quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Como Sua Vida Mudou Em 1 Ano?

Imagem daqui: We ♥ It

Pouco antes do fim do ano, passeando pelo Bloglovin (você ainda não é o meu gReader, mas juro que estou me esforçando e tentando te amar), vi esse post, que perguntava How Has Your Life Changed In a Year? e olhei bem no fundo dos meus olhos (?) e me perguntei: o que você mudou na sua vida em 2014, Camila? Quanto sua vida mudou nos últimos 12 meses?
Daí desviei os meus olhos daquele meu olhar (?) inquisidor e fiquei dias pensando.
Não queria fazer retorspectiva retrospectiva porque não foi mesmo um ano tão legal, cheio de aventuras sensacionais e agitos radicais com uma galerinha do barulho.
Não acho que eu consiga fazer retrospectiva, porque se teve uma coisa que não funcionou bem nos últimos meses, essa coisa foi a minha memória. Até o comecinho de outubro, mais ou menos, eu fiz coisas dignas de uma senhora de 80 anos tomada pelo alzheimer. Sério, dá até um post à parte.
Mas pensando por "setores", vejamos:

Trabalho: quando vim trabalhar aqui, em 2012, foi um choque de realidade complicadíssimo pra mim. Foi opção minha vir pra cá, mas foi um sofrimento enorme até que eu pudesse entender que as consequências seriam cada vez piores se eu permitisse que elas piorassem. No meio de 2013, quando voltei da licença maternidade, depois de 7 meses em casa (6 meses de licença + 1 mês de férias), estava decidida a aceitar as mudanças todas que eu mesma havia procurado. E vi na prática que quando a gente se abre para as mudanças, aceita as consequências e assume os riscos todos, as coisas ficam muito mais fáceis. De verdade.
Parece auto-ajuda barata, mas digo por experiência própria: as pessoas sentem de longe o cheiro do medo e da insegurança e montam com mais violência pra domar o cavalo arisco, que no caso é você (e eu e qualquer um com a postura de atacar antes de ser atacado).
Em consequência dessa minha mudança de postura, tudo mudou naturalmente. Passei a me sentir útil e os elogios vieram junto com a chance de fazer o que eu sei da melhor forma possível pra ajudar o resto da equipe. Então, em 2014, do começo ao fim, pude colher os frutos dessa sábia atitude que tomei. Consegui trabalhar o ano todo com tranquilidade, bom humor, companheirismo, com qualidade e eficiência. Mudou muito e eu mudei mais ainda.

Família: minha família não mudou muita coisa, mas passamos por uns apertos no fim do ano que me fizeram repensar minha postura com relação a todos. Sabe aquela história antiga de só valorizar depois de perder alguém que amamos? Então, quase perdi meu pai, quase perdi meu irmão e, por Deus não chegou a tanto, mas poderia ter perdido toda a minha família num dia só, incluindo minha filha. Tudo o que aconteceu me fez ver que não dá pra esperar pra ser melhor, não dá pra esperar pra perdoar, não dá pra esperar pra ficar mais tempo com eles. Ainda não sou nenhum exemplo de filha ou irmã, não sou nenhum exemplo de amor e gratidão, mas aprendi a agradecer a Deus toda noite (ou quase toda noite, quando eu consigo dormir sabendo que estou indo dormir e não desmaiando até a manhã seguinte). Agradeço pela minha vida, pela minha saúde e pela vida e saúde de toda a minha família, principalmente minha filha. Preciso aprender a dizer "eu te amo" para pessoas que não sejam a Alice. Eu até digo, mas normalmente preciso ouvir primeiro para depois dizer. Fiquei pensando, se eu tivesse perdido alguém, isso me pesaria a consciência pra sempre. Aquela sensação de que poderia e deveria ter dito e feito mais, que poderia e deveria ter sido melhor...
Enfim, família é pra sempre, mas as pessoas não são. 2014 me mostrou isso de um jeito sutil e agora preciso colocar em prática esse ensinamento e esse desejo de ser melhor filha e irmã. E mãe, porque, embora eu me esforce diariamente para ser boa pra Alice e sei lá no fundo que eu sou o melhor que posso, que sou a mãe que ela precisa; sinto também que posso sempre ser melhor.

Amigos: sou o tipo de amiga que fica sendo amiga sozinha, mesmo depois de ter várias provas de que a outra parte da amizade tá distante há tempos. Fui assim por muito tempo, mas agora em 2014 resolvi me afastar de algumas pessoas que há anos dizem que somos amigas mas, na prática, há anos não se preocupam em saber nem como eu estou. Tudo o que passei nos últimos meses, por exemplo, todo o drama que foi minha gravidez, todos os problemas que tive no trabalho nos últimos anos, todas as idas e vindas no meu relacionamento nos últimos 6 anos... tem gente que nem faz idéia de nada disso. E não por falta de "queria conversar, preciso de um conselho, preciso de um ombro". Porque sou também o tipo de amiga que não poupa detalhes e contatos. Se eu preciso e acho que devo, mando e-mail, msg, carta, recado e desabafo em linhas e linhas de drama e chororô. Mas faço isso porque estou sempre receptiva ao chororô alheio também, porque acho que amizade é isso. Além dos bons momentos, tem também o ombro nos piores momentos do outro. Só que, né? Cansei de só eu oferecer e gastar meu ombro, enquanto o outro lado tá pouco ligando se tô num momento difícil, se tenho com quem conversar, se não estou também com os meus problemas. Cansei de ir chorar e não ter resposta ou, quando tenho, a resposta ser "tô sem tempo, mas assim que der, te respondo" e nunca chegar a tal resposta. 2014 foi o ano de esfriar relações. Cansei de ser amiga sozinha.

Fé: 2014 definitivamente foi o ano que descobri minha fé em Deus e senti o poder Dele na minha vida. Foram tantos livramentos, tantos sinais, tantas intuições (que, pra mim, é simplesmente a voz de Deus falando no meu ouvido). Simples assim: eu creio e Ele tem estado comigo sempre.

Amor: faz algum tempo que meu relacionamento se tornou o tipo mais insuportável de relacionamento: aquele que termina e volta. Em partes por culpa minha, que sempre decidia terminar e em partes por culpa dele, que sempre dava os motivos pra eu querer terminar. Foi muita coisa e 2014 foi péssimo pra nós. Brigamos por coisas passadas, por coisas novas, por ciúmes, por falta de tempo, por falta de atenção, por falta de qualidade no tempo juntos, por exigências demais, por responsabilidade de menos, por amizades que não são muito bem vistas... Mas no fim do ano, faltando poucos dias para 2014 acabar, ouvi um conselho que, resumidamente, dizia o seguinte: "faça o que o seu coração mandar. Não perca tempo com mágoas, não perca tempo nenhum, não espere ser tarde demais." E o meu coração disse que a gente ainda pode consertar essas falhas todas, que juntos as coisas se resolverão, que juntos a nossa filha será mais feliz e nós seremos mais felizes e completos. Juntos de verdade, caminhando lado a lado, se apoiando um no outro, se esforçando pelo outro e, principalmente, pela nossa filha. Não é fácil deixar pra trás 6 anos de mágoas acumuladas e mal resolvidas, mas não estava sendo nada fácil também arrastar tudo isso comigo, mesmo nos últimos tempos eu alcançando grandes progressos deixando algumas coisas de lado e evitando pensar em outras. O que quero, de verdade, é melhorar como pessoa e como mãe e sei que vou conseguir melhorar de forma menos dolorosa se tiver o apoio dele, como sempre tive. E quero que ele melhore ao meu lado, como homem e como pai. Quero ajudar e estar por perto quando ele precisar. A felicidade da minha filha depende também da minha felicidade e da felicidade dele. Então, mais prático tentarmos mais prático
sermos felizes os três juntos, como uma família.


Tirinha linda da Ariane. Aqui tem mais: Lovemaltine

Enfim, 2014 foi um ano complicado, mas aprendi muita coisa. A gente sempre aprende alguma coisa quando se dispõe a aprender. Então, vou parar de pensar que foi um ano complicado e começar a pensar que foi um ano de aprendizados. Infelizmente, muita coisa eu aprendi com sofrimento, mas graças a Deus estou de pé, todos que amo continuam ao meu lado e 2015 será (já está sendo) um ano de aproveitar na prática o que aprendi até aqui.
É um pouco tarde pra isso, mas desejo que esse ano seja para todos vocês um ano de aprendizados e experiências boas. Com o sofrimento necessário para valorizar a vida e a leveza na alma para sorrir na hora de colocar tudo na balança e ver o quanto se evoluiu em 1 ano.


***
Trilha Sonora: Não tem, mas eu colocaria aqui alguma coisa como Tente Outra Vez - Raul Seixas se eu gostasse dele e dessa música. Combina com recomeços e formaturas etc e tal.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

101 em 1001 - Atualizando #2

Mais uma meta cumprida e uma começando direito:

16 - Experimentar um suco de sabor exótico.
Meu pai fez um suco de açaí hoje (domingo, hoje pra mim, que ainda não dormi) e provei. Não gostei. Mas beleza, vou seguir experimentando, tem outros sucos ainda.
Pra quem é mais geração saúde, suco de açaí deve ser coisa tão comum quanto suco de laranja, mas eu sou uma pessoa tradicional, adepta dos sabores mais clássicos laranja/limão/maracujá/abacaxi. O máximo que me arrisco é laranja com mamão ou abacaxi com hortelã. 
E, também por isso, incluí essa meta tão "esquisita" na lista das 101 coisas a realizar.
Então meu pai fez o tal suco, provei, não curti e vou considerar como meta alcançada, mas não descartada. Como o prato novo, vou continuar provando novos sabores sempre que possível. E, nesse caso, vou continuar até achar um que eu goste.

42 - Fazer as unhas em casa a cada 15 dias.
Consegui fazer minha unha aos 45 do segundo tempo. No dia 15, pouco antes de dormir, dei um trato de leve nas unhas. Não tirei cutícula e nem lixei como gosto de fazer, porque precisei cortar todas quando elas começaram a quebrar depois de 2 semanas crescendo. Só dei uma empurrada nos cantos, pintei com um esmalte preto de glitter e fim. Poderia até colocar uma foto pra provar, mas vou deixar pra outro dia, quando eu fizer tudo direito e elas ficarem bonitas como eu gosto.
O importante foi que consegui começar direito essa meta e estou adorando olhar minhas unhas pintadas depois de... acho que mais de 1 ano sem esmalte.

É isso. O projetinho tá caminhando bem por enquanto, aos poucos. A meta de ver 1 filme a cada 15 dias por 1 ano quase me desanimou, porque esqueci do detalhe "por 1 ano" e ainda não tinha conseguido tempo e disposição pra ver filme nenhum e o desespero foi batendo porque já tinha passado do dia 15 e eu ia falhar e MEU DEUS DO CÉU! FRACASSEI NO MEU PRÓPRIO PROJETO!!!! Então posso deixar pra começar essa em outro momento, mais tranquilo. Até lá vou baixando uns filmes e deixando na lista de espera. Hoje foi Azul é a Cor Mais Quente. E, se contar filme mais ou menos assistido, vi Toy Story hoje enquanto cuidava da Alice, que resolveu passar um dia de moça rica brincando na piscininha de plástico dela.

***
Trilha Sonora: Não tô ouvindo música agora, mas estou com a abertura de Dora Aventureira na cabeça há umas 3 horas. Dora, Dora, Dora Aventureeeeiraaaaa...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

101 em 1001 - Atualizando #1

Já estou no 13º dia do projeto e, como eu disse, vou atualizar o blog com os progressos (e fracassos, porque sou pessimista realista e sei que não vou conseguir fazer tudo como planejei na lista).
Vamos lá:

15 - Experimentar uma comida nova.
Minha irmã está de férias em casa e ela é tipo a Palmirinha mais jovem. Ela fez feijão branco e eu comi muito, muito, muito. Nunca tinha provado e adorei. 
Vou riscar esse item da lista porque já consegui atingir a meta de 01 comida, mas não vou deixar de atualizar esse tópico quando houver mais comidas novas e Deus ajude que haja, porque se tem uma coisa que eu gosto de fazer, essa coisa é comer.
E, convenhamos, 01 comida nova em 1001 dias é muito pouco. Eu deveria ter colocado 1001 comidas novas em 101 dias.

24 - Dormir antes da 1h00 am de domingo à quinta-feira.
Estou indo dormir entre 0h00 e 2h00 am, por dois motivos: estamos com visitas em casa e a Alice dorme quando ela quer, não quando eu mando. Portanto, somando essas duas coisas, fico meio que entregue às vontades dela e uma das vontades dela é raramente dormir quando EU tenho sono. Mas poderia ser pior. Ela já passou pela fase de trocar o dia pela noite, quando ia dormir às 5h00 am pra depois acordar às 15h00 pm. O que é ótimo visto que, como vou falar no item a seguir, não posso ir dormir tão tarde se eu quiser ir trabalhar cedo no dia seguinte. Não que eu queira, aliás, mas né? Preciso e talz.

25 - Acordar antes das 10h00 am todos os dias.
Por enquanto isso está funcionando de segunda a sexta-feira. Mas, em minha defesa informo que estou acordando em horários que variam de 04h50 am para pegar o ônibus, até 06h30 am  para pegar a carona com o meu pai para ir trabalhar, dependendo do dia.
Fala se não é um progresso enorme para uma pessoa que costumava acordar faltando dez minutos pra entrar uma hora atrasada no trabalho? E eu entrava às 11h00, heim!
Agora, com esse horário de bóia fria, acho que posso me dar ao luxo de dormir até umas 10h30...11h00 no fim de semana, né?
É trapaça? Talvez. Me sinto culpada? Nem um pouco.

39 - Atualizar o blog pelo menos 1 vez na semana.
Essa eu meio que já falhei, porque já estamos na segunda semana do mês e esse é o primeiro post publicado de 2015. Porém (sempre tem um porém), em minha defesa digo que tenho 1 post que comecei a escrever semana passada e por falta de tempo ainda não terminei pra poder publicar. Então, falhei porque não atualizei o blog na primeira semana, mas não falhei na minha intenção e o que vale é a intenção, então vou seguir tentando. 
É trapa? Talvez. Me sinto culpada? De forma alguma.

49 - Usar maquiagem pelo menos 1 vez no mês.
Esse eu estou conseguindo fazer quase todos os dias até agora. Só esqueci do "batãozão nos beiço" 1 dia. Mas nos outros dias tá rolando o básico batom+rímel+lápis. Até hoje, que vim trabalhar de bermuda e chinelo (não me orgulho disso, que fique claro, mas o calor de 85° me obrigou), dei uma enganada no rosto usando o trio infalível. E não é que isso faz diferença na auto-estima mesmo? Vamos ver se consigo não abandonar esse hábito ao longo dos (pegando a calculadora... 1001-13=) 988 dias que restam do projeto.

*** 
Considerações parciais: como ainda estou na primeira quinzena do mês e tenho duas metas quinzenais a cumprir (unha e filme), vou dar uma agilizada entre hoje e depois de amanhã para tentar fazer a unha num dia e ver um filme no outro. Depois me organizo para as próximas semanas e começo a fazer as unhas na sexta ou sábado à noite e vejo um filme enquanto espero as unhas secarem (e enquanto a Alice dorme). Se não der tempo ou algo falhar, ainda me resta o domingo como escape para a coisa toda não falhar.
No fim das contas, é um bom jeito de me organizar em relação ao tempo que perco com bobeiras quando poderia estar cuidando de mim.


***
Trilha Sonora: Sem trilha sonora, mas hoje combina com Ace of Base - Cruel Summer por motivos de 32º nessa sauna.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um projeto de Ano Novo

O blog anda parado, eu sei. É que a vida anda corrida demais, a cabeça anda cheia demais e o tempo curto demais.
Esse 2014 foi complicadíssimo pra mim e minha família. Teve mudança de cidade às pressas por questões de segurança, teve meu pai na UTI agora no comecinho de dezembro, teve meu coração partido inúmeras vezes, teve trabalho pra caramba o ano todo com sistemas da Educação mudando e a gente tendo que se adequar e organizar tudo pra alimentar corretamente (e realimentar, colocar pra arrotar, trocar fralda, afagar, dar bronca...), teve internet falhando (ainda tem. Na casa nova ela não funciona direito no meu quarto), teve dinheiro faltando, teve choro, teve briga, teve muita noite em claro com Alice desregulando completamente o relógio biológico dela e o meu por consequência, teve desencontro, teve decepção, teve fofoca do mal, teve bolha no pé, teve projeto abandonado no meio do caminho, teve... Deu pra entender, né?
E não é que uma bolha no pé tenha o mesmo peso do meu pai ter ficado na UTI. É só que foi um ano realmente esquisito, cheio de espinhos e coisas chatas. Não posso dizer que foi um ano ruim, porque Graças a Deus tive 365 dias de vida ao lado das pessoas que amo e, tirando a saúde do meu pai que fraquejou, estamos e estivemos todos vivos e respirando diariamente. Mas sabe aquele ano que parece não dar uma folguinha? Quando uma coisa melhora, vem outra e dá uma desandada. Quando uma relação se ajeita, vem alguém e bagunça tudo.
Mas tá acabando e, apesar dos contratempos todos, foi um ano recorde no quesito "passou que eu nem vi".
O próximo ano tem tudo para ser mais leve e, pra me estimular a fazer dele melhor do que foi esse, resolvi começar um projeto 101 em 1001.
Pra quem não conhece, funciona assim: você faz uma lista de 101 coisas que quer fazer e tenta realizar tudo dentro do prazo máximo de 1001 dias (que são o equivalente a......... *Camila fazendo contas*........ 2 anos e 9 meses). Pra coisa ficar interessante, você precisa escolher metas desafiadoras de alguma forma, coisas que você nunca fez ou que deixou de fazer por alguma razão que a ciência desconhece e a fé não explica.
A minha lista ficou até que simples, mas tá cheia de coisas que eu nunca fiz ou deixei de fazer por pura e simples preguiça. E, no fim das contas, se eu conseguir fazer quase tudo terei deixado a preguiça de lado.
Se você quiser brincar, pode adaptar os temas. Já vi 101 em 1001 literário, de séries, de música, de vida saudável... Dá pra inventar muita coisa.
Pra colocar o projeto no blog vou tentar postar 1 vez por semana atualizando as metas alcançadas e, na página anexa que criei com a lista, vou riscando os itens cumpridos. Quem quiser me acompanhar, pode deixar comentários encorajando, rindo da minha cara, palpitando, dando dicas pra facilitar meu lado, me mandando dinheiro, me mandando fotos de belos homens desnudos,... ou pode adaptar minha lista e começar um projeto também.
O meu começa a valer em 01/01/2015 e assim que eu conseguir achar um contador que preste (também aceito dicas pra isso, por favor), vou colocar ali no cantinho do blog pra ir me pressionando e a coisa andar rápido.
Enfim, espero que isso me anime a postar mais no ano que vem e que anime outras pessoas a se desafiarem pra uma vida mais divertida e um ano mais leve.
Talvez eu ainda volte antes do dia 31 pra colocar no ar um dos 2565466255685 rascunhos que tenho guardados no blog. Se eu não voltar, desejo do fundo do meu coração que todos vocês e as pessoas que vocês amam tenham um 2015 lindo, maravilhoso, cheiroso e tranquilo.
Nos vemos lá!

_o/


***
Trilha Sonora: Bad Girls - M.I.A. Tô viciada nessa música há meses, desde que ouvi na trilha de Orphan Black, que aliás é um dos temas dos rascunhos que preciso postar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

6 on 6 #5

Antes de começar, sei que falta o 6 on 6 #4, mas em minha defesa digo o seguinte: vai sair fora de ordem porque tive problemas sérios em outubro. Inclusive, esse de hoje só está saindo graças ao tempinho livre aqui no trabalho, porque em casa estou sem internet e com a minha vida pra terminar de encaixotar para a minha mudança (a 20ª, aliás) amanhã cedo.
Enfim, vamos ao que interessa.
Para novembro escolhemos tema livre, então, como estou com pouco tempo para pensar e fotografar, peguei fotos recentes que gostei do resultado e o que temos é:

Essa é a catedral de Assis. Postei essa foto no Instagram, meses atrás, participando de outro projeto fotográfico, o #desafioprimeira.

Esse é o pessoal da Alice, como ela chama os bonecos e qualquer grupo de mais de duas pessoas. Ela sempre organiza os bonecos assim, em roda ou enfileirados e eu tenho que sentar junto para brincar com o pessoal.

Essa eu tirei de dentro do carro em movimento e a sujeira do vidro (Eca! Lava o carro, pai!) deu um efeito legal nas luzes da rua.

Essa foto também foi pro Instagram há algum tempinho. Tirei aqui na porta da escola, numa terça-feira de céu lindo, no fim da tarde.

Recebi as edições de 2014 dos livros do Itaú e eles vieram em um envelope com esses "selos" lindos que tentei arrancar até perceber que eram imagens impressas no papel. Vou postar depois sobre o projeto e os livros lindos.

Dias atrás foi o aniversário de 02 anos da minha filha. O bolo foi esse. Fiquem com água na boca. Estava delicioso!


***
Trilha Sonora: Alice tagarelando aqui do meu lado. Melhor trilha.

sábado, 25 de outubro de 2014

Indicações

Já ia me esquecendo:
Dia desses, passeando por indicações de links em outros blogs, fui parar nesse post aqui do Vida Expressa. Me identifiquei tanto com o tema, que deixei um comentário enorme que evoluiu para uma troca de e-mails entre a Naira (que moça mais linda, gente!) e eu e aí surgiu um convite dela para um post meu sobre o assunto. Aceitei facinho e o post que saiu foi esse aqui: Amor Próprio a Gente Constrói, falando da pressão familiar que sofri a vida toda para ser mais magra, mais feminina, mais delicada.
Então, além da auto-promoção, tô indicando o blog todo porque é uma delícia de ir fuçando e lendo e comentando e pensando... O tipo de blog que gosto de ler sem pressa, com tempo de sobra e mente aberta para aproveitar cada vírgula.

Outra indicação/novidade é que estou ajudando a Gabi (que moça mais linda, gente!² Mas ela é amor antigo e já sabe disso) na administração de uma página no facebook, a Todo Ponto. É uma página sobre literatura, basicamente. Quando temos um tempinho rola resenha, indicação, fragmentos de livros, link para outras coisas sobre o assunto, etc. É bem legal, pra quem se interessa. Dá uma curtida lá, manda uma contribuição, compartilha. ;)
E, se você não gosta do fb, sem problemas! A página tem também um blog que, apesar de estar sem atualizações há algum tempo, tem coisas bem interessantes por lá e, logo mais (prometo), vai ganhar contribuição minha também.

Então, durante a minha ausência no blog, se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí... Mas volto!

P.S.: Continuo lendo e-mail e entrando em redes sociais (Twitter, Instagram, Facebook, etc) sempre que possível, o que significa quase todo dia. Quem quiser falar oi pra mim, só mandar um O+I e eu responderei com prazer.

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Trilha Sonora: Diz Que Fui Por Aí - Fernanda Takai

Últimas

O blog tava começando a ganhar mais atualizações, eu estava cheia de idéias e projetos pra colocar em prática, mas daí veio a vida e BAM! Me chutou bem no meio da cara.
Aconteceram coisas sérias ultimamente, estão acontecendo mudanças práticas e literais no meu mundo offline e tudo isso me levou a deixar o blog um pouco de canto.
Preciso me organizar, esperar as coisas acalmarem de novo e aí o blog volta certinho, com tudo o que estou devendo e com tudo o que está guardado nos rascunhos.
Até lá, desejo apenas que a mudança traga de volta a tranquilidade que me foi roubada.

***
Trilha Sonora: Silêncio por dentro e por fora.

domingo, 28 de setembro de 2014

Digitais

Sempre me achei muito especial por ter uma impressão digital em forma de S. Achava que só a minha era assim e me orgulhava de ter um dedão tão legal e alfabetizado.
Até que um dia, não me lembro como, descobri que todo mundo* um monte de gente tem a impressão digital assim, basicamente em forma de S e o que diferencia uma pessoa da outra, a verdadeira impressão digital que se analisa minuciosamente; são riscos menores e quase imperceptíveis que compõem o tal S que eu pensava ser só meu.
Penso que seja assim com as pessoas. A gente acha que uma pessoa é única por causa da beleza, da simpatia, do estilo, do que ela sabe fazer. Mas não. As pessoas são basicamente as mesmas porque, mesmo o mais raro dos dons ou belezas, podem ser encontrados em outras pessoas pelo mundo.
O que torna uma pessoa única é o cheiro da pele dela que ninguém mais tem igual, é a voz dela que gravador nenhum é capaz de captar perfeitamente, é o contorno dos lábios que batom nenhum pinta completamente, é o jeito doce ou agressivo de olhar... mas, mais que toda essa beleza e graça invisíveis, o que torna as pessoas tão únicas e especiais é o que elas nos causam com um toque, um alô fora de hora, as borboletas que se agitam mesmo depois de anos adormecidas no estômago.
O que torna alguém único é, mais que qualquer coisa, o que ela é capaz de fazer com a minha vida depois que ela se vai.
Só a minha impressão digital em forma de S não pode ser alterada. O resto todo, quem eu sou, o que eu quero e as lembranças que ficam; nada disso voltará ao lugar nem em um milhão de anos, nem com um milhão de retornos e sensações únicas e arrepios inéditos.
Só eu sei ler essas impressões digitais que elas deixam na minha alma.


*Todo mundo ou quase todo mundo? Dei uma pesquisada na Wikipedia e parece que existem 3 padrões básicos, então nem todo mundo tem o dedão alfabetizado em S como o meu. Me sinto um pouco mais exclusiva outra vez com o meu polegar especial.


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Trilha Sonora: Biquini Cavadão se recusa a encerrar o show de uma música só na minha cabeça. Há 7 dias.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Paralelos

Acordou com a música que vinha do rádio relógio ao lado da cama. Quem ainda usa rádio relógio hoje em dia? Era a pergunta que sempre fazia quando ele despertava de manhã e ela não queria acordar, mas não podia dormir mais cinco minutinhos porque não sabia direito como usar a função snooze do bendito rádio relógio. Sabia consertar eletrodomésticos da mãe e orgulhava-se de trocar as próprias lâmpadas queimadas, mas não sabia usar um botão de um rádio relógio tão velho.
Levantou sem abrir direito os olhos, sentou na cama esticando o braço para alcançar o botão, mas interrompeu o movimento quando percebeu qual era a música que estava tocando.
Lembrou-se que era domingo e não entendeu o que o despertador estava fazendo tocando uma hora daquelas, em pleno domingo. Domingo era sagrado. O dia do sagrado sono até meio dia. Acordar com fome e almoçar o resto da janta. Uma fatia de pizza gelada, um resto de yakissoba frio, um pedaço de lanche trazido da rua na noite anterior. A regra era não se esforçar, não sair de casa, não atender ninguém e não fazer nada antes da uma da tarde. Funcionava assim há anos, não fazia o menor sentido aquele despertador tocando agora. Pelo menos a música era boa. Apesar de fazê-la lembrar de um passado há tanto esquecido e enterrado, pelo menos a música era boa.
- 7:00am. Que loucura foi essa de programar esse despertador pra uma hora dessas? Só terminar essa música e volto a dormir. Deve estar com defeito. Vou terminar de ouvir e desligar da tomada. - disse baixo, enquanto voltava a se deitar, jogando os braços por baixo do travesseiro e esticando as pernas para ocupar a cama toda.
- Você vai voltar a dormir? Não prometeu que hoje começava a caminhar?
Por um segundo que pareceu um minuto encarou aquele vulto na sua cama, falando com ela de forma tão natural, como se tivesse sempre estado ali. A voz era conhecida, mas não fazia o menor sentido. "Como ele entrou aqui?" pensou enquanto tentava se lembrar de qualquer objeto pesado o bastante ou pontiagudo que pudesse usar para se defender dele. Mas ele não parecia uma ameaça. Ele nunca tinha sido uma ameaça. Apesar de não terem dado certo juntos e de na última vez terem brigado tão alto que as luzes da casa do outro lado da rua se acenderam no meio da madrugada, ele nunca foi uma ameaça. Ela era uma ameaça pra ele. Já havia arremessado coisas na direção dele em mais de uma ocasião. Ciúmes, desentendimentos por culpa de amigos, mau humor. Acontecia pouco, mas acontecia. E ele sempre, com a maior calma do mundo, desviava dos objetos voadores e ia embora. Voltava ou ligava horas depois para conversar e ela sempre pedia desculpas, jogava a culpa nele, mas pedia desculpas. Não queria machucar, não queria acertar, não queria que ele fosse embora. Até que um dia ele desviou de um mini-dicionário, foi embora e não voltou mais. Não ligou. Não apareceu mais nem para buscar as coisas dele ou devolver as coisas dela.
Ela esperou por 2 dias. Pensou em ligar, mas não ligou. Pensou em mandar um e-mail, mas não mandou. Pensou em ir pessoalmente até o trabalho dele no meio do dia, na quarta-feira seguinte, mas achou que seria inconveniente demais interromper o expediente dele para brigar por ele ter sumido tantos dias. E no trabalho dele ela não poderia gritar ou bater portas. "Se ele foi embora, ele que volte. Ele sempre volta.". Mas ele não voltou.
Durante algum tempo ela ainda pensou que fosse chegar em casa e encontrar com ele na porta, esperando por ela, com uma desculpa qualquer para justificar o sumiço. Mas já havia se passado 3 meses e ninguém nem tinha notícias dele. Só sabiam que ele continuava trabalhando no mesmo lugar, morando na mesma casa. Mas havia sumido dos bares que frequentava e não dava as caras há muito tempo nas casas de amigos em comum.
Ela nunca perguntava diretamente dele, mas vez ou outra conduzia as conversas de forma que alguém tocasse no nome dele, esperando alguma notícia. Mas as pessoas normalmente perguntavam dele pra ela ao invés de dar o paradeiro do fugitivo.
Chegou um dia, quase 1 ano depois, que ela desistiu de esperar. Pensou que ele talvez tivesse arrumado outra, tivesse ido embora do país, tivesse conhecido outro cara e se descoberto gay. Qualquer desculpa fazia sentido para explicar o sumiço.
Ela evitava apenas pensar que ele estava cansado das brigas, do descontrole, da instabilidade emocional que ela vivia e descarregava nele. Evitava pensar que a culpa era dela. Não era. Ele devia um pedido de desculpas. Mas depois de tanto tempo, deixou pra lá. "Que esteja feliz, pelo menos", ela pensava. Mesmo que no fundo ela sempre completasse com um "...e sozinho".
Depois de tantos anos juntos, não conseguia aceitar a idéia de que ele pudesse se interessar por outra, que ele pudesse estar com outra, beijar e ir pra cama com outra. Ela não se via com outro também. Pensava que não conseguiria mais ficar nua na frente de outro cara que não fosse ele. Sentia pavor de pensar em acordar no meio da noite, ainda sem se vestir e deparar-se com alguém na cama que não fosse ele. Não teria coragem de perguntar, rindo como sempre fazia, onde estava a calcinha dela. E sabia que nunca mais ouviria a resposta "pra quê vestir se vamos tirar de novo daqui a pouco? Volta pra cama..." com aquela voz sonolenta e sexy que ele tinha quando acabava de acordar.
Aquela voz... Aquela voz estava ali, no escuro do quarto dela, falando com ela, na cama dela. Aquela voz. "Como ele entrou aqui?" e ainda não entendia o que estava acontecendo.
- Que dia é hoje?
- Hoje é... Do mês eu acho que é 14. Domingo. Por quê? Deixa eu ver no celular. Pega no bolso da minha calça aí no chão.
Ela sempre perguntava o dia quando, nas manhãs de ressaca, queria se livrar de alguma companhia indesejada que acabava passando a noite ao invés de seguir no primeiro táxi às 4 da manhã. Depois de tanto esperar, ela voltou a sair, conheceu outros caras legais, levou alguns para a casa dela, fez o que quis fazer e sempre, inevitavelmente os despachava com uma desculpa qualquer para que eles não dormissem lá ou ficassem mais que o necessário. Não queria aquele incômodo de preparar café da manhã ou o constrangimento de acordar com um café na cama e um pedido de namoro às 8 da manhã. É difícil dizer não antes do meio dia e ela não gostava de parecer grosseira com desconhecidos. Quando acontecia de pesar demais o sono, um tipo de despertador interno a fazia acordar antes deles e ela se vestia correndo, fazendo algum barulho no quarto. Derrubava um desodorante ou chutava um banquinho de forma que qualquer narcoléptico acordasse no susto e emendava na pergunta chave, "que dia é hoje?" para em seguida fingir um compromisso qualquer, alguém chegando de viagem no aeroporto ou na rodoviária e ela precisava se aprontar pra buscar a pessoa, "infelizmente você não vai poder ficar, mas me liga, vamos sair de novo um dia desses...". E nunca mais.
Mas perguntar o dia para ele não foi uma maneira de começar o teatro para livrar-se dele. Foi um medo de aquilo ser um sonho, medo dele de repente responder 31 de fevereiro, se transformar em uma gaivota azul e sair voando pela janela aberta.
- O que você está fazendo aqui?
- Quê?
- Como você chegou aqui? O que você está fazendo aqui?
- Eu? Estou acordando, ué. Eu costumo fazer isso depois que durmo por algumas horas. Você tá bem? Tá dormindo ainda, né? Vem cá, deita aqui...
- Como você entrou aqui? Desde quando está aqui?
- Entrei com você, ontem, depois que fomos ao mercado e estou aqui desde a semana passada, quando estourou aquele cano no meu banheiro e você disse que eu poderia ficar aqui com você. Deita aqui, volta a dormir.
- Cano? Que cano?
Ele riu e enquanto a abraçava, pediu mais uma vez que ela se deitasse para voltar a dormir.
Ela deitou, mas não fazia o menor sentido. Ficou pensando o que ela teria bebido ou usado sem perceber na noite anterior. Só podia estar sonhando, só podia ser uma ressaca depois de 1 semana alucinada. "Como assim? Ele está na minha casa há dias e eu nem me lembro?". Se estava ficando louca, precisava ao menos fingir estar sã para evitar uma internação. Se estava sonhando, precisava se manter no controle daquele sonho. Entrou no jogo dele. Deitou na cama, deu um beijo nele meio desajeitado e percebeu que, com tanto tempo de saudade e distância, já tinha se esquecido como era o arrepio que sentia quando os lábios deles se encontravam.
- Me desculpa?
- Hmm... Por quê?
- Por tudo. Me desculpa?
- Não sei o que é esse tudo, mas se você está arrependida, desculpo, sim. Eu sempre te desculpo.
A música terminou e, antes de puxar a tomada do rádio-relógio, ela só teve tempo de cantar sorrindo o finalzinho "em algum lugar do tempo, nós ainda estamos juntos Pra sempre, pra sempre ficaremos juntos". Se fosse um sonho, que pelo menos terminasse bem. Se fosse uma nova chance, que pelo menos recomeçasse com uma promessa.


***
A idéia desse conto surgiu enquanto eu ouvia essa música. Não consegui escrever de uma vez só porque as idéias sempre me procuram quando preciso ir dormir, então fiz quase todo no sábado de madrugada e deixei pra terminar na terça-feira, quando tenho 2h livre (por incrível que pareça, no trabalho).
Se ficou muito ruim, perdoem-me. Foi minha primeira vez arriscando um texto totalmente de ficção. Mas saiu tão fácil e tão natural, que achei melhor não esconder. =)


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Trilha Sonora: Em Algum Lugar do Tempo - Biquini Cavadão. Essa música sempre mexeu demais comigo, mas depois desse conto ela ganhou um status diferente na minha playlist "músicas de dor de amor".

domingo, 21 de setembro de 2014

Cardiopatias

Essa semana me perguntaram no trabalho:
- Nossa! Coração dói? Tô sentindo uma pontada aqui no peito.
Respondi:
- Até onde sei, não dói. Ou não deveria doer, né...
A pessoa devia estar perguntando "cardiologicamente" falando, referindo-se a uma dor que poderia ser tanto um anúncio de infarto quando gases. Quase sempre são gases.
Mas respondi pensando na dor que eu ando sentindo mesmo. Aquela dor que não deveria existir, mas insiste em doer. Aquela dor que não deveria existir, porque em algum momento te juraram que não doeria, mas dói. Em algum momento te imploraram para acreditar que nunca doeria, mas dói.
Todo problema cardíaco tem remédio. Mesmo que não tenha cura, tem remédio, tem dieta, tem tratamento, tem exame para detectar e prevenir. A dor que sinto não tem. Não tem médico que cure, não tem remédio que mascare, não tem tratamento que controle, não tem exame preventivo. Ela vem e dói. Só dói.
Um dia deixa de doer ou a gente acostuma com aquele incômodo. Ainda não sei bem o que acontece. O lado ruim (e tem lado bom?) desse tipo de problema do coração é que ninguém sabe explicar nada e todos os casos são inéditos. São sempre dores únicas, mesmo que elas pareçam ser as mesmas.
Só não deixam de doer. Doem muito.


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Trilha Sonora: Juro que tem cantigas de roda tocando na minha cabeça num looping infinito e irritante. "da abóbora faz melado do melão faz melancia" ou alguma coisa assim.