quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Alice e Seu Vocabulário Surpreendente

Alice sempre me surpreendeu com suas habilidades linguísticas. Ela demorou bastante para aprender a andar, mas começou a falar relativamente cedo e resmungava muito desde bebê (bebê pequena, porque agora ela é bebê grande).
Vira e mexe ela solta uma nova que me deixa de queixo caído ou rolando de rir.
Ontem eu estava sentada no chão quando ela chegou, empurrando um carrinho de boneca:

- Estou indo na parada. Vamos, mamãe? Quer ir na parada comigo?
- Eu quero! *não faço a menor idéia de onde era a tal parada*
- Então vamos! Levante-se, mamãe!

Minha filha de 2 anos e 4 meses falou levante-se. Levante-se! Eu não falo levante-se, não conheço ninguém que fale levante-se. Só uso construções assim quando estou escrevendo e, como ela não sabe ler (por enquanto), sei que ela não aprendeu em livros ou posts meus.
E, falando em livros, ontem também, mais tarde, ela foi vasculhar a prateleira de livros dela. Perguntei o que ela estava procurando e ela me respondeu que queria um livro específico lá que não me lembro e completou com:

- Estou ansiosa para ler esse livrinho, mamãe!

Estou ANSIOSA. Gente.
Olha, não sei a filha dos outros, mas a minha é um encanto e só me dá orgulho.

***
Trilha Sonora: Dois É Ímpar - Unidade Imaginária. "A gente se deixa levar e acaba esquecendo De não esquecer jamais de quem não podia ter partido..."

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Trauma (Não) Dançante

Alice está com 2 anos e alguns meses. Ela adora dançar. Ouve música e começa a balançar o corpinho, meio sem ritmo e ao mesmo tempo cheia de ritmo: o ritmo dela, conforme o corpo pequeno dela permite, conforme a inibição dela deixa, enquanto ela percebe que estamos observando e rindo.
O riso.
Sempre que a vejo dançar ou fazer qualquer outra coisa espontânea e ela se retrai quando nota que está sendo observada, deixo bem claro: "continua, filha! Tá linda!" e sorrio para que ela veja que estou olhando porque gosto e não porque é ridículo (porque, de fato, não é).
Agora, neste exato momento, ela está assistindo a um programa infantil no Discovery Kids e, sempre que ouve um barulho dos instrumentos musicais (é um programa meio musical, tem uma banda, não sei direito), ela começa a dancinha dela, toda animada e desajeitada, exatamente como toda criança faz se não for ensaiada para dançar assim ou assado.
Enquanto a admiro dançando, lembrei de uma cena da minha infância: não sei quantos anos exatamente eu tinha, por volta de 5 ou 6, não mais que isso. Eu estava no aniversário de uma prima minha e, junto de outras meninas da mesma faixa etária, começamos a dançar alguma música da Xuxa que estava tocando. Uma das meninas, acho que minha prima, me falou que eu estava dançando errado, que eu não sabia dançar. Aquilo me deixou constrangida e saí da rodinha. Nunca mais dancei em outras festinhas (só nas festinhas de escola, mas sempre com meses de ensaio e passos decorados com os colegas, sob supervisão da professora).
Passei anos me reprimindo quando ouvia música e queria dançar porque, oras, eu nem sei dançar. Dançar é só ir lá e balançar o corpo como todo mundo faz, como uma criança faz. Mas eu não sei fazer isso. Me disseram que eu não sabia. Então eu não sei e não posso dançar, certo?
Conforme o tempo passou, comecei a beber e isso ajudava na hora de me soltar e dançar. Mas eu sempre tenho a sensação de estar fazendo papel de boba, como se todos fossem bailarinos do Bolshoi Ballet e eu fosse a criança de 4 anos dançando sem o menor ritmo, sem a menor noção do que está fazendo em meio a tantos profissionais e especialistas em movimento corporal.
Acontece que, no fundo, eu sei que não sou assim tão desengonçada. O meu problema não está em braços e pernas descoordenados. Está na minha cabeça, na advertência maldosa que ouvi quando criança e ficou martelando minha memória desde então.
Mais uma vez, como no caso dos traumas sobre o corpo, evito fazer e permitir que façam com a Alice as mesmas coisas que fizeram comigo. Mesmo tendo consciência da origem da minha inibição, não é como um botão de liga e desliga que posso acionar para acabar com a vergonha e sair bailando livre por aí. Leva tempo, envolve álcool sempre que possível, envolve a segurança de estar no meio de uma multidão dançando para que eu não seja o centro das atenções. Mas para a Alice é fácil. É só elogiar e incentivar "Tá linda, meu amor! Você dança muito bem! Continua!" e ela
vai crescer sabendo que pode dançar quando e onde quiser, do jeito que quiser, coordenando ou não os membros do corpo dela, conforme a vontade dela.


Se eu puder vê-la dançando assim, sempre de forma natural, sempre de forma alegre, a Camila de 5 anos de idade estará dançando junto, em algum lugar dentro de mim. Até que, quem sabe um dia, ela resolva sair para dançar com a Alice.


***
The Fresh Beat Band é o programa que ela estava vendo.

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Trilha Sonora: Fresh Beat Band, Dora Aventureira... Trilha sonora de mãe.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

101 em 1001 - Atualizando #3

Essa atualização está vergonhosa. Só 1 meta alcançada e 3 que já falhei.
Mas vamos lá:

24 - Dormir antes da 1:00 am de domingo à quinta-feira.
Tá bem difícil manter essa meta em dia. Tenho falhado quase todos os dias.

25 - Acordar antes das 10:00am todos os dias.
Em dias que vou trabalhar, cumpro essa mole, mole. Porém, fim de semana e feriado/mini férias (5 dias em casa essa semana por motivos de exaustão e o médico falou que pode, sim, ficar em casa)... Pelo menos 10h30 é meu horário oficial para começar a viver.

39 - Atualizar o blog pelo menos 1 vez na semana.
Esse post deveria ter sido publicado semana passada. Falhei. Mas eu vou me perdoar porque, como disse, ando exausta e, mesmo tentando, tirar 15 minutos para postar foi uma coisa impossível. Então já tenho 1 buraco nessa meta.

42 - Fazer as unhas em casa a cada 15 dias.
Semana retrasada eu consegui pintar de esmalte clarinho, já prevendo que não daria tempo de tirar e passar outro antes dele descascar todo. Ainda bem que me conheço, porque foi exatamente o que aconteceu. Porém, como a meta é de 15 em 15 dias, ainda estou em dia com ela. Vou ver se consigo limpar e deixar a unha respirar por 1 ou 2 dias, pra pintar de novo no fim de semana. Dessa vez pretendo arriscar um vermelhão que eu adoro, mas morro de preguiça porque sei como termina a história.

44 - Rir até doer a barriga.
Essa foi a melhor meta cumprida até agora. Semana passada, no trabalho, uma colega contou um episódio tão hilariantemente constrangedor (ou constrangedoramente hilário?) da vida dela, que chorei de rir, a barriga doeu, minha garganta secou e eu aprendi com a experiência alheia que devo sempre ir ao banheiro quando o intestino pede, sem esperar, sem deixar pra depois. Obviamente não entrarei em detalhes, mas garanto que qualquer um teria rolado de rir tanto quanto eu ouvindo a história triste.

***
Então é isso. Os indícios de fiascos já estão surgindo, como eu esperava, mas não vou desistir (ainda) do projeto. Fiz até uma frescurinha para colocar ilustrando os posts do projeto ou a página, não decidi ainda. Depois vejo.
O fato é que, mesmo com as primeiras falhas, estou gostando da brincadeira. =)

***
Trilha Sonora: Tô vendo MTV Hits aqui e me sentindo uma tiazona velha que não conhece as músicas que os sobrinhos adolescentes ouvem. Tá passando um clipe com uns caras numa arena, tipo gladiadores ou coisa que o valha. Descobri: Fall Out Boy - Centuries.
Agora melhorou: 7 Vidas - Pitty. Conheço e adoro!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Blogagem Coletiva: Parece que Todo Mundo Sabe, Menos Eu

Entrei para mais um grupo de blog no fb essa semana. É um grupo bem legal, estilo o Rotaroots, com gente que gosta de aprender os detalhes do mundo dos blogs, que gosta de criar, de debater, de interagir. Não por acaso, o nome do grupo é Blogs Que Interagem.
Lá também tem blogagem coletiva todo mês e, para janeiro, um dos temas propostos foi Parece Todo Mundo Sabe, Menos Eu e, cara, se tem uma pessoa que não sabe fazer coisas básicas, essa pessoa sou eu.

Não lembro onde achei o gif, mas estava voando pela internet.

Quer ver?

1 - Arroz
Já morei sozinha, sou mãe, já fui casada, tenho 28 anos e EU NÃO SEI FAZER ARROZ. Juro. Arroz na panela, método tradicional, ferve água, frita temperinho e coisa e tal. Não rola. Até já consegui fazer umas vezes, mas ficou uma nhaca. Ou ficou duro demais, ou mole demais, ou queimou tudo, ou grudou tudo. Nunca deu certo, então aceitei a derrota e desisti. Na panela elétrica eu faço, mas também não fica grandes coisas.

2 - Tsuru
Parece que essa dobradura é a básica no primeiro dia de aula de origami do curso que eu nunca me inscrevi, mas todo mundo fez. Sempre que eu digo que sei fazer origami de estrela, as pessoas ficam "ooooohhh!!!!" e sempre que as pessoas fazem tão facilmente um tsuru na minha frente eu fico "oooohhh!!!!" porque parece fácil, realmente, mas eu nunca consegui fazer.

3 - Feijão
Repetindo a ladainha do arroz: já morei sozinha, já fui casada, sou mãe, tenho 28 anos e EU NÃO SEI FAZER FEIJÃO. Mas aqui eu tenho uma explicação: eu tenho pânico de panela de pressão. De verdade, ouço o barulho dela pegando pressão e evito entrar ou permanecer na cozinha. Sempre acho que vai explodir, que vou morrer, que vai voar feijão na minha cara e me queimar toda... Então eu simplesmente aceitei a derrota² e desisti de ter uma panela de pressão (até que ganhei uma de uma amiga, mas nunca usei e continuei não fazendo feijão).

4 - Jogar Truco
Fiquei quase 5 anos na faculdade, frequente bares, festas universitárias, repúblicas e nunca aprendi a jogar truco. Na escola ainda, no último ano do Ensino Médio, meus amigos chegaram a me colocar pra jogar uma partida em conjunto com alguém que sabia, pra eu entender a dinâmica da coisa, mas sinceramente? Entendi bosta nenhuma. E pra ajudar, detesto gritaria, então nem faço questão de aprender um jogo que as pessoas costumam se exaltar a ponto de quebrar cadeiras e mesas (não é exagero. Já vi acontecer mais de uma vez).

5 - Matemática
Não tenho vergonha de falar: não sei fazer contas de cabeça. E, mesmo usando os dedos e a calculadora, eu preciso refazer pra ter certeza do resultado. Enfia porcentagem no meio do caminho e pronto, deu-se o desastre. Não entra na minha cabeça e a dificuldade é tanta que qualquer informação que envolva números já bloqueia meu cérebro e a memorização complica. Não tenho certeza, por exemplo, do peso e altura que minha filha nasceu porque, veja só, envolve memorizar uns poucos números. Telefone da minha casa? Não sei. Número do meu celular? Não sei. Número da minha casa? Tenho dúvidas. Daqui uns anos Alice vai saber fazer equação de segundo grau e eu ainda não vou responder com certeza quanto é 8x9.

***
E vocês, o que não sabem e todos sabem? Se quiserem responder nos comentários, fiquem à vontade, mas se postarem nos blogs, deixem os links pra eu poder ver e rir da cara de vocês também falar "noooossa! Como assim, você não sabe fazer isso?!".

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Trilha Sonora: Tava tocando Gaby Amarantos aqui, mas só porque estou vendo Caldeirão.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Um Bar Educativo

Quando não tenho carona pra voltar do trabalho, pego o ônibus em frente a um bar. Um bar estilo botecão, sabe? Balcão antigão, mesa de sinuca e prateleira com bebidas variadas (e provavelmente já vencidas, porque duvido que um bar consuma tantas garrafas de vodka, conhaque e semelhantes antes que elas vençam). Esse em especial tem o combo salgados deliciosos + atendimento de qualidade + TV com canais variados da Sky.
Pois bem.
Dia desses, como sempre faço, cheguei e pedi minha torta de bauru (ou seria um bauru em massa de torta?) e fiquei por ali, comendo enquanto o ônibus não chegava. O mocinho me atendeu, depois voltou pro banquinho dele e se virou pra TV que estava ligada na TV Escola. Pensei "TV Escola no bar? Devia estar trocando de canal e parou aí pra me atender. Vai colocar no futebol, certeza.". Mas não. Ele sentou no banquinho, se concentrou e ficou vendo o documentário que estava passando.
Agora me diz, naonde que você já viu um bar com uma TV ligada na TV Escola e não em um canal esportivo ou um show de pagode/forró?
Sério, fiquei tão impressionada com o nível cultural do bar e do dono do bar, que até esqueci de ver que documentário era aquele. Até porque, não sou o tipo de pessoa que assiste documentários da TV Escola. Sou do tipo que come salgado barato de boteco pé sujo.


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Trilha Sonora: Ponteiro - Céu. Música linda, linda. ♥ Fizeram um vídeo para a música, olha que coisa bonita. 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Como Sua Vida Mudou Em 1 Ano?

Imagem daqui: We ♥ It

Pouco antes do fim do ano, passeando pelo Bloglovin (você ainda não é o meu gReader, mas juro que estou me esforçando e tentando te amar), vi esse post, que perguntava How Has Your Life Changed In a Year? e olhei bem no fundo dos meus olhos (?) e me perguntei: o que você mudou na sua vida em 2014, Camila? Quanto sua vida mudou nos últimos 12 meses?
Daí desviei os meus olhos daquele meu olhar (?) inquisidor e fiquei dias pensando.
Não queria fazer retorspectiva retrospectiva porque não foi mesmo um ano tão legal, cheio de aventuras sensacionais e agitos radicais com uma galerinha do barulho.
Não acho que eu consiga fazer retrospectiva, porque se teve uma coisa que não funcionou bem nos últimos meses, essa coisa foi a minha memória. Até o comecinho de outubro, mais ou menos, eu fiz coisas dignas de uma senhora de 80 anos tomada pelo alzheimer. Sério, dá até um post à parte.
Mas pensando por "setores", vejamos:

Trabalho: quando vim trabalhar aqui, em 2012, foi um choque de realidade complicadíssimo pra mim. Foi opção minha vir pra cá, mas foi um sofrimento enorme até que eu pudesse entender que as consequências seriam cada vez piores se eu permitisse que elas piorassem. No meio de 2013, quando voltei da licença maternidade, depois de 7 meses em casa (6 meses de licença + 1 mês de férias), estava decidida a aceitar as mudanças todas que eu mesma havia procurado. E vi na prática que quando a gente se abre para as mudanças, aceita as consequências e assume os riscos todos, as coisas ficam muito mais fáceis. De verdade.
Parece auto-ajuda barata, mas digo por experiência própria: as pessoas sentem de longe o cheiro do medo e da insegurança e montam com mais violência pra domar o cavalo arisco, que no caso é você (e eu e qualquer um com a postura de atacar antes de ser atacado).
Em consequência dessa minha mudança de postura, tudo mudou naturalmente. Passei a me sentir útil e os elogios vieram junto com a chance de fazer o que eu sei da melhor forma possível pra ajudar o resto da equipe. Então, em 2014, do começo ao fim, pude colher os frutos dessa sábia atitude que tomei. Consegui trabalhar o ano todo com tranquilidade, bom humor, companheirismo, com qualidade e eficiência. Mudou muito e eu mudei mais ainda.

Família: minha família não mudou muita coisa, mas passamos por uns apertos no fim do ano que me fizeram repensar minha postura com relação a todos. Sabe aquela história antiga de só valorizar depois de perder alguém que amamos? Então, quase perdi meu pai, quase perdi meu irmão e, por Deus não chegou a tanto, mas poderia ter perdido toda a minha família num dia só, incluindo minha filha. Tudo o que aconteceu me fez ver que não dá pra esperar pra ser melhor, não dá pra esperar pra perdoar, não dá pra esperar pra ficar mais tempo com eles. Ainda não sou nenhum exemplo de filha ou irmã, não sou nenhum exemplo de amor e gratidão, mas aprendi a agradecer a Deus toda noite (ou quase toda noite, quando eu consigo dormir sabendo que estou indo dormir e não desmaiando até a manhã seguinte). Agradeço pela minha vida, pela minha saúde e pela vida e saúde de toda a minha família, principalmente minha filha. Preciso aprender a dizer "eu te amo" para pessoas que não sejam a Alice. Eu até digo, mas normalmente preciso ouvir primeiro para depois dizer. Fiquei pensando, se eu tivesse perdido alguém, isso me pesaria a consciência pra sempre. Aquela sensação de que poderia e deveria ter dito e feito mais, que poderia e deveria ter sido melhor...
Enfim, família é pra sempre, mas as pessoas não são. 2014 me mostrou isso de um jeito sutil e agora preciso colocar em prática esse ensinamento e esse desejo de ser melhor filha e irmã. E mãe, porque, embora eu me esforce diariamente para ser boa pra Alice e sei lá no fundo que eu sou o melhor que posso, que sou a mãe que ela precisa; sinto também que posso sempre ser melhor.

Amigos: sou o tipo de amiga que fica sendo amiga sozinha, mesmo depois de ter várias provas de que a outra parte da amizade tá distante há tempos. Fui assim por muito tempo, mas agora em 2014 resolvi me afastar de algumas pessoas que há anos dizem que somos amigas mas, na prática, há anos não se preocupam em saber nem como eu estou. Tudo o que passei nos últimos meses, por exemplo, todo o drama que foi minha gravidez, todos os problemas que tive no trabalho nos últimos anos, todas as idas e vindas no meu relacionamento nos últimos 6 anos... tem gente que nem faz idéia de nada disso. E não por falta de "queria conversar, preciso de um conselho, preciso de um ombro". Porque sou também o tipo de amiga que não poupa detalhes e contatos. Se eu preciso e acho que devo, mando e-mail, msg, carta, recado e desabafo em linhas e linhas de drama e chororô. Mas faço isso porque estou sempre receptiva ao chororô alheio também, porque acho que amizade é isso. Além dos bons momentos, tem também o ombro nos piores momentos do outro. Só que, né? Cansei de só eu oferecer e gastar meu ombro, enquanto o outro lado tá pouco ligando se tô num momento difícil, se tenho com quem conversar, se não estou também com os meus problemas. Cansei de ir chorar e não ter resposta ou, quando tenho, a resposta ser "tô sem tempo, mas assim que der, te respondo" e nunca chegar a tal resposta. 2014 foi o ano de esfriar relações. Cansei de ser amiga sozinha.

Fé: 2014 definitivamente foi o ano que descobri minha fé em Deus e senti o poder Dele na minha vida. Foram tantos livramentos, tantos sinais, tantas intuições (que, pra mim, é simplesmente a voz de Deus falando no meu ouvido). Simples assim: eu creio e Ele tem estado comigo sempre.

Amor: faz algum tempo que meu relacionamento se tornou o tipo mais insuportável de relacionamento: aquele que termina e volta. Em partes por culpa minha, que sempre decidia terminar e em partes por culpa dele, que sempre dava os motivos pra eu querer terminar. Foi muita coisa e 2014 foi péssimo pra nós. Brigamos por coisas passadas, por coisas novas, por ciúmes, por falta de tempo, por falta de atenção, por falta de qualidade no tempo juntos, por exigências demais, por responsabilidade de menos, por amizades que não são muito bem vistas... Mas no fim do ano, faltando poucos dias para 2014 acabar, ouvi um conselho que, resumidamente, dizia o seguinte: "faça o que o seu coração mandar. Não perca tempo com mágoas, não perca tempo nenhum, não espere ser tarde demais." E o meu coração disse que a gente ainda pode consertar essas falhas todas, que juntos as coisas se resolverão, que juntos a nossa filha será mais feliz e nós seremos mais felizes e completos. Juntos de verdade, caminhando lado a lado, se apoiando um no outro, se esforçando pelo outro e, principalmente, pela nossa filha. Não é fácil deixar pra trás 6 anos de mágoas acumuladas e mal resolvidas, mas não estava sendo nada fácil também arrastar tudo isso comigo, mesmo nos últimos tempos eu alcançando grandes progressos deixando algumas coisas de lado e evitando pensar em outras. O que quero, de verdade, é melhorar como pessoa e como mãe e sei que vou conseguir melhorar de forma menos dolorosa se tiver o apoio dele, como sempre tive. E quero que ele melhore ao meu lado, como homem e como pai. Quero ajudar e estar por perto quando ele precisar. A felicidade da minha filha depende também da minha felicidade e da felicidade dele. Então, mais prático tentarmos mais prático
sermos felizes os três juntos, como uma família.


Tirinha linda da Ariane. Aqui tem mais: Lovemaltine

Enfim, 2014 foi um ano complicado, mas aprendi muita coisa. A gente sempre aprende alguma coisa quando se dispõe a aprender. Então, vou parar de pensar que foi um ano complicado e começar a pensar que foi um ano de aprendizados. Infelizmente, muita coisa eu aprendi com sofrimento, mas graças a Deus estou de pé, todos que amo continuam ao meu lado e 2015 será (já está sendo) um ano de aproveitar na prática o que aprendi até aqui.
É um pouco tarde pra isso, mas desejo que esse ano seja para todos vocês um ano de aprendizados e experiências boas. Com o sofrimento necessário para valorizar a vida e a leveza na alma para sorrir na hora de colocar tudo na balança e ver o quanto se evoluiu em 1 ano.


***
Trilha Sonora: Não tem, mas eu colocaria aqui alguma coisa como Tente Outra Vez - Raul Seixas se eu gostasse dele e dessa música. Combina com recomeços e formaturas etc e tal.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

101 em 1001 - Atualizando #2

Mais uma meta cumprida e uma começando direito:

16 - Experimentar um suco de sabor exótico.
Meu pai fez um suco de açaí hoje (domingo, hoje pra mim, que ainda não dormi) e provei. Não gostei. Mas beleza, vou seguir experimentando, tem outros sucos ainda.
Pra quem é mais geração saúde, suco de açaí deve ser coisa tão comum quanto suco de laranja, mas eu sou uma pessoa tradicional, adepta dos sabores mais clássicos laranja/limão/maracujá/abacaxi. O máximo que me arrisco é laranja com mamão ou abacaxi com hortelã. 
E, também por isso, incluí essa meta tão "esquisita" na lista das 101 coisas a realizar.
Então meu pai fez o tal suco, provei, não curti e vou considerar como meta alcançada, mas não descartada. Como o prato novo, vou continuar provando novos sabores sempre que possível. E, nesse caso, vou continuar até achar um que eu goste.

42 - Fazer as unhas em casa a cada 15 dias.
Consegui fazer minha unha aos 45 do segundo tempo. No dia 15, pouco antes de dormir, dei um trato de leve nas unhas. Não tirei cutícula e nem lixei como gosto de fazer, porque precisei cortar todas quando elas começaram a quebrar depois de 2 semanas crescendo. Só dei uma empurrada nos cantos, pintei com um esmalte preto de glitter e fim. Poderia até colocar uma foto pra provar, mas vou deixar pra outro dia, quando eu fizer tudo direito e elas ficarem bonitas como eu gosto.
O importante foi que consegui começar direito essa meta e estou adorando olhar minhas unhas pintadas depois de... acho que mais de 1 ano sem esmalte.

É isso. O projetinho tá caminhando bem por enquanto, aos poucos. A meta de ver 1 filme a cada 15 dias por 1 ano quase me desanimou, porque esqueci do detalhe "por 1 ano" e ainda não tinha conseguido tempo e disposição pra ver filme nenhum e o desespero foi batendo porque já tinha passado do dia 15 e eu ia falhar e MEU DEUS DO CÉU! FRACASSEI NO MEU PRÓPRIO PROJETO!!!! Então posso deixar pra começar essa em outro momento, mais tranquilo. Até lá vou baixando uns filmes e deixando na lista de espera. Hoje foi Azul é a Cor Mais Quente. E, se contar filme mais ou menos assistido, vi Toy Story hoje enquanto cuidava da Alice, que resolveu passar um dia de moça rica brincando na piscininha de plástico dela.

***
Trilha Sonora: Não tô ouvindo música agora, mas estou com a abertura de Dora Aventureira na cabeça há umas 3 horas. Dora, Dora, Dora Aventureeeeiraaaaa...

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

101 em 1001 - Atualizando #1

Já estou no 13º dia do projeto e, como eu disse, vou atualizar o blog com os progressos (e fracassos, porque sou pessimista realista e sei que não vou conseguir fazer tudo como planejei na lista).
Vamos lá:

15 - Experimentar uma comida nova.
Minha irmã está de férias em casa e ela é tipo a Palmirinha mais jovem. Ela fez feijão branco e eu comi muito, muito, muito. Nunca tinha provado e adorei. 
Vou riscar esse item da lista porque já consegui atingir a meta de 01 comida, mas não vou deixar de atualizar esse tópico quando houver mais comidas novas e Deus ajude que haja, porque se tem uma coisa que eu gosto de fazer, essa coisa é comer.
E, convenhamos, 01 comida nova em 1001 dias é muito pouco. Eu deveria ter colocado 1001 comidas novas em 101 dias.

24 - Dormir antes da 1h00 am de domingo à quinta-feira.
Estou indo dormir entre 0h00 e 2h00 am, por dois motivos: estamos com visitas em casa e a Alice dorme quando ela quer, não quando eu mando. Portanto, somando essas duas coisas, fico meio que entregue às vontades dela e uma das vontades dela é raramente dormir quando EU tenho sono. Mas poderia ser pior. Ela já passou pela fase de trocar o dia pela noite, quando ia dormir às 5h00 am pra depois acordar às 15h00 pm. O que é ótimo visto que, como vou falar no item a seguir, não posso ir dormir tão tarde se eu quiser ir trabalhar cedo no dia seguinte. Não que eu queira, aliás, mas né? Preciso e talz.

25 - Acordar antes das 10h00 am todos os dias.
Por enquanto isso está funcionando de segunda a sexta-feira. Mas, em minha defesa informo que estou acordando em horários que variam de 04h50 am para pegar o ônibus, até 06h30 am  para pegar a carona com o meu pai para ir trabalhar, dependendo do dia.
Fala se não é um progresso enorme para uma pessoa que costumava acordar faltando dez minutos pra entrar uma hora atrasada no trabalho? E eu entrava às 11h00, heim!
Agora, com esse horário de bóia fria, acho que posso me dar ao luxo de dormir até umas 10h30...11h00 no fim de semana, né?
É trapaça? Talvez. Me sinto culpada? Nem um pouco.

39 - Atualizar o blog pelo menos 1 vez na semana.
Essa eu meio que já falhei, porque já estamos na segunda semana do mês e esse é o primeiro post publicado de 2015. Porém (sempre tem um porém), em minha defesa digo que tenho 1 post que comecei a escrever semana passada e por falta de tempo ainda não terminei pra poder publicar. Então, falhei porque não atualizei o blog na primeira semana, mas não falhei na minha intenção e o que vale é a intenção, então vou seguir tentando. 
É trapa? Talvez. Me sinto culpada? De forma alguma.

49 - Usar maquiagem pelo menos 1 vez no mês.
Esse eu estou conseguindo fazer quase todos os dias até agora. Só esqueci do "batãozão nos beiço" 1 dia. Mas nos outros dias tá rolando o básico batom+rímel+lápis. Até hoje, que vim trabalhar de bermuda e chinelo (não me orgulho disso, que fique claro, mas o calor de 85° me obrigou), dei uma enganada no rosto usando o trio infalível. E não é que isso faz diferença na auto-estima mesmo? Vamos ver se consigo não abandonar esse hábito ao longo dos (pegando a calculadora... 1001-13=) 988 dias que restam do projeto.

*** 
Considerações parciais: como ainda estou na primeira quinzena do mês e tenho duas metas quinzenais a cumprir (unha e filme), vou dar uma agilizada entre hoje e depois de amanhã para tentar fazer a unha num dia e ver um filme no outro. Depois me organizo para as próximas semanas e começo a fazer as unhas na sexta ou sábado à noite e vejo um filme enquanto espero as unhas secarem (e enquanto a Alice dorme). Se não der tempo ou algo falhar, ainda me resta o domingo como escape para a coisa toda não falhar.
No fim das contas, é um bom jeito de me organizar em relação ao tempo que perco com bobeiras quando poderia estar cuidando de mim.


***
Trilha Sonora: Sem trilha sonora, mas hoje combina com Ace of Base - Cruel Summer por motivos de 32º nessa sauna.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um projeto de Ano Novo

O blog anda parado, eu sei. É que a vida anda corrida demais, a cabeça anda cheia demais e o tempo curto demais.
Esse 2014 foi complicadíssimo pra mim e minha família. Teve mudança de cidade às pressas por questões de segurança, teve meu pai na UTI agora no comecinho de dezembro, teve meu coração partido inúmeras vezes, teve trabalho pra caramba o ano todo com sistemas da Educação mudando e a gente tendo que se adequar e organizar tudo pra alimentar corretamente (e realimentar, colocar pra arrotar, trocar fralda, afagar, dar bronca...), teve internet falhando (ainda tem. Na casa nova ela não funciona direito no meu quarto), teve dinheiro faltando, teve choro, teve briga, teve muita noite em claro com Alice desregulando completamente o relógio biológico dela e o meu por consequência, teve desencontro, teve decepção, teve fofoca do mal, teve bolha no pé, teve projeto abandonado no meio do caminho, teve... Deu pra entender, né?
E não é que uma bolha no pé tenha o mesmo peso do meu pai ter ficado na UTI. É só que foi um ano realmente esquisito, cheio de espinhos e coisas chatas. Não posso dizer que foi um ano ruim, porque Graças a Deus tive 365 dias de vida ao lado das pessoas que amo e, tirando a saúde do meu pai que fraquejou, estamos e estivemos todos vivos e respirando diariamente. Mas sabe aquele ano que parece não dar uma folguinha? Quando uma coisa melhora, vem outra e dá uma desandada. Quando uma relação se ajeita, vem alguém e bagunça tudo.
Mas tá acabando e, apesar dos contratempos todos, foi um ano recorde no quesito "passou que eu nem vi".
O próximo ano tem tudo para ser mais leve e, pra me estimular a fazer dele melhor do que foi esse, resolvi começar um projeto 101 em 1001.
Pra quem não conhece, funciona assim: você faz uma lista de 101 coisas que quer fazer e tenta realizar tudo dentro do prazo máximo de 1001 dias (que são o equivalente a......... *Camila fazendo contas*........ 2 anos e 9 meses). Pra coisa ficar interessante, você precisa escolher metas desafiadoras de alguma forma, coisas que você nunca fez ou que deixou de fazer por alguma razão que a ciência desconhece e a fé não explica.
A minha lista ficou até que simples, mas tá cheia de coisas que eu nunca fiz ou deixei de fazer por pura e simples preguiça. E, no fim das contas, se eu conseguir fazer quase tudo terei deixado a preguiça de lado.
Se você quiser brincar, pode adaptar os temas. Já vi 101 em 1001 literário, de séries, de música, de vida saudável... Dá pra inventar muita coisa.
Pra colocar o projeto no blog vou tentar postar 1 vez por semana atualizando as metas alcançadas e, na página anexa que criei com a lista, vou riscando os itens cumpridos. Quem quiser me acompanhar, pode deixar comentários encorajando, rindo da minha cara, palpitando, dando dicas pra facilitar meu lado, me mandando dinheiro, me mandando fotos de belos homens desnudos,... ou pode adaptar minha lista e começar um projeto também.
O meu começa a valer em 01/01/2015 e assim que eu conseguir achar um contador que preste (também aceito dicas pra isso, por favor), vou colocar ali no cantinho do blog pra ir me pressionando e a coisa andar rápido.
Enfim, espero que isso me anime a postar mais no ano que vem e que anime outras pessoas a se desafiarem pra uma vida mais divertida e um ano mais leve.
Talvez eu ainda volte antes do dia 31 pra colocar no ar um dos 2565466255685 rascunhos que tenho guardados no blog. Se eu não voltar, desejo do fundo do meu coração que todos vocês e as pessoas que vocês amam tenham um 2015 lindo, maravilhoso, cheiroso e tranquilo.
Nos vemos lá!

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Trilha Sonora: Bad Girls - M.I.A. Tô viciada nessa música há meses, desde que ouvi na trilha de Orphan Black, que aliás é um dos temas dos rascunhos que preciso postar.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

6 on 6 #5

Antes de começar, sei que falta o 6 on 6 #4, mas em minha defesa digo o seguinte: vai sair fora de ordem porque tive problemas sérios em outubro. Inclusive, esse de hoje só está saindo graças ao tempinho livre aqui no trabalho, porque em casa estou sem internet e com a minha vida pra terminar de encaixotar para a minha mudança (a 20ª, aliás) amanhã cedo.
Enfim, vamos ao que interessa.
Para novembro escolhemos tema livre, então, como estou com pouco tempo para pensar e fotografar, peguei fotos recentes que gostei do resultado e o que temos é:

Essa é a catedral de Assis. Postei essa foto no Instagram, meses atrás, participando de outro projeto fotográfico, o #desafioprimeira.

Esse é o pessoal da Alice, como ela chama os bonecos e qualquer grupo de mais de duas pessoas. Ela sempre organiza os bonecos assim, em roda ou enfileirados e eu tenho que sentar junto para brincar com o pessoal.

Essa eu tirei de dentro do carro em movimento e a sujeira do vidro (Eca! Lava o carro, pai!) deu um efeito legal nas luzes da rua.

Essa foto também foi pro Instagram há algum tempinho. Tirei aqui na porta da escola, numa terça-feira de céu lindo, no fim da tarde.

Recebi as edições de 2014 dos livros do Itaú e eles vieram em um envelope com esses "selos" lindos que tentei arrancar até perceber que eram imagens impressas no papel. Vou postar depois sobre o projeto e os livros lindos.

Dias atrás foi o aniversário de 02 anos da minha filha. O bolo foi esse. Fiquem com água na boca. Estava delicioso!


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Trilha Sonora: Alice tagarelando aqui do meu lado. Melhor trilha.