segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Uma lista para a Gabi

A sugestão veio quando comentei que Beautiful Girls, do INXS, me deixava triste, apesar de ser linda e por isso ela estava na minha lista de músicas lindas que me dão vontade de chorar. E ela me disse que eu devia fazer então uma lista das músicas que fazem feliz.
Bem, isso não tem sido a coisa mais frequente dos últimos dias, mas não custa tentar, né?
Então, Gabi, aqui está a lista, não em ordem de tamanho do sorriso que me causam, mas em ordem de chegada à minha memória mesmo.

1 - No Rain - Blind Melon 
Quando penso em músicas felizes, que me fazem sorrir e pensar que a vida pode melhorar, essa é a primeira que me vem à cabeça.

2 - Sweetest Thing - U2
Acho que mais pelo clipe dela do que por qualquer outra coisa. O Bono lá, se esforçando pra fazer a mulher dele sorrir, pra que ela o perdoe por ter faltado em uma data especial pra eles (aniversário de casamento deles, acho). Mano, quem é que se esforça tanto a ponto de usar elefantes de circo para alegrar a mulher? Tem como não sorrir vendo aquilo?

3 - Dois Sorrisos - Móveis Coloniais de Acaju
Uma música que tem "sorrisos" no título não pode causar outro efeito a não ser fazer sorrir. O clipe é tão lindo e divertido que faz sorrir aquele sorriso bobo de gente apaixonada. Me faz sorrir quando escuto e me faz sorrir mais ainda quando vejo o vídeo. Principalmente o último casal, que fecha o clipe da maneira mais linda possível.

4 - Today - Smashing Pumpkins
Porque ouço e me lembro do clipe, com carrinho de sorvete, tintas, liberdade para colorir tudo e dar uns pegas em alguém no meio do deserto. E a letra é do tipo que alegra mesmo.

5 - Malibu - Hole
Pra mim é música de comemoração por uma fase superada. Sempre canto infinitas vezes quando estou disposta a sair do buraco.


6 - Dê Um Rolé - Unidade Imaginária (que eu acabei de descobrir que é uma regravação dos Novos Baianos e tem mais trocentas versões de outras pessoas, entre Gal e Zizi Possi)
Animadinha, parece música de festinha com amigos. Festinha com amigos sempre me fez sorrir.
"E antes de você ser Eu sou Eu sou amor Da cabeça aos pés".

7 - Dessa vez - Nando Reis
Tem letra mais animadora que essa? "Eu não vou chorar Você não vai chorar (...) Sorria e saiba o que eu sei Eu te amo". E o ritmo dela é alegre.

8 - Mantra - Nando Reis
Outra dele. Essa é uma coisa tão linda, tão cheia de ensinamentos sobre ser uma pessoa melhor, fazer e desejar o melhor pra todos. Sorrio por dentro e por fora quando ouço.

9 - Trapézio - Pitty
Me dá uma sensação de manhã de ressaca pós balada, daquelas bem boas, que levam tua memória e só deixam a certeza de que você se divertiu mais do que esperava. E apesar da dor de cabeça, é bom, sim, acordar de ressaca depois de uma noite boa.

10 - Felicidade - Marcelo Jeneci
Porque é uma música sobre felicidade e ponto final.
"Você vai rir Sem perceber Felicidade é só questão de ser"

11 - Stop - Spice Girls
Sim. Spice Girls. Explico. Quando elas estavam fazendo aquele sucesso doido, tocando em todo canto e ganhando fortunas, eu tinha uns 12 anos e ganhei o CD que tem essa música de presente de aniversário das minhas amigas, na festa surpresa que elas fizeram pra mim. Aí soma essa lembrança da época em que felicidade era a coisa mais simples do mundo e a gente nem imaginava isso, com a letra bobinha, a coreografia fácil e o clipe bonitinho e foi assim que Spice Girls veio parar na minha lista.

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Vou parar no nº11 porque gosto de números repetidos (11, 22, 33, 44...), mas se eu me lembrar de outras músicas, a lista segue com uma parte 2. Aceito sugestões também. Se elas me fizerem sorrir, entram para a lista também.


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Trilha Sonora: Beautiful Girl - INXS, que eu adoro e foi o último link que busquei pra inserir no post. E agora, como minha memória sempre associa músicas às pessoas, essa vai virar a música da Gabi por causa da história desse post. E porque ela é feia. rs
(Mentira, heim, gente! Gabi é linda!)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O começo de um recomeço

Talvez ainda seja cedo para dizer que passou, porque sei que, no fundo e bem lá no fundo, passou coisa nenhuma e talvez nunca passe de verdade.
Acontece que eu já vi esse filme outras vezes, com outros atores e outros enredos e lembro que o fim é sempre muito parecido. Quer dizer, o que chamamos de fim, mas que na real, não tem fim nunca.
O que acontece com a gente nunca tem fim. Uma história se emenda na outra, um amor se vai e deixa as cicatrizes que o próximo amor vai cuidar e colocar o band-aid até que ela feche, mas você vai olhar para aquela marquinha que fica na pele e vai se lembrar que não deve agir da mesma forma que agiu, porque foi aquilo que lhe rendeu aquela cicatriz que virou a marquinha na pele.
E a vida vai seguindo porque a gente não pode parar o mundo e congelar todo mundo à nossa volta até que a gente esteja bem para sair e ver gente e sorrir com o coração e dizer "bom dia, posso ajudar?" para a pessoa que não tem nada a ver com os seus problemas e precisa da sua prestação de serviços diariamente.
Também não leva a nada alimentar uma raiva porque, veja bem, você não escolheu ter raiva. Alguém te faz alguma coisa que causa a raiva. Carregar com você pra todo canto, como uma bolsa pesada a tiracolo é opção sua. E bolsas pesadas causam dor nas costas, dor nas costas causam mau humor e eu não quero ser uma pessoa que rasga a pipa do moleque que caiu no meu quintal por acidente. Não quero ser a velha que fura a bola que bate no portão de casa por acidente. Quero ser aquela que se incomoda, pede para que tomem cuidado, mas devolve. Devolve a bola, a pipa, o bem que me fizeram e, assumo, também o mal que me fizeram mas na exata medida que ele aconteceu. Nada mais e nada menos. Porque não sou trouxa e nem quero ser bruxa.
Passar não passou, deixar de doer não deixou ainda, mas vai doer cada vez mais se eu alimentar isso. Da mesma forma que o amor só vai morrer se eu parar de alimentar. E então eu vou deixar de alimentar esse amor, deixar de alimentar essa dor e esperar que surja no lugar disso tudo algo tão grande quanto, mas, desta vez, que seja melhor e mais bonito. Mais maduro e mais saudável.
Talvez demore, talvez nem aconteça. Mas eu não tenho outra opção a não ser tentar.
Já vi esse filme, eu já estive nele. E quando eu parei de tentar odiar, de tentar guardar o amor, foi que eu consegui respirar e o lugar de tudo aquilo foi ocupado com outras coisas que me fizeram bem.
Enfim, talvez demore, mas o primeiro passo para tentar acender a luz eu já dei. Talvez seja necessário trocar a lâmpada ou verificar a fiação do interruptor, mas o mais importante é que já sei onde ele está e o que preciso fazer para iluminar as coisas de novo.
Um passo de cada vez e logo as coisas estarão de volta ao seu lugar.

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Sobre o blog, acho que não tem mesmo como eu sair daqui. Os comentários que recebi, e-mails que troquei nesses dias (estou falando da moça mais racional que deu os conselhos mais sensatos e úteis que ouvi nessa semana. Obrigada! De verdade!), coisas que li e tomei como "sinais"... Tudo me fez ver que não posso abrir mão de todas as memórias que tenho guardadas aqui por causa de uma decepção. Tudo isso já existia antes do ocorrido e vai continuar existindo. Vou dar uma selecionada nos posts que quero que voltem, mas aos poucos, quase tudo vai reaparecer nos arquivos. Não seria justo comigo sumir assim com as minhas memórias que, se não fossem tão importantes, não teriam vindo parar aqui. Enfim... Pediram que eu desse tempo ao tempo e uma semana foi tudo o que eu precisei para ver que esse conselho estava certo.
Obrigada aos leitores que gostam tanto do blog e que teriam me seguido pra qualquer canto que eu tivesse escolhido ir. =)

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Trilha Sonora: Eu Me Acerto - Zélia Duncan. Talvez estar ouvindo há tantas horas tenha me ajudado a refletir.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O clic

Tem aqueles momentos em que o desespero é tanto, que a gente começa a pedir sinais que nos indiquem qual caminho seguir.
Peço o tempo todo por isso, em silêncio.
Então, sem nem imaginar o que tem se passado, ela entrou cantando apenas esse verso e saiu em seguida, sem falar mais nada:
E eu percebi que eu também já vi. Não minha, mas de outras pessoas. E se toda essa gente saiu do lugar, acendeu a luz e saiu da escuridão, então eu também posso me levantar e começar a tatear o escuro até achar o interruptor.
Pode não ser tão simples, mas não é impossível.

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Estou tentando abandonar o blog, juro que estou, mas não estou conseguindo... Tem cura, Dr.?

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Trilha Sonora: Alguma trilha de novela tocando longe no rádio de alguém.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cartas para não enviar

ou: O Último Post do Blog (agora de verdade)




Quando te conheci, lembro-me perfeitamente das coisas que te disse sobre confiança, meus amores errados, meus medos, a facilidade e ao mesmo tempo a dificuldade que tenho para me envolver... Lembro de tudo e não preciso pegar arquivo de conversas ou velhos e-mails.
Lembro de tudo simplesmente porque era tudo verdade, era o que eu sentia.
Por mais que tenha tentado evitar o que eu já estava sentindo, eu sabia que não teria jeito. Eu já era sua quando você disse "quero você pra mim".
A partir daí eu mudei. Mudei meu jeito amargo, mudei meus planos de conhecer o mundo, mudei meus planos de viver o sonho feminista da mulher independente, mudei meus planos de ser sozinha a mãe dos filhos que eu quero ter, mudei minha vida toda para que você pudesse caber nela, com o espaço e conforto que você merecia.
Ouvi desaforos absurdos de quem me julgou sem me conhecer e, hoje, se arrepende e me diz exatamente o contrário do que me fez ouvir calada.
Em alguns momentos, até enfrentei pessoas que amo para defender você.
Tudo valia a pena.
Achei que seria certo ou, mesmo que não fosse certo, seria justo que eu me afastasse de pessoas que não acrescentavam nada na minha vida, em respeito ao que você pensava sobre elas. Achei que você exigia essas coisas de mim porque era o que você também fazia, mesmo que eu raramente tenha pedido isso a você. Consciência, sabe? Direitos iguais, deveres iguais, sabe?
Não, não sabe.
Consciência é aquela coisa que pesa quando vamos dormir, que fica martelando na nossa cabeça e nos tira o sono. É aquilo que me pesava cada vez que eu fazia algo por impulso e corria para te contar, porque eu sabia que era o certo a se fazer, mesmo sabendo que eu já tinha cometido um erro. Dignidade, sabe?
Não, não sabe também. Dignidade é o que tentamos manter mesmo sabendo que fizemos algo feio. É o que queremos salvar quando corremos para contar a verdade antes que o outro descubra sozinho a besteira que fizemos.
Você não sabe de muitas coisas ainda. Você não sabe sobre respeito. Você não sabe sobre fidelidade. Você não sabe sobre amor verdadeiro. Você não sabe, principalmente, o estrago que causou dentro do meu peito.
Quando eu dizia que trazia desconfianças por culpa de outras pessoas que tinham me enganado, você dizia cheio de razão e olhar ofendido que eu não podia te comparar a eles, que você era homem e eles eram moleques, que você jamais trairia minha confiança porque você, sim, me amava de verdade e valorizava o nosso relacionamento. Aos poucos eu fui acreditando nisso. Até que você provou que eu sempre estive certa e você nunca passou de um moleque, capaz de trocar uma coisa sólida por uma ilusão do que teria sido uma coisa que nunca chegou a acontecer e, acredito até que nunca vai acontecer.
Você sempre me fez acreditar que eu era o lado egoísta do casal. Que você estava sempre por perto, mesmo de longe e eu te abandonava nos momentos em que você precisava. Posso ter agido assim algumas vezes, admito. Mas eu nunca pensei ou falei "não tenho ninguém". Eu sabia que eu tinha você, mesmo quando eu não te procurava e preferia me fechar, eu tinha você. E da mesma forma, mesmo quando eu não estava exatamente disponível, por ter os meus próprios problemas para resolver, eu continuava pronta pra sair correndo e te ouvir, te ajudar, te encontrar, segurar sua mão, mesmo que não pudesse fazer nada por você. Você tinha a minha amizade. Até que você disse que não tinha ninguém. Até que você foi implorar atenção de uma pessoa que não deve se importar tanto com você.
Cada relacionamento que acaba deixa um estrago que a próxima pessoa deve saber consertar com cuidado, como uma casa usada que, quando o novo dono compra, precisa olhar com cuidado e identificar as infiltrações, paredes rachadas que podem vir a cair um dia, telhas quebradas que podem virar goteiras e buracos no piso que podem abrigar ratos. Algumas coisas o novo dono pode consertar imediatamente, apenas para conseguir entrar e morar. Outras ele vai arrumando aos poucos, conforme a necessidade, conforme o tempo, conforme o possível prejuízo a longo prazo.
No momento, sou como essa casa destruída. Mas como se, antes de sair, você tivesse vindo com um trator e derrubado, sem o menor cuidado, paredes e mais paredes, abalando a estrutura do que restou de pé.
Mesmo que você tente me dizer que está sentindo como se tivesse se jogado de um penhasco com trator e tudo, eu ainda sou a casa que foi destruída porque você quis destruir e só será reformada quando alguém tiver vontade de fazer isso porque sabe o potencial que há por baixo de todos esses escombros.
Enfim, até que isso aconteça, vou recolhendo sozinha tijolo por tijolo, varrendo a poeira pra fora e em algum momento, quando eu menos esperar, estarei de pé novamente. 
Até lá, desejo apenas que você viva. E viver, às vezes, pode ser o maior sofrimento que uma pessoa pode desejar a outra, porque o mundo se encarrega de trazer o que cada um merece.
E eu sei que eu mereço o melhor.


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Trilha Sonora: Tem tanta música tocando na minha cabeça ao mesmo tempo, que eu nem sei identificar a que está mais alta.

Avisos aos navegantes

Sei que uma ou outra pessoa ainda vem aqui com alguma frequência em busca de atualizações, histórias bizarras da minha vida, vexames que eu passo, desastres e coisas fofas de gente apaixonada.
Acontece que, devido a acontecimentos recentes, estou pensando em dar um parada por uns tempos nesse blog e, se eu resolver voltar, pretendo trocar de endereço, de ares, de decoração e tudo mais.
Como eu sou uma pessoa legal, que pensa no bem estar alheio, gostaria que vocês deixassem seus lindos e-mails aqui nos comentários, pra eu poder avisar um a um, com um e-mail personalizado, perfumado e cheio de carinho, quando eu estiver de volta no canto novo.
Gosto daqui e de tudo que já postei, de tudo que vocês comentaram e as amizades que fiz por causa do blog; mas acho que, como uma Caixa de Sapato mesmo, onde vamos guardando lembranças, chega um momento em que precisamos esvaziar e colocar coisas novas nela ou, mais fácil ainda, lacrar tudo e esquecê-la debaixo da cama, empoeirando até o dia em que você sente saudade e abre para rever seus tesouros.
É o que vou fazer aqui.
Então, se alguém quiser saber pra onde eu vou (quando eu for), já sabem o que fazer.
Se preferirem, mandem o endereço direto pro meu e-mail e aproveitem para me mandar um oi pra eu saber que vocês não são todos computadores treinados para ler blogs e roubar informações (meu e-mail é eudesouzalves @yahoo.com.br - tirem o espaço quando forem copiar).
Bem... Isso é um até logo, então.

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Trilha Sonora: You Belong To Me - Carla Bruni. Minha irmã viciou e é só o que ela ouve agora, pra minha sorte.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Indiretas que o mundo dá


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Trilha Sonora: Flores do Mal - Barão Vermelho, que insiste em não sair da minha cabeça desde ontem, quando ela tocou por acaso e a letra fez todo o sentido do mundo pra mim. "A mesma mão que acaricia Fere e sai furtiva Faz do amor uma história triste"

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mancha engana-trouxa

Daí a pessoa vem morar numa cidade super quente, onde o sol nunca some e, mesmo sabendo dos riscos de mancha de pele, não usa protetor solar. 
Um belo dia, distraída, olha pro seu braço e nota uma manchinha escura que não existia antes.
"AI, MEU DEUS! TÔ MANCHADA! MANCHA DE PELE! SOCORRO! NÃO POSSO FICAR MANCHADA!"
Passa o dedo na tal mancha e ela some.
"Ah! Era sujeira que respingou mais cedo, enquanto eu lavava o chão. heh"

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As Verdades Inventadas

Passamos a vida toda dizendo que dinheiro não compra felicidade, mas não deixamos de apostar na Mega da Virada e fazer hora-extra pra ganhar unzinho a mais no pagamento. Passamos a vida dizendo que não podemos viver sem tal coisa/pessoa, mas quando a tal coisa/pessoa se vai nós não viramos purpurina no ar e deixamos de existir em protesto. Passamos a vida dizendo que adoramos verduras e alface, mas trocamos sem pensar um pratão de salada fresquinha por um pão com ovo frito na manteiga com queijo derretido (me desculpe quem não come pão com ovo. É que estou com desejo de pão com ovo desde ontem). Passamos a vida dizendo e ouvindo que estudar é muito importante, mas adoramos as férias e sempre achamos que elas duram menos do que deviam e que 50 minutos ouvindo um professor falar são mais tempo do que queríamos.
Quando digo "passamos", sei que posso estar falando mais por mim do que por qualquer outra pessoa que não seja eu. Mas é que passamos a vida também tentando dizer/adivinhar/impor o que os outros gostam com base no que nós mesmos gostamos e achamos que todos deveriam gostar.
Eu sempre disse que mulher deve mesmo trabalhar pra ajudar o marido, ser independente e ter um dinheiro seu também, além do dinheiro da família. Sempre acreditei que ser independente compensava qualquer esforço, como o de levantar às 5:30 pra estar no trabalho às 7:00. Agora me vejo questionando se, quem sabe, talvez não seja melhor voltar a só estudar e deixar que me sustentem, ao invés de gastar 40 horas semanais em um lugar que não tem me feito bem, não tem me ensinado coisas novas e não me dá perspectivas de crescimento. Aí penso que, pelo bem do casamento que se aproxima, o mais sensato é aguentar como está, guardar um dinheiro para ajudar no começo da vida a dois e depois, quando houver oportunidade, trocar de emprego, mesmo que um novo emprego não signifique necessariamente a tal satisfação profissional que eu sempre sonhei.
Penso que o mais sensato. Passamos a vida pensando que somos as pessoas mais sensatas e racionais do mundo.
E quando eu digo "passamos", quero dizer que eu passamos. Insisto tanto nisso de ser racional e agir sem levar em conta as emoções, que eu quase acredito que as coisas podem funcionar sempre assim, deixando de fora o lado pessoal.
Passamos a vida inventando detalhes para a nossa personalidade simplesmente porque achamos que seria legal eles existirem. Só que não existem e a nossa personalidade, na verdade, não é tão legal quando gostaríamos que fosse.
E quando digo "a nossa", quero dizer a de vocês, porque eu inventei que a minha é super legal e vou fingir que acredito nisso.

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Trilha Sonora: "Eu sempre fui assim Meu jeito me convém" - Rádio de Outono. Esqueci o nome da música, mas ela tá tocando sem parar na minha cabeça porque ouvi umas vinte vezes seguidas ontem.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Na Hora do Adeus

Um dia eu fiz uma lista de músicas de pé na bunda aqui no blog, para quando você leva aquele chute certeiro e fica sofrendo e chorandinho.
Mas agora, Senhoras e Senhores, apresento-lhes a lista de músicas que servem perfeitamente para quando é você quem precisa dar o chute, mas não sabe como fazê-lo ou quer fazer de forma fina, romântica e musical.
Afinal, se muitos relacionamentos começam com uma música especial, por que não terminar do mesmo jeito?

Não Te Quero Mais - A Lista

É uma música lindinha, tentando explicar de forma bem educada, que veja bem, não dá mais, mas não é culpa sua, sou eu e minha personalidade indecisa, mudo muito de idéia, sabe? Acordei não querendo mais, acho que o amor chegou ao fim, ou não, só não quero mais essa rotina, entende? Adeus.

Eu Nunca Te Amei Idiota - Ana Carolina (acho que ela curte gravar músicas para dar pé na bunda)
A letra é do Alvin L. e é um pouco mais grosseira se você quiser mandar um recado para aquela pessoa que você namora, mas que na verdade é só um passatempo mas que na verdade verdadeira que você vai acabar sentindo falta e sabe que só o chama de idiota agora por pura raivinha de fim de namoro.

Você Não Serve Pra Mim - Penélope ou na fase solo da Érika Martins (ou de várias outras pessoas porque essa música já foi gravada por muita gente, incluindo Roberto Carlos)
Sabe quando você percebe que é muita areia pro caminhãozinho alheio e não está nem disposta a deixá-lo fazer várias viagens? Então, o melhor é procurar um caminhão que acomode toda a sua areia. Daí você usa essa música e dá um basta na coisa toda.
Um trecho: "Você comigo não combina, não adianta nem tentar"

Montes Claros - Unidade Imaginária
A música de fim de namoro mais linda e pacífica do mundo! Sabe quando você bem que gostaria de continuar, mas sabe que não tem mais futuro, que um atrapalha mais do que ajuda na vida do outro? Aí você sai de cena desejando coisas boas para o futuro dele(a) sem você, sem brigas, sem raiva, sem crime passional... O fim apenas, com amor ainda.
Um trecho Três trechos: "É que seguir sem mudar ou crescer É o mesmo que não ter aonde ir" ou "Mas não tem como dizer que eu não queria Que a gente tivesse um final mais feliz" e só mais um (a letra toda é linda) "Se te disserem que nada é pra sempre Saiba sempre que o amor é pra sempre".

Amanhã - Colúmbia
Para aqueles namoros que acabam por excesso de promessas, por falta de confiança, por diálogos que deixam de existir. Quando não tem mais jeito, a letra dessa música fala por você. E o clipe dela é lindo (lindo de lindo e lindo de bem produzido)!
Um trecho: "Solte as suas mãos das minhas e procure viver mais do que palavras"

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E você, que músicas usaria pra dar aquela bicuda bem dada no rabo do filho da puta que não te valorizou encerrar um relacionamento?

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Trilha Sonora: Amanhã - Columbia. Porque enquanto eu produzo um post sobre músicas, eu as ouço pra entrar no clima.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Coisas que eu nunca saberei

Teve aquele desabamento dos prédios no RJ e os jornais só falam nisso, claro. A tristeza das famílias, quem são os (ir)responsáveis, quem são as vítimas... E eu estava lendo no jornal uma notinha com os nomes das vítimas já identificadas e, abaixo dos nomes e idades, constava alguma informação adicional. Coisas como zelador do prédio, esposa do zelador, morador de rua que estava próximo do prédio, funcionário da empresa X... Mas teve um que me chamou a atenção, mais do que aquele que falava com a noiva pelo celular e aquela que estava no msn com o marido no momento em que tudo caiu. Dizia que ele (era um homem, não me recordo o nome agora) morreu abraçado a uma carteira.
Fiquei pensando, o que teria nessa carteira? Fotos da família? Alguém ainda carrega fotos da família nas carteiras? Dinheiro que a família esperava para pagar alguma conta importante? Os documentos pessoais dele e isso foi um tipo de pensamento rápido "vou morrer e não quero ser enterrado como indigente"?
Isso me levou a um outro pensamento: se eu percebesse a morte chegando e não visse mais saída, aquele momento inevitável do "Fodeu, mano!", o que eu faria? O que eu tentaria salvar? Se houvesse mais gente comigo, quem eu tentaria salvar? Eu tentaria salvar alguém ou pensaria só em mim?
Quanto mais eu penso nisso, mais as minhas respostas parecem injustas, imorais, egoístas, fúteis e materialistas. E talvez isso mostre quem eu sou.
De repente o "certo" seria só deixar desabar e acabar.

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Trilha Sonora: Made For TV Movie - Incubus.