quinta-feira, 30 de maio de 2019

Oe!

Eu tentei abandonar esse blog, como já disse, mas não consegui. Não me apeguei ao blog novo, não consegui postar mais que 2x lá, então acabei de colocá-lo em modo privado, aproveitei meu momento de ócio (tô de férias, Alice na escola) e vim aqui para tagarelar à toa que é uma coisa que adoro fazer e é pra isso que eu venho na internet.
Outra coisa que me fez querer abrir o painel do blog foi o comentário que a Yasmin deixou aqui. É realmente estranho pra quem costumava visitar blogs, fazer amigos, comentar em tudo, conhecer histórias e lugares através de muitos textos e poucas fotos... ficar um tempo ausente e de repente voltar e perceber que tudo mudou. Ou, mesmo sem ficar ausente, apenas observar do seu canto enquanto todo mundo vai sumindo, os assuntos vão perdendo a graça, o foco mudando, as gírias indo e vindo... E de repente tudo virou um enorme arquivo digital do que um dia foi o movimentado mundo blogger.
Acho que os blogs como o meu, pequenos diários sobre o cotidiano, perderam espaço para os perfis do Instagram. Apesar que tem de tudo lá, né? Tem diarinhos e rotina das pessoas fotogênicas, tem política, casa limpa, culinária, tirinhas, humor, vendas, maquiagem, artesanato, etc... Eu mesma, pagando minha língua, como sempre, adoro o Instagram hoje em dia. Viciei em stories bobos, tanto quanto viciei em twitter, que eu também detestava quando era mais ativa aqui no blog.
Eu criticava porque antes adorava um textão, tinha tempo pra escrever e liberdade para aproveitar a inspiração quando ela surgia. Agora, com a correria de trabalho e criança em casa, vivo cansada demais para, depois de colocar a Alice na cama, ainda ligar o computador e me sentar confortavelmente para escrever, revisar e postar um belo textão sobre uma bobeira que aconteceu no meu dia e "tá aí! um tema pro post de hoje!". Porque eu funcionava assim: escrevia no exato momento da inspiração ou passava o dia guardando aquele fato e já trabalhando na mente para postar de madrugada, quando eu mais gostava de ficar na internet. Agora... Pfff... Se eu conseguir encerrar uma conversa no whatsapp com um "beijo, boa noite" sem dormir de repente já é lucro. O esgotamento mental e físico é tanto, que fico meses sem nem ligar o computador. E assim eu perco inspiração para bons posts e esqueço temas que, em outros tempos, teriam rendido boas discussões nos comentários. E tem isso também: grande parte da diversão dos blogs era a troca de comentários, aquele bate papo que rolava entre quem pensava diferente e sabia respeitar a opinião do colega ou que pensava igual e de tão igual, virava amigo/vizinho de blog. Hoje a gente posta (quando posta, quem ainda posta) e meio que fala com as paredes. Não tem troca, não tem palpite, não tem crítica, não tem sugestão de tema. E, pra falar sozinha, eu falo no twitter, que de vez em quando alguém responde e eu não preciso estar confortavelmente sentada para postar. Com uma mão só eu consigo falar sozinha em poucos ou muitos segundos, conforme a necessidade do momento. É prático e muito cômodo. Blog dava muito trabalho, sinceramente. Manter em dia, escrever bonito e sem abreviar as palavras, mexer no layout de vez em quando, atualizar os negocinhos da barra lateral (widgets?)... Mas era um trabalho gostoso, rendia bons frutos e me rendeu bons amigos.
Enfim, nem vou dizer que tentarei postar mais, etc e tal, porque não tenho nem esperanças de conseguir recuperar aquela rotina e pique de 10 anos atrás. Mas não pretendo mais acabar com o blog também. Vai ficando aí. Um dia ele sai do ar sozinho ou eu descubro o que fazer com ele mesmo sem ter tempo pra ele.
E, caso ainda haja alguém por aí, dá um oi!   



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Trilha Sonora: Golden Dandelions - Barns Courtney. Nunca tinha ouvido, tá tocando no meu Daily Mix do Spotify e tô gostando.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Alô! Tem alguém aí?

Esse blog tá meio que morto, mas ainda não tive coragem de desligar os aparelhos.
Fiz outro blog no wordpress, mas atualizei uma ou duas vezes e o resto dele é simplesmente o backup de tudo que tenho postado aqui. De vez em quando eu republico no Medium os posts que mais gosto daqui da Caixa de Sapato e minha escrita tem se resumido a isso.
A verdade é que ando numa fase meio cinza em tudo. Preguiça, problemas, correria, trabalho, desânimo... Mas quem ainda quiser me acompanhar, pode me achar no twitter (tem link ali ao lado), no facebook (por pouco tempo), no Instagram e por email ainda.
E por enquanto é isso. Até qualquer dia, então!

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Trilha Sonora: silêncio amado e adorado e cada dia mais raro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Feliz dia do (bom) professor

Feliz dia do professor para todos aqueles que, de fato, estão à serviço da educação, lutando por um país melhor e ensinando entre português, matemática e ciências, um pouco de dignidade e cidadania aos alunos. O dever da escola não é dar educação de “bom dia, por favor, obrigada, me desculpe”, porque essa deveria vir de casa, mas na falta de pais que o façam, muitos professores assumem esse papel e ensinam também a educação que a família falhou em dar.
Parabéns aos professores que lutam por salários melhores e não desistem do ofício, mesmo diante de reajustes ridículos depois de tomar bomba de gás na cara e paulada da polícia no lombo.
Parabéns aos professores que sabem que kit gay não existe e pesquisam fontes antes de dar informações incorretas.
Parabéns aos professores que sabem que ensino é fundamental desde a pré escola até o médio, e que seu papel de mediador entre o aluno e o conhecimento deve ser feito ali, presencialmente, diariamente, com a troca de afeto e o olho no olho que muitos alunos só terão do professor, porque em casa os pais agridem, expulsam, humilham simplesmente porque o filho é quem ele é.
Parabéns aos professores que resgataram através do lápis e caderno o aluno que teria ido para o crime se não tivesse a oportunidade de ter um diploma.
Parabéns aos professores que não votam em candidato que quer destruir a educação.
Parabéns aos professores que amam o que fazem e o fazem com responsabilidade, seriedade, pensando no futuro dos alunos mais do que pensando em sua aposentadoria e licença prêmio (se é que teremos esses direitos nos próximos anos). Aos que educam por um país melhor, agradeço, admiro e apoio.
Aos outros todos, não dou parabéns. Desejo que repensem seus ofícios e mudem de profissão. Lecionar é, mais que um talento, um compromisso com o futuro. Se você não tem compromisso com o futuro das nossas crianças, não merece ser chamado de professor no dia de hoje.
(postado originalmente aqui )
***
Sou filha, irmã, sobrinha e amiga de muitos professores. Também estudei para ser professora (nunca quis, nem cheguei a pegar o diploma, mas poderia ter sido se quisesse). No fim das contas, trabalho na área administrativa de uma escola e cuido da vida funcional de muitos professores. Por tudo isso, vejo de perto quem são os que realmente merecem, no dia de hoje, os parabéns pelo interminável ofício de ensinar.

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Trilha Sonora: desenhos na Netflix. Culpa da Alice.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

101 em 1001: Atualizando #5

O prazo do 101 em 1001 era até 27/09/2017 e isso já faz quase 1 ano. Vejam só como a pessoa é preguiçosa e adia até as coisas mais simples como concluir uma tarefa (101 tarefas) que ela mesma se propôs a concluir.



Pois então. De todos aqueles 101 itens da minha lista de tarefas, o que deu certo foi:
  1. Visitar uma cidade nova
    Fui pra Franca com a Alice e foi uma viagem tão gostosa, mas tão gostosa que, mesmo tendo ficado pouquinho por lá, já está na lista de melhores passeios que fiz até hoje. 
  2. Viajar só com a Alice 
    A viagem pra Franca. E pra alegria da Alice, ainda realizamos o sonho dela de tomar banho de banheira, graças a um engano do hotel que reservou um quarto ocupado e nos recompensou com a suíte nupcial cobrando o preço do quarto simples de casal. Uhuuul! Vitória do povo de Cristo! Passeamos muito, fomos numa festa de aniversário linda, vimos dois camelos e mais trocentos animais na festinha, comemos comida gostosa, tomamos sorvete na praça, conversamos com estranhos, fizemos comprinhas, vimos o Rio Tietê limpinho e enoooooorme... E declaro aqui que a Alice é minha companhia preferida pra uma viagem (e pra vida).
  3. Passar 30 dias sem comprar nada.
    Pendente (mas considerando minha situação econômica, isso tá perto de acontecer, mesmo com atraso).
  4. Passar 60 dias sem usar o cartão de crédito.
    Pendente (mas considerando minha situação econômica, isso tá perto de acontecer, mesmo com atraso²).
  5. Manter o cabelo acima do ombro.
    Acho que cortei uma ou duas vezes em 2015 e mais umas duas vezes em 2016, mas ele não chegou a passar muito do ombro, embora eu esteja considerando deixar crescer de novo (mas morro de preguiçzzz de cuidar).
  6. Gastar pelo menos R$ 300,00 em roupas pra mim, de uma vez só.
    Gastei quase R$ 200,00 de uma vez e foi uma delícia, mas a meta ainda não atingi.
  7. Gastar pelo menos R$ 200,00 em sapatos pra mim, de uma vez só.
    Metade em um sapato que desejei por 4 anos. Mas a meta continua pendente.
  8. Assistir pelo menos 1 filme a cada 15 dias por 1 ano.
    Até tentei algumas vezes, em alguns períodos, mas não rola. Vivo cansada demais pra me segurar acordada na maior parte das noites depois que a Alice dorme.
  9. Fazer uma maratona Gilmore Girls em um feriado prolongado qualquer.
    Consegui ver/rever tudo que faltava e vi a temporada nova, mas não foi de uma vez só. Novamente, meu problema é tempo que falta e sono que sobra.
  10. Assistir pelo menos 1 filme em francês sem legenda e sem dublagem.
    Falhei.
  11. Passar um dia inteiro sozinha, fora de casa.
    Falhei. Passei um dia inteiro em Presidente Prudente, mas não lembro se foi em 2015 ou 2014. De qualquer forma, fui lá pra prestar um concurso e não tive tempo e nem dinheiro para passear e relaxar, então não vou contar como tarefa concluída.
  12. Assistir pelo menos 1 filme em inglês sem legenda e sem dublagem.
    Falhei.
  13. Ir ao cinema.
    Fui duas vezes desde a última vez que atualizei o projeto (e faz tempo): assisti Minions e assisti O Pequeno Príncipe. Adorei os dois.
  14. Ir ao teatro.
    Falhei. Apesar de eu ter assistido uma encenação linda de Morte e Vida Severina, não vou marcar como concluída, porque foi dentro da escola e no meio do meu expediente.
  15. Experimentar uma comida nova.
    Acho que eu comi alguma coisa nova, mas não lembro o que foi. Como já era uma tarefa concluída, tá tudo certo minha memória falhar nessa.
  16. Experimentar um suco de sabor exótico.
    Tomei um suco de laranja com cenoura outro dia. Não lembro se já tinha provado antes, mas como também era uma tarefa concluída, tudo bem.
  17. Elogiar um estranho.
    Em 2015 precisei fazer uma atualização de dados com alguns alunos da escola e, com isso, descobri que muitos deles moram super longe e acordam 4h00... 5h00 da manhã para pegar um transporte que passa próximo da casa deles e, assim, estarem na escola às 06h40 para a aula que começa às 07h00. Fiquei impressionada com toda essa dificuldade que eles enfrentam e, para alguns, cheguei a elogiar a coragem e força de vontade. Não é muito, confesso, mas acredito que possa ter feito alguma diferença na rotina deles. Eu não sei se eu teria essa disposição toda, sinceramente.
  18. Começar e terminar o Destrua Esse Diário.
    Comecei, fiz bastante coisa, mas falta muito pra concluir.
  19. Dizer Eu Te Amo para todas as pessoas que eu realmente amo.
    Falhei. Sigo sendo meio bruta e demonstrando amor sem fim apenas para a Alice.
  20. Assistir um filme sem legenda e sem dublagem em qualquer idioma que eu não entenda nada.
    Falhei.
  21. Marcar uma consulta com uma nutricionista.
    Falhei.
  22. Marcar uma consulta com um gastro.Falhei.
  23. Marcar uma consulta com um clínico geral para pedir exames completos de tudo.
    Falhei, mas vou providenciar pra logo. Minha pressão anda subindo demais e acho que o remédio não tá funcionando como deveria.
  24. Dormir antes da 1:00 am de domingo à quinta-feira. 
    Pfff... Risos. Muitos risos. Durmo tarde quando devia dormir cedo, durmo cedo quando quero dormir tarde.
  25. Acordar antes das 10:00am todos os dias.
    Essa eu posso considerar concluída até. Não acordo cedo toooodos os dias, mas desde que a Alice começou a ir pra escola, nos habituamos a acordar mais cedo. Entre 9h e 10h30 geralmente, nos finais de semana e às 6h00... 6h30 durante a semana. No ano retrasado eu estava levantando até mais cedo porque ia trabalhar de ônibus e tinha que sair de casa às 5h00.
  26. Não comer carne vermelha por 1 semana.
    Sou carnívora, não consigo.
  27. Não comer carne nenhuma toda sexta-feira, por 2 meses.
    Sou carnívora, não consigo².
  28. Não tomar refrigerante por 1 ano.
    Quaaaaaase! Parei em outubro de 2016 e me segurei bem até julho, tava indo super bem. Daí tomei um copo e me fodi. Voltei com tudo. Parei de novo, voltei faz uns 2 meses.
  29. Não comer doces por 1 semana.
    Preciso de doces pra sorrir, sinto muito.
  30. Levar a Alice para fazer um pic nic.
    Pic nic na sala não conta, mas fizemos dois dentro do período do projeto.
  31. Perder 5kg
    Sem comentários.
  32. Perder 10kg
    Sem comentários.
  33. Fazer um curso de qualquer coisa.
    Falhei.
  34. Ir ao show de uma banda que eu goste.
    Falhei.
  35. Ir ao show de uma banda que eu não conheça.
    Falhei.
  36. Ler um livro da moda enquanto estiver na moda.
    Li Extraordinário, pouco antes de lançarem o filme. Vou considerar concluído, apesar de não saber quando exatamente esse livro esteve na moda mesmo.
  37. Reler um livro que eu goste.
    Falhei.
  38. Terminar de ler O Amor nos Tempos do Cólera.
    Falhei.
  39. Atualizar o blog pelo menos 1 vez na semana.
    Falhei muito. Falhei com força.
  40. Hidratar o cabelo no salão.
    Falhei, mas comecei a cuidar do meu cabelo tão bem que nem parece o mesmo.
  41. Fazer as unhas na manicure/pedicure.
    Falhei.
  42. Fazer as unhas em casa a cada 15 dias.
    Falhei.
  43. Comprar brinquedos para doar.
    Falhei.
  44. Rir até doer a barriga.
  45. Fazer uma tatuagem nova.
    Falhei.
  46. Corrigir as tatuagens velhas.
    Falhei.
  47. Desmamar a Alice de forma natural.
    Sucesso! Ela parou de mamar no peito em abril de 2016. Fizemos um acordo porque ela queria entrar na aula de balé e eu queria que ela largasse o peito. Ela topou trocar o peito pelo balé e parou bonitinha, sem crises e sem recaídas.
  48. Desfraldar a Alice sem usar penico.
    Sucesso!² Ela saiu da fralda em janeiro de 2016, aproveitando o verão. Fez xixi na cama algumas vezes, mas foi se habituando a segurar durante o sono e agora raramente escapa. Geralmente ela acorda no meio da noite e avisa ou vai sem acidente nenhum até de manhã. Última vez que escapou foi em maio desse ano, na cama do pai dela (melhor do que na minha). 
  49. Usar maquiagem pelo menos 1 vez no mês.
    Não esperava que eu fosse usar tanto quanto tenho usado. Não uso completo, mas pra quem nunca usava nada, quase sempre estou de batom e rímel e, em dias mais inspirada, uso até delineador e lápis. Sombra e blush só em ocasiões especiais.
  50. Escrever uma carta para pelo menos 5 pessoas.
    Falhei.
  51. Usar um biquíni.
    Falhei.
  52. Assistir um filme em preto e branco.
    Falhei.
  53. Guardar moedas num cofrinho.
    Estou guardando as moedas colecionáveis de 1 real.
  54. Usar o dinheiro do cofrinho para comprar um presente para alguém.
    A intenção é que essas moedas fiquem guardadas até a Alice ser moça e poder vender ou usar pra algo que ela queira. Então os presentes já são as moedas.
  55. Dar flores para alguém.
    Falhei.
  56. Enviar cartões de Natal pelo correio.
    Mandamos em 2016 muitos cartões pra muita gente. Foi uma das tarefas do calendário do advento que organizei pra Alice. Compramos, escrevemos e enviamos. E recebemos alguns também. Foi bem legal.
  57. Adotar uma carta dos Correios no Natal.
    Adotamos uma carta de um menino que queria uma mochila para a escola em 2016.
  58. Andar de bicicleta.
    Falhei.
  59. Pular corda.
    Falhei.
  60. Ensinar uma brincadeira nova para a Alice.
    Ela aprendeu a jogar mímica, pedra papel e tesoura, Uno, Jogo da Velha, damas...
  61. Assistir todos os filmes do Leonardo DiCaprio.
    Falhei.
  62. Me reconciliar com alguém.
    Me reconciliei porque nem lembrava o motivo de estar brigada, mas já me afastei de novo porque lembrei o motivo de ter brigado da outra vez.
  63. Pagar o almoço para um desconhecido.
    Falhei.
  64. Cuidar de uma planta.
    Falhei.
  65. Comer uma fruta colhida na hora.
    Falhei.
  66. Cozinhar um prato difícil.
    Falhei.
  67. Fazer um bolo.
    Falhei.
  68. Fazer uma torta.
    Falhei.
  69. Presentear alguém com um livro novo.
    Dei livros pra algumas pessoas em ocasiões variadas.
  70. Presentear alguém com um livro meu.
    Falhei.
  71. Terminar o caderno de recordações da Alice.
    Falhei.
  72. Pagar uma sessão completa de massagem profissional.
    Falhei.
  73. Meditar por 1 hora.
    Falhei.
  74. Dançar.
    Falhei.
  75. Cantar num karaokê.
    Falhei.
  76. Prestar um novo concurso.
    Eu prestei um, mas não lembro se foi em 2015 ou 2014.
  77. Resolver o meu retorno à faculdade.
    Falhei.
  78. Agradecer alguém por algo que eu tenha aprendido de importante.
    Agradeço sempre que posso às pessoas que ensinaram coisas que fazem parte do meu dia a dia no trabalho.
  79. Abrir uma poupança para a Alice.
    Ia abrir, mas fiz um seguro de vida pra mim, onde ela é beneficiária. Dá quase no mesmo.
  80. Organizar minhas pastas de fotos.
    Falhei.
  81. Jogar fora ou doar tudo o que não uso mais.
    Falhei.
  82. Aprender a fazer tsurus.
    Falhei.
  83. Fazer um cachecol no tear.
    Falhei.
  84. Ir a uma biblioteca com a Alice.
    Ela foi na biblioteca da escola onde trabalho. Pequena, mas valeu.
  85. Assistir um filme da moda enquanto está na moda.
    Falhei.
  86. Subir em uma árvore.
    Falhei.
  87. Visitar um parque de diversões com a Alice.
    Fomos a um parquinho itinerante e foi muito gostoso. E fomos ao Parque da Mônica em maio desse ano, mais gostoso ainda. 
  88. Visitar um zoológico com a Alice.
    Em Julho de 2016 fomos ao Zoo de SP. Pensei muito a respeito, questionei a função dos zoos, a situação dos animais ali, o que a Alice aprenderia com o passeio... e decidi levá-la por ser um passeio que fiz muito na minha infância e, mesmo assim, hoje tenho consciência da real situação dos animais que vivem lá, embora ache que alguns estão melhores ali do que soltos e em perigo na natureza (não que seja culpa deles, mas se ninguém tentar preservar, mesmo que no zoo, alumas espécies nem existiriam mais).
  89. Ficar com marquinha de biquíni.
    Falhei.
  90. Usar um óculos de sol.
    Coloquei um dia, na piscina pra fazer graça e tirar foto. 
  91. Pintar o cabelo.
    Falhei, mas agora preciso mesmo. Tô cheia de cabelo branco.
  92. Passar um dia inteiro de salto.
    Caralho, mano! Esqueci como o salto acaba com os dedos. Usei e fiquei uns 3 dias com o pé dolorido.
  93. Ficar 1 mês sem celular.
    Fiquei porque o celular quebrou, foi maior canseira mandar pra assistência, etc e tal.
  94. Ficar 1 fim de semana sem internet.
    Falhei.
  95. Ficar 1 fim de semana sem TV e internet.
    Falhei.
  96. Ficar 1 fim de semana sem TV.
    Falhei.
  97. Ficar 1 fim de semana sem TV, internet e celular.
    Falhei.
  98. Ler um livro em 1 semana. (pelo menos 200 páginas).
    Falhei, mas logo depois do fim do projeto, consegui retomar meu ritmo de leitura de antes da maternidade e agora tô lendo que nem gente grande e sem filhos.
  99. Ler um livro em 1 dia (pelo menos 150 páginas).
    Falhei.
  100. Jogar um jogo de tabuleiro.
    Falhei. Alice tem muitos jogos, mas tabuleiro ela não tem nenhum que eu lembre de ter jogado.
  101. Jogar uma partida de algum esporte com bola.
    Falhei.

Então é isso. Não sei quantos por cento deu isso, mas não fui tão mal pra uma primeira tentativa. Faltou esforço mais do que tudo, mas faltou tempo e dinheiro pra muitas coisas aí. Pretendo tentar de novo em breve, com novas metas e algumas dessas que falhei. Vamos ver se consigo superar esses resultados. Pra isso já sei como começar: não vou colocar uma meta. Vou deixar a meta aberta e quanto atingir a meta, vou dobrar a meta. heh


***
Trilha Sonora: Risoflora - Nação Zumbi.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Falando Com As Paredes

Faz tempo que quero voltar a escrever, mas quando tenho a inspiração, me falta tempo. Quando tenho tempo (agora, por exemplo), não tenho inspiração.
Assunto eu até tenho muito. A vida depois dos filhos é quase um livrinho de piadas, todo dia uma coisa nova que renderia um post legal. E já estou no 5º ano desse livrinho de piadas, então calculem o tanto de risadas que eu já dei até aqui. Mas a vida depois dos filhos é também um trem que perde o freio de repente, justo quando vai começar a descida e você achou que ia conseguir aproveitar a viagem admirando a vista.
Falando em vista, esses dias descobri que tenho pressão alta nos olhos também, além da pressão arterial que vive nas alturas. É um combo de pressão alta pra ninguém botar defeito. Justo eu, que tento viver a vida sem me estressar, evitando esquentar demais a cabeça com o que não tem solução. Mas tamo aí, né?! Passei dos 30 e já aceitei que a vida agora será "temperada" com remédio pra pressão, colírio, creme pra redução de bolsas e olheiras, máscara facial pra manter a pele boa e hidratante pro corpo não ficar flácido e ressecado. Deixa ele só flácido que isso eu já acostumei.
E, posso dizer que depois que passei dos 30 a vida tem sido bem isso: me acostumar. As coisas acontecem e eu não perco muito tempo mais reclamando. Ou eu resolvo os problemas construindo uma parede dentro do meu quarto (fiz isso real-oficial) ou eu simplesmente aceito. Abro o instagram ou o twitter, vou rolando o feed até me distrair e esqueço os problemas.
Inclusive é no twitter e no instagram onde tenho passado mais tempo ultimamente. O facebook eu estou abandonando aos poucos. Aquilo tudo tem se tornado chato, cansativo, tóxico em alguns momentos. O perfil tá lá porque tem uma coisa ou outra, uma pessoa ou outra que só consigo ter alguma notícia por lá (e também porque caí na besteira de optar por fazer login em muitos lugares usando a conta do fb e agora vai dar muito trabalho apagar o perfil e perder tantas contas de uma vez só). No twitter e no instagram eu consegui criar bolhas quase perfeitas basicamente com assuntos e pessoas que me interessam e pouca gente daquele tipo que quer mais saber da sua vida do que perguntar se você tá feliz. Tô mais satisfeita assim.
Também estou mais satisfeita com o que se tornou meu relacionamento com o Sr. Namorado, depois de 10 anos de namoro à distância, com ele agora morando pertinho de mim e da nossa quiança. Por enquanto estamos assim e tô bem feliz também, mas a ideia é isso virar um casamento em breve. Mas vocês já viram como é caro se casar? Gente do céu!!!! Por isso tantos casais só juntam os trapinhos mesmo, sem festa, documento, nada.
Mudando de assunto (que já não tava seguindo linha nenhuma desde que comecei, aliás), dois amigos têm me falado com alguma frequência que eu deveria ter um canal. A ideia de gravar videos não me agrada muito, não, sinceramente, mas a minha quiança sonha em ter um canal pra ela e eu caí na besteira de prometer que quando ela aprendesse a ler, eu faria o tal canal. Pois bem. Ela aprendeu a ler. De repente esse sonho dela se misture às sugestões dos amigos e algo aconteça em breve (em breve, no meu dicionário, significa ano que vem ou mais).
Enquanto isso, sigo ouvindo muitas músicas, vendo umas séries, lendo uns livros e recolhendo brinquedos pelo quarto.
Até qualquer dia pra você, leitor que eu acho que nem existe mais por aqui, mas vai que...


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Trilha Sonora: Love Vigilantes - New Order. O Spotify é um bagulho muito louco mesmo. Faz 8 horas que tô ouvindo músicas aleatórias aqui e só pulei umas 2.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Atados - Conectando Voluntários e ONGs

Outro dia, não me lembro como, encontrei esse site aqui https://www.atados.com.br e achei sensacional a ideia dele: conectar quem quer fazer trabalho voluntário às ONGs que buscam voluntários para ajudar em seus projetos.
As ONGs cadastram as vagas e habilidades necessárias e os candidatos se inscrevem para as vagas que se encaixem no perfil deles.
Dá pra buscar por local da vaga, habilidade exigida ou causas específicas. Aí você se inscreve e a ONG te seleciona ou não.
É como um Tinder do bem, pra dar match entre quem precisa de ajuda e quem quer ajudar.
Como moro no fim do mundo e não tem vaga nenhuma aqui na região, estou buscando trabalhos que eu possa fazer sem sair de casa. Sim, também há essa possibilidade de trabalho remoto. Não tem desculpa pra não ajudar. Legal demais, né?

https://www.atados.com.br/
#PraCegoVer: Atados - Mobilize-se para causas sociais!
Conhecer uma causa e começar é muito fácil! Vamos lá?


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Trilha Sonora: Full House pela milésima vez porque minha filha tá viciadíssima e só assiste isso agora.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Alice Na Avicultura

A inocência das crianças, que coisa bonita, não é mesmo? Bonita quando não te constrange.
Outro dia, indo ao mercado, Alice passou na frente da avicultura e, como sempre faz, pediu pra ir ver os pintinhos que ficam numa gaiola enorme, esperando alguém comprá-los. Só que nesse dia não havia nenhum pintinho. Eram codornas. Ela nunca tinha visto codorninhas, até então. Ficou impressionada com o tamanho dos "pintinhos" e gritou:
- Nossa, mãe! Olha esses pintão! São enormes!
Daí foi a mãe (popularmente conhecida como eu mesma) meio constrangida e meio que achando graça explicar que não são pintinhos e nem pintões. São codornas, filha.


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Trilha Sonora: TV, criança, calor (ventilador ligado é a trilha sonora do calor).

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Um Favorzinho Rapidinho, Por Favorzinho?

A cara de pau das pessoas. Sério. A cara de pau das pessoas é um negócio que me surpreende demais.
Tava lá hoje trabalhando, chega uma professora na secretaria e pergunta, educada e mansamente, se a gente poderia por favor digitalizar "umas fotos" pra ela e depois enviar por email pra ela. A moça que trabalha comigo, atolada de serviço, disse que não poderia justamente porque estava sem tempo. Eu, não tão atolada de serviço, mas já prevendo o abuso, disse que eu até poderia SE não fossem muitas fotos e SE ela não voltasse pra eu fazer isso num dia muito atarefado. Aí ela desenrolou:
- Ah, que bom, meu anjo! São 6 fotinhos só, mas o cara lá queria me cobrar R$ 1,00 por cada foto!!! Que absurdo! E eu...
- Ih... Não vou poder, não. Esqueci um detalhe: o computador dela *a colega que disse não* é ligado na impressora para digitalizar as coisas. Se ela tá ocupada, o computador também fica ocupado e não vou conseguir fazer pra você, não. 
- Ah... Que pena. Tudo bem, então. Vou ver um lugar pra fazer. [atenção para a finalidade de digitalizar as tais 6 fotos:] É que vão fazer uma homenagem pra minha prima numa festa e vai ter essa surpresa, então pediram pra cada um separar algumas fotos pra passar no telão...

Quer dizer que a bonita não queria gastar R$ 6,00 e nem perder o tempo dela porque tem uma trouxa (no caso, eu) que poderia fazer tudo de graça, não é um ótimo negócio, minha gente? Ah, vai se foder, meu anjo.


***
Trilha Sonora: Novela, ventilador e Alice tagarela tagarelando tagarelices.

sábado, 16 de setembro de 2017

Chegou a Idosa

Lá na escola onde trabalho o pessoal do grêmio tem colocado uma caixa de som na hora do intervalo e fica aquela guerra Direção X Grêmio sobre qual música podem ou não tocar. Rap das Armas, por exemplo, tá na lista dos proibidos.
Daí ontem colocaram Cerol na Mão, do Bonde do Tigrão. A aluna semi-empolgada na quase coreografia comentou com a outra:

- Essa é bem velha, mas é legal...

Ooooopaaa!!! Tive que intervir.

- Não fala que é velha, não, ow! Tocou na minha festa de 15 anos, menina! Tá me chamando de velha?
- Não... Erh... Não é tão velha assim, é que já faz um tempo...
- Shiiiu! Não conserta, não. Deixa quieto. Não conserta que vai piorar.

Essa juventude de hoje não respeita mais ninguém mesmo. Não respeitam nem os clássicos. Ainda que os clássicos já sejam ♫ Vou passar cerol na mão Vou sim Vou sim... ♫ 
Quer dizer, agora quando eu quiser falar que sou velha sem citar minha idade, já posso dizer que sou do tempo que Bonde do Tigrão não era música de velho.


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Trilha Sonora: Raul Seixas no filme sobre a vida dele: O Início, O Fim E O Meio. Eu não sou fã dele, mas admito que esse filme é bem bom.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Do Que O Amor É Feito

Sexta-feira eu entrei num botequinho pra comer pastel depois do trabalho. Tava lá comendo, quando entrou um casal que, se somasse a idade dos dois, devia passar fácil dos 140 anos.
Os dois andando em passos lentos e bem calculados, cumprimentaram a mulher atrás do balcão, que observou que a voz da senhorinha estava meio rouca e esta respondeu que era a gripe ainda, que não sabia mais o que tomar para melhorar. O marido, então, rindo disse:
- Toma uma cerveja bem gelada. Dona Zezinha, vê uma cerveja bem gelada pra ela!
A senhora olhou pra mim e disse, sorrindo da graça do marido:
- Vai que ajuda, né? Já tomei tanto remédio, de repente uma cervejinha gelada faz a gripe passar...
Concordei sorrindo e fazendo que sim com a cabeça, achei que fosse brincadeira deles. Não era.
Dona Zezinha perguntou então o que eles iam querer e o senhor respondeu o que iam comer e pediu a cerveja mais geladinha que tivesse no freezer.
Sentaram-se lá fora, na mesa da calçada pra beber sua cerveja e, quando fui embora, vi os dois papeando e sorrindo um pro outro, com a despreocupação típica de dois adolescentes matando aula pra namorar ou, melhor ainda, de dois aposentados que já não devem satisfação pra ninguém nessa vida e sabem que essa mesma vida pode acabar a qualquer momento.
Vim embora pensando no quanto havia naquela cena que me servia de lição e inspiração. Quantas histórias, problemas, dúvidas, cumplicidade e certezas caberiam naqueles anos de amor e amizade entre os dois?
Quantas vezes teriam pensado em desistir ou mandar o outro pro inferno? Mas ao invés de ceder ao impulso fácil da raiva, se contiveram, respiraram fundo e pensaram no prêmio final de suas vidas: poder sentar-se ao lado da pessoa que escolheu pra viver junto, às 17h30 de uma sexta-feira de inverno, tomando uma cerveja gelada e rindo da vida.



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Trilha Sonora: You - The Pretty Reckless