dinheiro, sempre preferi não comprar on line.
Até que, dia 14/07, me apaixonei por uma sapatilha (em promoção! Melhor ainda!) no site da Dafiti.
Minha irmã, também acostumada a comprar on line, já tinha comprado na Dafiti algumas vezes e elogiou o bom atendimento e o serviço de troca de produto deles.
Se ela recomendou, deve ser bom, né? Aham.
Comprei. Paguei por boleto no mesmo dia e esqueci. De verdade. Esqueci que tinha comprado.
Acontece que minha irmã comprou um sapato no mesmo dia que eu e, meu amigo! não prometa nada para a minha irmã! Principalmente um sapato! Ela não esqueceu. Só ficou calada riscando os dias no calendário dela.
Então, dia 31/07, ela me chamou no chat do fb e perguntou "E o sapato? Chegou?". Por uns minutos achei que fosse alguma surpresa e ela ia me dar sapatos. Oba! Mas aí me lembrei.  
- Chegou nada. Pra quando era?
- O prazo era até segunda.
- Ah, hoje é quinta, então pode chegar amanhã ou na segunda ainda.
- Não, cabeça. Era até segunda passada. Estourou o prazo já.
Ah, mano! Não me dê prazos que você não pode cumprir! Não me faça promessas que não pode sustentar.
Fui vasculhar o site em busca de informações.
Depois de rodar por uns minutos, sem notícia alguma do status do meu pedido, achei uma notinha, no alto da tela, numa linha preta discreta (pra mim, sinceramente, pareceu uma linha de aviso de 0800 ou "Faça aqui o seu login", estilo o da Saraiva) falando que estavam aprimorando os serviços e que informações sobre o status das compras podiam ser encontradas ali. É. Não estavam na área "Meus Pedidos" ou "Minha conta", como TODO SITE faz. Estavam em um cantinho bem discreto, no topo do site.
Já comecei a me irritar aí. Se o cara tem o campo "meus pedidos" por que caralhos não coloca ali todas as informações a respeito dos meus pedidos? 
Ok. Vai ver eu que sou meio cega e não achei antes. Vamos ver, qual o status do meu pedido...
"Pagamento Aprovado"
Sério? Lógico que foi aprovado, cacete! Paguei por boleto, no mesmo dia da compra. Se o dinheiro saiu da minha conta e não voltou, é porque entrou na conta da loja. Agora me diz uma novidade.
Demorei mais uns bons minutos procurando uma informação mais concreta, algum lugar para rastrear a compra, saber onde o Correio havia enfiado o meu sapato (não responda!), qualquer coisa. Nada.
Por fim, fui cuidar da minha vida e resolvi aguardar um contato da loja ou o tio da transportadora bater no portão com os sapatos.
Quando foi dia 02/08, já estouradíssimo o prazo de entrega, me mandaram um e-mail avisando que, Opa! Malz aê, não vai ter sapato pra você, viu, querida? Mas toma aí um vale-compras no valor que você mesma já tinha nos dado pelo sapato que nós não vamos te entregar. Um vale-compras, amiga! Olha que bondade! Você pagou esse exato valor, não recebeu merda nenhuma, mas vamos te dar um vale-compras porque somos muito legais e super bonzinhos. Aceita essas mangas também como prova de amizade
No final, o aviso que se eu quisesse alterar a forma de restituição, era só responder ao e-mail deles.
LÓGICO QUE RESPONDI! Não quero vale nenhum! Eu comprei sapatilhas! Dei um valor em dinheiro para ter em troca um par de sapatilhas. É assim que funciona o comércio no sistema capitalista.
Pedi meu dinheiro de volta assim que vi a mensagem deles, no dia 03/08. Aguardei.
Aguardei mais.
Aguardei mais um pouco.
No dia 10/08 me mandaram outro e-mail pedindo meus dados bancários para prosseguirem com a devolução do meu dinheiro. Passei tudo no mesmo dia e até o momento o status é aguardando.
Quer dizer que no fim das contas, além da canseira pra receber o produto que eu comprei e NÃO vou receber, ainda estou tomando outra canseira pra ter de volta meu dinheiro.
Não é nem R$ 30,00 então, veja bem, não estou reclamando de valores. Estou reclamando porque é MEU. Estou reclamando porque, como disse no começo do post, compro há anos pela internet e nunca tive problemas com loja nenhuma. Desde lojas grandes até lojas de "fundo de quintal", pequenas, que só trabalham com produção sob encomenda. Quando acontece de não ter um produto, a loja é ágil para avisar e propôr uma troca por outro produto ou devolução do valor pago.
Gente, isso aqui é internet, é o mundo da máquina! As coisas funcionam num piscar de olhos. Eu mando a mensagem aqui e em poucos segundos ela está aí. Só depende da boa vontade de quem vai responder para que o retorno seja na mesma velocidade.
E, nesse caso, não houve boa vontade, não houve agilidade, não houve competência.
Se a loja não tem o produto (ok, produtos esgotam, acontece), tem que ser muito rápida para dar esse retorno ao cliente e ele poder ter a escolha que for mais adequada ao caso dele. Não era o meu caso, mas e se eu fosse dar essa sapatilha de presente? E se eu fosse usar numa festa? A gente compra e paga esperando receber o produto. Se ele não vai chegar, a loja tem obrigação de dar uma alternativa rápida para a falha deles.
Enfim, não costumo fazer post desse tipo aqui, mas eu também não costumo ter problemas com as compras que faço.
A lição que fica pra mim é: nunca mais comprar na Dafiti.
E, se alguém me perguntar ou cair aqui por acaso, tá aí a novela (aguardando o final feliz que será quando meu dinheiro voltar pro meu bolso). Compre por sua conta e risco.


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Trilha Sonora: I Got You Babe - Cher & Sonny. Minha preferida pra cantar sem parar quando quero irritar alguém.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

8 on 8 (que agora é 6 on 6) #2

Como podem ver, o projeto mudou e agora virou 6 on 6. É que duas meninas precisaram sair e a coisa toda teve que ser reorganizada.
A regra agora é: 6 fotos, dia 6, 6 blogs parceiros.
"mimimi mas já é dia 7, passou da meia noite"
Sim, passou da meia noite, mas eu ainda não dormi e meu corpo ainda acha que é dia 6, então pronto.

O tema desse mês é:
Meu Dia

Como meus dias são sempre muito parecidos, fui tirando fotos durante o mês todo, meio que resumindo o que faço sempre.



Fim de semana é assim, 48h com a Alice grudada em mim. Na foto, literalmente no meu pé. E eu adoro! Trabalho a semana toda esperando chegar a sexta pra começar o grude com a minha pequetuxa.



Minha dose diária de açúcar: um Prestígio e uma paçoca. O problema de ter conta na cantina da escola é que falta de dinheiro não é desculpa para manter os doces longe do meu estômago de gorda. E o papel de parede do celular foi obra da Alice, o Bot do Umizoomi. Não sei como ela conseguiu, mas com meia dúzia de porradas na tela do celular, ela salvou a foto que estava aberta no Google Imagens e redefiniu meu papel de parede.


Quando meu expediente começa, lá pelas 11h da madrugada e eu ainda estou caindo de sono, desejando minha cama e pensando se eu deveria mesmo ter saído de casa...


 Quando termina, 19h, e tudo o que eu quero é fechar logo a escola, pegar minha bolsa e sair correndo pra chegar em casa, jantar e ver a Alice.


Meu tênis sujo, companheiro de aventuras em 90% do meu tempo. A pose do pé torto é clássica desde que eu era criança. Tenho as pernas até meio desalinhadas por causa desse hábito do pé pra dentro.


E a última e mais recente. Hoje recebi minha primeira encomenda internacional. Sempre compro (e MUITO) pela internet, mas não tinha coragem de comprar de lojas além das fronteiras nacionais verde-amarelas, até que me apaixonei por uns adesivos para fotos da Fuji Instax (outro dia mostro, em outro post) e resolvi comprar. Não me arrependi e vou comprar mais, já que o medo foi vencido.

Então, esse foi o resumo em 6 imagens da loucura super movimentada que é o meu cotidiano. Aposto que você, querido leitor, ficou até com inveja dessa agitação que é minha vida, né? Pode falar. Eu sei que pareceu super divertido.
Err... Pensando bem, não fala nada, não. Guarda essa inveja pra você e só me fala se ainda posso continuar brincando de 6 on 6. Posso ou vocês estão rindo demais  com muita inveja dos meus dotes fotográficos também?


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Na realidade eu pretendia preparar o post hoje, para ele ser publicado dia 8, mas com a mudança de data quase em cima da hora, não tive tempo de programar e ficou meio corrido. As fotos eu já tinha, porque fui tirando ao longo do mês, mas a parte de sentar e escrever é uma tarefa mais complicada pra quem tem uma criança pequena que adora usar o notebook emprestado pra assistir Yo Gabba Gabba-Pingu-Caillou-Go Diego Go-Barbie-Bubble Guppies-Dora Aventureira. Um em seguida do outro. Todo dia. É. Sei cantar todas as músicas deles em, pelo menos, 2 idiomas diferentes. Sim, me orgulho disso.


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Aproveitem para visitar as outras meninas do 6 on 6:



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Trilha Sonora: Uma música do Umizoomi, claro, não pára de tocar na minha cabeça desde que cantei ela com a Alice hoje. "Todas as pesso-as Não podemos deixar ninguém de fora! Todas as pesso-as!"

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Agosto - Simoninha



Só pra combinar com o mês que começa hoje. =)



"As coisas que eu penso e que ninguém quer entender
As coisas que eu faço e que ninguém deseja ver
É por essas e por outras que eu preciso de você
Só você sabe como e porque"

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Quando Uma Música Vira Mais Que Uma Música

Pensei mil vezes antes de participar desta blogagem coletiva do #Rotaroots, falando sobre a primeira vez que ouvi minha banda preferida. Adorei o tema, mas não estava conseguindo escolher uma banda só. Não tenho uma preferida, porque ouço muita coisa e a maioria das coisas que ouço, eu nem lembro mesmo como conheci.
Basicamente minhas histórias de amor começaram vendo algum vídeo na MTV ou ouvindo alguma música nas rádios que eu ouvia no fim dos anos 90/começo dos anos 2000.
Naquela época, sem internet, era mais complicado saber mais a respeito das bandas e a solução era ler muitas revistas sobre música e ficar com uma fita sempre no ponto pra apertar o Rec no vídeo e gravar qualquer coisa que surgisse de repente na TV. Era uma corrida maluca que eu disputava sozinha na modalidade levantar-correndo-do-sofá-me-jogar-na-frente-do-vídeo-apertar-rec, tudo em questão de 2 segundos, no máximo.
Foi assim que eu consegui gravar o clipe de Cochise, do Audioslave, em uma das primeiras vezes que ele passou na MTV.
Um dos clipes mais lindos! Esse efeito dos fogos, o abraço entre eles... tudo muito lindo!
(gif retirado daqui)
Audioslave é uma das bandas que eu mais gosto e Like a Stone, que foi lançada depois de Cochise, foi a música deles que eu mais ouvi. Não lembro exatamente como eu fiquei sabendo da união entre o Chris Cornell e o pessoal do RATM, só sei que me empolguei demais e virei fã no mesmo minuto, esperando ansiosa pelo lançamento do CD e dos clipes.
Apenas um amigo meu dividiu comigo e na mesma intensidade a paixão por eles. E foi com esse amigo que Like a Stone ganhou um significado novo pra mim e, a partir dela, consegui forças para encarar sorrindo um período complicado da minha vida, no fim da adolescência, quando mudei de cidade e me vi completamente sozinha de amigos, com mil coisas na cabeça e bilhões de sentimentos confusos no coração.
Um dia, acho que já falei a respeito aqui, esse meu amigo colocou Like a Stone pra ouvirmos ("só porque você gosta", ele disse) e pediu que eu não fosse embora para tão longe, me ofereceu abrigo e ajuda para achar emprego, na esperança que isso fizesse eu me rebelar e fugir da mudança que minha família estava prestes a fazer. Óbvio que não pude aceitar, óbvio que sofri por meses com a lembrança dessa cena e ouvi Like a Stone milhares de vezes enquanto pensava naquilo tudo.
Superei essa fase, superei esse amor (ou vai me dizer que não tinha dado pra entender que rolava um amor unilateral nessa amizade?), mas essa música ainda significa demais pra mim e pensando em histórias para contar sobre a primeira vez que ouvi tal banda ou tal música, não me veio nada mais marcante na cabeça, a não ser essa história. Não foi a primeira vez que ouvi, mas foi quando ela começou a significar algo mais forte pra mim.
Hoje já não ouço mais com tanta frequência, mas sempre que ela entra por acaso numa sequência de músicas aleatórias, não posso negar, o frio na barriga e a lembrança de tudo o que vivi naquela época voltam por alguns segundos e sorrio por dentro.

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O tema deste post foi proposto lá no Rotaroots, o grupo de blogueiros que está promovendo muitos agitos nas tardes desta galerinha alto astral da blogsfera. Interessou? Quer brincar também? Curta a página, peça acesso ao grupo e conheça os outros blogs participantes. Garanto que é super legal!


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Trilha Sonora: Cochise fica tocando mentalmente na minha cabeça sempre que falo dela. Ainda bem que a voz do Chris Cornell é deliciosa.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

5 Coisas Para Fazer No Inverno

Inverno é coisa linda de Deus pra quem tem pele oleosa e não curte muito tomar sol e se divertir na praia, o que é exatamente o meu caso.
No frio você pode fazer tudo o que pode fazer no calor, só que sem a sensação de estar derretendo e, mais importante, sem ficar fedendo e suando com meia hora de esforço físico.
Mas de tudo o que faço no inverno, o que mais gosto é:

* Dormir com dois cobertores
Se você me chamar pra dormir na sua casa, favor providenciar um cobertor, porque não consigo dormir direito se estiver descoberta ou se estiver coberta com um lençolzinho fino. Gosto de sentir o peso das cobertas em cima de mim pra ter uma noite tranquila de sono.
* Me vestir como gente
Não sou exatamente a pessoa mais vaidosa do mundo, mas no inverno acho muito mais fácil me vestir bem e até usar maquiagem. A roupa é quase sempre mais elegante, o blush não some, a sombra não escorre, o lápis de olho não borra e o cabelo colabora mais. Fico até parecendo uma moça. A menos que eu esteja em casa, porque aí eu adoto o mendigo style e meus dias viram a Mulambo Fashion Week, com meias por cima da calça, moletons velhos e calças furadas, o que também é bastante agradável e confortável, apesar de não ser bonito.
* Sopa
Mano. Eu amo sopa. Sério. Amo sopa. Por mim eu viveria de sopa. Até tomo no calor se minha mãe inventa de fazer, mas no inverno ela tem o poder de literalmente aquecer por dentro. Sopa, caldo, creme, Vono, tanto faz. Pratos fundos e canecas gigantes viram meus melhores companheiros. Eu realmente amo sopa. Muito.
* Banho quente
Não ligo de tomar banho frio se precisar, mas sempre que possível escolho o banho quente. Só que no calor é meio ruim, porque já fico derretendo o dia todo e entrar no chuveiro é o único jeito de refrescar. No inverno é exatamente o contrário: já estou quentinha de agasalhos, então tomo banhos bem quentes, daqueles de fumaçar o banheiro todo, me visto lá dentro mesmo e continuo aquecida. Sem contar que banho quente relaxa os músculos que ficam bem mais tensos no frio e tem coisa mais gostosa que sentir as costas relaxando enquanto a água cai?
* Fumacinha com a boca
Por quê? Porque acho divertido, oras.

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Esse mês o Rotaroots colocou 3 temas bem legais para os memes e até pensei que faria todos, mas acho que não vai rolar por motivos de: um deles é sobre a banda favorita e, sinto muito, mas não posso escolher uma só.
Fiquemos com esse por enquanto e, se eu achar um jeito de responder tudo, posto até o fim do mês.

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Trilha Sonora: No Excuses - Alice in Chains. "And if we change, well I love you anyway"

Cachorro Mudo

Chegou aqui a avó, o neto de uns 4 anos e um filhote de cachorrinho choramingando. Uma pessoa foi mexer com o cachorrinho e, naquela atitude típica de quem vê (e gosta de) filhotes humanos ou peludos, começou a falar com voz fininha:
- Oh! Que coisinha mais bonitinha, bebê! Você tá chorando? Por quê? Por que tá chorando, coisinha fofinha? *mimimimimi*
O netinho, olhando a cena, disse, bem sério:
- Ele não fala.
PAF!!!
Crianças e sua objetividade. Tem como não amar?

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Trilha Sonora: Só Agora - Pitty.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Bagagens

Quando você entra em um relacionamento, você não chega de mãos abanando. Ninguém chega, mesmo que seja o primeiro relacionamento, você traz a sua experiência de vida, o que aprendeu observando relacionamentos alheios, os seus pais, os amigos, o casal fictício da série que você acompanha, o casal de pinguins que você viu no documentário da aula de ciências.
E essa experiência que a gente carrega é o que nos faz buscar isso ou aquilo em uma outra pessoa. Não é do nada que você quer o que você quer, seja lá o que for que você queira.
Minha bagagem é pesada, admito. Não que eu tenha me relacionado muito ao longo dos meus 28 anos. Muito pelo contrário. O problema é que os poucos relacionamentos que tive e até o relacionamento que sonhei anos e não vivi me deixaram marcas profundas demais. Fui feliz, sofri, aprendi, superei, mas não apaguei nada.
Já me disseram que eu estava castigando uma pessoa pelos erros de outras pessoas. Sim, sou dessas. Me fecho e me protejo do que pode nem acontecer, apenas baseada no que já aconteceu. É que sempre há a possibilidade. Até que me provem o contrário (e nunca provaram) os erros podem sempre se repetir, mesmo que o autor do erro seja outro, mesmo que a intenção seja diferente, o erro pode sempre acontecer duas, três vezes e mais, enquanto eu permitir que aconteça. E "permitir" não é me culpar pelo erro do outro. É dar tempo para que ele aconteça antes que eu pule fora e termine a relação.
Com cada relação que termina, adiciono mais alguns itens na minha bagagem e o próximo que entrar na minha vida precisará ser sempre mais forte que o anterior, porque ele vai ter, sim, que aguentar essa bagagem enquanto não provar que posso me desfazer de tudo e começar do zero. Ou quase do zero, porque vou sempre acreditar que algumas coisas a gente não pode se desfazer de forma natural e sem dor. Como os quilos que ganhamos depois dos 20 anos, as marcas que outras pessoas nos deixam são pra sempre e, de certa forma nos moldam e nos tornam o que somos. Para o bem e para o mal.
Então, se eu fiz alguém sofrer pela bagagem deixada por outros, pode ter certeza, farei o próximo sofrer também pelo que foi deixado agora.
É como um karma a ser pago por outras pessoas. Você comete o erro, mas quem paga é alguém que ainda nem sabemos quem.
A má notícia é que essa bagagem não tem rodinhas e fica cada vez mais pesada.

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Trilha Sonora: Rooster - Alice in Chains.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Sobre o Cabeçalho Cagado

Só pra avisar aos leitores (oi, leitores!) que estou tentando mudar o cabeçalho aqui e ainda não ficou do jeito que quero. A imagem é essa, até que me mostrem ou façam uma melhor. O problema é que estou apanhando para fazer ficar do tamanho que quero sem ficar assim, torta, "esmagada".
Se alguém souber resolver, dá um socorro aqui  (comentários, e-mail, fb, skype, qualquer coisa). Caso contrário, acostumem-se até eu ter tempo de mexer nisso de novo.
Até eu ter tempo = dormir, acordar, cuidar da minha filha, cuidar das minhas coisas, esperar a pequetuxa dormir e aí, sim, voltar aqui pra resolver.
Então, até lá, não olhem muito pro alto do blog.
Obrigada, de nada, beijo, até mais.

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Apanhei, mas ajustei o tamanho sem perder a qualidade da imagem. Só preciso acertar umas coisinhas depois e aí ficará exatamente como quero.
Se alguém tiver alguma dica ou sugestão, já sabem (comentários, e-mail, fb, skype, pombo correio, etc e tal).
Volto a mexer quando eu tiver tempo de novo, o que deve acontecer na próxima madrugada.
Até lá, admirem meu trabalho de colagens (usando imagens quase todas achadas internet adentro e se você for o dono de alguma delas ou souber quem é, PELO AMOR DE DEUS, NÃO ME PROCESSA! Fala comigo e eu tiro a imagem ou dou os créditos necessários) e aplaudam minha paciência, porque isso demorou pra porra até chegar nesse resultado.

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Trilha Sonora: Alanis. Overdose de Alanis essa noite.